A cirurgia de revascularização do miocárdio com a utilização...
Assinale a afirmativa que indica o principal motivo que leva a esta opção.
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Tema central da questão: Revascularização do miocárdio com preferência pelo uso de enxertos arteriais.
A cirurgia de revascularização miocárdica busca restabelecer o fluxo sanguíneo nas coronárias obstruídas, utilizando enxertos que podem ser arteriais (principalmente a artéria torácica interna – ATI, artéria radial) ou venosos (principalmente a veia safena).
Justificativa da alternativa correta (E):
Segundo as diretrizes nacionais e literatura médica contemporânea, enxertos arteriais oferecem maior perviedade, menor taxa de aterosclerose e melhor prognóstico em longo prazo se comparados aos enxertos venosos. A Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular e revisões como a publicada pela Revista Médica de Minas Gerais destacam que a ATI permanece pérvia em mais de 90% dos casos após 10 anos, enquanto enxertos venosos têm taxas de oclusão significativamente superiores nesse intervalo.
Assim, a preferência clínica por utilizar o maior número possível de enxertos arteriais é justificada por uma melhor evolução pós-operatória no longo prazo, reduzindo eventos cardíacos, sintomas recorrentes e a necessidade de reintervenções cirúrgicas. Isso atende exatamente ao que se pede na alternativa E: a melhor evolução pós-operatória, no longo prazo, de pacientes com revascularização arterial completa.
Análise das alternativas incorretas:
A) Facilidade e rapidez na dissecção/preparo: Os enxertos arteriais exigem técnica cirúrgica mais apurada e cuidadosa, sendo frequentemente mais delicados e trabalhosos.
B) Grande variedade de enxertos arteriais: A variedade de enxertos disponíveis não é tão grande quanto a sugere a alternativa; as opções arteriais são essencialmente limitadas à ATI, artéria radial e, em poucos casos, a artéria gastroepiploica.
C) Manipulação cirúrgica mais fácil: Na realidade, manipular enxertos arteriais requer mais habilidade do cirurgião, principalmente pela fragilidade e risco de espasmos.
D) Redução do tempo de circulação extracorpórea: Utilizar preferencialmente enxertos arteriais não reduz necessariamente o tempo de CEC, podendo até aumentá-lo.
Estratégia de prova: Atente-se a termos como “longo prazo” e “evolução pós-operatória”, que direcionam para desfechos mais duradouros. Alternativas que falam apenas de características técnicas ou facilidade cirúrgica frequentemente são pegadinhas.
Conclusão: A escolha de enxertos arteriais baseia-se em seu maior benefício para o paciente no longo prazo, conforme recomendam diretrizes atuais e artigos de referência (ex: Rev Med Minas Gerais).
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