Na abordagem cirúrgica da válvula mitral, a plastia valvar é...

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Q2039814 Medicina
Na abordagem cirúrgica da válvula mitral, a plastia valvar é considerada uma boa prática. Assinale a opção que indica a situação em que a tentativa de plastia estaria recomendada, com grande possibilidade de bom resultado.
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Tema central: A questão aborda a plastia valvar mitral, procedimento preferencial quando possível, por preservar a estrutura nativa e garantir melhor função ventricular, menor risco tromboembólico e sobrevida superior ao implante de próteses em situações específicas.

Justificativa da alternativa correta (D):
A ruptura de cordoalha com prolapso do segmento P2 do folheto posterior é a indicação clássica de plastia valvar mitral. Anatomia favorável do folheto posterior, especialmente no segmento P2, permite técnicas consagradas (como ressecção quadrangular e reaproximação dos folhetos) com altíssimos índices de sucesso. Segundo as "Atualizações das Diretrizes Brasileiras de Valvopatias" (SBCCV, 2020), “a plastia da valva mitral é procedimento de escolha no prolapso de cúspide posterior isolada (P2) devido à elevada eficácia e durabilidade” (Quadro 11, p. 54).

Análise das alternativas incorretas:

A) Ruptura de múltiplas cordoalhas do folheto anterior:
O folheto anterior, devido à sua anatomia e maior área, apresenta reconstrução mais complexa; rompimentos múltiplos aumentam a dificuldade da plastia e reduzem os resultados satisfatórios.

B) Intensa calcificação do folheto posterior:
Calcificação importante compromete a mobilidade do folheto, tornando-o rígido. Nesses casos, a plastia é geralmente inviável pela dificuldade técnica e alto risco de recorrência da insuficiência.

C) Espessamento e calcificação de ambos os folhetos:
Processos degenerativos com fibrose e calcificação aumentam a rigidez valvar e frequentemente indicam troca valvar, conforme orientam diretrizes (SBCCV/2020).

E) Espessamento dos folhetos e fusão das estruturas do aparelho subvalvar:
Nesse contexto (habitual em doença reumática crônica), a distorção anatômica inviabiliza resultados aceitáveis com plastia. Segundo o Harrison's Principles of Internal Medicine (20th ed.), a plastia tem sucesso restrito quando não há comprometimento subvalvar ou intenso espessamento.

Estratégia para leitura: Cuidado ao identificar palavras-chave (ex: “calcificação”, “espessamento”, “fusão”, “múltiplas cordoalhas”), pois frequentemente indicam contraindicações à plastia ou baixa chance de sucesso.

Resumo:
Em situações de prolapso isolado do segmento P2 com ruptura de cordoalha, a anatomia é propícia e a plastia valvar apresenta excelente prognóstico.

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Para responder a essa questão, é importante entender o que é a plastia valvar mitral e em quais situações ela é recomendada. A plastia valvar mitral é um procedimento cirúrgico que visa reparar a válvula mitral do coração em vez de substituí-la. Esse tipo de cirurgia é preferível pois mantém a própria válvula do paciente, o que está associado a uma melhor preservação da função ventricular, menor risco de infecção, e elimina a necessidade de anticoagulação a longo prazo. A alternativa D é a correta porque descreve uma situação ideal para a realização da plastia valvar: a ruptura de uma cordoalha com prolapso do segmento P2 do folheto posterior. Esta condição geralmente é mais localizada e menos complexa para reparar. A ruptura de uma cordoalha permite que o cirurgião reconstitua a continuidade entre o folheto valvar e os músculos papilares, restaurando assim a função adequada da válvula. As outras opções (A, B, C, e E) descrevem situações onde há múltipla ruptura das cordoalhas, intensa calcificação, ou espessamento significativo dos folhetos ou das estruturas do aparelho subvalvar, todas as quais poderiam tornar o reparo muito mais difícil ou até impraticável. Nessas situações, a substituição valvar muitas vezes é preferida em vez da plastia, especialmente quando há deformações severas, calcificação avançada ou envolvimento de múltiplas estruturas da válvula mitral, que comprometeriam a durabilidade do reparo.

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