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É preciso lembrar que, apesar de na tradição historiográfica e acadêmica a história factual já estar superada há quase um século, há ainda remanescentes desse factualismo no ensino de História.
(São Paulo (Estado). Secretaria da Educação, Currículo Paulista. São Paulo: SEDUC, 2019. Adaptado)
Em consonância com a superação desse paradigma na historiografia, no ensino de História, segundo o Currículo Paulista, o professor deve ser considerado
Gabarito comentado
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Alternativa correta: E - o mediador do conhecimento, reconhecendo o estudante como um ser ativo na aprendizagem.
Tema central da questão:
O tema aborda a transformação no ensino de História, especialmente a mudança de um ensino factualista (centrado apenas em fatos e datas) para uma concepção mais crítica, reflexiva e participativa. Esse novo paradigma coloca o estudante como protagonista do próprio aprendizado.
Resumo teórico:
Atualmente, as orientações curriculares, como o Currículo Paulista e a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), defendem o papel ativo do aluno e o professor como mediador do conhecimento. O ensino de História deve ir além da mera transmissão de informações, promovendo a interpretação crítica dos acontecimentos e valorizando a participação do estudante no processo de construção do saber histórico (BNCC, 2018; Currículo Paulista, 2019).
Justificativa da alternativa correta (E):
O professor, como mediador, propõe situações-problema, estimula debates, questiona, e incentiva o estudante a construir significados. O aluno é visto como sujeito ativo, que dialoga, pesquisa e constrói o conhecimento junto com o professor e colegas. Essa perspectiva é central nas diretrizes atuais da educação básica.
Análise das alternativas incorretas:
A – Transmissor de conhecimento: Remete ao ensino tradicional, focado em memorização. Não corresponde ao papel proposto pelo Currículo Paulista.
B – Facilitador neutro/imparcial: O ensino de História nunca é neutro, pois envolve interpretações e contextos. O professor é mediador, não mero facilitador.
C – Repositório da tradição: Vê o professor apenas como quem “guarda” e repassa conhecimentos, o que não corresponde à perspectiva participativa atual.
D – Referência em cronologias: Limita o ensino ao domínio de datas e períodos, aspecto já superado pela historiografia e pela prática pedagógica contemporânea.
Dicas de interpretação:
Procure sempre identificar termos que indicam protagonismo do estudante e mediação do professor. Desconfie de alternativas que sugerem neutralidade absoluta, transmissão mecânica de informações ou que centram todo o saber no professor. O foco moderno é a aprendizagem ativa e colaborativa.
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