Considerando os distúrbios eletrolíticos em pacientes ...
A correção rápida de Sódio nas primeiras 3 a 4 horas, em pacientes hiponatrêmicos, está indicada apenas em pacientes com manifestações neurológicas graves.
Gabarito comentado
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Tema central: A questão aborda a abordagem terapêutica da hiponatremia em pacientes graves, enfocando especialmente quando é indicada a correção rápida do sódio.
Explicação didática: A hiponatremia é definida como uma concentração sérica de sódio menor que 135 mmol/L, sendo uma das alterações eletrolíticas mais comuns em pacientes críticos. Sua gravidade clínica depende tanto da intensidade quanto da velocidade do declínio do sódio.
Quando ocorre hiponatremia aguda sintomática (por exemplo, convulsão, coma, sinais de herniação cerebral), a mudança osmótica cerebral pode levar a edema cerebral e risco iminente de morte. Nestes casos, a correção rápida e inicial do sódio é fundamental para salvar a vida do paciente.
Segundo a “Clinical Practice Guideline on Diagnosis and Treatment of Hyponatraemia”:
“In patients with acute symptomatic hyponatraemia, we recommend prompt intravenous infusion of 150 mL of 3% hypertonic saline over 20 minutes. This can be repeated twice or three times as needed to achieve a target increase in serum sodium concentration of 5 mmol/L.”
Justificativa completa do gabarito: Está certa a afirmação que a correção rápida do sódio nas primeiras horas está restrita a pacientes com manifestações neurológicas graves. Em quadros sem sintomas graves, a correção deve ser sempre lenta e cuidadosa para evitar complicações como a síndrome de desmielinização osmótica (mielinólise pontina central).
Análise crítica das alternativas:
• Certo (correta): A correção rápida nas primeiras horas só está indicada em hiponatremia com manifestações neurológicas graves.
• Errado (incorreta): Qualquer conduta fora desse contexto aumenta o risco de lesão neurológica definitiva por hipercorreção.
Pontos-chave atentos para provas: Quando o enunciado mencionar “correção rápida” e “em todas as hiponatremias” ou “em todo paciente”, desconfie! A exceção são manifestações neurológicas graves — foque sempre neste diferencial. Palavras como “apenas”, “sempre”, “nunca” costumam indicar pegadinhas: atente-se para a necessidade clínica na decisão.
Referências confiáveis: Diretrizes internacionais e renomados textos como Harrison’s Principles of Internal Medicine e UpToDate corroboram que a conduta de urgência se restringe aos pacientes sintomáticos graves.
Resumo prático: Corrija rápido SOMENTE quando houver ameaça neurológica aguda. Nos demais, corrija devagar para evitar lesão iatrogênica.
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