O tratamento medicamentoso da gravidez ectópica com metotrex...
O tratamento medicamentoso da gravidez ectópica com metotrexato foi estabelecido no final da década de 1980. Sobre o uso do metotrexato na gravidez ectópica, analise as afirmativas a seguir.
I. O MTX é um antagonista do ácido fólico que inativa a diidrofolato redutase e a síntese de novo das purinas e pirimidinas e, portanto, do DNA celular.
II. Os principais critérios para a indicação do MTX são: estabilidade hemodinâmica; diâmetro da massa anexial < 3,5 cm; β-hCG inicial ≤ 5.000 mUI/mL; ausência de dor abdominal; desejo de gravidez futura; e, termo de consentimento assinado.
III. Existem dois esquemas consagrados para a ministração do MTX: de dose única e de múltiplas doses. No protocolo de dose única, é ministrado o MTX na dose de 50 mg/m2 por via IM.
IV. A USTV seriada após o tratamento com MTX é desnecessária – exceto quando existe suspeita de ruptura tubária recente.
Está correto o que se afirma em
Gabarito comentado
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Gabarito: Alternativa A (I, II, III e IV)
Tema central da questão: O tratamento medicamentoso da gravidez ectópica com metotrexato (MTX). Esse é um conhecimento fundamental para médicos obstetras, pois trata-se de situação clínica frequente na prática de urgência/emergência em ginecologia e obstetrícia.
Justificativa da alternativa correta:
I. Correta. O MTX é um antagonista do ácido fólico, inibindo a diidrofolato redutase e, consequentemente, a síntese de DNA, o que leva à inibição da proliferação do trofoblasto. Isso está de acordo com as bases fisiopatológicas do tratamento medicamentoso da gravidez ectópica.
II. Correta. Os critérios de indicação do MTX estão conforme o Manual de Gestação de Alto Risco do Ministério da Saúde: estabilidade hemodinâmica, massa anexial ≤3,5 cm, β-hCG ≤5.000 mUI/mL, ausência de dor, desejo de futura gestação e consentimento informado.
III. Correta. O esquema de dose única (50 mg/m², via IM) é amplamente aceito e recomendado (Manual de Gestação de Alto Risco, Ministério da Saúde, 4.4.3.3).
IV. Correta. A ultrassonografia transvaginal repetida não é rotina no acompanhamento pós-MTX; faz-se necessária apenas se houver suspeita de ruptura tubária, sendo o β-hCG seriado o principal exame de seguimento.
Por que as outras alternativas estão incorretas?
As demais opções excluem afirmações corretas, desconsiderando a totalidade dos critérios e condutas confirmados em diretrizes oficiais e na prática baseada em evidências. Não há erros conceituais nas afirmativas I, II, III ou IV, e tirar qualquer uma delas resultaria em uma resposta imprecisa.
Dica de prova: Atenção a detalhes técnicos (doses, critérios específicos) e ao uso restrito de exames complementares. Palavras como “desnecessária exceto...” servem de alerta para análise cuidadosa!
Citação de referência:
Segundo o Manual de Gestação de Alto Risco/MS, seção 4.4.3.3: “Os principais critérios para indicação do MTX são: estabilidade hemodinâmica, massa anexial ≤3,5 cm, β-hCG ≤5.000 mUI/mL, ausência de dor abdominal, desejo de gravidez futura e termo de consentimento assinado.”
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