Um paciente adulto encontra-se hospitalizado após período p...

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Q4332057 Nutrição
Um paciente adulto encontra-se hospitalizado após período prolongado de ingestão alimentar muito reduzida (cerca de 8 dias). Apresenta perda ponderal significativa e iniciou recentemente terapia nutricional. Seus exames laboratoriais mostram:

Albumina sérica: 2,8 g/dL
Proteína C reativa (PCR): 0,6 mg/dL
Fósforo sérico: 2,1 mg/dL
Magnésio sérico: 1,4 mg/dL
Potássio sérico: 3,2 mEq/L

Considerando a interpretação nutricional desses exames no contexto clínico apresentado, assinale a alternativa correta. 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: Diante da hipoalbuminemia, da ingestão reduzida e da perda ponderal, a distinção decisiva era que A exige interpretação conjunta com o contexto clínico, enquanto D atribui suficiência diagnóstica à albumina isolada; por isso, mantém-se A conforme o gabarito.

Tema central: Albumina e eletrólitos na realimentação
Análise das alternativas
A
Certa
A é a resposta oficial porque apresenta uma possibilidade e exige avaliação clínica conjunta, sem afirmar que a albumina diagnostica ou gradua desnutrição. Essa leitura, porém, tem um limite técnico: segundo a ASPEN, a albumina não é marcador validado das reservas proteicas, e a ausência de inflamação significativa não a transforma nesse marcador. Portanto, a alternativa deve ser aceita pela interpretação contextual pretendida, não como comprovação de comprometimento proteico pelo exame.
B
Errada
Fósforo, magnésio e potássio reduzidos têm relevância direta para a segurança da realimentação. Essas alterações exigem monitorização e correção das deficiências, não podendo ser descartadas como alterações transitórias sem importância para a conduta.
C
Errada
Mesmo uma PCR normal não excluiria complicações metabólicas da realimentação. Os critérios da ASPEN consideram a queda de fósforo, potássio ou magnésio após a reintrodução calórica, sem exigir PCR elevada. Neste caso, faltam valores basais e cronologia precisa para confirmar síndrome de realimentação.
D
Errada
A albumina isolada não diagnostica nem gradua desnutrição e não representa as reservas proteicas corporais. Atribuir suficiência classificatória a esse exame contraria o critério técnico da ASPEN.
E
Errada
A conduta exige correção ativa dos eletrólitos e adequação individualizada da oferta nutricional, não espera por normalização espontânea. Deficiências graves ou quedas precipitadas podem justificar adiamento, redução ou interrupção da terapia, mas não sustentam a contraindicação automática proposta.
Pegadinha da questão
Confundir interpretação contextual da hipoalbuminemia com diagnóstico de desnutrição pela albumina; além disso, tratar PCR normal como exclusão de complicações da realimentação ou alterações eletrolíticas como motivo de suspensão automática da alimentação.
Dica para questões semelhantes
  • Não use albumina isolada para diagnosticar ou graduar desnutrição, mesmo quando não há evidência de inflamação significativa.
  • Após restrição alimentar e início da realimentação, alterações de fósforo, magnésio e potássio exigem monitorização, correção e avaliação da oferta nutricional.
  • Não exclua complicações da realimentação pela PCR; para confirmar a síndrome, verifique a evolução dos eletrólitos e sua relação temporal com a reintrodução calórica.
  • Diferencie ajuste individualizado da terapia de suspensão automática: a decisão depende da gravidade e da evolução das alterações, sem esperar normalização espontânea.

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