Questões de Concurso Público SES - SP 2025 para Residência Médica - Pré-Requisito em Cardiologia

Foram encontradas 50 questões

Q3827706 Medicina

Mulher, 39 anos, procura atendimento com seu médico de atenção primária. Ela relata início de cefaleia aguda há 2 dias, diferente de qualquer cefaleia prévia, sem melhora com paracetamol a cada 6 horas. Além disso, apresenta visão borrada transitória, dispneia leve e pouco apetite. Histórico médico: fenômeno de Raynaud, asma, depressão, refluxo gastroesofágico. Medicações: inalador de albuterol conforme necessidade, omeprazol, sertralina. Exame físico: T 37 ºC; pulso 98; PA 155 × 95 mmHg; FR 15; saturação 93% em ar ambiente.


Encontra-se magra, desconfortável pela dor. Realizou o exame de fundo de olho, que mostrou borramento dos discos ópticos (papiledema). Nos demais exames feitos, tem-se o seguinte: cardiovascular: ritmo regular, sem sopros/atritos; pulmões: estertores inspiratórios finos nas bases. extremidades: edema discreto e pequenas úlceras/erosões digitais nos 2o e 3o dedos.


Ela é encaminhada ao pronto-socorro para tratamento imediato.


Em face do exposto, o medicamento é mais apropriado para essa paciente é:

Alternativas
Q3827707 Medicina

Mulher, 30 anos, previamente saudável, apresenta fadiga persistente, sensação de “nevoeiro mental” e distúrbios do sono. Também relata que o coração acelera ao ficar de pé, acompanhado de tontura. Não usa medicamentos nem drogas ilícitas. Exames laboratoriais normais, incluindo testes tireoidianos e marcadores cardiovasculares.


Além de uma história clínica completa e exame físico, qual outra ferramenta diagnóstica deve ser considerada precocemente na avaliação dessa paciente?

Alternativas
Q3827708 Medicina

Mulher, 29 anos, retorna para consulta de seguimento. Sua história médica inclui psoríase e hipertensão mal controlada, mesmo utilizando 3 medicamentos anti-hipertensivos. Ela nega tabagismo. Eletrólitos e função renal estão normais. Exames laboratoriais foram negativos para feocromocitoma.


Considerando a faixa etária e prevalência, qual é a causa mais provável da hipertensão secundária dessa paciente?

Alternativas
Q3827709 Medicina

Mulher, 41 anos, previamente saudável, apresenta hipertensão arterial de início recente, com valores persistentes em torno de 170–180 x 100–110 mmHg, apesar do início de terapia com um bloqueador de canal de cálcio e um inbidor da ECA.


Refere episódios de sudorese fria, ansiedade intensa súbita, cefaleia pulsátil, e palpitações irregulares, geralmente precipitados por mudança de posição ou durante evacuação. Nega tabagismo, e a função renal é normal. Exames iniciais mostram:


Potássio: 4,3 mEq/L.


Sódio: 140 mEq/L.


Creatinina: 0,7 mg/dL.


TSH: normal.


ECG: extrassístoles supraventriculares frequentes.


Cintilografia de tireoide: normal.



Entretanto, o médico nota que as metanefrinas plasmáticas estão limítrofes e que os episódios hipertensivos são muito irregulares, com períodos de pressão arterial normal entre as crises. A paciente também relata que, há meses, percebe nódulos indolores nos lábios e episódios de diarreia esporádica.


Qual etiologia deve ser fortemente considerada como causa da hipertensão dessa paciente?

Alternativas
Q3827710 Medicina

Mulher, 65 anos, com histórico de diabetes mellitus e hipertensão, é avaliada por dor torácica aos esforços. Foi realizada cintilografia do miocárdio associada ao estresse físico (teste ergométrico), que evidenciou isquemia induzida no ápice e na parede anterior do ventrículo esquerdo, com fração de ejeção de 45%. Suas medicações atuais incluem: aspirina, lisinopril, atorvastatina, metformina, metoprolol e mononitrato de isossorbida. Ao exame físico: afebril, PA 130 × 72 mmHg; FC 72 bpm; FR 16 irpm. Função renal normal.


Qual é o próximo passo mais apropriado na investigação diagnóstica dessa paciente?

Alternativas
Q3827711 Medicina

Mulher de 56 anos chega ao pronto-socorro com dispneia. Refere piora progressiva dos sintomas nas últimas 2 semanas. História médica: câncer de mama tratado recentemente com quimioterapia. Exame físico da admissão: PA: 88 × 64 mmHg; FC: 112 bpm; SpO2: 94% em ar ambiente. Presença de turgência jugular, bulhas cardíacas taquicárdicas, sem sopros; pulmões limpos; ausência de edema de membros inferiores; extremidades frias. ECG: taquicardia sinusal. Ecocardiograma à beira-leito: função do VE hiperdinâmica; grande derrame pericárdico circunferencial. Os exames laboratoriais ainda não estão disponíveis.


Assinale a alternativa que apresenta a conduta imediata mais apropriada, antes do tratamento definitivo.

Alternativas
Q3827712 Medicina
Mulher, 65 anos, com histórico de hipertensão tratada com hidroclorotiazida, apresenta-se com dispneia e dor torácica intensa irradiada para as costas. O exame físico inicial revela pressão arterial de 205 × 98 mmHg, estertores pulmonares em bases e alterações inespecíficas do segmento ST no eletrocardiograma. A radiografia de tórax está ilustrada a seguir:

Q27.png (355×322) (Arquivo pessoal; imagem usada com autorização)

Em face do exposto, qual é a melhor conduta inicial? 
Alternativas
Q3827713 Medicina

Mulher de 80 anos é trazida ao pronto-socorro após queda da própria altura. Apresenta antecedentes de hipertensão, dislipidemia e fibrilação atrial persistente. Ela é alérgica à aspirina e faz uso dos seguintes medicamentos: lisinopril e apixabana. Ao exame físico, apresenta sopro sistólico no bordo esternal direito e rotação externa do membro inferior esquerdo. O eletrocardiograma está ilustrado a seguir:


Q28.png (525×297)

(Arquivo pessoal; imagem usada com autorização)



O ecocardiograma bidimensional mostra fração de ejeção de 50%, área valvar aórtica de 0,72 cm2, gradiente médio de 41 mmHg e insuficiência aórtica leve. Após discussão pelo “heart team”, decide-se pelo implante transcateter de valva aórtica (TAVI).


Dentre as alternativas a seguir, assinale aquela que é contraindicação absoluta para TAVI, considerando o quadro clínico e a apresentação nessa paciente.

Alternativas
Q3827714 Medicina

Homem de 50 anos é encaminhado para avaliação cardiológica. Ele é ex-tabagista e realizou uma tomografia computadorizada de tórax para rastreamento de câncer de pulmão. O exame foi negativo para malignidade, mas mostrou uma possível anomalia de artéria coronária. Uma angiotomografia coronária subsequente revelou uma artéria coronária direita (RCA) anômala, originando-se do seio coronariano esquerdo e com trajeto interarterial, sem aterosclerose.


Para investigar melhor o achado, ele realizou uma cintilografia do miocárdio para pesquisa de isquemia ao esforço – induzida, que mostrou isquemia moderada na parede inferior.


Assinale a alternativa que apresenta a conduta mais apropriada.

Alternativas
Q3827715 Medicina

Homem, 62 anos, hipertenso e portador de DPOC leve, chega ao pronto-socorro com palpitações intensas, iniciadas há cerca de 40 minutos, associadas a leve dispneia. Ao exame:


PA 104 × 62 mmHg; FC 188 bpm; FR 22 irpm; saturação 95% AA. Está consciente, sudorético, sem dor torácica. Realizou o ECG a seguir:



Q30.png (541×286)

(Arquivo pessoal; imagem usada com autorização)


Foi realizada manobra vagal: sem resposta significativa. Na sequência, foram administradas 6 mg de adenosina, ocorrendo breve pausa e retorno imediato da taquicardia, mantendo o mesmo padrão. Eco portátil: função normal, sem sinais de congestão.


Qual é a conduta mais apropriada nesse cenário?

Alternativas
Q3827716 Medicina

Mulher, 56 anos, portadora de miocardiopatia dilatada não isquêmica e fração de ejeção de 20%, em terapia de ressincronização cardíaca com desfibrilador (CRT-D) implantado há 6 meses, apresenta-se ao consultório com história de 2 semanas de piora progressiva da dispneia aos esforços. Nega qualquer falta de adesão medicamentosa ou dietética. Continua em uso regular dos seguintes medicamentos: furosemida, 40 mg, duas vezes ao dia; carvedilol, 6,25 mg, duas vezes ao dia; sacubitril/valsartana, 24/26 mg, duas vezes ao dia; espironolactona, 12,5 mg ao dia; empagliflozina, 10 mg ao dia.


Ao exame físico: FC 88 bpm; PA 98 x 60 mmHg; pressão venosa jugular 12 cmH2 O; pulmões limpos; ritmo cardíaco regular, com presença de B3; extremidades aquecidas, com leve edema. Realizou eletrocardiograma (ECG), conforme segue:



Q31.png (557×302)

(Arquivo pessoal; imagem usada com autorização)


A radiografia de tórax mostra leve congestão vascular pulmonar. Assim sendo, assinale a alternativa que a presenta a melhor conduta para esse caso.

Alternativas
Q3827717 Medicina

Uma mulher de 77 anos, hipertensa, apresenta-se ao pronto-socorro após um episódio de síncope não testemunhado em casa. Ela estava de pé e não apresentou sintomas prévios. A paciente apenas se recorda de ter acordado no chão. Não há história prévia de síncope. Medicamento em uso: anlodipina 5 mg/dia. Um eletrocardiograma é registrado:



Q32.png (557×280)

(Arquivo pessoal; imagem usada com autorização)


A paciente permaneceu assintomática após o evento, e os exames laboratoriais iniciais foram normais.


A melhor conduta para essa paciente é:

Alternativas
Q3827718 Medicina

Uma mulher de 85 anos, hipertensa e com fibrilação atrial permanente nos últimos 10 anos, apresenta-se ao consultório para uma consulta. Ela está se sentindo bem, sem palpitações ou dispneia. Suas medicações incluem: carvedilol, 6,25 mg, duas vezes ao dia; lisinopril, 10 mg por dia; rivaroxabana 20 mg por dia. Ao exame físico: PA: 105 × 70 mmHg; FC: 88 bpm. O exame cardíaco revela ritmo irregularmente irregular, e o restante do exame é normal. O eletrocardiograma mostra FA com FC: 90 bpm e bloqueio de ramo esquerdo. O ecocardiograma mostra fração de ejeção normal.


Assinale a alternativa que apresenta a conduta mais apropriada no momento.

Alternativas
Q3827719 Medicina

Mulher, 62 anos, com histórico de esclerodermia, apresenta dispneia progressiva aos esforços. No ecocardiograma recente, a pressão sistólica estimada da artéria pulmonar foi de 58 mmHg, com aumento discreto do átrio direito e insuficiência tricúspide leve. Fração de ejeção preservada. Ela não apresenta doença cardíaca esquerda, doença pulmonar crônica ou tromboembolismo conhecido. O exame físico mostra estertores ausentes, turgência jugular normal e saturação de oxigênio de 96% em ar ambiente.


O próximo passo mais apropriado na investigação dessa paciente é: 

Alternativas
Q3827720 Medicina

Homem, 74 anos, hipertenso e diabético, apresenta dispneia aos esforços progressiva há 3 meses. O ecocardiograma mostra:


•  FEVE = 45%.


•  Hipertrofia excêntrica leve.


•  Insuficiência mitral funcional moderada.


•  Pressão sistólica estimada da artéria pulmonar (PSAP): 62 mmHg.


•  Átrio esquerdo significativamente aumentado (volume indexado:52 mL/m²).


•  Ventrículo direito com função preservada.


•  BNP: 820 pg/mL. Radiografia de tórax: congestão vascular moderada. Espirometria normal.



O cardiologista solicita cateterismo cardíaco direito, que revela:


•  PAP média: 38 mmHg.


•  POAP: 22 mmHg.


•  RVP: 2,1 UW.



Nesse caso, o diagnóstico hemodinâmico mais provável e a conduta mais adequada são, correta e respectivamente:

Alternativas
Q3827721 Medicina

Homem, 23 anos, 2 anos após transplante cardíaco por cardiomiopatia idiopática familiar, procura o pronto-socorro por dispneia. No pós-transplante, teve pneumonia por Aspergillus aos 2 meses, além de hipertensão, gota e epilepsia atribuída a AVC cardioembólico pré-transplante. Usa: tacrolimus (TAC), 0,5 mg 2x/dia; micofenolato, 1.000 mg 2x/dia; pravastatina, 20 mg/dia; levetiracetam, 500 mg 2x/dia; alopurinol, 100 mg/dia; voriconazol, 200 mg 2x/dia; e lisinopril, 10 mg/dia. O ecocardiograma mostra fração de ejeção de 25%, redução em relação a 60% há 1 mês. Nível de TAC é indetectável. Ele afirma estar tomando TAC regularmente, mas admite não ter sido tão regular com os demais medicamentos.


A suspensão de qual medicamento mais provavelmente explica esse quadro?

Alternativas
Q3827722 Medicina

Homem de 64 anos, com história de cardiopatia isquêmica e FEVE 35%, sofre colapso súbito enquanto caminha em casa. A esposa presencia o evento, inicia compressões imediatamente, e o SAMU chega em 6 minutos. Na chegada, o monitor mostra ritmo não chocável compatível com atividade elétrica sem pulso (AESP) a 30 bpm, sem pulso palpável. A via aérea está patente e a ventilação adequada com bolsa-valva-máscara. Após 2 minutos de RCP, administra-se 1 mg de epinefrina, sem mudança do ritmo. O acesso periférico, funcionante, está mantido. Os profissionais identificam o seguinte quadro clínico durante a RCP: turgência jugular aumentada; desvio de traqueia para a esquerda; hemitórax direito sem entrada de ar; hipotensão pregressa segundo familiares; estertores ausentes e ausência de trauma.


Qual é a próxima conduta mais apropriada?

Alternativas
Q3827723 Medicina

Homem de 54 anos, previamente hipertenso e ex-tabagista, é atendido pelo SAMU após colapso súbito em ambiente público. A equipe encontra o paciente em fibrilação ventricular (FV), sem pulso. Iniciam RCP e aplicam:


Choque 1: 200 J.


Choque 2: 200 J.


Choque 3: 200 J.


Entre os choques, recebeu adrenalina (1 mg) e amiodarona (300 mg), sem mudança do ritmo. Após três ciclos completos de RCP + desfibrilação adequada, o paciente permanece em FV refratária.


O médico da equipe decide pela dupla sequência de desfibrilação (DSED), usando dois desfibriladores, com pás posicionadas: um sistema anterolateral, e o outro, anteroposterior.


Assinale a alternativa que apresenta a afirmação correta sobre a DSED,segundo evidências e diretrizes contemporâneas.

Alternativas
Q3827724 Medicina

Homem, 63 anos, hipertenso e diabético, com dor torácica atípica há 2 meses, relata episódios ocasionais desencadeados por esforço emocional, mas nunca em repouso. Ele faz caminhada leve diariamente sem limitação. Exames: ECG = ritmo sinusal, sem alterações isquêmicas; ecocardiograma transtorácico = FEVE 60%, sem alterações segmentares; probabilidade pré-teste (PPT) para DAC obstrutiva = baixa-intermediária (12%); creatinina = normal; não tem contraindicação a contraste iodado.


Qual é o exame mais apropriado para estratificação diagnóstica da doença arterial coronariana nesse momento?

Alternativas
Q3827725 Medicina

Uma mulher de 45 anos, portadora de cardiomiopatia não isquêmica e insuficiência cardíaca classe II, queixa-se de inquietação frequente durante o sono e sonolência diurna nos últimos meses. Ela também tem hipertensão e fibrilação atrial, tendo falhado múltiplas drogas antiarrítmicas e uma tentativa de ablação há 4 meses. Suas medicações incluem: rivaroxabana, 20 mg/dia; sacubitril/valsartana, 97/103 mg 2x/dia; metoprolol succinato,100 mg/dia; furosemida, 40 mg/dia; e espironolactona, 25 mg/dia. Exame físico: altura = 1,78 m, peso = 62,6 kg, frequência cardíaca de 92 bpm e PA: 118 × 78 mmHg. O exame cardíaco revela ritmo irregular com sopro holossistólico grau 2/6 irradiado para a axila, sem galope. Os pulmões estão claros e não há edema. Ela realiza polissonografia e recebe diagnóstico de apneia central do sono.


Além da história de insuficiência cardíaca, qual das alternativas a seguir apresenta um importante fator de risco para apneia central do sono nessa paciente?

Alternativas
Respostas
21: B
22: C
23: D
24: A
25: A
26: C
27: D
28: B
29: C
30: C
31: D
32: C
33: B
34: E
35: C
36: B
37: D
38: C
39: C
40: B