Questões de Concurso Público SEDUC-SP 2023 para Professor de Ensino Fundamental e Médio - Português

Foram encontradas 30 questões

Q3554301 Sociologia
De acordo com Almeida (2017), o racismo estrutural
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Q3554302 Pedagogia
Considere o excerto retirado de Candau (2008): “No caso da educação, promove-se uma política de universalização da escolarização, todos são chamados a participar do sistema escolar, mas sem que se coloque em questão o caráter monocultural presente na sua dinâmica, tanto no que se refere aos conteúdos do currículo quanto às relações entre os diferentes atores, às estratégias utilizadas nas salas de aula, aos valores privilegiados etc.”.

Essa descrição corresponde a
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Q3554303 Pedagogia
Assinale a alternativa correta acerca do conceito de multiletramento, de acordo com Rojo (2012).
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Q3554304 Pedagogia
Considere o texto a seguir, adaptado de Tardif (2012), a respeito dos saberes dos professores.

Em primeiro lugar, seria em vão procurar uma unidade teórica, ainda que superficial, no conjunto de conhecimentos, de saber-fazer, de atitudes e de intenções. Um professor não possui habitualmente uma só e única “concepção” de sua prática. Em segundo lugar, a relação entre os saberes e o trabalho docente não pode ser pensada segundo o modelo aplicacionista da racionalidade técnica utilizado nas maneiras de conceber a formação dos profissionais e no qual os saberes antecedem a prática, formando uma espécie de repertório de conhecimentos prévios que são, em seguida, aplicados na ação.

No trecho, o autor faz referência ao fenômeno
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Q3554305 Português
Andreia é professora de Ciências, e Danilo, de Geografia, lecionando para o 7º ano do ensino fundamental. Ambos têm trabalhado em um projeto interdisciplinar que diz respeito aos rios paulistanos e à ocupação urbana. Nas pesquisas em conjunto para a aula, depararam-se com o texto de Jerá Guarani (2020), no qual são mencionados os rios e córregos canalizados ou escondidos sob o asfalto de São Paulo, como o Anhangabaú e o Tamanduateí. Caso os professores queiram trabalhar a perspectiva da autora com seus alunos, as discussões do caso desses rios de São Paulo devem apontar para
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Q3554306 Pedagogia
De acordo com o documento Matrizes de Referência para avaliação: documento básico – Saresp (São Paulo, 2009), a que se referem as “operações mentais mais complexas, que envolvem pensamento proposicional ou combinatório, graças ao qual o raciocínio pode ser agora hipotético-dedutivo”?
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Q3554307 Pedagogia
De acordo com a Diretriz Curricular de Tecnologia e Informação (2019), a web 2.0 apresenta novas características quando comparada à web 1.0, que afetam as práticas nos ambientes digitais e levam ao desenvolvimento tanto de uma “nova técnica” quanto de um “novo ethos”. Como “novo ethos”, entende-se que
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Q3554308 Pedagogia
Tatiana é professora do Estado e descobriu recentemente a concepção de Projeto de Vida ao pesquisar o documento Diretrizes do Programa Ensino Integral (São Paulo, s.d.). Ela quer levar algumas reflexões que teve para sua reunião de trabalho pedagógico.

Assinale a alternativa que apresenta uma fala correta de Tatiana tendo como base o documento. 
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Q3554309 Pedagogia
De acordo com o Decreto nº 55.588/2010 (São Paulo), fica assegurado que
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Q3554310 Pedagogia
De acordo com o artigo 6º, em seu inciso VI, da Resolução CNE/CP nº 1/2020, um dos fundamentos pedagógicos da formação continuada de docentes da Educação Básica é o
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Q3554311 Português
Leia a tira.

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(Bill Waterson, “O Melhor de Calvin”. https://cultura.estadao.com.br/quadrinhos, 01.06.2023. Acesso em 10.06.2023)

Nas falas dos personagens, identifica-se informalidade da linguagem com não atendimento à norma-padrão em: 
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Q3554312 Português
Leia o poema de Manuel Bandeira.

                Neologismo
    Beijo pouco, falo menos ainda.
    Mas invento palavras
    Que traduzem a ternura mais funda
    E mais cotidiana.
    Inventei, por exemplo, o verbo teadorar.
    Intransitivo:
    Teadoro, Teodora.

(Manuel Bandeira, As cidades e as musas)

Antonio Candido afirma que “um certo número de escritores se aplica a mostrar como somos diferentes da Europa e como, por isso, devemos ver e exprimir diversamente as coisas. Em todos eles encontramos latente o sentimento de que a expressão livre, principalmente na poesia, é a grande possibilidade que tem para manifestar-se com autenticidade um país de contrastes, onde tudo se misturas e as formas regulares não correspondem à realidade.” Tal afirmação, em relação ao poema de Manual Bandeira, é
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Q3554313 Português
Leia os textos.
Texto 1
    Os conhecimentos sobre a língua, as demais semioses e a norma-padrão não devem ser tomados como uma lista de conteúdos dissociados das práticas de linguagem, mas como propiciadores de reflexão a respeito do funcionamento da língua no contexto dessas práticas. A seleção de habilidades na BNCC está relacionada com aqueles conhecimentos fundamentais para que o estudante possa apropriar-se do sistema linguístico que organiza o português brasileiro.

(BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular [BNCC].)

Texto 2
    Deve-se ter em mente que a ampliação da competência discursiva do aluno não pode ficar reduzida apenas ao trabalho sistemático com a matéria gramatical. Aprender a pensar e falar sobre a própria linguagem, realizar uma atividade de natureza reflexiva, uma atividade de análise linguística supõe o planejamento de situações didáticas que possibilitem a reflexão não apenas sobre os diferentes recursos expressivos utilizados pelo autor do texto, mas também sobre a forma pela qual a seleção de tais recursos reflete as condições de produção do discurso e as restrições impostas pelo gênero e pelo suporte. Supõe, também, tomar como objeto de reflexão os procedimentos de planejamento, de elaboração e de refacção dos textos.

(BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: terceiro e quarto ciclos do ensino fundamental: língua portuguesa.)

Comparando-se os dois textos, conclui-se que ambos defendem que as práticas de linguagem na escola
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Q3554314 Português
A literatura indígena brasileira contemporânea é uma expressão vinculada ao lugar de fala (Dalcastagnè, 2012) do sujeito indígena que reivindica, cada vez mais, protagonismo para articular em nome de suas ancestralidades, sem mediações alheias a eles. O lugar de fala indígena é a sua ancestralidade. Matos (2011), refletindo sobre a enunciação literária indígena e o lugar de onde partem os textos criativos indígenas, argumenta que a autoidentificação e a autodenominação étnicas sob a forma de ‘nós’, ‘os humanos’, os ‘verdadeiros humanos’, é uma constante para vários povos indígenas (araweté, yaminawa, waiapi, etc.). Estas alcunhas autorreferenciais são, conforme Viveiros de Castro (1996 apud Matos, 2011), pronomes cosmológicos, e não nomes próprios. “Eles servem para marcar o lugar de onde se fala, o nós do grupo” (Matos, 2011, p. 33). Na literatura indígena brasileira, os escritores e escritoras empenham-se em esclarecer que a cultura indígena é formada por diferentes grupos que possuem tradições e práticas diversas entre si. Reiteram que não são um monólito homogêneo e fenotípico que justifica o rótulo de índios do Brasil. Seus lugares de fala são suas ancestralidades e pertenças étnicas, uma vez que são munduruku, potiguara, guarani, sateré-mawé, dessana, kambeba, entre outros. Desse modo, a leitura das obras desses autores de etnias diferentes coopera para o conhecimento de diferentes lugares de fala cuja expressão se anuncia a partir da própria alteridade. Diferentes projetos literários, nesse sentido, encontram-se dentro desse sistema, anunciando diferentes mensagens elaboradas criativamente a partir de matérias ancestrais, históricas, estéticas, políticas etc.

(Julie Dorrico, “Vozes da literatura indígena brasileira contemporânea: do registro etnográfico à criação literária”. Em: DORRICO, Julie; DANNER, Leno Francisco; CORREIA, Heloisa Helena Siqueira; DANNER, Fernando (Orgs.). Literatura indígena brasileira contemporânea: criação, crítica e recepção [recurso eletrônico]. Em: https://www.editorafi.org/438indigena. Adaptado)


A habilidade EF69AR34 do Currículo Paulista – Ensino Fundamental diz respeito a “Analisar e valorizar o patrimônio cultural, material e imaterial, de culturas diversas, em especial a brasileira, incluindo suas matrizes indígenas, africanas e europeias, de diferentes épocas, e favorecendo a construção de vocabulário e repertório relativos às diferentes linguagens artísticas.”
Nesse sentido, as considerações de Dorrico articulam-se aos pressupostos do Currículo na medida em que 
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Q3554315 Português
Leia o texto para responder à questão.

    Nu e cru, eis o fato: apareceu um pênis decepado, em plena Estrada Nacional, à entrada da vila de Tizangara. Era um sexo avulso e avultado. Os habitantes relampejaram-se em face do achado. [...] Uma roda de gente se engordou em redor da coisa. Também eu me cheguei, parado nas fileiras mais traseiras, mais posto que exposto. Avisado estou: atrás é onde melhor se vê e menos se é visto. Certo é o ditado: se a agulha cai no poço, muitos espreitam, mas poucos descem a buscá-la. Na nossa vila, acontecimento era coisa que nunca sucedia. Em Tizangara só os fatos são sobrenaturais. E contra fatos todos são argumentos.


(Trecho de O último voo do flamingo, de Mia Couto, extraído de Elena Brugioni, “Literaturas africanas: escrita, oralidade, voz”. Literaturas africanas comparadas: paradigmas críticos e representações em contraponto, 2019)
Na análise de Elena Brugioni, o texto de Mia Couto exemplifica
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Q3554316 Português
Leia o texto para responder à questão.

    Nu e cru, eis o fato: apareceu um pênis decepado, em plena Estrada Nacional, à entrada da vila de Tizangara. Era um sexo avulso e avultado. Os habitantes relampejaram-se em face do achado. [...] Uma roda de gente se engordou em redor da coisa. Também eu me cheguei, parado nas fileiras mais traseiras, mais posto que exposto. Avisado estou: atrás é onde melhor se vê e menos se é visto. Certo é o ditado: se a agulha cai no poço, muitos espreitam, mas poucos descem a buscá-la. Na nossa vila, acontecimento era coisa que nunca sucedia. Em Tizangara só os fatos são sobrenaturais. E contra fatos todos são argumentos.


(Trecho de O último voo do flamingo, de Mia Couto, extraído de Elena Brugioni, “Literaturas africanas: escrita, oralidade, voz”. Literaturas africanas comparadas: paradigmas críticos e representações em contraponto, 2019)
Com a frase “Em Tizangara só os fatos são sobrenaturais.”, a intenção do narrador é sugerir que
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Q3554317 Português
Leia o texto para responder à questão.

    “Ouvir que não existe quilombola em Santa Catarina me causa indignação, mas não espanto”, diz Terezinha Silva de Souza, 87, fundadora da associação do quilombo Caldas do Cubatão, da cidade catarinense Santo Amaro da Imperatriz.
    Ao lado do Rio Grande do Sul, o estado lidera a lista dos mais brancos do país, com 78% de sua população autodeclarada branca, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Em seguida, com 64%, está o Paraná, completando a tríade sulista.
    No total da população brasileira, 43% são brancos, segundo dados de 2021 do órgão. 


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    “O negro sempre foi excluído, ficou em segundo plano, teve sua história apagada”, afirma Terezinha, ao dizer que não se surpreende com quem desconhece as veias quilombolas que pulsam ao sul do mapa brasileiro.
    Apesar de ter ao menos 319 comunidades remanescentes de quilombos, a região é raramente vista como um território de resistência negra.
    No imaginário coletivo, a figura do gaúcho, por exemplo, é com frequência associada à de uma pessoa branca que veste bombacha e anda a cavalo. Nada de pretos, ou pardos. Que dirá, então, quilombolas. É o que diz Fernanda Oliveira, historiadora e professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.


(Marina Lourenço, “Quilombolas do Sul lutam contra apagamento”. Em: https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano, 09.06.2023. Adaptado)
Na organização da notícia, a inclusão do gráfico tem a intenção de
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Q3554318 Português
Leia o texto para responder à questão.

    “Ouvir que não existe quilombola em Santa Catarina me causa indignação, mas não espanto”, diz Terezinha Silva de Souza, 87, fundadora da associação do quilombo Caldas do Cubatão, da cidade catarinense Santo Amaro da Imperatriz.
    Ao lado do Rio Grande do Sul, o estado lidera a lista dos mais brancos do país, com 78% de sua população autodeclarada branca, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Em seguida, com 64%, está o Paraná, completando a tríade sulista.
    No total da população brasileira, 43% são brancos, segundo dados de 2021 do órgão. 


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    “O negro sempre foi excluído, ficou em segundo plano, teve sua história apagada”, afirma Terezinha, ao dizer que não se surpreende com quem desconhece as veias quilombolas que pulsam ao sul do mapa brasileiro.
    Apesar de ter ao menos 319 comunidades remanescentes de quilombos, a região é raramente vista como um território de resistência negra.
    No imaginário coletivo, a figura do gaúcho, por exemplo, é com frequência associada à de uma pessoa branca que veste bombacha e anda a cavalo. Nada de pretos, ou pardos. Que dirá, então, quilombolas. É o que diz Fernanda Oliveira, historiadora e professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.


(Marina Lourenço, “Quilombolas do Sul lutam contra apagamento”. Em: https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano, 09.06.2023. Adaptado)
Respeitando-se a norma-padrão, a coesão e a coerência textuais, uma reescrita que se mantém fiel aos sentidos do texto original é:
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Q3554319 Português
Leia o texto para responder à questão.

Nossos filhos nas redes sociais

    Muita tinta e saliva têm sido gastas sobre o papel das redes sociais na polarização política e na degradação da verdade. Se em geral elas favorecem a “arte da associação”, que Alexis de Tocqueville via como chave de uma democracia vibrante, seus elementos tóxicos a deterioram. Mas, além da cultura cívica que essa geração legará à próxima, eles podem estar degradando a saúde mental dos herdeiros. O “risco pode ser profundo”, adverte um relatório da principal autoridade de saúde americana, dr. Vivek Murthy.
    Fato: algo terrível aconteceu com a Geração Z, nascida após 1996. Na última década, as taxas de depressão, ansiedade, comportamentos autodestrutivos e suicídios escalaram entre crianças e adolescentes, justamente os que cresceram sob o uso massivo e diário das redes viabilizado pelos smartphones. Correlação não implica causalidade, e, mesmo sendo uma causa, as redes não são a única. Mas há indícios de que, além de reforçar as outras, elas são a principal.
    Algo dessa ansiedade pode refletir a ansiedade dos pais com tensões políticas e sociais. Uma cultura protecionista e a pressão por resultados deixa às crianças cada vez menos tempo para atividades livres e não supervisionadas entre si, minando o desenvolvimento de suas habilidades em cooperar, ceder, solucionar conflitos e tolerar adversidades. Essa psique fragilizada é palpável nos campi, onde universitários “cancelam” opiniões que são sentidas como “violência”.
    A terceirização da educação e recreação para as telas pode ter um papel no isolamento dos jovens. Sua relação com transtornos mentais é mais incerta. Nesse sentido, as telas seriam como um novo alimento. A comida é necessária à vida; desbalanceada, é nociva. As telas seriam como açúcar, dispensável para a nutrição, mas saboroso, e, em excesso, pernicioso. Já as redes parecem ser algo mais. Não são como veneno de rato, tóxico para todos, mas mais como o álcool, uma substância medianamente viciante que facilita interações sociais, mas pode levar à dependência e depressão de uma minoria. Para jovens em desenvolvimento cerebral e emocional, alerta Murthy, as sequelas podem ser agudas.

(https://www.estadao.com.br/opiniao, 04.06.2023. Adaptado)
De acordo com Angela Kleiman (2017), “outras habilidades que têm altas correlações com a capacidade de ler, apontadas na literatura, são a capacidade para apreender o tema e a estrutura global do texto para inferir o tom, intenção e atitude do autor, para reconstruir relações lógicas e temporais, bem como para realizar atividades de apropriação da voz do autor...”. Com base nessas informações, conclui-se corretamente que, na construção da argumentação no primeiro e no quarto parágrafos, recorre-se ao emprego de 
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Q3554320 Português
Leia o texto para responder à questão.

Nossos filhos nas redes sociais

    Muita tinta e saliva têm sido gastas sobre o papel das redes sociais na polarização política e na degradação da verdade. Se em geral elas favorecem a “arte da associação”, que Alexis de Tocqueville via como chave de uma democracia vibrante, seus elementos tóxicos a deterioram. Mas, além da cultura cívica que essa geração legará à próxima, eles podem estar degradando a saúde mental dos herdeiros. O “risco pode ser profundo”, adverte um relatório da principal autoridade de saúde americana, dr. Vivek Murthy.
    Fato: algo terrível aconteceu com a Geração Z, nascida após 1996. Na última década, as taxas de depressão, ansiedade, comportamentos autodestrutivos e suicídios escalaram entre crianças e adolescentes, justamente os que cresceram sob o uso massivo e diário das redes viabilizado pelos smartphones. Correlação não implica causalidade, e, mesmo sendo uma causa, as redes não são a única. Mas há indícios de que, além de reforçar as outras, elas são a principal.
    Algo dessa ansiedade pode refletir a ansiedade dos pais com tensões políticas e sociais. Uma cultura protecionista e a pressão por resultados deixa às crianças cada vez menos tempo para atividades livres e não supervisionadas entre si, minando o desenvolvimento de suas habilidades em cooperar, ceder, solucionar conflitos e tolerar adversidades. Essa psique fragilizada é palpável nos campi, onde universitários “cancelam” opiniões que são sentidas como “violência”.
    A terceirização da educação e recreação para as telas pode ter um papel no isolamento dos jovens. Sua relação com transtornos mentais é mais incerta. Nesse sentido, as telas seriam como um novo alimento. A comida é necessária à vida; desbalanceada, é nociva. As telas seriam como açúcar, dispensável para a nutrição, mas saboroso, e, em excesso, pernicioso. Já as redes parecem ser algo mais. Não são como veneno de rato, tóxico para todos, mas mais como o álcool, uma substância medianamente viciante que facilita interações sociais, mas pode levar à dependência e depressão de uma minoria. Para jovens em desenvolvimento cerebral e emocional, alerta Murthy, as sequelas podem ser agudas.

(https://www.estadao.com.br/opiniao, 04.06.2023. Adaptado)
De acordo com Ingedore Koch (2015, adaptado), “o encadeamento de segmentos textuais, de qualquer extensão, é estabelecido, em grande número de casos, por meio de recursos linguísticos que se denominam articuladores textuais ou operadores do discurso. (...) Os articuladores enunciativos ou discursivo-argumentativos são os que encadeiam atos de fala distintos, introduzindo, entre eles, relações discursivo-argumentativas...”. Com base no exposto pela autora, identifica-se enunciado com operador do discurso, seguido de reescrita com manutenção do sentido original, em: 
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Respostas
1: B
2: E
3: D
4: A
5: C
6: E
7: B
8: D
9: E
10: B
11: D
12: A
13: E
14: C
15: A
16: D
17: B
18: C
19: A
20: D