“Ouvir que não existe quilombola em Santa Catarina me
causa indignação, mas não espanto”, diz Terezinha Silva de
Souza, 87, fundadora da associação do quilombo Caldas do
Cubatão, da cidade catarinense Santo Amaro da Imperatriz.
Ao lado do Rio Grande do Sul, o estado lidera a lista dos
mais brancos do país, com 78% de sua população autodeclarada branca, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística). Em seguida, com 64%, está o
Paraná, completando a tríade sulista.
No total da população brasileira, 43% são brancos, segundo
dados de 2021 do órgão.
“O negro sempre foi excluído, ficou em segundo plano,
teve sua história apagada”, afirma Terezinha, ao dizer que
não se surpreende com quem desconhece as veias quilombolas que pulsam ao sul do mapa brasileiro.
Apesar de ter ao menos 319 comunidades remanescentes
de quilombos, a região é raramente vista como um território de
resistência negra.
No imaginário coletivo, a figura do gaúcho, por exemplo, é
com frequência associada à de uma pessoa branca que veste
bombacha e anda a cavalo. Nada de pretos, ou pardos. Que
dirá, então, quilombolas. É o que diz Fernanda Oliveira, historiadora e professora da Universidade Federal do Rio Grande
do Sul.
(Marina Lourenço, “Quilombolas do Sul lutam contra apagamento”.
Em: https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano, 09.06.2023. Adaptado)
Respeitando-se a norma-padrão, a coesão e a coerência
textuais, uma reescrita que se mantém fiel aos sentidos
do texto original é:
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