Questões de Concurso Público Prefeitura de Serrana - SP 2018 para Professor de Educação Básica - Língua Portuguesa

Foram encontradas 15 questões

Q1043000 Pedagogia
Qualidade Social na educação escolar tem o sentido de um projeto educativo que contempla a maioria da população e tem como pressupostos a igualdade e o direito à educação, que não se confundem com ações compensatórias e localizadas que pouco alteram as condições de desigualdade da sociedade. Levam em consideração o local e o agora, mas ultrapassam essa visão restrita, projetando-se para o todo social e para o futuro. Em um projeto educacional dessa magnitude, de acordo com Aguiar (MEC/SEB, 2006), o Conselho Escolar
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Q1043063 Pedagogia
A abordagem do Projeto Político-Pedagógico, como organização do trabalho da escola como um todo, de acordo com a legislação vigente, está fundada nos princípios que deverão nortear a escola democrática, pública e gratuita: igualdade, qualidade, gestão democrática, liberdade e valorização do magistério. Veiga (1996) afirma que liberdade e autonomia fazem parte da ação pedagógica e cita Rios (1982), para quem a autonomia da escola é
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Q1043066 Pedagogia
De acordo com Veiga (1996), o Projeto Político-Pedagógico (PPP) constitui-se em processo democrático de decisões e preocupa-se em instaurar uma forma de organização de trabalho pedagógico que supere conflitos, buscando eliminar as relações competitivas, corporativas e autoritárias. Nesse sentido, ele procura
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Q1043069 Pedagogia
De acordo com Libâneo e Yoschi (2003), com a disseminação das práticas de gestão participativa, foi-se consolidando o entendimento de que o Projeto Político-Pedagógico deveria ser pensado, discutido e formulado coletivamente, também como forma de a escola
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Q1043071 Pedagogia
De acordo com Rios (2001), o professor tem necessidade de uma formação continuada que
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Q1095678 Pedagogia
A variação linguística é hoje tema presente nos currículos escolares. A respeito do seu ensino, os Parâmetros Curriculares de Língua Portuguesa asseveram que
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Q1095680 Pedagogia
Leia o texto para responder a questão.

Ligeiro e nasalado, sotaque paulista teve influência de índios e migrantes

    Ligeiro e nasalado, o português paulista tem pressa. Atropela os plurais das frases e suprime o “lh” das palavras.
    Em São Paulo se toma dois café com dois pão na chapa por quinze real. E filha, milho, velho e mulher são reduzidos a fia, mio, véio e muié.
    Ainda que incomodem os ouvidos mais sensíveis, esses usos da língua têm origem na mistura do português dos colonizadores com algumas das 350 línguas indígenas que existiam no território brasileiro à época do descobrimento – hoje são cerca de 180.
    O cruzamento do idioma de Portugal com o tupi deu origem à chamada língua geral, utilizada no cotidiano da nova colônia até a segunda metade do século 18.
    Uma de suas marcas, que hoje caracteriza o português paulista, era o “r” retroflexo, também conhecido como ‘r” caipira. Ele substituiu o “r” chiado dos portugueses, que os índios não conseguiam pronunciar. Na sintaxe indígena, o plural não redunda ao longo da sentença, o que poderia explicar o hábito paulista.

(https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano. 23.04.2018. Adaptado)
Supondo que o texto fosse levado para discussão em sala de aula e os alunos conversassem entre si, buscando identificar como seria expressa em norma-padrão do português a frase – Em São Paulo se toma dois café com dois pão na chapa por quinze real. –, o docente deveria mediar essa discussão e explicar que
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Q1095686 Pedagogia
De acordo com Parâmetros Nacionais de Língua Portuguesa – Ensino Médio, “toda e qualquer análise gramatical, estilística, textual deve consolidar a dimensão dialógica da linguagem como ponto de partida”. Com isso, entende-se que tal ponto de partida caracteriza-se por
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Q1095687 Pedagogia

Considere o esquema da sequência didática, proposta por Dolz, Noverraz e Schneuwly.

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No trabalho com uma sequência didática, os Módulos correspondem a

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Q1095688 Pedagogia
Leia o texto para responder a questão.

       08 de junho … Hoje eu fiz almoço. Quando tem carne… eu fico mais animada. Mas, quando é polenta eu já sei que vou ter complicações com as crianças. Feijão, arroz e pasteis. Já faz tempo que os meninos estão pedindo pasteis. O João está sorrindo atoa. O pasteis é um acontecimento aqui em casa.
    Quando eu digo casa, penso que estou ofendendo as casas de tijolos. Hoje os favelados estão apreciando os briguentos. São dois irmãos. O Vicente e o João Coque. Lá em frente ao mercadinho estão brigando dois baianos, e são irmãos. Nem parece que geraram no mesmo ventre.
       … Os visinhos de alvenaria olha os favelados com repugnancia. Percebo seus olhares de odio porque eles não quer a favela aqui. Que a favela deturpou o bairro. Que tem nojo da pobresa. Esquecem eles que na morte todos ficam pobres.

(Carolina Maria de Jesus, Quarto de despejo – diário de uma favelada)
Tânia Maria Alkmim (Sociolinguística. Em Mussalim e Bentes [orgs.]: V1, 2005) afirma que “a variação social ou diastrática relaciona-se a um conjunto de fatores que têm a ver com a finalidade dos falantes e também com a organização sociocultural da comunidade de fala.” No texto de Carolina Maria de Jesus, o elemento preponderante que determina a variação linguística é
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Q1095689 Pedagogia
Leia o texto para responder a questão.

       08 de junho … Hoje eu fiz almoço. Quando tem carne… eu fico mais animada. Mas, quando é polenta eu já sei que vou ter complicações com as crianças. Feijão, arroz e pasteis. Já faz tempo que os meninos estão pedindo pasteis. O João está sorrindo atoa. O pasteis é um acontecimento aqui em casa.
    Quando eu digo casa, penso que estou ofendendo as casas de tijolos. Hoje os favelados estão apreciando os briguentos. São dois irmãos. O Vicente e o João Coque. Lá em frente ao mercadinho estão brigando dois baianos, e são irmãos. Nem parece que geraram no mesmo ventre.
       … Os visinhos de alvenaria olha os favelados com repugnancia. Percebo seus olhares de odio porque eles não quer a favela aqui. Que a favela deturpou o bairro. Que tem nojo da pobresa. Esquecem eles que na morte todos ficam pobres.

(Carolina Maria de Jesus, Quarto de despejo – diário de uma favelada)
Com base em Koch e Elias (2011), entende-se que, na passagem – Percebo seus olhares de odio porque eles não quer a favela aqui. Que a favela deturpou o bairro. Que tem nojo da pobresa. –, o termo em destaque funciona como elemento de
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Q1095690 Pedagogia
Ao analisar a forma como funcionam os multiletramentos, Roxane Rojo (em Rojo e Moura [orgs.]: 2012) explica que “os estudos são unânimes em apontar algumas características importantes: a) eles são interativos; mais que isso, colaborativos; b) eles fraturam e transgridem as relações de poder estabelecidas, em especial as relações de propriedades (das máquinas, das ferramentas, das ideias, dos textos [verbais ou não]); c) eles são híbridos, fronteiriços, mestiços (de linguagem, modos, mídias e culturas).” Tais constatações decorrem do fato de os multiletramentos
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Q1095691 Pedagogia

Considere o quadro.


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As informações apresentadas permitem concluir que

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Q1095692 Pedagogia
Sobre o trabalho com a oralidade, Irandé Antunes (2003) remete o leitor a alguns equívocos identificados nas práticas escolares. Entre eles está
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Q1095693 Pedagogia
Na verdade, falar implica entrar no jogo das representações discursivas (o que quero e posso com o sistema, quem é o meu interlocutor, como me represento no discurso… etc.). Falar é compreender os mecanismos das convenções sociais (e não só ortográficas). Falar é perceber que me constituo na mesma medida em que constituo o discurso… Segundo Orlandi (1983), falar é “outra coisa que produzir um exemplo de gramática”.
(Albuquerque. 2006. Adaptado)
Na perspectiva esboçada pela autora, o sujeito do discurso emerge como
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Respostas
1: D
2: E
3: A
4: D
5: C
6: B
7: A
8: D
9: E
10: C
11: C
12: D
13: B
14: A
15: E