Ligeiro e nasalado, sotaque paulista teve influência de
índios e migrantes
Ligeiro e nasalado, o português paulista tem pressa. Atropela os plurais das frases e suprime o “lh” das palavras.
Em São Paulo se toma dois café com dois pão na chapa
por quinze real. E filha, milho, velho e mulher são reduzidos
a fia, mio, véio e muié.
Ainda que incomodem os ouvidos mais sensíveis, esses
usos da língua têm origem na mistura do português dos colonizadores com algumas das 350 línguas indígenas que existiam no território brasileiro à época do descobrimento – hoje
são cerca de 180.
O cruzamento do idioma de Portugal com o tupi deu origem à chamada língua geral, utilizada no cotidiano da nova
colônia até a segunda metade do século 18.
Uma de suas marcas, que hoje caracteriza o português
paulista, era o “r” retroflexo, também conhecido como ‘r”
caipira. Ele substituiu o “r” chiado dos portugueses, que os
índios não conseguiam pronunciar. Na sintaxe indígena,
o plural não redunda ao longo da sentença, o que poderia
explicar o hábito paulista.
Supondo que o texto fosse levado para discussão em sala
de aula e os alunos conversassem entre si, buscando
identificar como seria expressa em norma-padrão do português a frase – Em São Paulo se toma dois café com
dois pão na chapa por quinze real. –, o docente deveria
mediar essa discussão e explicar que
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