Questões de Concurso Público UFES 2018 para Diretor de Artes Cênicas
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De acordo com Stanislawski, o processo de análise de um texto teatral revela que uma peça e os papéis que fazem parte de sua performance têm muitos planos. Aquele que trata dos elementos que pertencem ao ator é o plano
Sobre os planos que compõem os processos de análise do Teatro de Arte de Moscou, analise as afirmativas a seguir:
I. Todos os planos que compõem os processos de análise do Teatro de Arte de Moscou têm igual importância.
II. Alguns planos que compõem os processos de análise do Teatro de Arte de Moscou são imediatamente acessíveis.
III. Existem planos que compõem os processos de análise do Teatro de Arte de Moscou subordinados, que proporcionam a caracterização e a matéria adicional para a construção da imagem a ser criada.
É CORRETO o que se afirma em
A influência da companhia criada por Jorge II, Duque de Saxe-Meiningen, conhecida como “Os Meiningers”, se deveu
Na Poética, Aristóteles identifica, em Édipo Rei de Sófocles, alguns elementos que, segundo seu pensamento, seriam essenciais à tragédia. Analise as definições, abaixo, de três elementos considerados por Aristóteles como fundamentais à tragédia.
I. Defeito do herói trágico, ou ainda, uma falta ou falha por ele cometida.
II. Momento de um texto, dramático ou narrativo, em que o rumo dos acontecimentos se altera de forma inesperada, e a partir do qual a situação dramática e o modo de agir dos personagens se transformam de maneira definitiva.
III. Descobrimento, por parte do herói trágico, de fatos e dados acerca de seu passado ou de seus antepassados. Essas informações geralmente eram desconhecidas pela personagem por elas afetada e influenciam a percepção: de si mesma, da definição de sua identidade e do contexto em que se encontra.
As definições apresentadas acima referem-se, respectivamente, aos elementos denominados
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“O corpo humano está dispensado do empenho de procurar a impressão da realidade, porque ele próprio é realidade. O único propósito da cenografia é tirar o melhor proveito da realidade”. (BERTHOLD, M. História mundial do teatro. São Paulo: Perspectiva, 2001. p.470). |
O estilo de Adolphe Appia, cenógrafo suíço, caracterizou-se pelo uso de formas arquiteturais pesadas e de largas superfícies e, ainda, pela exploração da luz, que estilizava o palco em três dimensões. Essas características vinculam o estilo cenográfico de Appia ao
Com base no disposto na Lei nº 6.533/1978, que dispõe sobre a regulamentação das profissões de Artistas e de Técnico em Espetáculos de Diversões, analise as afirmativas a seguir:
I. Artista é o profissional que, mesmo em caráter auxiliar, participa, individualmente ou em grupo, de atividade profissional ligada diretamente à elaboração, ao registro, à apresentação ou à conservação de programas, espetáculos e produções.
II. O exercício das profissões de Artista e de Técnico em Espetáculos de Diversões requer registro prévio na Delegacia Regional do Trabalho do Ministério do Trabalho, com validade em todo o território nacional.
III. Cabe ao empregador fornecer ao Artista guarda-roupa e demais recursos indispensáveis ao cumprimento das tarefas contratuais.
É CORRETO o que se afirma em
Em “Grandeza e Decadência da Cidade de Mahagonny”, Bertold Brecht expõe algumas de suas ideias sobre as características do teatro. Correlacione os gêneros teatrais apresentados na Coluna I, com as características do teatro propostas por Brecht, apresentadas na Coluna II.
Coluna I
( 1 ) Teatro Dramático
( 2 ) Teatro Épico
Coluna II
( ) A cena “personifica” um acontecimento.
( ) A cena faz do espectador uma testemunha, mas desperta nele a atividade.
( ) Cada cena é construída em função de si mesma.
( ) Parte-se do princípio de que o homem é conhecido.
A seguência numérica CORRETA que preenche os parênteses da Coluna II, de cima para baixo, é:
Segundo a Lei nº 9.610/1998, conhecida como Lei de Direitos Autorais,
I. é direito moral do autor ter acesso a exemplar único e raro da obra, quando se encontre legitimamente em poder de outrem, para o fim de, por meio de processo fotográfico ou assemelhado, ou audiovisual, preservar sua memória, de forma que cause o menor inconveniente possível a seu detentor, que, em todo caso, será indenizado de qualquer dano ou prejuízo que lhe seja causado.
II. é direito moral do autor retirar de circulação a obra ou suspender qualquer forma de utilização já autorizada, quando a circulação ou utilização implicarem afronta à sua reputação e imagem.
III. é direito moral do autor conservar a obra inédita.
IV. é direito moral do autor reivindicar, a qualquer tempo, a autoria da obra.
Os direitos morais transmitidos aos sucessores por ocasião da morte do autor estão expressos em
Analise as seguintes descrições de grupos teatrais brasileiros:
I. “Foi fundado em 1958 por alguns alunos da Escola de Direito do Largo de São Francisco, dentre os quais Amir Haddad, Renato Borghi e José Celso Martinez Corrêa, o diretor do grupo. Este grupo distinguiu-se por apresentar um repertório inspirado na proposta antropofágica da Semana de Arte Moderna de 1922, segundo a qual os movimentos artísticos e culturais internacionais deveriam ser engolidos pelos artistas nacionais, digeridos junto com a cultura brasileira e, finalmente, expelidos, gerando uma arte nacional viva, pulsante e em consonância com o que era produzido no mundo. Entre as principais realizações do grupo, destacou-se o espetáculo O Rei da Vela, de Oswald de Andrade, apresentado em 1967 e que se tornaria um dos marcos do movimento cultural brasileiro conhecido como Tropicalismo, nome retirado de uma obra do artista plástico Hélio Oiticica, reunindo uma gama variada de artistas, entre músicos, poetas e cineastas”. (CID, 2013, p.21).
ll. "Foi fundado em 1953, em São Paulo, pelo diretor José Renato e por atores recém-formados pela Escola de Arte Dramática. A partir de 1956, o diretor, dramaturgo e teórico teatral Augusto Boal retornou ao Brasil após realizar um curso de dramaturgia nos EUA, e se inseriu no grupo, conduzindo-o para um caminho mais politizado e procurando trabalhar com autores nacionais. Em 1958, a nova opção definiu-se através da criação de um seminário permanente de dramaturgia e da estreia de Eles Não Usam Black-Tie, texto de um ator do grupo, Gianfrancesco Guarnieri". (CID, 2013, p.21).
lll. "Movimento teatral surgido no início dos anos 1960 por iniciativa de vários artistas, dentre os quais se destacou Oduvaldo Vianna Filho. Os artistas em questão propuseram a criação de um grupo para ir em busca de um público das camadas sociais menos favorecidas e a necessidade de uma organização maior e mais abrangente aproximou o coletivo da UNE. Localizado no prédio da UNE, no Rio de Janeiro, possuía, como um dos principais objetivos, a conscientização política. Para tanto, utilizavam pequenas montagens teatrais que eram apresentadas em comícios, manifestações de rua, portas de fábricas, favelas, sindicatos, escolas e associações de bairro, entre outras”. (CID, 2013, p.21).
Os grupos teatrais descritos acima, na ordem de l a Ill, são, respectivamente,
Os seguintes são grupos de teatro do estado do Espírito Santo:
1. Teatro Estúdio
2.Grupo de Teatro Amador Carlos Gomes
3.Teatro Escola de Vitória
4.Grupo Geração
A sequência numérica que corresponde à ordem cronológica ascendente dos grupos, por ano de fundação, é:
Sobre a história da produção teatral e da política cultural capixaba voltada para as artes cênicas, analise as afirmativas a seguir.
l. Ao longo da primeira metade do século XX, havia um número pequeno, mas considerável para a época, de grupos teatrais profissionais capixabas que atuavam no Espírito Santo e se apresentavam com modesta frequência no Teatro Carlos Gomes até 1967. A partir desse ano, a atividade teatral diminuiu muito e chegou quase a desaparecer por completo, devido à censura promovida pela ditadura militar.
ll. À partir de 1976, a Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) protagonizou iniciativas que tiveram muita relevância para o desenvolvimento das práticas teatrais em solo capixaba, das quais podemos destacar as Mostras de Teatro da UFES e a criação do curso de licenciatura em Artes Cênicas.
lll. Criada legalmente em 1967, e instituída em 1969, a Fundação Cultural do Espírito Santo, em seus primeiros anos de atividade, na ausência de um grupo profissional local, buscou no teatro do Rio de Janeiro e de São Paulo trabalhos para formar a temporada capixaba de teatro. A Fundação praticou, assim, uma aceitação tão indiscriminada, que aparentou ter como meta subvencionar esforços teatrais daqueles estados.
É CORRETO o que se afirma em
Analise o que afirma Mesquita (2001, 36; 38) sobre a montagem de “Macuna ma” feita por Antunes Filho e pelo Grupo de Arte Pau Brasil em 1978:
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“Organizados nesse espaço rígido, de costas para a plateia, fazem vocalmente o som de britadeira, com o corpo em movimento fazendo o gesto do trabalho de furar a terra, e marcam rigorosamente o tempo com os pés, em compasso quaternário, dando passos para trás: Trrrrrrrrrr/Trrrrrrrrrr/Trrrrrrrrr/Trrrrrrrr”. “Esse bloco se inicia com um canto a três vozes com a sílaba DEO, e como um mantra vai se repetindo até os operários irem se afastando daquele núcleo, e deixando no centro da cena a India Tapanhuma parindo uma criança”. “O canto vai num crescendo... deo...deo...deo...deo... até o nascimento do menino Macunaíma. E faz-se um silêncio. Após 5 segundos, o ator-criança diz as palavras ai, que preguiça! E assim nasceu o herói da fábula a ser contada!”. “O pensamento grego já incluía nessas linguagens, além do canto, a palavra e a dança. Podemos pensar, assim, que se o canto, as palavras e a dança são expressões da mousiké, é possível pensar também a manifestação cênica como uma paisagem que abrange, além do som e do silêncio, o movimento no espaço. E se falamos de movimento no espaço, falamos de tempo, da organização temporal desses elementos”. |
O conceito de espaço cênico que embasou a montagem acima descrita foi cunhado por Appia e recebeu o nome de:
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“O cenógrafo tem papel fundamental em criar o teatro contemporâneo e a cenografia como um diálogo completo de um espetáculo ao vivo”. (URSSI, N. J. A Linguagem Cenográfica. Dissertação de Mestrado. São Paulo: USP, 2006. p. 67). |
Foi abordagem adotada por Peter Brook a fim de colocar em prática seu ideal cenográfico:
Analise as características a seguir, de determinado modelo dramatúrgico.
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O ator personifica um contemporâneo dos espectadores, assume diversos papéis ao longo da peça, direciona a perspectiva da narração e a remete, alegoricamente, ao tempo presente. O ator narra, comenta, explica, questiona, como um narrador, em diálogo aberto com o público. O ator busca produzir um distanciamento dos personagens, tenta mais os mostrar que os incorporar e, assim, confere uma atitude crítica também aos personagens que enxerga. |
O modelo dramatúrgico descrito acima é
De acordo com Aristóteles, o texto dramático tradicional é uma narrativa unificada com início, meio e fim, no qual as relações lógicas de causa e efeito são reforçadas em uma teleologia abrangente. A modalidade do teatro que se preocupa em provocar uma ruptura com esses elementos clássicos e em buscar a emancipação da performance em relação ao texto literário é denominada:
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“Todos os recursos que passarão por transformação para gerar os produtos são considerados insumos, sendo estes matérias-primas, mão de obra, capital, máquinas e equipamentos, instalações e conhecimento técnico dos processos. A transformação significa a utilização de recursos para alterar o estado de algo visando à produção de outputs (produtos), sendo que os inputs (recursos) se apresentam em duas categorias: os transformados, como os que são tratados, transformados ou convertidos de alguma forma; e os recursos de transformação, que agem sobre os transformados”. (SILVA, E. M.; CARDOSO, O. R. A Função Produção no Teatro. In: XXIV Encontro Nacional de Engenharia de Produção. Florianópolis: 3 a 5 nov. 2004. p. 390). |
São recursos transformados:
Sobre as origens do teatro no Brasil, é INCORRETO afirmar:
Leia, a seguir, trechos de um texto de Grotowski:
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“Abandonamos a maquiagem, os narizes postiços, as barrigas com enchimento - tudo o que o ator coloca no camarim antes do espetáculo. Descobrimos que era perfeitamente teatral que o ator se transformasse de um tipo em outro, de um personagem em outro, de uma silhueta em outra - sob os olhos do espectador - usando somente o próprio corpo e o ofício. A composição de uma expressão facial fixa por meio dos músculos e dos impulsos interiores do ator obtém o efeito de uma transubstanciação surpreendentemente teatral, enquanto a máscara preparada por um maquiador é somente uma maquiagem”. [..] "Um figurino desprovido de valor autônomo, que existe só em conexão com uma determinada personagem e as suas ações, pode ser transformado sob os olhos dos espectadores, contraposto às funções do ator etc. A eliminação daqueles elementos plásticos que têm uma vida autônoma (por exemplo que representam algo independentemente das ações do ator) levou à criação, por parte do ator, dos objetos mais elementares e óbvios. Com o uso controlado do gesto o ator transforma o chão em mar, uma mesa em confessionário, um pedaço de ferro em um companheiro animado etc”. (FLASZEN, L.; POLLASTRELLI. C (Orgs.). O Teatro Laboratório de Jerzy Grotowski 1959-1969. São Paulo: Perspectiva, 2007. p. 109). |
O conceito utilizado por Grotowski durante o seu trabalho com o Teatro Laboratório para definir, em uma única palavra, a abordagem acima defendida é:
Sobre o termo “Expografia”, criado por Desvallées em 1993 e utilizado frequentemente como complemento ao termo “Museologia”, analise as afirmativas a seguir:
l. O termo “Expografia” designa a exposição e tudo que diz respeito à espacialização da Museologia.
ll. O termo “Expografia” abrange tudo o que está em torno da exposição, inclusive a conservação e a segurança.
lll. O termo “Expografia” define uma especificidade para os projetos de espacialização de uma exposição e as formas complementares de expor os conteúdos dessa.
É CORRETO o que se afirma em
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“O aspecto representacional de artes como o teatro vincula-as mais diretamente à nossa percepção da ida como um processo ‘carregado de eventos’, conforme descrito por Whitehead. O teatro, pois, deveria ser visto de preferência: (1) mais como evento do que como objeto na percepção; (2) mais como representação do que como episódio na experiência; e (3) mais como ponto de partida para a integração do que para a reflexão”. (CARLSON, M. Teorias do Teatro: Estudo Histórico-Crítico, dos gregos à atualidade. São Paulo. Fundação Editora da Unesp, 1997. p. 489-90). |
Considerando a reflexão presente no trecho acima, pode-se afirmar que o evento teatral é constituído pelos seguintes loci combinados: