Questões de Concurso Público SEDF 2025 para Professor de Educação Básica: Língua Portuguesa

Foram encontradas 47 questões

Q3761789 Português
As órfãs faziam sinal‑da‑cruz, iam arranjar marido bom ou então uns desdentados, trolocutores surdos, bêbados, lobo nas ovelhas, caminho de espinhos, azemel de estrebaria, mulo namorado, fosse o que fosse, desde que dissesse: Senhora, quereis companhia? Ordenara a rainha que seriam uns gentilhomens. Uma panela de comida num canto, meti as mãos e tirei um pedaço do guisado frio, comi numa ânsia de nunca ter sentido assim, tudo o que se havia preparado para umas mais três bocas, fome é um tipo de fogo que se acende no meio das gentes, que se ateia com tanto ímpeto que até os olhos ardem e resseca tudo por dentro e vai sendo uma faca que revira o dentro como se buscando o fio da vida e em nosso rosto se forma um diabólico labirinto, sonhamos com feiras e que se comeria um rato da lama, é fome feito um monstro que assenta em nosso ventre e nos rasga estripando, com suas garras longas, língua asquerosa de lagarta, se branqueteia de nós, sugando nossa força e nossa razão, que perdemos de arrazoar e fracas estimativas, é como cem anos de inferno, uma dor incomparável, uma coisa tão lastimosa de se sentir que não há homem que a possa dissimular. Por medo da fome, da orfandade, do abandono, quis que tornasse Francisco de Albuquerque. MIRANDA, Ana. Desmundo. São Paulo: Companhia das Letras, 1996. 

Em “Desmundo”, de Ana Miranda, Oribela, órfã portuguesa enviada ao Brasil em 1555 para se casar com um colono, revela‑se um contexto de violência. A partir dessa informação, em relação ao texto, aos seus aspectos estéticos e aos movimentos literários brasileiros, julgue o iten a seguir.
O neologismo é um recurso estético utilizado no título do romance de Ana Miranda para caracterizar o Brasil Colônia.
Alternativas
Q3761790 Português
No fundo do mato‑virgem nasceu Macunaíma, herói de nossa gente. Era preto retinto e filho do medo da noite. Houve um momento em que o silêncio foi tão grande escutando o murmurejo de Uraricoera, que a índia tapanhumas pariu uma criança feia. Essa criança é que chamaram de Macunaíma.

ANDRADE, Mário de. Macunaíma, o herói sem nenhum caráter. Belo Horizonte: Vila Rica, 1997. Em “Macunaíma”, Mário de Andrade apresenta a imagem do herói nacional.

Considerando essa informação e em relação ao texto, aos seus aspectos estéticos, ao seu autor e aos movimentos literários brasileiros, julgue o ite seguinte.
Em “Macunaíma”, Mário de Andrade ratifica a imagem do herói nacional retratado tanto nos romances indianistas quantos nos romances urbanos do século XIX. 
Alternativas
Q3761791 Português
No fundo do mato‑virgem nasceu Macunaíma, herói de nossa gente. Era preto retinto e filho do medo da noite. Houve um momento em que o silêncio foi tão grande escutando o murmurejo de Uraricoera, que a índia tapanhumas pariu uma criança feia. Essa criança é que chamaram de Macunaíma.

ANDRADE, Mário de. Macunaíma, o herói sem nenhum caráter. Belo Horizonte: Vila Rica, 1997. Em “Macunaíma”, Mário de Andrade apresenta a imagem do herói nacional.

Considerando essa informação e em relação ao texto, aos seus aspectos estéticos, ao seu autor e aos movimentos literários brasileiros, julgue o ite seguinte.
A descrição de Macunaíma e do seu nascimento afirma a miscigenação no processo de formação do povo brasileiro, como se observa na escolha lexical por vocábulos indígenas e na expressão “Era preto retinto e filho do medo da noite”.
Alternativas
Q3761792 Português
No fundo do mato‑virgem nasceu Macunaíma, herói de nossa gente. Era preto retinto e filho do medo da noite. Houve um momento em que o silêncio foi tão grande escutando o murmurejo de Uraricoera, que a índia tapanhumas pariu uma criança feia. Essa criança é que chamaram de Macunaíma.

ANDRADE, Mário de. Macunaíma, o herói sem nenhum caráter. Belo Horizonte: Vila Rica, 1997. Em “Macunaíma”, Mário de Andrade apresenta a imagem do herói nacional.

Considerando essa informação e em relação ao texto, aos seus aspectos estéticos, ao seu autor e aos movimentos literários brasileiros, julgue o ite seguinte.
A pesquisa por elementos mais característicos da identidade nacional na obra de Mário de Andrade revela‑se também nos seus poemas urbanos, em Pauliceia Desvairada, e na apresentação da poesia modernista de vanguarda nos dois manifestos que lançou: Pau‑brasil e Antropófago, os quais resumiam as novas referências estéticas.
Alternativas
Q3761793 Português
No fundo do mato‑virgem nasceu Macunaíma, herói de nossa gente. Era preto retinto e filho do medo da noite. Houve um momento em que o silêncio foi tão grande escutando o murmurejo de Uraricoera, que a índia tapanhumas pariu uma criança feia. Essa criança é que chamaram de Macunaíma.

ANDRADE, Mário de. Macunaíma, o herói sem nenhum caráter. Belo Horizonte: Vila Rica, 1997. Em “Macunaíma”, Mário de Andrade apresenta a imagem do herói nacional.

Considerando essa informação e em relação ao texto, aos seus aspectos estéticos, ao seu autor e aos movimentos literários brasileiros, julgue o ite seguinte.
Refletir a respeito do sentido de estar no mundo, as angústias humanas e o desejo de compreender a relação entre indivíduo e sociedade caracteriza a poesia de Drummond e o segundo tempo modernista, mas reflete uma renovação da linguagem que se iniciou no primeiro tempo modernista.
Alternativas
Q3761794 Português
Estávamos pintados como se fôssemos para a guerra. Várias bocas, dentes e sorrisos, mas um coração pulsava na esperança por avanços para a garantia dos direitos dos povos indígenas. Olhavam‑nos como se fôssemos seres de outro planeta, certos de desconhecer seu próprio país. Os olhos brilhavam como as estrelas e essa emoção se misturava ao cheiro do café, na cantina ao lado, aos desenhos indígenas e ao cheiro de pintura de jenipapo na cara, ao cheiro do óleo da castanha‑do‑pará e ao cheiro do vermelho urucum dos Kaiapó.

POTIGUARA, Eliane. Metade cara, metade máscara. Lorena: DM Projetos Especiais, 2018. Eliana Potiguara é escritora indígena contemporânea.

A partir dessa informação e no que diz respeito ao texto e aos seus aspectos estéticos, julgue o item a seguir.
Por meio da linguagem e dos elementos da narrativa presentes no trecho, observa‑se que o tempo da narrativa e do narrador são diferentes e que há uma perspectiva etnocêntrica por parte dos indígenas. 
Alternativas
Q3761795 Português
Estávamos pintados como se fôssemos para a guerra. Várias bocas, dentes e sorrisos, mas um coração pulsava na esperança por avanços para a garantia dos direitos dos povos indígenas. Olhavam‑nos como se fôssemos seres de outro planeta, certos de desconhecer seu próprio país. Os olhos brilhavam como as estrelas e essa emoção se misturava ao cheiro do café, na cantina ao lado, aos desenhos indígenas e ao cheiro de pintura de jenipapo na cara, ao cheiro do óleo da castanha‑do‑pará e ao cheiro do vermelho urucum dos Kaiapó.

POTIGUARA, Eliane. Metade cara, metade máscara. Lorena: DM Projetos Especiais, 2018. Eliana Potiguara é escritora indígena contemporânea.

A partir dessa informação e no que diz respeito ao texto e aos seus aspectos estéticos, julgue o item a seguir.
No segundo período do texto, a metonímia é utilizada para ressaltar a ideia de coletividade própria da cultura indígena.
Alternativas
Respostas
15: C
16: E
17: C
18: E
19: C
20: E
21: C