Questões de Concurso Público CRMV-PA 2025 para Agente de Fiscalização
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Instruções para cantar
Comece por quebrar os espelhos de sua casa, deixe cair os braços, olhe vagamente a parede, esqueça. Cante uma nota só, escute por dentro. Se ouvir (mas isto acontecerá muito depois) algo como uma paisagem afundada no medo, com fogueiras entre as pedras, com silhuetas seminuas de cócoras, acho que estará bem encaminhado, e do mesmo modo se ouvir um rio por onde descem barcos pintados de amarelo e preto, se ouvir um gosto de pão, um tato de dedos, uma sombra de cavalo. Depois compre cadernos de solfejo e uma casaca, e por favor não cante pelo nariz e deixe Schumann em paz.
CORTÁZAR, Júlio. Instruções para cantar.
In: Histórias de Cronópios e de famas. São Paulo:
Editora Civilização Brasileira, 1994, p. 16‑17 (com adaptações).
Com base na leitura do texto, julgue o item a seguir.
Apesar de o texto ser uma crônica, há nele alguns traços que se assemelham ao gênero injuntivo/instrucional.
Instruções para cantar
Comece por quebrar os espelhos de sua casa, deixe cair os braços, olhe vagamente a parede, esqueça. Cante uma nota só, escute por dentro. Se ouvir (mas isto acontecerá muito depois) algo como uma paisagem afundada no medo, com fogueiras entre as pedras, com silhuetas seminuas de cócoras, acho que estará bem encaminhado, e do mesmo modo se ouvir um rio por onde descem barcos pintados de amarelo e preto, se ouvir um gosto de pão, um tato de dedos, uma sombra de cavalo. Depois compre cadernos de solfejo e uma casaca, e por favor não cante pelo nariz e deixe Schumann em paz.
CORTÁZAR, Júlio. Instruções para cantar.
In: Histórias de Cronópios e de famas. São Paulo:
Editora Civilização Brasileira, 1994, p. 16‑17 (com adaptações).
Com base na leitura do texto, julgue o item a seguir.
No trecho “Comece por quebrar os espelhos de sua casa, deixe cair os braços, olhe vagamente a parede, esqueça”, as formas verbais “comece” e “esqueça” concordam com o sujeito “você”.
Instruções para cantar
Comece por quebrar os espelhos de sua casa, deixe cair os braços, olhe vagamente a parede, esqueça. Cante uma nota só, escute por dentro. Se ouvir (mas isto acontecerá muito depois) algo como uma paisagem afundada no medo, com fogueiras entre as pedras, com silhuetas seminuas de cócoras, acho que estará bem encaminhado, e do mesmo modo se ouvir um rio por onde descem barcos pintados de amarelo e preto, se ouvir um gosto de pão, um tato de dedos, uma sombra de cavalo. Depois compre cadernos de solfejo e uma casaca, e por favor não cante pelo nariz e deixe Schumann em paz.
CORTÁZAR, Júlio. Instruções para cantar.
In: Histórias de Cronópios e de famas. São Paulo:
Editora Civilização Brasileira, 1994, p. 16‑17 (com adaptações).
Com base na leitura do texto, julgue o item a seguir.
Em “Cante uma nota só”, a palavra “só” classifica‑se morfologicamente como adjetivo.
Instruções para cantar
Comece por quebrar os espelhos de sua casa, deixe cair os braços, olhe vagamente a parede, esqueça. Cante uma nota só, escute por dentro. Se ouvir (mas isto acontecerá muito depois) algo como uma paisagem afundada no medo, com fogueiras entre as pedras, com silhuetas seminuas de cócoras, acho que estará bem encaminhado, e do mesmo modo se ouvir um rio por onde descem barcos pintados de amarelo e preto, se ouvir um gosto de pão, um tato de dedos, uma sombra de cavalo. Depois compre cadernos de solfejo e uma casaca, e por favor não cante pelo nariz e deixe Schumann em paz.
CORTÁZAR, Júlio. Instruções para cantar.
In: Histórias de Cronópios e de famas. São Paulo:
Editora Civilização Brasileira, 1994, p. 16‑17 (com adaptações).
Com base na leitura do texto, julgue o item a seguir.
No trecho “e do mesmo modo se ouvir um rio por onde descem barcos pintados de amarelo e preto, se ouvir um gosto de pão, um tato de dedos, uma sombra de cavalo”, identifica‑se uma figura de linguagem, denominada catacrese.
Instruções para cantar
Comece por quebrar os espelhos de sua casa, deixe cair os braços, olhe vagamente a parede, esqueça. Cante uma nota só, escute por dentro. Se ouvir (mas isto acontecerá muito depois) algo como uma paisagem afundada no medo, com fogueiras entre as pedras, com silhuetas seminuas de cócoras, acho que estará bem encaminhado, e do mesmo modo se ouvir um rio por onde descem barcos pintados de amarelo e preto, se ouvir um gosto de pão, um tato de dedos, uma sombra de cavalo. Depois compre cadernos de solfejo e uma casaca, e por favor não cante pelo nariz e deixe Schumann em paz.
CORTÁZAR, Júlio. Instruções para cantar.
In: Histórias de Cronópios e de famas. São Paulo:
Editora Civilização Brasileira, 1994, p. 16‑17 (com adaptações).
Com base na leitura do texto, julgue o item a seguir.
Apesar do emprego de alguns termos mais eruditos, como “silhueta” e “solfejo”, predomina no texto uma linguagem leve e descontraída sobre um assunto do cotidiano (chorar), por isso ele pode ser entendido como uma crônica.
Instruções para cantar
Comece por quebrar os espelhos de sua casa, deixe cair os braços, olhe vagamente a parede, esqueça. Cante uma nota só, escute por dentro. Se ouvir (mas isto acontecerá muito depois) algo como uma paisagem afundada no medo, com fogueiras entre as pedras, com silhuetas seminuas de cócoras, acho que estará bem encaminhado, e do mesmo modo se ouvir um rio por onde descem barcos pintados de amarelo e preto, se ouvir um gosto de pão, um tato de dedos, uma sombra de cavalo. Depois compre cadernos de solfejo e uma casaca, e por favor não cante pelo nariz e deixe Schumann em paz.
CORTÁZAR, Júlio. Instruções para cantar.
In: Histórias de Cronópios e de famas. São Paulo:
Editora Civilização Brasileira, 1994, p. 16‑17 (com adaptações).
Com base na leitura do texto, julgue o item a seguir.
No trecho “bem encaminhado”, o termo “bem” é advérbio, antônimo de “mal”.
Instruções para cantar
Comece por quebrar os espelhos de sua casa, deixe cair os braços, olhe vagamente a parede, esqueça. Cante uma nota só, escute por dentro. Se ouvir (mas isto acontecerá muito depois) algo como uma paisagem afundada no medo, com fogueiras entre as pedras, com silhuetas seminuas de cócoras, acho que estará bem encaminhado, e do mesmo modo se ouvir um rio por onde descem barcos pintados de amarelo e preto, se ouvir um gosto de pão, um tato de dedos, uma sombra de cavalo. Depois compre cadernos de solfejo e uma casaca, e por favor não cante pelo nariz e deixe Schumann em paz.
CORTÁZAR, Júlio. Instruções para cantar.
In: Histórias de Cronópios e de famas. São Paulo:
Editora Civilização Brasileira, 1994, p. 16‑17 (com adaptações).
Com base na leitura do texto, julgue o item a seguir.
Em “Acho que estará bem encaminhada”, a oração introduzida pelo elemento “que” é subordinada à forma verbal “acho” e tem função sintática de adjunto adnominal.
Instruções para cantar
Comece por quebrar os espelhos de sua casa, deixe cair os braços, olhe vagamente a parede, esqueça. Cante uma nota só, escute por dentro. Se ouvir (mas isto acontecerá muito depois) algo como uma paisagem afundada no medo, com fogueiras entre as pedras, com silhuetas seminuas de cócoras, acho que estará bem encaminhado, e do mesmo modo se ouvir um rio por onde descem barcos pintados de amarelo e preto, se ouvir um gosto de pão, um tato de dedos, uma sombra de cavalo. Depois compre cadernos de solfejo e uma casaca, e por favor não cante pelo nariz e deixe Schumann em paz.
CORTÁZAR, Júlio. Instruções para cantar.
In: Histórias de Cronópios e de famas. São Paulo:
Editora Civilização Brasileira, 1994, p. 16‑17 (com adaptações).
Com base na leitura do texto, julgue o item a seguir.
A palavra “depois”, no início do segundo parágrafo, é uma conjunção de valor atemporal, como em “Depois que eu passar no concurso, vou comemorar”.
Instruções para cantar
Comece por quebrar os espelhos de sua casa, deixe cair os braços, olhe vagamente a parede, esqueça. Cante uma nota só, escute por dentro. Se ouvir (mas isto acontecerá muito depois) algo como uma paisagem afundada no medo, com fogueiras entre as pedras, com silhuetas seminuas de cócoras, acho que estará bem encaminhado, e do mesmo modo se ouvir um rio por onde descem barcos pintados de amarelo e preto, se ouvir um gosto de pão, um tato de dedos, uma sombra de cavalo. Depois compre cadernos de solfejo e uma casaca, e por favor não cante pelo nariz e deixe Schumann em paz.
CORTÁZAR, Júlio. Instruções para cantar.
In: Histórias de Cronópios e de famas. São Paulo:
Editora Civilização Brasileira, 1994, p. 16‑17 (com adaptações).
Com base na leitura do texto, julgue o item a seguir.
A vírgula após a palavra “medo”, no trecho “Se ouvir (mas isto acontecerá muito depois) algo como uma paisagem afundada no medo”, foi empregada para separar uma oração subordinada com valor modal.
Instruções para cantar
Comece por quebrar os espelhos de sua casa, deixe cair os braços, olhe vagamente a parede, esqueça. Cante uma nota só, escute por dentro. Se ouvir (mas isto acontecerá muito depois) algo como uma paisagem afundada no medo, com fogueiras entre as pedras, com silhuetas seminuas de cócoras, acho que estará bem encaminhado, e do mesmo modo se ouvir um rio por onde descem barcos pintados de amarelo e preto, se ouvir um gosto de pão, um tato de dedos, uma sombra de cavalo. Depois compre cadernos de solfejo e uma casaca, e por favor não cante pelo nariz e deixe Schumann em paz.
CORTÁZAR, Júlio. Instruções para cantar.
In: Histórias de Cronópios e de famas. São Paulo:
Editora Civilização Brasileira, 1994, p. 16‑17 (com adaptações).
Com base na leitura do texto, julgue o item a seguir.
O sujeito da forma verbal “descem” no trecho “por onde descem barcos pintados de amarelo e preto” é simples, explícito e posposto ao verbo.
Instruções para cantar
Comece por quebrar os espelhos de sua casa, deixe cair os braços, olhe vagamente a parede, esqueça. Cante uma nota só, escute por dentro. Se ouvir (mas isto acontecerá muito depois) algo como uma paisagem afundada no medo, com fogueiras entre as pedras, com silhuetas seminuas de cócoras, acho que estará bem encaminhado, e do mesmo modo se ouvir um rio por onde descem barcos pintados de amarelo e preto, se ouvir um gosto de pão, um tato de dedos, uma sombra de cavalo. Depois compre cadernos de solfejo e uma casaca, e por favor não cante pelo nariz e deixe Schumann em paz.
CORTÁZAR, Júlio. Instruções para cantar.
In: Histórias de Cronópios e de famas. São Paulo:
Editora Civilização Brasileira, 1994, p. 16‑17 (com adaptações).
Com base na leitura do texto, julgue o item a seguir.
A conjunção “mas”, em “Se ouvir (mas isto acontecerá muito depois)”, possui valor aditivo, como em “estudou não só português, mas também matemática”.
Instruções para cantar
Comece por quebrar os espelhos de sua casa, deixe cair os braços, olhe vagamente a parede, esqueça. Cante uma nota só, escute por dentro. Se ouvir (mas isto acontecerá muito depois) algo como uma paisagem afundada no medo, com fogueiras entre as pedras, com silhuetas seminuas de cócoras, acho que estará bem encaminhado, e do mesmo modo se ouvir um rio por onde descem barcos pintados de amarelo e preto, se ouvir um gosto de pão, um tato de dedos, uma sombra de cavalo. Depois compre cadernos de solfejo e uma casaca, e por favor não cante pelo nariz e deixe Schumann em paz.
CORTÁZAR, Júlio. Instruções para cantar.
In: Histórias de Cronópios e de famas. São Paulo:
Editora Civilização Brasileira, 1994, p. 16‑17 (com adaptações).
Com base na leitura do texto, julgue o item a seguir.
No trecho “Comece por quebrar os espelhos de sua casa”, a palavra “por” é uma preposição. O verbo homônimo a essa preposição, no infinitivo, recebe acento circunflexo diferencial, conforme a ortografia vigente: pôr.
Instruções para cantar
Comece por quebrar os espelhos de sua casa, deixe cair os braços, olhe vagamente a parede, esqueça. Cante uma nota só, escute por dentro. Se ouvir (mas isto acontecerá muito depois) algo como uma paisagem afundada no medo, com fogueiras entre as pedras, com silhuetas seminuas de cócoras, acho que estará bem encaminhado, e do mesmo modo se ouvir um rio por onde descem barcos pintados de amarelo e preto, se ouvir um gosto de pão, um tato de dedos, uma sombra de cavalo. Depois compre cadernos de solfejo e uma casaca, e por favor não cante pelo nariz e deixe Schumann em paz.
CORTÁZAR, Júlio. Instruções para cantar.
In: Histórias de Cronópios e de famas. São Paulo:
Editora Civilização Brasileira, 1994, p. 16‑17 (com adaptações).
Com base na leitura do texto, julgue o item a seguir.
A expressão “pelo nariz”, em “não cante pelo nariz”, pode ser entendida como um adjunto adverbial de lugar ou de meio pelo qual o canto é expressado, já que a forma verbal “cante” é intransitivo nesse caso.
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CORTÁZAR, Júlio. Instruções para cantar.
In: Histórias de Cronópios e de famas. São Paulo:
Editora Civilização Brasileira, 1994, p. 16‑17 (com adaptações).
Com base na leitura do texto, julgue o item a seguir.
Os termos “cadernos” e “casaca”, no segundo parágrafo, são ambos núcleos de um mesmo termo sintático com função de complemento verbal.
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CORTÁZAR, Júlio. Instruções para cantar.
In: Histórias de Cronópios e de famas. São Paulo:
Editora Civilização Brasileira, 1994, p. 16‑17 (com adaptações).
Com base na leitura do texto, julgue o item a seguir.
No trecho “um rio por onde descem barcos pontados”, a substituição de “por onde” por “pelo qual” prejudicaria a correção gramatical, mas manteria o sentido original do texto.
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CORTÁZAR, Júlio. Instruções para cantar.
In: Histórias de Cronópios e de famas. São Paulo:
Editora Civilização Brasileira, 1994, p. 16‑17 (com adaptações).
Com base na leitura do texto, julgue o item a seguir.
Em “Comece por quebrar os espelhos de sua casa”, a expressão “de sua casa” é uma locução adverbial com valor de posse/pertencimento.
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CORTÁZAR, Júlio. Instruções para cantar.
In: Histórias de Cronópios e de famas. São Paulo:
Editora Civilização Brasileira, 1994, p. 16‑17 (com adaptações).
Com base na leitura do texto, julgue o item a seguir.
A palavra “acontecerá”, em “mas isto acontecerá muito depois” é acentuada por motivo distinto da regra que seria aplicada à palavra “açaí”.
Instruções para cantar
Comece por quebrar os espelhos de sua casa, deixe cair os braços, olhe vagamente a parede, esqueça. Cante uma nota só, escute por dentro. Se ouvir (mas isto acontecerá muito depois) algo como uma paisagem afundada no medo, com fogueiras entre as pedras, com silhuetas seminuas de cócoras, acho que estará bem encaminhado, e do mesmo modo se ouvir um rio por onde descem barcos pintados de amarelo e preto, se ouvir um gosto de pão, um tato de dedos, uma sombra de cavalo. Depois compre cadernos de solfejo e uma casaca, e por favor não cante pelo nariz e deixe Schumann em paz.
CORTÁZAR, Júlio. Instruções para cantar.
In: Histórias de Cronópios e de famas. São Paulo:
Editora Civilização Brasileira, 1994, p. 16‑17 (com adaptações).
Com base na leitura do texto, julgue o item a seguir.
No título “Instruções para cantar”, o verbo “cantar” está no infinitivo e equivale a uma oração reduzida de infinitivo.
A respeito de progressões aritméticas e de porcentagens, julgue o item seguinte.
Na progressão aritmética em que a1 = 3, a5 = 19, o 24º termo será igual a 95.
A respeito de progressões aritméticas e de porcentagens, julgue o item seguinte.
Se um retângulo de lados a e b tiver o lado a reduzido em 20% e o lado b em 15%, a nova área desse retângulo será, pelo menos, 40% menor do que a área do retângulo original.