Questões de Concurso Público UFRJ 2014 para Produtor Cultural
Foram encontradas 60 questões
“Se eu quero e você quer
Tomar banho de chapéu
Ou esperar Papai Noel
Ou discutir Carlos Gardel
Então vá!
Faça o que tu queres,
Pois é tudo
Da Lei, da lei!”
(“Sociedade Alternativa”, de Raul Seixas, Paulo Coelho e Celso Danilo)
A estrofe da letra da canção sugere uma atitude que pode ser associada ao movimento cultural denominado:
“Vou voltar,
sei que ainda vou voltar
para o meu lugar.
Foi lá, é ainda lá,
que eu hei de ouvir
cantar uma sabiá”
(Tom Jobim e Chico Buarque)
Sabiá é uma música que aborda, metaforicamente, um momento marcante da história de nosso país. Assinale a alternativa que indica a obra que, em contexto histórico diverso, dialoga tematicamente com Sabiá.
“Tendo sua origem na relação empresa e consumidor, o conceito de marketing foi sendo ampliado para outras dimensões de relações, como do marketing político, de entretenimento e o pessoal. Surge assim, com essa ampliação da gama de esferas onde o marketing se aplica, o marketing cultural, que utiliza a cultura como instrumento para transmitir uma mensagem e, em longo prazo, desenvolver um relacionamento com um determinado público”.
(REIS, A. C. F. Marketing cultural e financiamento da cultura: teoria e prática em um estudo internacional comparado. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2003).
Entre os mecanismos de marketing cultural mais utilizados no atual panorama da produção cultural brasileira pode-se apontar:
Walter Benjamin, em seu texto A obra de arte na era da reprodutibilidade técnica, defende que “com a reprodutibilidade técnica, a obra de arte se emancipa, pela primeira vez na história, de sua existência parasitária, destacando-se do ritual. A obra de arte reproduzida é cada vez mais a reprodução de uma obra de arte criada para ser reproduzida. (...) No momento em que o critério da autenticidade deixa de aplicar-se à produção artística, toda a função social da arte se transforma. Em vez de fundar-se no ritual, ela passa a fundar-se em outra práxis: a política”.
Benjamin, um dos principais teóricos do movimento
que foi chamado de Escola de Frankfurt, ou
Teoria Crítica para alguns pesquisadores, acreditava
na obra de arte produzida em massa e para as
massas como veículo de transformação social, desde
que não estivesse sob o domínio das grandes
empresas capitalistas. Já Adorno e Horkheimer, também
teóricos da Escola de Frankfurt, responsáveis
pela criação do termo indústria cultural, possuíam
uma visão mais crítica da massificação da arte. De
acordo com estes autores, no texto A indústria cultural:
o esclarecimento como mistificação das massas,
capítulo do livro Dialética do Esclarecimento, tal crítica
consiste que a indústria cultural: