Questões de Concurso Público Prefeitura de Barão - RS 2025 para Agente Educacional

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Q3391800 Português
Pechada


        O apelido foi instantâneo. No primeiro dia de aula, o aluno novo já estava sendo chamado de “Gaúcho”. Porque era gaúcho. Recém-chegado do Rio Grande do Sul, com um sotaque carregado.
        — Aí, Gaúcho!
        — Fala, Gaúcho!
        Perguntaram para a professora por que o Gaúcho falava diferente. A professora explicou que cada região tinha seu idioma, mas que as diferenças não eram tão grandes assim. Afinal, todos falavam português. Variava a pronúncia, mas a língua era uma só. E os alunos não achavam formidável que num país do tamanho do Brasil todos falassem a mesma língua, só com pequenas variações?
        — Mas o Gaúcho fala “tu”! — disse o gordo Jorge, que era quem mais implicava com o novato.
     — E fala certo — disse a professora. — Pode-se dizer “tu” e pode-se dizer “você”. Os dois estão certos. Os dois são português.
        O gordo Jorge fez cara de quem não se entregara.
        Um dia, o Gaúcho chegou tarde na aula e explicou para a professora o que acontecera.         
        — O pai atravessou a sinaleira e pechou.
        — O quê?
        — O pai. Atravessou a sinaleira e pechou.
        A professora sorriu. Depois achou que não era caso para sorrir. Afinal, o pai do menino atravessara uma sinaleira e pechara. Podia estar, naquele momento, em algum hospital. Gravemente pechado. Com pedaços de sinaleira sendo retirados do seu corpo.
        — O que foi que ele disse, tia? — quis saber o gordo Jorge.
        — Que o pai dele atravessou uma sinaleira e pechou.
        — E o que é isso?
        — Gaúcho... Quer dizer, Rodrigo: explique para a classe o que aconteceu.
        — Nós vinha...
        — Nós vínhamos.
      — Nós vínhamos de auto, o pai não viu a sinaleira fechada, passou no vermelho e deu uma pechada noutro auto. 
        A professora varreu a classe com seu sorriso. Estava claro o que acontecera? Ao mesmo tempo, procurava uma tradução para o relato do gaúcho. Não podia admitir que não o entendera. Não com o gordo Jorge rindo daquele jeito.
        “Sinaleira”, obviamente, era sinal, semáforo. “Auto” era automóvel, carro. Mas “pechar” o que era? Bater, claro. Mas de onde viera aquela estranha palavra? Só muitos dias depois a professora descobriu que “pechar” vinha do espanhol e queria dizer bater com o peito, e até lá teve que se esforçar para convencer o gordo Jorge de que era mesmo brasileiro o que falava o novato. Que já ganhara outro apelido. Pechada.
        — Aí, Pechada!
        — Fala, Pechada!

Fonte: Revista Nova. Luis Fernando Veríssimo.
De acordo com o texto, os alunos encontravam uma certa dificuldade em entender o colega de classe que viera de outro estado (Rio Grande do Sul), e isso causava, até, uma desconfiança de que a língua por ele falada não era o português (pelo menos não o “correto”). Com base nisso é INCORRETO afirmar que:  
Alternativas
Q3391801 Português
Pechada


        O apelido foi instantâneo. No primeiro dia de aula, o aluno novo já estava sendo chamado de “Gaúcho”. Porque era gaúcho. Recém-chegado do Rio Grande do Sul, com um sotaque carregado.
        — Aí, Gaúcho!
        — Fala, Gaúcho!
        Perguntaram para a professora por que o Gaúcho falava diferente. A professora explicou que cada região tinha seu idioma, mas que as diferenças não eram tão grandes assim. Afinal, todos falavam português. Variava a pronúncia, mas a língua era uma só. E os alunos não achavam formidável que num país do tamanho do Brasil todos falassem a mesma língua, só com pequenas variações?
        — Mas o Gaúcho fala “tu”! — disse o gordo Jorge, que era quem mais implicava com o novato.
     — E fala certo — disse a professora. — Pode-se dizer “tu” e pode-se dizer “você”. Os dois estão certos. Os dois são português.
        O gordo Jorge fez cara de quem não se entregara.
        Um dia, o Gaúcho chegou tarde na aula e explicou para a professora o que acontecera.         
        — O pai atravessou a sinaleira e pechou.
        — O quê?
        — O pai. Atravessou a sinaleira e pechou.
        A professora sorriu. Depois achou que não era caso para sorrir. Afinal, o pai do menino atravessara uma sinaleira e pechara. Podia estar, naquele momento, em algum hospital. Gravemente pechado. Com pedaços de sinaleira sendo retirados do seu corpo.
        — O que foi que ele disse, tia? — quis saber o gordo Jorge.
        — Que o pai dele atravessou uma sinaleira e pechou.
        — E o que é isso?
        — Gaúcho... Quer dizer, Rodrigo: explique para a classe o que aconteceu.
        — Nós vinha...
        — Nós vínhamos.
      — Nós vínhamos de auto, o pai não viu a sinaleira fechada, passou no vermelho e deu uma pechada noutro auto. 
        A professora varreu a classe com seu sorriso. Estava claro o que acontecera? Ao mesmo tempo, procurava uma tradução para o relato do gaúcho. Não podia admitir que não o entendera. Não com o gordo Jorge rindo daquele jeito.
        “Sinaleira”, obviamente, era sinal, semáforo. “Auto” era automóvel, carro. Mas “pechar” o que era? Bater, claro. Mas de onde viera aquela estranha palavra? Só muitos dias depois a professora descobriu que “pechar” vinha do espanhol e queria dizer bater com o peito, e até lá teve que se esforçar para convencer o gordo Jorge de que era mesmo brasileiro o que falava o novato. Que já ganhara outro apelido. Pechada.
        — Aí, Pechada!
        — Fala, Pechada!

Fonte: Revista Nova. Luis Fernando Veríssimo.
Em determinado momento no texto, a professora faz uma observação à fala do Rodrigo (Gaúcho) com o intuito de fazer uma correção gramatical. Isso ocorre porque a fala dele se apresenta como:
Alternativas
Q3391802 Português
Pechada


        O apelido foi instantâneo. No primeiro dia de aula, o aluno novo já estava sendo chamado de “Gaúcho”. Porque era gaúcho. Recém-chegado do Rio Grande do Sul, com um sotaque carregado.
        — Aí, Gaúcho!
        — Fala, Gaúcho!
        Perguntaram para a professora por que o Gaúcho falava diferente. A professora explicou que cada região tinha seu idioma, mas que as diferenças não eram tão grandes assim. Afinal, todos falavam português. Variava a pronúncia, mas a língua era uma só. E os alunos não achavam formidável que num país do tamanho do Brasil todos falassem a mesma língua, só com pequenas variações?
        — Mas o Gaúcho fala “tu”! — disse o gordo Jorge, que era quem mais implicava com o novato.
     — E fala certo — disse a professora. — Pode-se dizer “tu” e pode-se dizer “você”. Os dois estão certos. Os dois são português.
        O gordo Jorge fez cara de quem não se entregara.
        Um dia, o Gaúcho chegou tarde na aula e explicou para a professora o que acontecera.         
        — O pai atravessou a sinaleira e pechou.
        — O quê?
        — O pai. Atravessou a sinaleira e pechou.
        A professora sorriu. Depois achou que não era caso para sorrir. Afinal, o pai do menino atravessara uma sinaleira e pechara. Podia estar, naquele momento, em algum hospital. Gravemente pechado. Com pedaços de sinaleira sendo retirados do seu corpo.
        — O que foi que ele disse, tia? — quis saber o gordo Jorge.
        — Que o pai dele atravessou uma sinaleira e pechou.
        — E o que é isso?
        — Gaúcho... Quer dizer, Rodrigo: explique para a classe o que aconteceu.
        — Nós vinha...
        — Nós vínhamos.
      — Nós vínhamos de auto, o pai não viu a sinaleira fechada, passou no vermelho e deu uma pechada noutro auto. 
        A professora varreu a classe com seu sorriso. Estava claro o que acontecera? Ao mesmo tempo, procurava uma tradução para o relato do gaúcho. Não podia admitir que não o entendera. Não com o gordo Jorge rindo daquele jeito.
        “Sinaleira”, obviamente, era sinal, semáforo. “Auto” era automóvel, carro. Mas “pechar” o que era? Bater, claro. Mas de onde viera aquela estranha palavra? Só muitos dias depois a professora descobriu que “pechar” vinha do espanhol e queria dizer bater com o peito, e até lá teve que se esforçar para convencer o gordo Jorge de que era mesmo brasileiro o que falava o novato. Que já ganhara outro apelido. Pechada.
        — Aí, Pechada!
        — Fala, Pechada!

Fonte: Revista Nova. Luis Fernando Veríssimo.
O menino Jorge, em todo o texto, é chamado de “gordo Jorge”. Tem-se, aqui, uma figura de linguagem que enfatiza o significado do substantivo, acrescentando uma característica particular. Essa figura de linguagem é conhecida como:
Alternativas
Q3391803 Português
Pechada


        O apelido foi instantâneo. No primeiro dia de aula, o aluno novo já estava sendo chamado de “Gaúcho”. Porque era gaúcho. Recém-chegado do Rio Grande do Sul, com um sotaque carregado.
        — Aí, Gaúcho!
        — Fala, Gaúcho!
        Perguntaram para a professora por que o Gaúcho falava diferente. A professora explicou que cada região tinha seu idioma, mas que as diferenças não eram tão grandes assim. Afinal, todos falavam português. Variava a pronúncia, mas a língua era uma só. E os alunos não achavam formidável que num país do tamanho do Brasil todos falassem a mesma língua, só com pequenas variações?
        — Mas o Gaúcho fala “tu”! — disse o gordo Jorge, que era quem mais implicava com o novato.
     — E fala certo — disse a professora. — Pode-se dizer “tu” e pode-se dizer “você”. Os dois estão certos. Os dois são português.
        O gordo Jorge fez cara de quem não se entregara.
        Um dia, o Gaúcho chegou tarde na aula e explicou para a professora o que acontecera.         
        — O pai atravessou a sinaleira e pechou.
        — O quê?
        — O pai. Atravessou a sinaleira e pechou.
        A professora sorriu. Depois achou que não era caso para sorrir. Afinal, o pai do menino atravessara uma sinaleira e pechara. Podia estar, naquele momento, em algum hospital. Gravemente pechado. Com pedaços de sinaleira sendo retirados do seu corpo.
        — O que foi que ele disse, tia? — quis saber o gordo Jorge.
        — Que o pai dele atravessou uma sinaleira e pechou.
        — E o que é isso?
        — Gaúcho... Quer dizer, Rodrigo: explique para a classe o que aconteceu.
        — Nós vinha...
        — Nós vínhamos.
      — Nós vínhamos de auto, o pai não viu a sinaleira fechada, passou no vermelho e deu uma pechada noutro auto. 
        A professora varreu a classe com seu sorriso. Estava claro o que acontecera? Ao mesmo tempo, procurava uma tradução para o relato do gaúcho. Não podia admitir que não o entendera. Não com o gordo Jorge rindo daquele jeito.
        “Sinaleira”, obviamente, era sinal, semáforo. “Auto” era automóvel, carro. Mas “pechar” o que era? Bater, claro. Mas de onde viera aquela estranha palavra? Só muitos dias depois a professora descobriu que “pechar” vinha do espanhol e queria dizer bater com o peito, e até lá teve que se esforçar para convencer o gordo Jorge de que era mesmo brasileiro o que falava o novato. Que já ganhara outro apelido. Pechada.
        — Aí, Pechada!
        — Fala, Pechada!

Fonte: Revista Nova. Luis Fernando Veríssimo.
O texto mostra as diferenças que uma língua apresenta mediante alguns fatores. Com base nisso, assinalar a alternativa que apresenta a variação linguística apresentada no texto.
Alternativas
Q3391804 Português
Em qual das alternativas o uso de crase está INCORRETO? 
Alternativas
Q3391805 Português
Assinalar a alternativa em que todas as palavras são oxítonas.
Alternativas
Q3391806 Português
Assinalar a alternativa em que o sujeito é classificado como inexistente.
Alternativas
Q3391807 Português
Em “Fui ensinada a ter paciência, pois a vida é cheia de surpresas boas e ruins.”, a palavra sublinhada expressa ideia de:
Alternativas
Q3391808 Português
O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se para o plural para preencher de modo CORRETO a lacuna em:
Alternativas
Q3391809 Português
Em relação ao uso da pontuação, assinalar a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q3391810 Matemática
Um foguete de pequeno porte é lançado verticalmente a partir do solo, e sua altura em metros, após “t” segundos, é descrita pela equação h(t) = -5t² + 30t + 20. Sabendo que a altura máxima ocorre no ponto mais alto da trajetória do foguete, em quantos segundos após o lançamento ele atinge essa altura máxima?
Alternativas
Q3391811 Matemática
Em uma progressão aritmética, o primeiro termo é 10 e a soma dos 8 primeiros é 136. Qual é a razão dessa progressão?
Alternativas
Q3391812 Matemática
Uma senha de acesso é formada por 2 letras e 3 algarismos, todos distintos. Sabendo-se que são 26 letras e que os números vão de 0 a 9, quantas senhas diferentes podem ser criadas?
Alternativas
Q3391813 Matemática
Em uma empresa, 60% dos funcionários são homens e 40% são mulheres. Entre os homens, 70% têm curso superior, e, entre as mulheres, 80% têm curso superior. Se um funcionário com curso superior for escolhido ao acaso, qual é a probabilidade de ser uma mulher?
Alternativas
Q3391814 Matemática
Uma equipe de arqueólogos está estudando a base de uma pirâmide. A base da pirâmide tem formato triangular, com 20 metros de base e 18 metros de altura. Assinalar a alternativa que apresenta a área da base. 
Alternativas
Q3391815 Matemática
A cidade de Waterdeep tinha uma população de 120.000 habitantes. Após dez anos, sua população aumentou para 168.000 habitantes. Assinalar a alternativa que apresenta a porcentagem de crescimento populacional da cidade.
Alternativas
Q3391816 Raciocínio Lógico
Analisar a figura abaixo e assinalar a alternativa que apresenta a quantidade total de quadrados na imagem.

Imagem associada para resolução da questão
Alternativas
Q3391817 Matemática Financeira
Um valor de R$ 5.000,00 foi investido a uma taxa de 6% ao mês durante 3 meses, no regime de juros compostos. Qual será o montante ao final desse período?
Alternativas
Q3391818 Matemática
Dois números inteiros positivos guardam entre si uma razão de 7 para 5. Quando somamos esses dois números, o resultado é 96. Com base nessa informação, quais os valores desses números?
Alternativas
Q3391819 Matemática
Uma pequena indústria utiliza 4 máquinas para fabricar peças plásticas. Com essa estrutura, elas produzem 1.200 peças em 10 dias. Devido ao aumento da demanda, a empresa decidiu adicionar mais duas máquinas à produção. Mantendo todas as outras condições iguais, quantas peças serão produzidas em um período de 15 dias?
Alternativas
Respostas
1: D
2: B
3: A
4: A
5: D
6: C
7: C
8: B
9: C
10: C
11: B
12: A
13: B
14: A
15: D
16: C
17: D
18: B
19: D
20: C