Questões de Concurso Público Prefeitura de Goiânia - GO 2016 para PE II - Professor de Libras
Foram encontradas 70 questões
Leia o texto a seguir e responda às questões 41 a 43.
“Os intérpretes existem desde a Antiguidade, assim como os tradutores, com quem são frequentemente confundidos; o tradutor trabalha com a palavra escrita, o intérprete com a palavra falada”. Assim começa o livreto da União Européia (Commission of the European Communities, s/d) com informações para os candidatos e seus cursos de formação de intérpretes que atendem às necessidades da instituição, o maior empregador de tradutores e intérpretes do mundo (PAGURA, 2003, p. 210). |
Pagura (2003) esclarece sobre as atividades de traduzir e interpretar. O termo adequado para nominar o profissional que atua junto à comunidade surda, promovendo o contato e a interação linguístico-cultural nos vários contextos possíveis, é:
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“Os intérpretes existem desde a Antiguidade, assim como os tradutores, com quem são frequentemente confundidos; o tradutor trabalha com a palavra escrita, o intérprete com a palavra falada”. Assim começa o livreto da União Européia (Commission of the European Communities, s/d) com informações para os candidatos e seus cursos de formação de intérpretes que atendem às necessidades da instituição, o maior empregador de tradutores e intérpretes do mundo (PAGURA, 2003, p. 210). |
Segundo Pagura (2003), o tradutor atua com o texto escrito. Há a possibilidade de o profissional atuar na atividade de traduzir, envolvendo uma língua na modalidade oral e uma língua na modalidade sinalizada, pois a Libras
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“Os intérpretes existem desde a Antiguidade, assim como os tradutores, com quem são frequentemente confundidos; o tradutor trabalha com a palavra escrita, o intérprete com a palavra falada”. Assim começa o livreto da União Européia (Commission of the European Communities, s/d) com informações para os candidatos e seus cursos de formação de intérpretes que atendem às necessidades da instituição, o maior empregador de tradutores e intérpretes do mundo (PAGURA, 2003, p. 210). |
De acordo com Pagura (2003), mesmo havendo o processo de tradução de um idioma para outro, a interpretação envolve atividade distinta. Transpondo tal conceituação para o contexto discursivo de conferência, envolvendo o par linguístico Libras/Português, na interação entre surdos e ouvintes será realizada uma
Lima (2012) faz observações sobre a análise sugerindo a identificação das categorias Nome e Verbo na Libras. Para isso ele identifica padrões sintáticos em que um sinal se justapõe a outro (Ex. 1: EL@ SURD@. Ex. 2: MULHER^BEIJAR-DORSO-MÃO PROFESSOR.). Essas construções sintáticas expressam uma relação de
Na Libras, a negação pode ser feita por meio de três processos distintos. Um refere-se à incorporação da negação, na qual o sinal, que recebe sentido negativo, sofre alteração em um de seus parâmetros e resulta um item estruturalmente diferente daquele que é sua base (BRITO, 1995). Constitui exemplo de sinal com incorporação de negação:
A construção em Libras, transcrita a seguir [EL@-2 QUERER AULA LIBRAS], contém uma forma pronominal que indica
Na Libras, os classificadores são formas que, substituindo o nome, podem ser presas à raiz verbal para modificar o sujeito ou o objeto que estão ligados à ação do verbo (FELIPE; MONTEIRO, 2006). Nessa perspectiva, constitui um classificador para VEÍCULO
Santos (2006) assinala que em meados da década de 1980, no Brasil, surgem os primeiros trabalhos de interpretação da língua de sinais. A afirmação da autora é devido ao surgimento
Na perspectiva dos Estudos Culturais, a identidade dos – Intérpretes de línguas de Sinais – ILS – é concebida como múltipla e não essencialista. Assim, não há uma identidade homogênia, única e centrada e sim aspectos que funcionam como marcadores constituintes da identidade dos ILS (SANTOS, 2006). Esta autora identifica os marcadores ou artefatos constituintes como sendo os seguintes elementos:
Santos (2010) observou alguns deslocamentos nos processos de formação acadêmica e profissional dos ILS com base tanto na análise do percurso das pesquisas produzidas por esses profissionais no Brasil quanto nos depoimentos de alunos em formação no país. Segundo a autora, um dos motivos que impulsionou os deslocamentos foi
De acordo com Karnopp (2008), a literatura surda tem uma tradição diferente, próxima de culturas que transmitem suas histórias oral e presencial. Ela se manifesta nas histórias contadas em sinais e tem como papel
Perlin (2005) utiliza o termo surdicídio para se referir a algumas atrocidades contra a cultura surda ao longo da história. Para a autora, essa violência foi provocada pela
Para Santana (2007), a identidade das pessoas surdas não é exclusiva e única. Ela é constituída por papéis sociais diversos e também pela língua que constrói sua subjetividade. Essa autora defende que as identidades são
O Tradutor Intérprete de Língua de Sinais – TILS –, em contato com a comunidade surda, é interpelado por elementos identitários que a constituem, tais como os sociais e culturais. Nesse sentido, Steiner (1975), ao se referir à mediação linguística, sugere a ideia do tradutor como agente mediador. Assim, esse agente atua de forma a
O código de conduta profissional constitui um texto redigido, analisado e aprovado pela organização e/ou instituição competente no qual são apresentadas as diretrizes fundamentadas em seus respectivos princípios, visão e missão (GESSER, 2011). Portanto, este código
A Associação Brasileira de Tradutores – ABRATES –, criada em 1974, é a primeira organização dos profissionais tradutores de línguas orais no Brasil (GESSER, 2011). Já a Federação Brasileira das Associações dos Profissionais Intérpretes e Guias-intérpretes de Línguas de Sinais – FEBRAPILS – foi criada
A Lei n. 12.319/2010, ao regulamentar a profissão TILS, lista as atribuições desse profissional no exercício de suas competências, que envolvem, além de prestar serviços de depoimento em juízo:
Quanto à formação dos profissionais tradutores e intérpretes de Libras, a Lei n. 12.319/2010 estabelece o nível ensino no qual a formação é ofertada ao profissional intérprete. Porém, o decreto n. 5626/2005, que regulamenta a Lei n. 10.436/2002 prescreve que
Segundo Guarinello (2008), à medida que os surdos são reconhecidos socialmente como grupo linguístico, os TILS passam a integrar o cenário social. A demanda desses profissionais foi garantida inicialmente pelos seguintes instrumentos legais:
O código de ética dos TILS, do Brasil, baseado no RID (Registro dos intérpretes para surdos /USA, 1965), foi traduzido e adaptado por representantes dos estados brasileiros e aprovado pela categoria em 1992, por ocasião do II Encontro Nacional de Intérpretes/RJ. Segundo esse código, no item responsabilidade profissional, o intérprete deve: