Questões de Concurso Público Prefeitura de Porangatu - GO 2023 para Profissional do Magistério P-III - Letras

Foram encontradas 17 questões

Q3590658 Português
A partir da leitura do texto a seguir, pode-se inferir que:

Mito ou verdade: idosos sentem menos sono? Paladar muda ao envelhecer?

1 - Idosos geralmente acordam bem cedo. Eles sentem menos sono? Verdade e isso é muito ruim. O idoso tende a dormir menos e a inverter o sono, ele sente mais sono durante o dia e menos à noite. Além disso, existe uma associação entre a insônia e a aceleração dos processos demenciais.
2 - O paladar muda conforme envelhecemos? Verdade, aliás, o paladar muda em vários momentos da vida. As crianças têm um gosto alimentar diferente do dos adultos, que é diferente nas pessoas mais velhas. Nos idosos, o paladar fica entorpecido. Por isso a comida deles tem que ser mais temperada do que a comida dos jovens, para que eles possam sentir melhor o gosto. No entanto, vale ressaltar que temperar mais não significa temperar mal, ou seja, não é para usar sal em excesso e nem partir para os temperos artificiais. O indicado é abusar dos temperos naturais, como alho, cebola, ervas.
[...]

Disponível em: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2023/08/11/mito-ouverdade-idosos-sentem-menos-sono-paladar-muda-ao-envelhecer.htm
Alternativas
Q3590659 Português
Leia o texto a seguir, julgue os itens referentes aos aspectos linguísticos do texto e marque a opção correta.

   Mais de 100 mil mulheres brasileiras do campo, da floresta, das águas e das cidades, além de representantes de 33 países, são esperadas nesta terça (15) e quarta-feira em Brasília, na 7ª Marcha das Margaridas. O evento, coordenado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), federações e sindicatos filiados e 16 organizações parceiras, ocorre a cada quatro anos e a edição de 2023 tem o lema Pela Reconstrução do Brasil e pelo bem viver.
   São trabalhadoras rurais, indígenas, quilombolas, ribeirinhas, sem-terra, extrativistas, da comunidade LGBTQIA+ e moradoras de centros urbanos. Para a Contag, a marcha é a maior ação política de mulheres da América Latina.

Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/sociedade/marcha-das-margaridasdeve-reunir-mais-de-100-mil-mulheres-em-brasilia/.

I. A palavra evento pode ser substituída, sem divergir do sentido contextual, por espetáculo, sarau, show ou celebração.
II. Segundo o dicionário Houaiss, marchar significa andar, caminhar, seguir, avançar, progredir, prosseguir; verbos que pertencem ao mesmo campo semântico da palavra marcha no texto.
III. Pode-se dizer que as expressões, usadas para caracterizar as mulheres no texto, demarcam o lugar de pertencimento dessas mulheres, as causas que elas representam, as bandeiras que elas defendem.
Alternativas
Q3590660 Português
Nesse trecho, retirado da crônica de Marina Colasanti: “A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.” Pode-se afirmar que:

I. “...para poupar a vida” é uma oração subordinada adverbial reduzida de infinitivo.
II. Em “Que aos poucos se gasta...”, a palavra que é pronome relativo e introduz uma oração subordinada adjetiva.
III. Todo o segundo período desse trecho se refere à vida, ou seja, retoma a palavra vida. 
IV. A palavra mesma nesse contexto pode ser classificada como advérbio.

Estão corretas as seguintes assertivas:
Alternativas
Q3590661 Português
Nessa última estrofe do poema Soneto de fidelidade, de Vinicius de Moraes, podem ser identificadas as seguintes figuras de linguagem:

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure. 
Alternativas
Q3590662 Português
O texto a seguir é uma das falas finais da personagem protagonista Lisbela ao final do filme que estava assistindo com Leléu no cinema.

“No final, todo mundo sai antes de acabar o filme, aquele finalzinho ninguém gosta de ver, mas sempre fica algum casalzinho apaixonado, até o fim, e mesmo depois que o filme acabar eles vão ficar parados um tempão, até o cinema esvaziar todinho. E só depois eles vão acordar. Acordar depois de sonhar com a nossa história”. (Trecho do filme Lisbela e o prisioneiro, dirigido por Guel Arraes, lançado em 2003)

A função da linguagem predominante no texto é:
Alternativas
Q3590663 Português
Em qual das alternativas o termo em destaque pode ser classificado como objeto indireto.
Alternativas
Q3590664 Português
Segundo o gramático Fernando Pestana (2013, p. 215), “o prefixo vem antes do radical para ampliar sua significação e formar nova palavra”. Considerando que ele pode mudar de sentido a depender do contexto, julgue as sentenças a seguir.

I. Na palavra descobrir, des- indica ideia contrária.
II. Na palavra despedaçar, o prefixo -des significa partir, dividir.
III. Na palavra desassossego, o prefixo -des significa retornar à calmaria.
Alternativas
Q3590665 Português
Leia o texto a seguir e assinale a alternativa cuja classificação do termo em destaque esteja correta.

Em clima de celebração e orgulho, mais de 500 pessoas se reuniram no auditório do Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, para a divulgação na quarta-feira (28 de junho) dos primeiros resultados do Censo Demográfico 2022, que apontaram novos dados e tendências da população e sua distribuição no território brasileiro. Mais uma vez, presencialmente ou via internet, o evento atraiu grande número de veículos e repórteres de todo o país, que produziram junto ao IBGE uma cobertura jornalística histórica. A divulgação dos resultados pelo IBGE mereceu elogios de grandes nomes da imprensa, como Mauro Paulino (Globonews), Míriam Leitão (TV Globo, O Globo) e Elio Gaspari (O Globo, Folha de São Paulo).
Disponível em: https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/
Alternativas
Q3590666 Português
Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas do texto, considerando a necessidade (ou não) de uso do acento grave (crase):

Na vida precisamos sempre de uma boa dose de malícia para o bom convívio social. Isso não significa estar todo o tempo atento ________ e comportamentos alheios, mas precaver-se de armadilhas ou de situações embaraçosas. ________ fora do círculo mais íntimo, basta que se conte o mínimo ou nada sobre projetos e planos pessoais e profissionais. Quanto _____ que se dizem nossos amigos, melhor esperar que o tempo comprove __ veracidade do vínculo.

I. as atitudes – Às pessoas – aqueles – à.
II. às atitudes – Às pessoas – àqueles – a.
III. às atitudes – As pessoas – àqueles – a.
IV. as atitudes – As pessoas – aqueles – a.
Alternativas
Q3590667 Português

O objetivo do texto a seguir é:


Você já imaginou como os astros podem influenciar as trajetórias mais icônicas de nossas vidas? Hoje (16), é comemorado o aniversário de falecimento de um dos artistas mais celebrados do mundo, Elvis Presley, que se estivesse vivo, teria 88 anos. Por isso, resolvemos mapear e descobrir uma faceta surpreendente do lendário Rei do Rock. Então, neste Elvis Presley Day, prepare-se para uma jornada fascinante pelos planetas e astros que moldaram não apenas sua música, mas também sua personalidade única!



Disponível em: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/horoscopo/astrologia/ha-46- anos-morria-elvis-presley-veja-o-mapa-astral-do-rei-do-rock-e-seu-lado-inovador.

Alternativas
Q3591024 Português
Leia o texto e, a seguir, responda à questão.


Machado de Assis e a choradeira dos críticos

Danilo Venticinque


    Lançar versões simplificadas de clássicos da literatura é uma prática comum em qualquer país do mundo. A inexplicável polêmica sobre a adaptação de O alienista para leitores jovens confirmou uma verdade tão antiga quanto a obra de Machado de Assis: a crítica literária brasileira tem o péssimo hábito de só abrir a boca para reclamar.

     Há exceções, é claro. Mas acompanhei o empoeirado "debate" sobre a questão com tanta preguiça que, em vez de apontar os culpados e inocentes, prefiro jogar as carapuças para o alto. Azar de quem decidir vesti-las.

    Para quem não está por dentro da discussão (que inveja!), ofereço aqui uma versão resumida e simplificada dos fatos. Na semana passada, os críticos literários brasileiros despertaram de suas catacumbas ao ler a notícia de que a escritora Patrícia Secco lançaria versões adaptadas de O alienista, de Machado de Assis, e A pata da gazela, de José de Alencar. As duas obras serão distribuídas de graça pelo Instituto Brasil Leitor, com uma tiragem total de 600 mil exemplares. O objetivo é tornar clássicos da literatura brasileira mais acessíveis para quem não tem o hábito de ler.

    Num país em que metade da população não leu uma só página de um livro nos últimos três meses e a média de tempo dedicado à leitura por dia é seis minutos, qualquer iniciativa para divulgar a literatura deveria ser bem-vinda. Mesmo se a qualidade das adaptações de Patrícia se revelar duvidosa, é impossível que a distribuição de centenas de milhares de livros tenha algum impacto negativo.

  Como já era previsto, porém, a iniciativa provocou indignação. Surgiu um abaixo-assinado para impedir o lançamento da edição simplificada. Alguns disseram que ela deturparia a obra original. Outros, que a leitura das obras na versão adaptada tiraria dos leitores a oportunidade de enriquecer seu vocabulário. Houve até quem dissesse que as adaptações em si nem são uma ideia tão ruim, mas que Machado era intocável.

  Entre essas justificativas para a revolta, é difícil dizer qual é a mais fraca. Os defensores da "integridade" da obra parecem acreditar que o lançamento da versão adaptada teria algum efeito destrutivo sobre o original. O raciocínio é absurdo. Obras literárias inspiram paródias e adaptações desde sempre. Em vez de destruir a obra, cada nova versão ajuda a divulgá-la e aumentar seu alcance. Os livros de Machado de Assis não serão banidos das livrarias e da internet. Eles sempre estarão disponíveis para quem preferir lê-los no original. Não há motivo para histeria. Acreditar que as versões simplificadas de Machado de Assis emburrecerão a população é igualmente errôneo. Quem defende esse argumento parte do pressuposto de que vivemos num país de leitores ávidos de Machado de Assis que, por pura preguiça, trocarão a versão original pela adaptação e deixarão de enriquecer seu vocabulário. Nada mais distante da realidade. A grande maioria dos alunos foge da leitura obrigatória depois de esbarrar na primeira palavra difícil e recorre a resumos (ou à cola) para acertar a meia dúzia de questões dedicadas a Machado nas provas escolares. Muitos jamais dão outra chance aos clássicos da literatura. Uma versão simplificada poderia diminuir o choque e prepará-los para descobrir a obra original mais tarde, quando estiverem prontos.

   Por fim, não há nenhuma justificativa para a crença de que Machado de Assis é intocável e não deve ser adaptado. As livrarias estão cheias de adaptações de Shakespeare, Homero e outros clássicos indiscutíveis da literatura. Se eles podem ser adaptados, por que não Machado?

   O que mais me chama atenção no discurso de quem critica as adaptações de Machado de Assis é a falta de propostas. Se adaptar Machado de Assis é uma heresia, o que deve ser feito para incentivar a leitura no Brasil? A resposta de todos os defensores da integridade da literatura brasileira aparentemente é a mesma. Devemos obrigar estudantes a ler Machado de Assis na versão original e assistir, orgulhosos, ao surgimento de uma nova geração de leitores cultos e apaixonados pelos clássicos.

  Parece promissor. Mas é isso o que as nossas escolas já fazem há décadas. Não funciona. Aliás, Machado de Assis provavelmente detestaria saber que suas obras-primas são desperdiçadas em adolescentes que, em sua maioria, não têm paciência nem maturidade para entendê-las. 

   As versões originais de Machado de Assis sempre serão melhores do que qualquer adaptação. Disso, não há dúvida. O que os críticos puristas precisam entender é que a questão não é essa. Não existe uma disputa entre a versão original e a simplificada. A versão original já está disponível em inúmeros formatos para estudantes que, por diversos motivos, não passam das primeiras páginas. Para eles, a escolha é entre ler uma versão adaptada e simplesmente não ler. Uma adaptação, por mais rasteira que seja, pode ajudá-los a criar o hábito da leitura. É pouco. Mas é melhor do que nada.


Disponível em: https://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/daniloventicinque/noticia/2014/05/machado-de-assis-e-bchoradeira-dos-criticosb.html. Acesso em: 18 ago. 2023. 
Este texto pode ser caracterizado como
Alternativas
Q3591025 Português
Leia o texto e, a seguir, responda à questão.


Machado de Assis e a choradeira dos críticos

Danilo Venticinque


    Lançar versões simplificadas de clássicos da literatura é uma prática comum em qualquer país do mundo. A inexplicável polêmica sobre a adaptação de O alienista para leitores jovens confirmou uma verdade tão antiga quanto a obra de Machado de Assis: a crítica literária brasileira tem o péssimo hábito de só abrir a boca para reclamar.

     Há exceções, é claro. Mas acompanhei o empoeirado "debate" sobre a questão com tanta preguiça que, em vez de apontar os culpados e inocentes, prefiro jogar as carapuças para o alto. Azar de quem decidir vesti-las.

    Para quem não está por dentro da discussão (que inveja!), ofereço aqui uma versão resumida e simplificada dos fatos. Na semana passada, os críticos literários brasileiros despertaram de suas catacumbas ao ler a notícia de que a escritora Patrícia Secco lançaria versões adaptadas de O alienista, de Machado de Assis, e A pata da gazela, de José de Alencar. As duas obras serão distribuídas de graça pelo Instituto Brasil Leitor, com uma tiragem total de 600 mil exemplares. O objetivo é tornar clássicos da literatura brasileira mais acessíveis para quem não tem o hábito de ler.

    Num país em que metade da população não leu uma só página de um livro nos últimos três meses e a média de tempo dedicado à leitura por dia é seis minutos, qualquer iniciativa para divulgar a literatura deveria ser bem-vinda. Mesmo se a qualidade das adaptações de Patrícia se revelar duvidosa, é impossível que a distribuição de centenas de milhares de livros tenha algum impacto negativo.

  Como já era previsto, porém, a iniciativa provocou indignação. Surgiu um abaixo-assinado para impedir o lançamento da edição simplificada. Alguns disseram que ela deturparia a obra original. Outros, que a leitura das obras na versão adaptada tiraria dos leitores a oportunidade de enriquecer seu vocabulário. Houve até quem dissesse que as adaptações em si nem são uma ideia tão ruim, mas que Machado era intocável.

  Entre essas justificativas para a revolta, é difícil dizer qual é a mais fraca. Os defensores da "integridade" da obra parecem acreditar que o lançamento da versão adaptada teria algum efeito destrutivo sobre o original. O raciocínio é absurdo. Obras literárias inspiram paródias e adaptações desde sempre. Em vez de destruir a obra, cada nova versão ajuda a divulgá-la e aumentar seu alcance. Os livros de Machado de Assis não serão banidos das livrarias e da internet. Eles sempre estarão disponíveis para quem preferir lê-los no original. Não há motivo para histeria. Acreditar que as versões simplificadas de Machado de Assis emburrecerão a população é igualmente errôneo. Quem defende esse argumento parte do pressuposto de que vivemos num país de leitores ávidos de Machado de Assis que, por pura preguiça, trocarão a versão original pela adaptação e deixarão de enriquecer seu vocabulário. Nada mais distante da realidade. A grande maioria dos alunos foge da leitura obrigatória depois de esbarrar na primeira palavra difícil e recorre a resumos (ou à cola) para acertar a meia dúzia de questões dedicadas a Machado nas provas escolares. Muitos jamais dão outra chance aos clássicos da literatura. Uma versão simplificada poderia diminuir o choque e prepará-los para descobrir a obra original mais tarde, quando estiverem prontos.

   Por fim, não há nenhuma justificativa para a crença de que Machado de Assis é intocável e não deve ser adaptado. As livrarias estão cheias de adaptações de Shakespeare, Homero e outros clássicos indiscutíveis da literatura. Se eles podem ser adaptados, por que não Machado?

   O que mais me chama atenção no discurso de quem critica as adaptações de Machado de Assis é a falta de propostas. Se adaptar Machado de Assis é uma heresia, o que deve ser feito para incentivar a leitura no Brasil? A resposta de todos os defensores da integridade da literatura brasileira aparentemente é a mesma. Devemos obrigar estudantes a ler Machado de Assis na versão original e assistir, orgulhosos, ao surgimento de uma nova geração de leitores cultos e apaixonados pelos clássicos.

  Parece promissor. Mas é isso o que as nossas escolas já fazem há décadas. Não funciona. Aliás, Machado de Assis provavelmente detestaria saber que suas obras-primas são desperdiçadas em adolescentes que, em sua maioria, não têm paciência nem maturidade para entendê-las. 

   As versões originais de Machado de Assis sempre serão melhores do que qualquer adaptação. Disso, não há dúvida. O que os críticos puristas precisam entender é que a questão não é essa. Não existe uma disputa entre a versão original e a simplificada. A versão original já está disponível em inúmeros formatos para estudantes que, por diversos motivos, não passam das primeiras páginas. Para eles, a escolha é entre ler uma versão adaptada e simplesmente não ler. Uma adaptação, por mais rasteira que seja, pode ajudá-los a criar o hábito da leitura. É pouco. Mas é melhor do que nada.


Disponível em: https://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/daniloventicinque/noticia/2014/05/machado-de-assis-e-bchoradeira-dos-criticosb.html. Acesso em: 18 ago. 2023. 
No trecho, “As livrarias estão cheias de adaptações de Shakespeare, Homero e outros clássicos indiscutíveis da literatura. Se eles podem ser adaptados, por que não Machado?”, a palavra “Machado” corresponde a uma
Alternativas
Q3591026 Português
Leia o texto e, a seguir, responda à questão.


Machado de Assis e a choradeira dos críticos

Danilo Venticinque


    Lançar versões simplificadas de clássicos da literatura é uma prática comum em qualquer país do mundo. A inexplicável polêmica sobre a adaptação de O alienista para leitores jovens confirmou uma verdade tão antiga quanto a obra de Machado de Assis: a crítica literária brasileira tem o péssimo hábito de só abrir a boca para reclamar.

     Há exceções, é claro. Mas acompanhei o empoeirado "debate" sobre a questão com tanta preguiça que, em vez de apontar os culpados e inocentes, prefiro jogar as carapuças para o alto. Azar de quem decidir vesti-las.

    Para quem não está por dentro da discussão (que inveja!), ofereço aqui uma versão resumida e simplificada dos fatos. Na semana passada, os críticos literários brasileiros despertaram de suas catacumbas ao ler a notícia de que a escritora Patrícia Secco lançaria versões adaptadas de O alienista, de Machado de Assis, e A pata da gazela, de José de Alencar. As duas obras serão distribuídas de graça pelo Instituto Brasil Leitor, com uma tiragem total de 600 mil exemplares. O objetivo é tornar clássicos da literatura brasileira mais acessíveis para quem não tem o hábito de ler.

    Num país em que metade da população não leu uma só página de um livro nos últimos três meses e a média de tempo dedicado à leitura por dia é seis minutos, qualquer iniciativa para divulgar a literatura deveria ser bem-vinda. Mesmo se a qualidade das adaptações de Patrícia se revelar duvidosa, é impossível que a distribuição de centenas de milhares de livros tenha algum impacto negativo.

  Como já era previsto, porém, a iniciativa provocou indignação. Surgiu um abaixo-assinado para impedir o lançamento da edição simplificada. Alguns disseram que ela deturparia a obra original. Outros, que a leitura das obras na versão adaptada tiraria dos leitores a oportunidade de enriquecer seu vocabulário. Houve até quem dissesse que as adaptações em si nem são uma ideia tão ruim, mas que Machado era intocável.

  Entre essas justificativas para a revolta, é difícil dizer qual é a mais fraca. Os defensores da "integridade" da obra parecem acreditar que o lançamento da versão adaptada teria algum efeito destrutivo sobre o original. O raciocínio é absurdo. Obras literárias inspiram paródias e adaptações desde sempre. Em vez de destruir a obra, cada nova versão ajuda a divulgá-la e aumentar seu alcance. Os livros de Machado de Assis não serão banidos das livrarias e da internet. Eles sempre estarão disponíveis para quem preferir lê-los no original. Não há motivo para histeria. Acreditar que as versões simplificadas de Machado de Assis emburrecerão a população é igualmente errôneo. Quem defende esse argumento parte do pressuposto de que vivemos num país de leitores ávidos de Machado de Assis que, por pura preguiça, trocarão a versão original pela adaptação e deixarão de enriquecer seu vocabulário. Nada mais distante da realidade. A grande maioria dos alunos foge da leitura obrigatória depois de esbarrar na primeira palavra difícil e recorre a resumos (ou à cola) para acertar a meia dúzia de questões dedicadas a Machado nas provas escolares. Muitos jamais dão outra chance aos clássicos da literatura. Uma versão simplificada poderia diminuir o choque e prepará-los para descobrir a obra original mais tarde, quando estiverem prontos.

   Por fim, não há nenhuma justificativa para a crença de que Machado de Assis é intocável e não deve ser adaptado. As livrarias estão cheias de adaptações de Shakespeare, Homero e outros clássicos indiscutíveis da literatura. Se eles podem ser adaptados, por que não Machado?

   O que mais me chama atenção no discurso de quem critica as adaptações de Machado de Assis é a falta de propostas. Se adaptar Machado de Assis é uma heresia, o que deve ser feito para incentivar a leitura no Brasil? A resposta de todos os defensores da integridade da literatura brasileira aparentemente é a mesma. Devemos obrigar estudantes a ler Machado de Assis na versão original e assistir, orgulhosos, ao surgimento de uma nova geração de leitores cultos e apaixonados pelos clássicos.

  Parece promissor. Mas é isso o que as nossas escolas já fazem há décadas. Não funciona. Aliás, Machado de Assis provavelmente detestaria saber que suas obras-primas são desperdiçadas em adolescentes que, em sua maioria, não têm paciência nem maturidade para entendê-las. 

   As versões originais de Machado de Assis sempre serão melhores do que qualquer adaptação. Disso, não há dúvida. O que os críticos puristas precisam entender é que a questão não é essa. Não existe uma disputa entre a versão original e a simplificada. A versão original já está disponível em inúmeros formatos para estudantes que, por diversos motivos, não passam das primeiras páginas. Para eles, a escolha é entre ler uma versão adaptada e simplesmente não ler. Uma adaptação, por mais rasteira que seja, pode ajudá-los a criar o hábito da leitura. É pouco. Mas é melhor do que nada.


Disponível em: https://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/daniloventicinque/noticia/2014/05/machado-de-assis-e-bchoradeira-dos-criticosb.html. Acesso em: 18 ago. 2023. 
O autor do texto defende a opinião de que 
Alternativas
Q3591027 Português

Leia o texto e, a seguir responda a questão.




Disponível em: https://armazemdetexto.blogspot.com/2021/10/tirinha-hagarhamburguer-coesao-dik.html. Acesso em: 19 ago. 2023.

Neste texto é correto afirmar que
Alternativas
Q3591028 Português

Leia o texto e, a seguir responda a questão.




Disponível em: https://armazemdetexto.blogspot.com/2021/10/tirinha-hagarhamburguer-coesao-dik.html. Acesso em: 19 ago. 2023.

No trecho “Quero completo, mas suspenda o pepino”, a palavra “pepino” considerando o contexto do texto pode ser substituída sem prejuízo de sentido por
Alternativas
Q3591031 Português
Leia o texto e, a seguir, responda à questão.


Pneu furado

Luís Fernando Veríssimo


   O carro estava encostado no meio-fio, com um pneu furado. De pé ao lado do carro, olhando desconsoladamente para o pneu, uma moça muito bonitinha.

   Tão bonitinha que atrás parou outro carro e dele desceu um homem dizendo “Pode deixar”. Ele trocaria o pneu.

     ─ Você tem macaco? ─ perguntou o homem.

     ─ Não ─ respondeu a moça.

     ─ Tudo bem, eu tenho ─ disse o homem ─ Você tem estepe?

     ─ Não ─ disse a moça.

     ─ Vamos usar o meu ─ disse o homem.

    E pôs-se a trabalhar, trocando o pneu, sob o olhar da moça.

   Terminou no momento em que chegava o ônibus que a moça estava esperando. Ele ficou ali, suando, de boca aberta, vendo o ônibus se afastar.

   Dali a pouco chegou o dono do carro.

    ─ Puxa, você trocou o pneu pra mim. Muito obrigado.

   ─ É. Eu… Eu não posso ver pneu furado. Tenho que trocar.

   ─ Coisa estranha.

   ─ É uma compulsão. Sei lá.


Disponível em: https://armazemdetexto.blogspot.com/2017/12/texto-pneu-furado-luisfernando.html. Acesso em 15 ago. 2023.
No trecho “─ Puxa, você trocou o pneu pra mim. Muito obrigado.”, pode-se afirmar que o termo “pra” é um exemplo de linguagem
Alternativas
Q3591038 Português
Porangatu, assim como muitos outros municípios goianos, possui uma forte influência cultural e histórica dos povos indígenas. Seus primeiros habitantes, a tribo dos canoeiros, deixou um forte legado ao município, presentes tanto em seu nome quanto nas tradições folclóricas e orais passadas por gerações como é o caso da narrativa popular que conta o romance entre a indígena Angatu e o bandeirante Antônio. A lenda citada é usa pelos moradores para:
Alternativas
Respostas
1: A
2: B
3: C
4: A
5: D
6: C
7: B
8: A
9: B
10: D
11: B
12: A
13: B
14: D
15: B
16: A
17: C