Questões de Concurso Público Prefeitura de Congonhinhas - PR 2026 para Engenheiro Agrônomo

Foram encontradas 40 questões

Q4252523 Português
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Neurociência e estudos de biologia evolutiva indicam: autismo pode ser o próximo passo da evolução humana


      A compreensão contemporânea do Transtorno do Espectro Autista (TEA) atravessa um momento de ruptura paradigmática. Apesar de historicamente ser enquadrado principalmente sob a ótica de alterações cerebrais que dificultam a vida em sociedade, agora o autismo começa a ser reavaliado. Novas correntes da Psicologia Evolucionista e da Genética de Populações começam a apontar a possibilidade de se tratar de uma variação estratégica que está sendo mantida, e talvez até amplificada, pela seleção natural.

    Afinal, esse transtorno de desenvolvimento, que costuma causar dificuldades de comunicação, de interação social e alterações sensoriais significativas, muitas vezes também está acompanhado de habilidades notáveis. E o aumento de indivíduos com capacidades excepcionais de sistematização e reconhecimento de padrões sugere que o futuro da organização social humana poderá ser profundamente influenciado pela neurodivergência.

      Evolução de neurônios e genes

    A base para essa hipótese foi reforçada com o trabalho seminal de Starr e Fraser, da universidade de Stanford, publicado recentemente na revista científica Molecular Biology and Evolution. Os autores fornecem um mecanismo celular preciso dessa mudança.

   O estudo analisou um tipo de neurônio excitatório (que libera sinais para ativar outros neurônios) do neocórtex, algo crucial para a cognição humana complexa. Eles descobriram que esses neurônios evoluíram em uma velocidade excepcionalmente rápida na linhagem humana, em comparação com outros primatas.

   O dado mais surpreendente que eles observaram é que essa evolução acelerada coincidiu com uma queda acentuada na expressão de genes cuja menor atividade está estatisticamente associada a um maior risco de diagnóstico de TEA.

   Isso indica que a evolução responsável por altas funções cognitivas pode ter tido como trade-off evolutivo a redução na expressão de genes protetores do neurodesenvolvimento. Ou seja, as mesmas pressões seletivas que refinaram a inteligência humana e nossa capacidade de processamento complexo aumentaram, como subproduto, a prevalência de traços autísticos. Isso nos faz pensar que no ambiente ancestral, esse perfil cognitivo provavelmente oferecia vantagens evolutivas vitais. 

    Outros indícios e teorias

  Um fenômeno que corrobora essa visão evolutiva é o aumento expressivo na prevalência do autismo. Dados do Centro de controle e prevenção de doenças dos Estados Unidos (CDC) indicam que 1 em cada 36 crianças é diagnosticada dentro desse espectro.

  Embora parte desse crescimento se deva à mudança nos critérios diagnósticos e maior conscientização, há um debate na comunidade científica se não podem haver outros fatores que estejam contribuindo para esses números. A tendência tem sido relatada em muitos estudos, principalmente em países de alta renda como EUA, Reino Unido, Dinamarca, Coreia do Sul e Japão.

  Diferente de hipóteses pseudocientíficas e ambientais sem comprovação, como a hipótese ambiental sugerida pelo secretário de saúde dos EUA, Robert F. Kennedy, os dados apresentados por Star e Fraser sugerem que pode haver um  aumento real impulsionado pelos mecanismos genéticos descritos anteriormente.

  O psicólogo e neurocientista Britânico Simon Baron-Cohen propôs a teoria do acasalamento assortativo. Segundo ela, a sociedade moderna, ao agrupar pessoas com traços de personalidade “sistematizadores” em polos tecnológicos e universidades, facilita a união reprodutiva entre indivíduos com perfil genético semelhante. O resultado seria um aumento na frequência de descendentes que herdam uma “dose dupla” de genes associados a altas habilidades de sistematização, o que também eleva a probabilidade de manifestação do autismo.

    Um futuro neurodivergente?

    Mesmo que perfis com alto poder cognitivo sejam apenas uma parte do espectro do TEA, proponho aqui pensarmos sobre a possibilidade de um cenário distópico. Caso a seleção natural favoreça mesmo cada vez mais nascimentos de gênios neurodiversos e menos de pessoas com fenótipos alternativos, esse futuro hipotético traz implicações sociológicas interessantes.

   Afinal, como a sociedade estaria preparada para essa inversão, caso o que é considerado o funcionamento cerebral típico de hoje se tornasse o atípico de amanhã (e vice-versa)?

    É possível recair num argumento sensacionalista, sobre os perigos do surgimento de uma elite cognitiva que poderia passar a ver a população que atualmente é considerada neurotípica como ineficiente.

    Mas, paradoxalmente, essa ideia entra em conflito com uma das principais reivindicações atuais da comunidade autista: o combate ao capacitismo. Ele argumenta que o reconhecimento de que valor humano, dignidade e direito à participação social não dependem de produtividade, genialidade ou adaptação a modelos normativos.

    Em conclusão, o autismo parece ser parte integrante e crescente da nossa evolução. Os sistemas educacionais, que hoje enfrentam grande dificuldade na inclusão de crianças e adolescentes com necessidades especiais, precisam ser aprimorados urgentemente.

  Devemos considerar as diferenças como um aspecto positivo da diversidade humana. Uma sociedade verdadeiramente evoluída não é aquela que seleciona os “gênios”, mas aquela que é capaz de ser inclusiva, garantindo dignidade e espaço para todos os tipos de mentes. Essa é a condição essencial para o futuro da humanidade. 


Disponível em https://theconversation.com/neurociencia-e-estudos-debiologia-evolutiva-indicam-autismo-pode-ser-o-proximo-passo-da-evolucaohumana-272539 
Analise: “A compreensão contemporânea do Transtorno do Espectro Autista (TEA) atravessa um momento de ruptura paradigmática”, e assinale a alternativa que apresenta a função morfológica de “contemporânea”.
Alternativas
Q4252524 Português
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Neurociência e estudos de biologia evolutiva indicam: autismo pode ser o próximo passo da evolução humana


      A compreensão contemporânea do Transtorno do Espectro Autista (TEA) atravessa um momento de ruptura paradigmática. Apesar de historicamente ser enquadrado principalmente sob a ótica de alterações cerebrais que dificultam a vida em sociedade, agora o autismo começa a ser reavaliado. Novas correntes da Psicologia Evolucionista e da Genética de Populações começam a apontar a possibilidade de se tratar de uma variação estratégica que está sendo mantida, e talvez até amplificada, pela seleção natural.

    Afinal, esse transtorno de desenvolvimento, que costuma causar dificuldades de comunicação, de interação social e alterações sensoriais significativas, muitas vezes também está acompanhado de habilidades notáveis. E o aumento de indivíduos com capacidades excepcionais de sistematização e reconhecimento de padrões sugere que o futuro da organização social humana poderá ser profundamente influenciado pela neurodivergência.

      Evolução de neurônios e genes

    A base para essa hipótese foi reforçada com o trabalho seminal de Starr e Fraser, da universidade de Stanford, publicado recentemente na revista científica Molecular Biology and Evolution. Os autores fornecem um mecanismo celular preciso dessa mudança.

   O estudo analisou um tipo de neurônio excitatório (que libera sinais para ativar outros neurônios) do neocórtex, algo crucial para a cognição humana complexa. Eles descobriram que esses neurônios evoluíram em uma velocidade excepcionalmente rápida na linhagem humana, em comparação com outros primatas.

   O dado mais surpreendente que eles observaram é que essa evolução acelerada coincidiu com uma queda acentuada na expressão de genes cuja menor atividade está estatisticamente associada a um maior risco de diagnóstico de TEA.

   Isso indica que a evolução responsável por altas funções cognitivas pode ter tido como trade-off evolutivo a redução na expressão de genes protetores do neurodesenvolvimento. Ou seja, as mesmas pressões seletivas que refinaram a inteligência humana e nossa capacidade de processamento complexo aumentaram, como subproduto, a prevalência de traços autísticos. Isso nos faz pensar que no ambiente ancestral, esse perfil cognitivo provavelmente oferecia vantagens evolutivas vitais. 

    Outros indícios e teorias

  Um fenômeno que corrobora essa visão evolutiva é o aumento expressivo na prevalência do autismo. Dados do Centro de controle e prevenção de doenças dos Estados Unidos (CDC) indicam que 1 em cada 36 crianças é diagnosticada dentro desse espectro.

  Embora parte desse crescimento se deva à mudança nos critérios diagnósticos e maior conscientização, há um debate na comunidade científica se não podem haver outros fatores que estejam contribuindo para esses números. A tendência tem sido relatada em muitos estudos, principalmente em países de alta renda como EUA, Reino Unido, Dinamarca, Coreia do Sul e Japão.

  Diferente de hipóteses pseudocientíficas e ambientais sem comprovação, como a hipótese ambiental sugerida pelo secretário de saúde dos EUA, Robert F. Kennedy, os dados apresentados por Star e Fraser sugerem que pode haver um  aumento real impulsionado pelos mecanismos genéticos descritos anteriormente.

  O psicólogo e neurocientista Britânico Simon Baron-Cohen propôs a teoria do acasalamento assortativo. Segundo ela, a sociedade moderna, ao agrupar pessoas com traços de personalidade “sistematizadores” em polos tecnológicos e universidades, facilita a união reprodutiva entre indivíduos com perfil genético semelhante. O resultado seria um aumento na frequência de descendentes que herdam uma “dose dupla” de genes associados a altas habilidades de sistematização, o que também eleva a probabilidade de manifestação do autismo.

    Um futuro neurodivergente?

    Mesmo que perfis com alto poder cognitivo sejam apenas uma parte do espectro do TEA, proponho aqui pensarmos sobre a possibilidade de um cenário distópico. Caso a seleção natural favoreça mesmo cada vez mais nascimentos de gênios neurodiversos e menos de pessoas com fenótipos alternativos, esse futuro hipotético traz implicações sociológicas interessantes.

   Afinal, como a sociedade estaria preparada para essa inversão, caso o que é considerado o funcionamento cerebral típico de hoje se tornasse o atípico de amanhã (e vice-versa)?

    É possível recair num argumento sensacionalista, sobre os perigos do surgimento de uma elite cognitiva que poderia passar a ver a população que atualmente é considerada neurotípica como ineficiente.

    Mas, paradoxalmente, essa ideia entra em conflito com uma das principais reivindicações atuais da comunidade autista: o combate ao capacitismo. Ele argumenta que o reconhecimento de que valor humano, dignidade e direito à participação social não dependem de produtividade, genialidade ou adaptação a modelos normativos.

    Em conclusão, o autismo parece ser parte integrante e crescente da nossa evolução. Os sistemas educacionais, que hoje enfrentam grande dificuldade na inclusão de crianças e adolescentes com necessidades especiais, precisam ser aprimorados urgentemente.

  Devemos considerar as diferenças como um aspecto positivo da diversidade humana. Uma sociedade verdadeiramente evoluída não é aquela que seleciona os “gênios”, mas aquela que é capaz de ser inclusiva, garantindo dignidade e espaço para todos os tipos de mentes. Essa é a condição essencial para o futuro da humanidade. 


Disponível em https://theconversation.com/neurociencia-e-estudos-debiologia-evolutiva-indicam-autismo-pode-ser-o-proximo-passo-da-evolucaohumana-272539 
De acordo com a organização do texto e os elementos de coesão no parágrafo, o vocábulo “afinal” inicia a frase para estabelecer uma relação de
Alternativas
Q4252525 Português
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Neurociência e estudos de biologia evolutiva indicam: autismo pode ser o próximo passo da evolução humana


      A compreensão contemporânea do Transtorno do Espectro Autista (TEA) atravessa um momento de ruptura paradigmática. Apesar de historicamente ser enquadrado principalmente sob a ótica de alterações cerebrais que dificultam a vida em sociedade, agora o autismo começa a ser reavaliado. Novas correntes da Psicologia Evolucionista e da Genética de Populações começam a apontar a possibilidade de se tratar de uma variação estratégica que está sendo mantida, e talvez até amplificada, pela seleção natural.

    Afinal, esse transtorno de desenvolvimento, que costuma causar dificuldades de comunicação, de interação social e alterações sensoriais significativas, muitas vezes também está acompanhado de habilidades notáveis. E o aumento de indivíduos com capacidades excepcionais de sistematização e reconhecimento de padrões sugere que o futuro da organização social humana poderá ser profundamente influenciado pela neurodivergência.

      Evolução de neurônios e genes

    A base para essa hipótese foi reforçada com o trabalho seminal de Starr e Fraser, da universidade de Stanford, publicado recentemente na revista científica Molecular Biology and Evolution. Os autores fornecem um mecanismo celular preciso dessa mudança.

   O estudo analisou um tipo de neurônio excitatório (que libera sinais para ativar outros neurônios) do neocórtex, algo crucial para a cognição humana complexa. Eles descobriram que esses neurônios evoluíram em uma velocidade excepcionalmente rápida na linhagem humana, em comparação com outros primatas.

   O dado mais surpreendente que eles observaram é que essa evolução acelerada coincidiu com uma queda acentuada na expressão de genes cuja menor atividade está estatisticamente associada a um maior risco de diagnóstico de TEA.

   Isso indica que a evolução responsável por altas funções cognitivas pode ter tido como trade-off evolutivo a redução na expressão de genes protetores do neurodesenvolvimento. Ou seja, as mesmas pressões seletivas que refinaram a inteligência humana e nossa capacidade de processamento complexo aumentaram, como subproduto, a prevalência de traços autísticos. Isso nos faz pensar que no ambiente ancestral, esse perfil cognitivo provavelmente oferecia vantagens evolutivas vitais. 

    Outros indícios e teorias

  Um fenômeno que corrobora essa visão evolutiva é o aumento expressivo na prevalência do autismo. Dados do Centro de controle e prevenção de doenças dos Estados Unidos (CDC) indicam que 1 em cada 36 crianças é diagnosticada dentro desse espectro.

  Embora parte desse crescimento se deva à mudança nos critérios diagnósticos e maior conscientização, há um debate na comunidade científica se não podem haver outros fatores que estejam contribuindo para esses números. A tendência tem sido relatada em muitos estudos, principalmente em países de alta renda como EUA, Reino Unido, Dinamarca, Coreia do Sul e Japão.

  Diferente de hipóteses pseudocientíficas e ambientais sem comprovação, como a hipótese ambiental sugerida pelo secretário de saúde dos EUA, Robert F. Kennedy, os dados apresentados por Star e Fraser sugerem que pode haver um  aumento real impulsionado pelos mecanismos genéticos descritos anteriormente.

  O psicólogo e neurocientista Britânico Simon Baron-Cohen propôs a teoria do acasalamento assortativo. Segundo ela, a sociedade moderna, ao agrupar pessoas com traços de personalidade “sistematizadores” em polos tecnológicos e universidades, facilita a união reprodutiva entre indivíduos com perfil genético semelhante. O resultado seria um aumento na frequência de descendentes que herdam uma “dose dupla” de genes associados a altas habilidades de sistematização, o que também eleva a probabilidade de manifestação do autismo.

    Um futuro neurodivergente?

    Mesmo que perfis com alto poder cognitivo sejam apenas uma parte do espectro do TEA, proponho aqui pensarmos sobre a possibilidade de um cenário distópico. Caso a seleção natural favoreça mesmo cada vez mais nascimentos de gênios neurodiversos e menos de pessoas com fenótipos alternativos, esse futuro hipotético traz implicações sociológicas interessantes.

   Afinal, como a sociedade estaria preparada para essa inversão, caso o que é considerado o funcionamento cerebral típico de hoje se tornasse o atípico de amanhã (e vice-versa)?

    É possível recair num argumento sensacionalista, sobre os perigos do surgimento de uma elite cognitiva que poderia passar a ver a população que atualmente é considerada neurotípica como ineficiente.

    Mas, paradoxalmente, essa ideia entra em conflito com uma das principais reivindicações atuais da comunidade autista: o combate ao capacitismo. Ele argumenta que o reconhecimento de que valor humano, dignidade e direito à participação social não dependem de produtividade, genialidade ou adaptação a modelos normativos.

    Em conclusão, o autismo parece ser parte integrante e crescente da nossa evolução. Os sistemas educacionais, que hoje enfrentam grande dificuldade na inclusão de crianças e adolescentes com necessidades especiais, precisam ser aprimorados urgentemente.

  Devemos considerar as diferenças como um aspecto positivo da diversidade humana. Uma sociedade verdadeiramente evoluída não é aquela que seleciona os “gênios”, mas aquela que é capaz de ser inclusiva, garantindo dignidade e espaço para todos os tipos de mentes. Essa é a condição essencial para o futuro da humanidade. 


Disponível em https://theconversation.com/neurociencia-e-estudos-debiologia-evolutiva-indicam-autismo-pode-ser-o-proximo-passo-da-evolucaohumana-272539 
No fragmento “...esse transtorno de desenvolvimento, que costuma causar dificuldades de comunicação...”, presente no parágrafo, o emprego das vírgulas para isolar a oração iniciada pelo pronome relativo “que” permite classificá-la sintaticamente como
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Q4252526 Português
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Neurociência e estudos de biologia evolutiva indicam: autismo pode ser o próximo passo da evolução humana


      A compreensão contemporânea do Transtorno do Espectro Autista (TEA) atravessa um momento de ruptura paradigmática. Apesar de historicamente ser enquadrado principalmente sob a ótica de alterações cerebrais que dificultam a vida em sociedade, agora o autismo começa a ser reavaliado. Novas correntes da Psicologia Evolucionista e da Genética de Populações começam a apontar a possibilidade de se tratar de uma variação estratégica que está sendo mantida, e talvez até amplificada, pela seleção natural.

    Afinal, esse transtorno de desenvolvimento, que costuma causar dificuldades de comunicação, de interação social e alterações sensoriais significativas, muitas vezes também está acompanhado de habilidades notáveis. E o aumento de indivíduos com capacidades excepcionais de sistematização e reconhecimento de padrões sugere que o futuro da organização social humana poderá ser profundamente influenciado pela neurodivergência.

      Evolução de neurônios e genes

    A base para essa hipótese foi reforçada com o trabalho seminal de Starr e Fraser, da universidade de Stanford, publicado recentemente na revista científica Molecular Biology and Evolution. Os autores fornecem um mecanismo celular preciso dessa mudança.

   O estudo analisou um tipo de neurônio excitatório (que libera sinais para ativar outros neurônios) do neocórtex, algo crucial para a cognição humana complexa. Eles descobriram que esses neurônios evoluíram em uma velocidade excepcionalmente rápida na linhagem humana, em comparação com outros primatas.

   O dado mais surpreendente que eles observaram é que essa evolução acelerada coincidiu com uma queda acentuada na expressão de genes cuja menor atividade está estatisticamente associada a um maior risco de diagnóstico de TEA.

   Isso indica que a evolução responsável por altas funções cognitivas pode ter tido como trade-off evolutivo a redução na expressão de genes protetores do neurodesenvolvimento. Ou seja, as mesmas pressões seletivas que refinaram a inteligência humana e nossa capacidade de processamento complexo aumentaram, como subproduto, a prevalência de traços autísticos. Isso nos faz pensar que no ambiente ancestral, esse perfil cognitivo provavelmente oferecia vantagens evolutivas vitais. 

    Outros indícios e teorias

  Um fenômeno que corrobora essa visão evolutiva é o aumento expressivo na prevalência do autismo. Dados do Centro de controle e prevenção de doenças dos Estados Unidos (CDC) indicam que 1 em cada 36 crianças é diagnosticada dentro desse espectro.

  Embora parte desse crescimento se deva à mudança nos critérios diagnósticos e maior conscientização, há um debate na comunidade científica se não podem haver outros fatores que estejam contribuindo para esses números. A tendência tem sido relatada em muitos estudos, principalmente em países de alta renda como EUA, Reino Unido, Dinamarca, Coreia do Sul e Japão.

  Diferente de hipóteses pseudocientíficas e ambientais sem comprovação, como a hipótese ambiental sugerida pelo secretário de saúde dos EUA, Robert F. Kennedy, os dados apresentados por Star e Fraser sugerem que pode haver um  aumento real impulsionado pelos mecanismos genéticos descritos anteriormente.

  O psicólogo e neurocientista Britânico Simon Baron-Cohen propôs a teoria do acasalamento assortativo. Segundo ela, a sociedade moderna, ao agrupar pessoas com traços de personalidade “sistematizadores” em polos tecnológicos e universidades, facilita a união reprodutiva entre indivíduos com perfil genético semelhante. O resultado seria um aumento na frequência de descendentes que herdam uma “dose dupla” de genes associados a altas habilidades de sistematização, o que também eleva a probabilidade de manifestação do autismo.

    Um futuro neurodivergente?

    Mesmo que perfis com alto poder cognitivo sejam apenas uma parte do espectro do TEA, proponho aqui pensarmos sobre a possibilidade de um cenário distópico. Caso a seleção natural favoreça mesmo cada vez mais nascimentos de gênios neurodiversos e menos de pessoas com fenótipos alternativos, esse futuro hipotético traz implicações sociológicas interessantes.

   Afinal, como a sociedade estaria preparada para essa inversão, caso o que é considerado o funcionamento cerebral típico de hoje se tornasse o atípico de amanhã (e vice-versa)?

    É possível recair num argumento sensacionalista, sobre os perigos do surgimento de uma elite cognitiva que poderia passar a ver a população que atualmente é considerada neurotípica como ineficiente.

    Mas, paradoxalmente, essa ideia entra em conflito com uma das principais reivindicações atuais da comunidade autista: o combate ao capacitismo. Ele argumenta que o reconhecimento de que valor humano, dignidade e direito à participação social não dependem de produtividade, genialidade ou adaptação a modelos normativos.

    Em conclusão, o autismo parece ser parte integrante e crescente da nossa evolução. Os sistemas educacionais, que hoje enfrentam grande dificuldade na inclusão de crianças e adolescentes com necessidades especiais, precisam ser aprimorados urgentemente.

  Devemos considerar as diferenças como um aspecto positivo da diversidade humana. Uma sociedade verdadeiramente evoluída não é aquela que seleciona os “gênios”, mas aquela que é capaz de ser inclusiva, garantindo dignidade e espaço para todos os tipos de mentes. Essa é a condição essencial para o futuro da humanidade. 


Disponível em https://theconversation.com/neurociencia-e-estudos-debiologia-evolutiva-indicam-autismo-pode-ser-o-proximo-passo-da-evolucaohumana-272539 
Analise: “Um futuro neurodivergente?”, o autor utiliza o verbo “propor” na primeira pessoa: “proponho aqui pensarmos...”. De acordo com as regras de flexão verbal de verbos derivados de “pôr”, caso a ideia fosse expressa no futuro do subjuntivo na 3ª pessoa do plural, a forma correta seria
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Q4252527 Português
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Neurociência e estudos de biologia evolutiva indicam: autismo pode ser o próximo passo da evolução humana


      A compreensão contemporânea do Transtorno do Espectro Autista (TEA) atravessa um momento de ruptura paradigmática. Apesar de historicamente ser enquadrado principalmente sob a ótica de alterações cerebrais que dificultam a vida em sociedade, agora o autismo começa a ser reavaliado. Novas correntes da Psicologia Evolucionista e da Genética de Populações começam a apontar a possibilidade de se tratar de uma variação estratégica que está sendo mantida, e talvez até amplificada, pela seleção natural.

    Afinal, esse transtorno de desenvolvimento, que costuma causar dificuldades de comunicação, de interação social e alterações sensoriais significativas, muitas vezes também está acompanhado de habilidades notáveis. E o aumento de indivíduos com capacidades excepcionais de sistematização e reconhecimento de padrões sugere que o futuro da organização social humana poderá ser profundamente influenciado pela neurodivergência.

      Evolução de neurônios e genes

    A base para essa hipótese foi reforçada com o trabalho seminal de Starr e Fraser, da universidade de Stanford, publicado recentemente na revista científica Molecular Biology and Evolution. Os autores fornecem um mecanismo celular preciso dessa mudança.

   O estudo analisou um tipo de neurônio excitatório (que libera sinais para ativar outros neurônios) do neocórtex, algo crucial para a cognição humana complexa. Eles descobriram que esses neurônios evoluíram em uma velocidade excepcionalmente rápida na linhagem humana, em comparação com outros primatas.

   O dado mais surpreendente que eles observaram é que essa evolução acelerada coincidiu com uma queda acentuada na expressão de genes cuja menor atividade está estatisticamente associada a um maior risco de diagnóstico de TEA.

   Isso indica que a evolução responsável por altas funções cognitivas pode ter tido como trade-off evolutivo a redução na expressão de genes protetores do neurodesenvolvimento. Ou seja, as mesmas pressões seletivas que refinaram a inteligência humana e nossa capacidade de processamento complexo aumentaram, como subproduto, a prevalência de traços autísticos. Isso nos faz pensar que no ambiente ancestral, esse perfil cognitivo provavelmente oferecia vantagens evolutivas vitais. 

    Outros indícios e teorias

  Um fenômeno que corrobora essa visão evolutiva é o aumento expressivo na prevalência do autismo. Dados do Centro de controle e prevenção de doenças dos Estados Unidos (CDC) indicam que 1 em cada 36 crianças é diagnosticada dentro desse espectro.

  Embora parte desse crescimento se deva à mudança nos critérios diagnósticos e maior conscientização, há um debate na comunidade científica se não podem haver outros fatores que estejam contribuindo para esses números. A tendência tem sido relatada em muitos estudos, principalmente em países de alta renda como EUA, Reino Unido, Dinamarca, Coreia do Sul e Japão.

  Diferente de hipóteses pseudocientíficas e ambientais sem comprovação, como a hipótese ambiental sugerida pelo secretário de saúde dos EUA, Robert F. Kennedy, os dados apresentados por Star e Fraser sugerem que pode haver um  aumento real impulsionado pelos mecanismos genéticos descritos anteriormente.

  O psicólogo e neurocientista Britânico Simon Baron-Cohen propôs a teoria do acasalamento assortativo. Segundo ela, a sociedade moderna, ao agrupar pessoas com traços de personalidade “sistematizadores” em polos tecnológicos e universidades, facilita a união reprodutiva entre indivíduos com perfil genético semelhante. O resultado seria um aumento na frequência de descendentes que herdam uma “dose dupla” de genes associados a altas habilidades de sistematização, o que também eleva a probabilidade de manifestação do autismo.

    Um futuro neurodivergente?

    Mesmo que perfis com alto poder cognitivo sejam apenas uma parte do espectro do TEA, proponho aqui pensarmos sobre a possibilidade de um cenário distópico. Caso a seleção natural favoreça mesmo cada vez mais nascimentos de gênios neurodiversos e menos de pessoas com fenótipos alternativos, esse futuro hipotético traz implicações sociológicas interessantes.

   Afinal, como a sociedade estaria preparada para essa inversão, caso o que é considerado o funcionamento cerebral típico de hoje se tornasse o atípico de amanhã (e vice-versa)?

    É possível recair num argumento sensacionalista, sobre os perigos do surgimento de uma elite cognitiva que poderia passar a ver a população que atualmente é considerada neurotípica como ineficiente.

    Mas, paradoxalmente, essa ideia entra em conflito com uma das principais reivindicações atuais da comunidade autista: o combate ao capacitismo. Ele argumenta que o reconhecimento de que valor humano, dignidade e direito à participação social não dependem de produtividade, genialidade ou adaptação a modelos normativos.

    Em conclusão, o autismo parece ser parte integrante e crescente da nossa evolução. Os sistemas educacionais, que hoje enfrentam grande dificuldade na inclusão de crianças e adolescentes com necessidades especiais, precisam ser aprimorados urgentemente.

  Devemos considerar as diferenças como um aspecto positivo da diversidade humana. Uma sociedade verdadeiramente evoluída não é aquela que seleciona os “gênios”, mas aquela que é capaz de ser inclusiva, garantindo dignidade e espaço para todos os tipos de mentes. Essa é a condição essencial para o futuro da humanidade. 


Disponível em https://theconversation.com/neurociencia-e-estudos-debiologia-evolutiva-indicam-autismo-pode-ser-o-proximo-passo-da-evolucaohumana-272539 
Analisando a concordância verbal no trecho “Dados do Centro de controle e prevenção de doenças dos Estados Unidos (CDC) indicam que 1 em cada 36 crianças é diagnosticada dentro desse espectro”, a regra aplicada para o verbo “indicar” e para a locução “1 em cada 36” justifica-se porque
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Q4252528 Matemática
Em um experimento de uma feira de ciências, foram comparados os volumes de um bloco retangular com dimensões 10 cm, 10 cm e 12 cm com o de uma pirâmide de base quadrada com arestas de 10 cm e altura h. Sabendo que o volume da pirâmide era igual ao do bloco retangular, assinale a alternativa que representa a altura h.
Alternativas
Q4252529 Matemática
Três números foram colocados em sequência a partir de uma progressão geométrica. Sabendo que o primeiro número da sequência é 10, a razão é um número positivo e a soma dos três números corresponde a 130. Com isso, assinale a alternativa que apresenta corretamente a razão dessa progressão geométrica. 
Alternativas
Q4252530 Noções de Informática
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas.

No Windows 10, a Barra de Tarefas integra funções essenciais para o uso do sistema. O ________ centraliza o acesso a programas e configurações, enquanto ________ reúne ícones de aplicativos em segundo plano, incluindo controle de ________. Já ________ exibem alertas instantâneos sobre atividades do sistema e aplicativos.  
Alternativas
Q4252531 Noções de Informática
Considere o seguinte cenário: após um forte temporal em Congonhinhas, muitos moradores perceberam que seus aparelhos celulares e computadores continuaram funcionando normalmente, porém sem acesso à internet. Reiniciar os dispositivos não resolveu e diferentes pessoas da mesma região relataram dificuldades semelhantes. Com base no cenário apresentado, analise as assertivas e assinale a alternativa correta.

I. A interrupção do serviço pode ter sido causada por falhas externas à residência, como danos na rede provocados pelo temporal.
II. Quando diversos usuários da mesma área enfrentam o mesmo problema, é provável que a causa esteja fora do equipamento do usuário.
III. É aconselhável entrar em contato com a operadora para registrar a ocorrência, para que ela possa restabelecer o serviço.
IV. Verificar o funcionamento interno da casa (modem, roteador e cabos) é válido e pode resolver o problema de acesso. 
Alternativas
Q4252532 Noções de Informática
Considere a tela de impressão do Microsoft Word 365 (versão português) apresentada na imagem a seguir: 

Imagem associada para resolução da questão


Considerando essas informações, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) para o que se afirma e assinale a alternativa com a sequência correta.

( ) A opção “Imprimir em Um Lado” indica que o documento será impresso apenas em um lado da folha, sendo necessário selecionar manualmente a opção de impressão frente e verso, quando essa funcionalidade for suportada pela impressora.
( ) O campo “Páginas” permite inserir intervalos e páginas alternadas, como 1,3,5 ou 2-4, não se limitando a números consecutivos.
( ) A configuração “Orientação Retrato” determina que o conteúdo será impresso verticalmente, podendo ser alterada para Paisagem conforme a necessidade do documento.
( ) O tamanho A4 (210 x 297 mm) não pode ser alterado pelo usuário, mesmo que a impressora ofereça outros formatos compatíveis. 
Alternativas
Q4252533 Legislação dos Municípios do Estado do Paraná
De acordo com o artigo 144 da Lei Orgânica de Congonhinhas/PR, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) para o que se afirma e assinale a alternativa correta. As ações e serviços de saúde pública integram uma rede regionalizada e hierarquizada e constituem um sistema único de saúde, organizado de acordo com as seguintes diretrizes:

( ) Centralização estadual dos recursos, serviços e ações com posterior regionalização deles.
( ) Integridade na prestação das ações preventivas e curativas.
( ) Participação da comunidade, na forma da Lei. 
Alternativas
Q4252534 Atualidades
A Mega da Virada é um concurso especial da Mega-Sena realizado anualmente no Brasil, sempre no dia 31 de dezembro, e costuma atrair milhões de apostadores em busca de prêmios bilionários. Em sua edição mais recente, o sorteio bateu recorde histórico e se tornou o maior já realizado no país. Qual foi o valor aproximado do prêmio principal sorteado na última Mega da Virada? 
Alternativas
Q4254254 Engenharia Agronômica (Agronomia)
Em diferentes agroecossistemas, microrganismos antagonistas a nematoides fitoparasitas, como fungos e bactérias, desempenham papel relevante na redução e/ou na manutenção das populações desses organismos em níveis considerados economicamente toleráveis. Esse efeito pode ocorrer tanto por ação direta sobre os fitonematoides quanto por efeitos indiretos mediados pela planta hospedeira. Com base nos mecanismos de controle biológico de nematoides, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4254255 Engenharia Agronômica (Agronomia)
Entre os agentes de controle biológico de doenças de plantas incluem-se microrganismos de vida livre (saprofíticos), colonizadores da superfície vegetal, hiperparasitas (fungos que parasitam fungos fitopatogênicos) e microrganismos endofíticos, capazes de colonizar tecidos internos das plantas. O controle biológico pode resultar de interações diretas ou indiretas entre microrganismos benéficos e fitopatógenos, envolvendo diferentes mecanismos de ação. Com base nesses conceitos, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4254256 Engenharia Agronômica (Agronomia)
A interferência de plantas invasoras na eficiência dos sistemas agrícolas é reconhecida desde os primórdios da agricultura. Apesar dos avanços tecnológicos e do constante aprimoramento dos programas de manejo de culturas, as perdas de produtividade associadas à presença dessas espécies em lavouras e pastagens ainda são expressivas. No manejo biológico de plantas daninhas, destacam-se duas estratégias principais: a clássica e a inundativa. Com base nos fundamentos do controle biológico de plantas invasoras na agricultura, assinale a alternativa correta.  
Alternativas
Q4254257 Engenharia Agronômica (Agronomia)
Os fungos nematófagos utilizados no controle biológico de nematoides fitopatogênicos. Os fungos predadores podem produzir estruturas especializadas que capturam os nematoides e impedem a sua migração. Sobre o assunto, assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas. Os fungos mais interessantes são os predadores, pela formação de estruturas na forma de armadilhas, capazes de capturar os nematoides durante sua migração no solo. Diferentes espécies de fungos produzem diferentes estruturas de captura. Essas armadilhas apresentam características particulares conforme a espécie do fungo, podendo ser: ________, hifas adesivas tridimensionais; ________; anéis constritores e ________.  
Alternativas
Q4254258 Engenharia Agronômica (Agronomia)
A comunicação química é uma das formas mais amplamente distribuídas de interação entre os seres vivos. Os semioquímicos são substâncias que atuam como mediadores nessas interações, podendo ser explorados no manejo e no controle biológico de pragas agrícolas. Esses compostos podem atuar tanto em interações intraespecíficas quanto interespecíficas. No primeiro caso, são denominados feromônios; no segundo, aleloquímicos. Os insetos constituem o grupo mais amplamente estudado quanto à produção, emissão e percepção de semioquímicos, havendo numerosos compostos identificados com funções comportamentais e fisiológicas bem definidas. Analise as assertivas e assinale a alternativa correta.

I. Os semioquímicos que atuam em interações interespecíficas são os feromônios, os quais podem ser classificados em preparadores e desencadeadores.
II. O feromônio sexual é uma substância química produzida por machos ou fêmeas que provoca alterações comportamentais no sexo oposto, resultando em atração, orientação e aproximação para o acasalamento.
III As moléculas dos semioquímicos atravessam os poros das sensilas olfativas e se ligam a proteínas específicas, denominadas proteínas ligantes de odor; entretanto, as antenas são os únicos órgãos sensoriais dos insetos capazes de perceber aleloquímicos.
IV. O feromônio de agregação é liberado por indivíduos de um dos sexos e promove a atração de ambos, podendo estar associado tanto à reprodução quanto à formação de agregações populacionais.  
Alternativas
Q4254259 Engenharia Agronômica (Agronomia)
O controle de qualidade constitui um dos pilares fundamentais da criação de insetos em laboratório, tanto em pequena escala quanto, sobretudo, em criações massais destinadas ao uso no Controle Biológico (CB) como componente do Manejo Integrado de Pragas (MIP). A produção de macrorganismos benéficos com desempenho competitivo em relação às pragas agrícolas depende diretamente da manutenção de padrões elevados de qualidade, condição essencial para a eficácia e a credibilidade do controle biológico no campo. Mudanças comportamentais nos inimigos naturais podem ocorrer em função do hospedeiro de criação e das condições de armazenamento, sendo comum o uso de hospedeiros alternativos em substituição ao hospedeiro natural. Considerando esses aspectos, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) para o que se afirma e assinale a alternativa com a sequência correta.
( ) Após sucessivas gerações mantidas em hospedeiros alternativos, distintos do hospedeiro natural, o inimigo natural pode sofrer alterações comportamentais, incluindo a redução ou perda da capacidade de parasitar o hospedeiro-alvo no campo.
( ) A diapausa, ou quiescência, pode ser induzida artificialmente, sendo uma estratégia comumente utilizada em regiões de clima frio ou em programas de criação em outros países; entretanto, esse tipo de armazenamento só deve ser adotado quando não comprometer os atributos qualitativos do inimigo natural.
( ) O armazenamento prolongado de ovos ou outros estádios imaturos, sob baixas temperaturas ou em nitrogênio líquido, visando posterior parasitismo, pode interferir negativamente na biologia, no desempenho e no comportamento do inseto após a retirada do armazenamento.
( ) Taquinídeos (Tachinidae: Diptera) utilizados em programas de controle biológico são criados, de forma rotineira, em lagartas de Tuta absoluta, conhecida como traça-dos-favos.
( ) Espécies do gênero Trichogramma são comumente criadas em hospedeiros alternativos, como traças das espécies Sitotroga cerealella, Anagasta kuehniella ou Urbanus proteus, visando facilitar a produção massal em laboratório.
Alternativas
Q4254260 Engenharia Agronômica (Agronomia)
Os bioinsumos à base de microrganismos utilizados na cultura da soja incluem produtos formulados com fungos, bactérias ou vírus, empregados no manejo de insetos-praga e fitopatógenos. No caso de fungos e bactérias, além do controle direto de pragas e doenças, esses microrganismos podem estabelecer relações simbióticas benéficas com as plantas. Já os produtos à base de vírus têm sido destinados exclusivamente ao controle de insetos. Considerando os princípios e procedimentos relacionados ao controle de qualidade desses produtos biológicos, assinale a alternativa incorreta.  
Alternativas
Q4254261 Engenharia Agronômica (Agronomia)
O nitrogênio (N) é o nutriente requerido em maior quantidade pelas plantas e, com frequência, sua baixa disponibilidade constitui um dos principais fatores limitantes à produção agrícola. Essa limitação decorre de seu papel central na base da vida, compondo ácidos nucleicos (DNA e RNA), aminoácidos, proteínas e diversas moléculas essenciais, como a clorofila. Apesar de sua abundância na atmosfera, o N encontra-se majoritariamente na forma de N₂, pouco reativa e indisponível às plantas. Há bilhões de anos, durante a evolução de determinados procariotos (bactérias e arqueias), surgiu a capacidade de sintetizar a enzima nitrogenase, altamente conservada ao longo do tempo evolutivo, responsável pela quebra da tripla ligação do N₂ atmosférico e sua redução a amônia (NH₃), processo conhecido como fixação biológica do nitrogênio (FBN). Com base nos princípios ecológicos, fisiológicos e agronômicos da FBN em sistemas agrícolas, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Respostas
1: B
2: C
3: B
4: A
5: D
6: D
7: A
8: A
9: D
10: C
11: B
12: C
13: C
14: B
15: D
16: A
17: C
18: A
19: D
20: A