Questões de Concurso Público Prefeitura de Mandirituba - PR 2025 para Fisioterapeuta I
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( ) O fisioterapeuta, enquanto participante de equipes multiprofissionais e interdisciplinares constituídas em programas e políticas de saúde, tanto no âmbito público quanto privado, deve colaborar com os seus conhecimentos na assistência ao ser humano, devendo envidar todos os esforços para o desenvolvimento de um trabalho harmônico na equipe.
( ) É dever fundamental do fisioterapeuta, incentivar o pessoal sob a sua direção, coordenação, supervisão e orientação, na busca de qualificação continuada e permanente, em benefício do cliente/paciente/usuário e do desenvolvimento da profissão, respeitando sua autonomia.
( ) A responsabilidade do fisioterapeuta por erro cometido em sua atuação profissional, é diminuída, quando cometido o erro na coletividade de uma instituição ou de uma equipe, e não será apurada na medida de sua culpabilidade.
( ) O fisioterapeuta solicitado para cooperar em diagnóstico ou orientar em tratamento considera o cliente/paciente/usuário como permanecendo sob os cuidados do solicitante.
( ) O fisioterapeuta que solicita para cliente/paciente/usuário sob sua assistência os serviços especializados de colega, deve indicar a esta conduta profissional.
( ) O fisioterapeuta que recebe o cliente/paciente/usuário confiado por colega, em razão de impedimento eventual deste, não deve reencaminhar o cliente/paciente/usuário ao colega uma vez cessado o impedimento.
I. A partir da posição anatômica, os três movimentos primários que ocorrem no plano sagital são flexão, extensão e hiperextensão. A flexão inclui rotações no plano sagital direcionadas anteriormente da cabeça, tronco, braço, antebraço, mão e quadril e rotações no plano sagital direcionadas posteriormente da perna. A extensão é definida como o movimento que retorna um segmento corporal à posição anatômica a partir de uma flexão; e a hiperextensão é a rotação além da posição anatômica em direção oposta à da flexão. Se os braços ou pernas são rodados medial ou lateralmente a partir da posição anatômica, a flexão, a extensão e a hiperextensão no joelho e cotovelo podem ocorrer em um plano diferente do sagital.
II. A rotação no plano sagital na articulação do tornozelo ocorre tanto quando o pé se move em relação à perna como quando a perna é movida em relação ao pé. O movimento que traz o dorso do pé na direção da perna é conhecido como dorsiflexão e o movimento oposto, que pode ser visualizado como um “abaixamento” da planta do pé, é denominado flexão plantar.
III. Os principais movimentos no plano frontal são abdução e adução. A abdução move o segmento corporal para próximo da linha mediana do corpo e a adução move um segmento corporal para longe da linha mediana. Outros movimentos no plano frontal incluem a rotação lateral do tronco, denominada extensão lateral para a direita ou esquerda. Elevação e depressão da cintura escapular se relacionam com o movimento da cintura escapular nas direções inferior e superior, respectivamente. A rotação da mão no nível do punho no plano frontal na direção do rádio (lado do dedo mínimo) é denominada desvio radial, e desvio ulnar é a rotação da mão na direção da ulna (lado do polegar).
IV. Os movimentos do pé que ocorrem em grande parte no plano frontal são a eversão e a inversão. A rotação lateral da planta do pé é denominada inversão, e a rotação medial é chamada de eversão. Abdução e adução também são termos utilizados para descrever as rotações medial e lateral de todo o pé. Pronação e supinação geralmente são termos utilizados para descrever o movimento que ocorre na articulação subtalar. Pronação na articulação subtalar consiste em uma combinação de inversão, adução e flexão plantar, e a supinação envolve eversão, abdução e dorsiflexão.
V. Os movimentos corporais no plano transverso são movimentos rotacionais ao redor de um eixo longitudinal. Rotação para a esquerda e rotação para a direita são utilizados para descrever movimentos no plano transverso da cabeça, pescoço e tronco. A rotação de um braço ou perna como unidade no plano transverso é denominada rotação medial quando se dá na direção da linha mediana do corpo, e rotação lateral quando se afasta da linha mediana. Termos específicos são utilizados para movimentos rotacionais do antebraço. Suas rotações laterais e mediais são conhecidas respectivamente como supinação e pronação. E, em posição anatômica, o antebraço está em uma posição supinada.
VI. Embora a abdução e a adução sejam movimentos no plano sagital, quando o braço ou a coxa é flexionado, o movimento destes segmentos no plano transverso de uma posição anterior para uma posição lateral é denominado adução horizontal ou extensão horizontal. O movimento no plano transverso de uma posição lateral para uma posição anterior é chamado de abdução horizontal ou flexão horizontal.
“Quando a tensão muscular produz um torque maior do que o torque resistivo em uma articulação, o músculo ____________, causando mudança no ângulo da articulação. Quando o músculo encurta, a contração é ____________ e o movimento articular resultante ocorre na mesma direção do torque líquido gerado pelos músculos. Os músculos também podem produzir tensão sem encurtar. E, quando a tensão muscular é produzida, mas não ocorre mudança no comprimento muscular, a contração é ____________. Além disso, quando os torques opostos em uma articulação excedem o torque produzido pela tensão em um músculo, o músculo se ____________. Quando um músculo se alonga à medida que é estimulado a produzir tensão, a contração é ____________ e a direção do movimento articular é oposta ao do torque líquido do músculo.”
( ) Os pacientes adultos mais jovens normalmente apresentam história de rigidez na região lombar e, uma história anterior de trauma pode predispor o paciente aos sintomas lombares atuais. Outros fatores de contribuição, como as discrepâncias de extensão das pernas, as lesões na extremidade inferior ou as atividades repetitivas também podem estar associadas à disfunção articular. Os pacientes adultos mais jovens também podem ter história de dor lombar que piorou progressivamente, além disso, o paciente também pode apresentar história anterior de trauma ou de instabilidade lombar.
( ) Pacientes adultos mais jovens podem relatar quadro de dor lombar unilateral que se irradia pela região glútea ipsilateral. Os pacientes podem relatar que começaram a sofrer de dores lombares depois de uma inclinação para trás e, quando voltaram à posição normal ereta, sentiram dor aguda que limitou seus movimentos desde então.
( ) Os sintomas geralmente diminuem com posições que exijam a extensão lombar junto com a inclinação e/ou rotação para o lado ipsilateral. Para outros os sintomas frequentemente são diminuídos por flexão lombar. Além disso, os sintomas geralmente são de natureza psicológica e há as atividades específicas que melhoram os sintomas e atividades específicas que pioram a dor.
( ) Adultos mais novos com artrite ou estenose articular geralmente relatam início insidioso de dor e rigidez lombar. Pacientes com estenose central ou lateral demonstram alta tolerância para posicionamentos ou atividades envolvendo extensão. Em pacientes com estenose lateral, a dor lombar e na região glútea pode ocorrer bilateralmente. Já, pacientes com estenose central podem relatar dor ou alterações sensoriais em uma ou ambas as extremidades, a dor pode se localizar acima das nádegas ou acima dos joelhos. E, em termos funcionais, a deambulação geralmente não é limitada pela dor lombar ou pela dor glútea, ou por ambas.
( ) Em adultos mais velhos, a estenose lombar é, em geral, um processo degenerativo com hipertrofia da lâmina, hipertrofia degenerativa das facetas ou enrugamento ou hipertrofia do ligamentum flavum. O disco intervertebral pode sofrer alterações degenerativas e, essa degeneração leva ao colapso do disco e à artrite da faceta, estreitando o forame intervertebral.
( ) A estenose lateral é o estreitamento do canal vertebral central e pode ser congênita ou adquirida. A estenose central é o estreitamento do forame intervertebral. A estenose lateral pode comprometer a medula espinal ou a cauda equina (saco dural), enquanto a estenose central pode comprometer a raiz do nervo ou os gânglios da raiz dorsal.
I. O termo Síndrome do Desfiladeiro Torácico (SDT) engloba numerosos cenários da compressão (neurológica e vascular) na região do desfiladeiro torácico da cintura escapular. Assim, esta síndrome pode ser dividida em duas subclassificações: Síndrome do Desfiladeiro Torácico causada por fatores neurológicos e Síndrome do Desfiladeiro Torácico causada por problemas vasculares. Condições neurológicas e vasculares também podem ser observadas juntas.
II. Acredita-se que em grande parte dos casos de Síndrome do Desfiladeiro Torácico (SDT), os sintomas resultantes são neurogênicos. Sendo assim a SDT neurogênica não específica é bastante comum, embora a sua prevalência seja difícil de estimar, devido à dificuldade do diagnóstico, pois, geralmente é um diagnóstico de exclusão, significando que todas as outras causas foram eliminadas. Jovens e adultos de meia idade são mais suscetíveis a SDT neurogênica não específica. A Síndrome do Desfiladeiro Torácico (SDT) vascular é rara e ocorre com mais frequência em jovens, indivíduos muito ativos. Sendo que a SDT arterial ocorre igualmente entre homens e mulheres e a SDT venosa ocorre mais frequentemente em homens jovens.
III. A causa mais comum da Síndrome do Desfiladeiro Torácico (SDT) é distensão repetitiva por atividades dos membros superiores, vigorosas ou prolongadas, frequentemente combinadas com postura anormal. Atividades ou trabalho que requer uso repetitivo da mão ou punho pode ser a causa. Posições e posturas que ponham uma tensão aumentada nas estruturas vasculares da saída do tórax incluem: o uso prolongado do telefone, teclado ou escrever muito; má postura (ombros caídos ou postura em que a cabeça fica para frente); atividades prolongadas em que tenha que alcançar coisas acima da cabeça; carregar objetos pesados em excesso, como malas e bolsas de compras; e, usar um casaco pesado ou mochila que comprimam o ombro.
IV. São sinais e sintomas relevantes da Síndrome do Desfiladeiro Torácico arterial: frio no braço; peso no braço; diminuição ou ausência de pulso no braço; palidez no braço; perda de força ou fadiga por excesso de uso do braço; verdadeira vacilação do braço durante atividade (particularmente atividades acima da cabeça); pegada fraca; e, redução da função do dedo (dificuldade para pegar e carregar bolsas). São sinais e sintomas relevantes da Síndrome do Desfiladeiro Torácico venosa: inchaço no braço; edema no braço; cianose no braço; desconforto no braço ao realizar atividade.
V. São sinais e sintomas relevantes da Síndrome do Desfiladeiro Torácico neurogênica: falta de jeito com atividades manuais delicadas; fraqueza na pegada; dor no ombro posterior e anterior, que se estende ao meio do braço, antebraço e mão; dor na região da clavícula, que se estende à região occipital e mastoide (dores de cabeça podem ser bem fortes); e, dor no peito anterior.