Questões de Concurso Público Prefeitura de Bandeirantes - PR 2024 para Motorista
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As vantagens de aceitar ser mediano em vez de excepcional
A Universidade Cornell em Ithaca, em Nova York (Estados Unidos), é conhecida pela sua excelência. A instituição de ensino costuma ser bem avaliada entre as principais universidades da “Ivy League” — o grupo composto por oito das universidades de maior prestígio dos Estados Unidos. Seus alunos sempre se destacam por suas importantes realizações.
Quando Andrew Greene chegou a Cornell, ele foi tomado por uma grande ansiedade: sentiu que precisava se sobressair entre os demais. “A ambição é algo que normalmente está enraizado em muitas pessoas nessas faculdades de nível superior”, afirma Greene. “Não quero depreciar Cornell, que é um lugar que certamente adoro, mas dizer que ela não é competitiva também seria uma meia-verdade.” E essa expectativa de excelência no desempenho não se restringe ao setor acadêmico. Greene percebeu que a pressão pela perfeição também permeia muitas das agremiações em Cornell. Ele queria se dedicar a uma das grandes tradições musicais das faculdades americanas: o canto a capela, sem instrumentos, usando apenas a voz humana.
A música a capela é mais um campo que demonstra a excelência da Universidade Cornell em todos os setores. Ela foi uma das fontes de inspiração do filme A Escolha Perfeita, de 2012. Mas, por mais que Greene se entusiasmasse pela música, sua empolgação não se traduzia em talento. “O cenário do canto a capela em Cornell é competitivo”, diz ele. “Sabia que nunca iria conseguir entrar em nenhum daqueles grupos a capela. Por isso, comecei a desenvolver a ideia de talvez começar o meu próprio grupo.” Greene criou o nome perfeito para o seu grupo: Mediocre Melodies (“Melodias medíocres”, em inglês). Ele mencionou a ideia para os seus amigos e recebeu em resposta uma multidão de interessados. Greene fundou a agremiação, e 30 pessoas se inscreveram.
Seus integrantes decidiram que iriam convencer as pessoas a apoiar seu grupo de qualidade mediana doando toda a receita para entidades beneficentes locais. Eles criaram o slogan “maus cantores por uma boa causa”. Mas, mesmo assim, o projeto enfrentou resistência. Greene se reuniu com uma pessoa influente no mundo do canto a capela, que zombou da sua ideia. Ela disse que eles nunca conseguiriam dinheiro suficiente para pagar os custos, tampouco apoiar entidades beneficentes. Greene ficou desanimado. “Voltei e disse ao grupo: ‘estamos ferrados’”, relembra.
Por que mediano é uma palavra ruim?
“Por que precisamos ser excepcionais para progedir?”, questiona Thomas Curran, professor de psicologia e ciências do comportamento da London School of Economics (LSE) e autor do livro The Perfection Trap (“A armadilha da perfeição”, em tradução livre). Por que “mediano” se tornou uma “palavra ruim”?, insiste o professor.
Curran estuda inúmeros dados sobre estudantes universitários e perfeccionismo desde 1989. Ele encontrou um aumento de 40% do chamado perfeccionismo socialmente prescrito. “O perfeccionismo socialmente prescrito nos torna obstinadamente hipervigilantes sobre o nosso desempenho em relação a outras pessoas”, explica ele. Geralmente, não consideramos o perfeccionismo como uma falha. Nós achamos que precisamos dele para ter sucesso. “Na verdade, observando os dados, você percebe que o perfeccionismo não tem absolutamente nenhuma correlação com o sucesso”, explica o professor. Pelo contrário: o perfeccionismo pode ter diversas desvantagens. “Prevenção, contenção, procrastinação”, afirma Curran. Podemos ter tanto medo de não parecer perfeitos que acabamos não tentando.
O perfeccionismo não é “o segredo do sucesso que muitas vezes pensamos erroneamente que seja”. É não é só questão de nos tornar ineficientes. “O perfeccionismo socialmente prescrito pode ter profundos impactos sobre a nossa saúde mental”, afirma Curran. Pesquisas demonstram relações entre o perfeccionismo e o aumento dos níveis de depressão, ansiedade e burnout.
[...]
Disponível em https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckd090zv40po
As vantagens de aceitar ser mediano em vez de excepcional
A Universidade Cornell em Ithaca, em Nova York (Estados Unidos), é conhecida pela sua excelência. A instituição de ensino costuma ser bem avaliada entre as principais universidades da “Ivy League” — o grupo composto por oito das universidades de maior prestígio dos Estados Unidos. Seus alunos sempre se destacam por suas importantes realizações.
Quando Andrew Greene chegou a Cornell, ele foi tomado por uma grande ansiedade: sentiu que precisava se sobressair entre os demais. “A ambição é algo que normalmente está enraizado em muitas pessoas nessas faculdades de nível superior”, afirma Greene. “Não quero depreciar Cornell, que é um lugar que certamente adoro, mas dizer que ela não é competitiva também seria uma meia-verdade.” E essa expectativa de excelência no desempenho não se restringe ao setor acadêmico. Greene percebeu que a pressão pela perfeição também permeia muitas das agremiações em Cornell. Ele queria se dedicar a uma das grandes tradições musicais das faculdades americanas: o canto a capela, sem instrumentos, usando apenas a voz humana.
A música a capela é mais um campo que demonstra a excelência da Universidade Cornell em todos os setores. Ela foi uma das fontes de inspiração do filme A Escolha Perfeita, de 2012. Mas, por mais que Greene se entusiasmasse pela música, sua empolgação não se traduzia em talento. “O cenário do canto a capela em Cornell é competitivo”, diz ele. “Sabia que nunca iria conseguir entrar em nenhum daqueles grupos a capela. Por isso, comecei a desenvolver a ideia de talvez começar o meu próprio grupo.” Greene criou o nome perfeito para o seu grupo: Mediocre Melodies (“Melodias medíocres”, em inglês). Ele mencionou a ideia para os seus amigos e recebeu em resposta uma multidão de interessados. Greene fundou a agremiação, e 30 pessoas se inscreveram.
Seus integrantes decidiram que iriam convencer as pessoas a apoiar seu grupo de qualidade mediana doando toda a receita para entidades beneficentes locais. Eles criaram o slogan “maus cantores por uma boa causa”. Mas, mesmo assim, o projeto enfrentou resistência. Greene se reuniu com uma pessoa influente no mundo do canto a capela, que zombou da sua ideia. Ela disse que eles nunca conseguiriam dinheiro suficiente para pagar os custos, tampouco apoiar entidades beneficentes. Greene ficou desanimado. “Voltei e disse ao grupo: ‘estamos ferrados’”, relembra.
Por que mediano é uma palavra ruim?
“Por que precisamos ser excepcionais para progedir?”, questiona Thomas Curran, professor de psicologia e ciências do comportamento da London School of Economics (LSE) e autor do livro The Perfection Trap (“A armadilha da perfeição”, em tradução livre). Por que “mediano” se tornou uma “palavra ruim”?, insiste o professor.
Curran estuda inúmeros dados sobre estudantes universitários e perfeccionismo desde 1989. Ele encontrou um aumento de 40% do chamado perfeccionismo socialmente prescrito. “O perfeccionismo socialmente prescrito nos torna obstinadamente hipervigilantes sobre o nosso desempenho em relação a outras pessoas”, explica ele. Geralmente, não consideramos o perfeccionismo como uma falha. Nós achamos que precisamos dele para ter sucesso. “Na verdade, observando os dados, você percebe que o perfeccionismo não tem absolutamente nenhuma correlação com o sucesso”, explica o professor. Pelo contrário: o perfeccionismo pode ter diversas desvantagens. “Prevenção, contenção, procrastinação”, afirma Curran. Podemos ter tanto medo de não parecer perfeitos que acabamos não tentando.
O perfeccionismo não é “o segredo do sucesso que muitas vezes pensamos erroneamente que seja”. É não é só questão de nos tornar ineficientes. “O perfeccionismo socialmente prescrito pode ter profundos impactos sobre a nossa saúde mental”, afirma Curran. Pesquisas demonstram relações entre o perfeccionismo e o aumento dos níveis de depressão, ansiedade e burnout.
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Disponível em https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckd090zv40po
As vantagens de aceitar ser mediano em vez de excepcional
A Universidade Cornell em Ithaca, em Nova York (Estados Unidos), é conhecida pela sua excelência. A instituição de ensino costuma ser bem avaliada entre as principais universidades da “Ivy League” — o grupo composto por oito das universidades de maior prestígio dos Estados Unidos. Seus alunos sempre se destacam por suas importantes realizações.
Quando Andrew Greene chegou a Cornell, ele foi tomado por uma grande ansiedade: sentiu que precisava se sobressair entre os demais. “A ambição é algo que normalmente está enraizado em muitas pessoas nessas faculdades de nível superior”, afirma Greene. “Não quero depreciar Cornell, que é um lugar que certamente adoro, mas dizer que ela não é competitiva também seria uma meia-verdade.” E essa expectativa de excelência no desempenho não se restringe ao setor acadêmico. Greene percebeu que a pressão pela perfeição também permeia muitas das agremiações em Cornell. Ele queria se dedicar a uma das grandes tradições musicais das faculdades americanas: o canto a capela, sem instrumentos, usando apenas a voz humana.
A música a capela é mais um campo que demonstra a excelência da Universidade Cornell em todos os setores. Ela foi uma das fontes de inspiração do filme A Escolha Perfeita, de 2012. Mas, por mais que Greene se entusiasmasse pela música, sua empolgação não se traduzia em talento. “O cenário do canto a capela em Cornell é competitivo”, diz ele. “Sabia que nunca iria conseguir entrar em nenhum daqueles grupos a capela. Por isso, comecei a desenvolver a ideia de talvez começar o meu próprio grupo.” Greene criou o nome perfeito para o seu grupo: Mediocre Melodies (“Melodias medíocres”, em inglês). Ele mencionou a ideia para os seus amigos e recebeu em resposta uma multidão de interessados. Greene fundou a agremiação, e 30 pessoas se inscreveram.
Seus integrantes decidiram que iriam convencer as pessoas a apoiar seu grupo de qualidade mediana doando toda a receita para entidades beneficentes locais. Eles criaram o slogan “maus cantores por uma boa causa”. Mas, mesmo assim, o projeto enfrentou resistência. Greene se reuniu com uma pessoa influente no mundo do canto a capela, que zombou da sua ideia. Ela disse que eles nunca conseguiriam dinheiro suficiente para pagar os custos, tampouco apoiar entidades beneficentes. Greene ficou desanimado. “Voltei e disse ao grupo: ‘estamos ferrados’”, relembra.
Por que mediano é uma palavra ruim?
“Por que precisamos ser excepcionais para progedir?”, questiona Thomas Curran, professor de psicologia e ciências do comportamento da London School of Economics (LSE) e autor do livro The Perfection Trap (“A armadilha da perfeição”, em tradução livre). Por que “mediano” se tornou uma “palavra ruim”?, insiste o professor.
Curran estuda inúmeros dados sobre estudantes universitários e perfeccionismo desde 1989. Ele encontrou um aumento de 40% do chamado perfeccionismo socialmente prescrito. “O perfeccionismo socialmente prescrito nos torna obstinadamente hipervigilantes sobre o nosso desempenho em relação a outras pessoas”, explica ele. Geralmente, não consideramos o perfeccionismo como uma falha. Nós achamos que precisamos dele para ter sucesso. “Na verdade, observando os dados, você percebe que o perfeccionismo não tem absolutamente nenhuma correlação com o sucesso”, explica o professor. Pelo contrário: o perfeccionismo pode ter diversas desvantagens. “Prevenção, contenção, procrastinação”, afirma Curran. Podemos ter tanto medo de não parecer perfeitos que acabamos não tentando.
O perfeccionismo não é “o segredo do sucesso que muitas vezes pensamos erroneamente que seja”. É não é só questão de nos tornar ineficientes. “O perfeccionismo socialmente prescrito pode ter profundos impactos sobre a nossa saúde mental”, afirma Curran. Pesquisas demonstram relações entre o perfeccionismo e o aumento dos níveis de depressão, ansiedade e burnout.
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Disponível em https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckd090zv40po
As vantagens de aceitar ser mediano em vez de excepcional
A Universidade Cornell em Ithaca, em Nova York (Estados Unidos), é conhecida pela sua excelência. A instituição de ensino costuma ser bem avaliada entre as principais universidades da “Ivy League” — o grupo composto por oito das universidades de maior prestígio dos Estados Unidos. Seus alunos sempre se destacam por suas importantes realizações.
Quando Andrew Greene chegou a Cornell, ele foi tomado por uma grande ansiedade: sentiu que precisava se sobressair entre os demais. “A ambição é algo que normalmente está enraizado em muitas pessoas nessas faculdades de nível superior”, afirma Greene. “Não quero depreciar Cornell, que é um lugar que certamente adoro, mas dizer que ela não é competitiva também seria uma meia-verdade.” E essa expectativa de excelência no desempenho não se restringe ao setor acadêmico. Greene percebeu que a pressão pela perfeição também permeia muitas das agremiações em Cornell. Ele queria se dedicar a uma das grandes tradições musicais das faculdades americanas: o canto a capela, sem instrumentos, usando apenas a voz humana.
A música a capela é mais um campo que demonstra a excelência da Universidade Cornell em todos os setores. Ela foi uma das fontes de inspiração do filme A Escolha Perfeita, de 2012. Mas, por mais que Greene se entusiasmasse pela música, sua empolgação não se traduzia em talento. “O cenário do canto a capela em Cornell é competitivo”, diz ele. “Sabia que nunca iria conseguir entrar em nenhum daqueles grupos a capela. Por isso, comecei a desenvolver a ideia de talvez começar o meu próprio grupo.” Greene criou o nome perfeito para o seu grupo: Mediocre Melodies (“Melodias medíocres”, em inglês). Ele mencionou a ideia para os seus amigos e recebeu em resposta uma multidão de interessados. Greene fundou a agremiação, e 30 pessoas se inscreveram.
Seus integrantes decidiram que iriam convencer as pessoas a apoiar seu grupo de qualidade mediana doando toda a receita para entidades beneficentes locais. Eles criaram o slogan “maus cantores por uma boa causa”. Mas, mesmo assim, o projeto enfrentou resistência. Greene se reuniu com uma pessoa influente no mundo do canto a capela, que zombou da sua ideia. Ela disse que eles nunca conseguiriam dinheiro suficiente para pagar os custos, tampouco apoiar entidades beneficentes. Greene ficou desanimado. “Voltei e disse ao grupo: ‘estamos ferrados’”, relembra.
Por que mediano é uma palavra ruim?
“Por que precisamos ser excepcionais para progedir?”, questiona Thomas Curran, professor de psicologia e ciências do comportamento da London School of Economics (LSE) e autor do livro The Perfection Trap (“A armadilha da perfeição”, em tradução livre). Por que “mediano” se tornou uma “palavra ruim”?, insiste o professor.
Curran estuda inúmeros dados sobre estudantes universitários e perfeccionismo desde 1989. Ele encontrou um aumento de 40% do chamado perfeccionismo socialmente prescrito. “O perfeccionismo socialmente prescrito nos torna obstinadamente hipervigilantes sobre o nosso desempenho em relação a outras pessoas”, explica ele. Geralmente, não consideramos o perfeccionismo como uma falha. Nós achamos que precisamos dele para ter sucesso. “Na verdade, observando os dados, você percebe que o perfeccionismo não tem absolutamente nenhuma correlação com o sucesso”, explica o professor. Pelo contrário: o perfeccionismo pode ter diversas desvantagens. “Prevenção, contenção, procrastinação”, afirma Curran. Podemos ter tanto medo de não parecer perfeitos que acabamos não tentando.
O perfeccionismo não é “o segredo do sucesso que muitas vezes pensamos erroneamente que seja”. É não é só questão de nos tornar ineficientes. “O perfeccionismo socialmente prescrito pode ter profundos impactos sobre a nossa saúde mental”, afirma Curran. Pesquisas demonstram relações entre o perfeccionismo e o aumento dos níveis de depressão, ansiedade e burnout.
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Disponível em https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckd090zv40po
As vantagens de aceitar ser mediano em vez de excepcional
A Universidade Cornell em Ithaca, em Nova York (Estados Unidos), é conhecida pela sua excelência. A instituição de ensino costuma ser bem avaliada entre as principais universidades da “Ivy League” — o grupo composto por oito das universidades de maior prestígio dos Estados Unidos. Seus alunos sempre se destacam por suas importantes realizações.
Quando Andrew Greene chegou a Cornell, ele foi tomado por uma grande ansiedade: sentiu que precisava se sobressair entre os demais. “A ambição é algo que normalmente está enraizado em muitas pessoas nessas faculdades de nível superior”, afirma Greene. “Não quero depreciar Cornell, que é um lugar que certamente adoro, mas dizer que ela não é competitiva também seria uma meia-verdade.” E essa expectativa de excelência no desempenho não se restringe ao setor acadêmico. Greene percebeu que a pressão pela perfeição também permeia muitas das agremiações em Cornell. Ele queria se dedicar a uma das grandes tradições musicais das faculdades americanas: o canto a capela, sem instrumentos, usando apenas a voz humana.
A música a capela é mais um campo que demonstra a excelência da Universidade Cornell em todos os setores. Ela foi uma das fontes de inspiração do filme A Escolha Perfeita, de 2012. Mas, por mais que Greene se entusiasmasse pela música, sua empolgação não se traduzia em talento. “O cenário do canto a capela em Cornell é competitivo”, diz ele. “Sabia que nunca iria conseguir entrar em nenhum daqueles grupos a capela. Por isso, comecei a desenvolver a ideia de talvez começar o meu próprio grupo.” Greene criou o nome perfeito para o seu grupo: Mediocre Melodies (“Melodias medíocres”, em inglês). Ele mencionou a ideia para os seus amigos e recebeu em resposta uma multidão de interessados. Greene fundou a agremiação, e 30 pessoas se inscreveram.
Seus integrantes decidiram que iriam convencer as pessoas a apoiar seu grupo de qualidade mediana doando toda a receita para entidades beneficentes locais. Eles criaram o slogan “maus cantores por uma boa causa”. Mas, mesmo assim, o projeto enfrentou resistência. Greene se reuniu com uma pessoa influente no mundo do canto a capela, que zombou da sua ideia. Ela disse que eles nunca conseguiriam dinheiro suficiente para pagar os custos, tampouco apoiar entidades beneficentes. Greene ficou desanimado. “Voltei e disse ao grupo: ‘estamos ferrados’”, relembra.
Por que mediano é uma palavra ruim?
“Por que precisamos ser excepcionais para progedir?”, questiona Thomas Curran, professor de psicologia e ciências do comportamento da London School of Economics (LSE) e autor do livro The Perfection Trap (“A armadilha da perfeição”, em tradução livre). Por que “mediano” se tornou uma “palavra ruim”?, insiste o professor.
Curran estuda inúmeros dados sobre estudantes universitários e perfeccionismo desde 1989. Ele encontrou um aumento de 40% do chamado perfeccionismo socialmente prescrito. “O perfeccionismo socialmente prescrito nos torna obstinadamente hipervigilantes sobre o nosso desempenho em relação a outras pessoas”, explica ele. Geralmente, não consideramos o perfeccionismo como uma falha. Nós achamos que precisamos dele para ter sucesso. “Na verdade, observando os dados, você percebe que o perfeccionismo não tem absolutamente nenhuma correlação com o sucesso”, explica o professor. Pelo contrário: o perfeccionismo pode ter diversas desvantagens. “Prevenção, contenção, procrastinação”, afirma Curran. Podemos ter tanto medo de não parecer perfeitos que acabamos não tentando.
O perfeccionismo não é “o segredo do sucesso que muitas vezes pensamos erroneamente que seja”. É não é só questão de nos tornar ineficientes. “O perfeccionismo socialmente prescrito pode ter profundos impactos sobre a nossa saúde mental”, afirma Curran. Pesquisas demonstram relações entre o perfeccionismo e o aumento dos níveis de depressão, ansiedade e burnout.
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Disponível em https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckd090zv40po
As vantagens de aceitar ser mediano em vez de excepcional
A Universidade Cornell em Ithaca, em Nova York (Estados Unidos), é conhecida pela sua excelência. A instituição de ensino costuma ser bem avaliada entre as principais universidades da “Ivy League” — o grupo composto por oito das universidades de maior prestígio dos Estados Unidos. Seus alunos sempre se destacam por suas importantes realizações.
Quando Andrew Greene chegou a Cornell, ele foi tomado por uma grande ansiedade: sentiu que precisava se sobressair entre os demais. “A ambição é algo que normalmente está enraizado em muitas pessoas nessas faculdades de nível superior”, afirma Greene. “Não quero depreciar Cornell, que é um lugar que certamente adoro, mas dizer que ela não é competitiva também seria uma meia-verdade.” E essa expectativa de excelência no desempenho não se restringe ao setor acadêmico. Greene percebeu que a pressão pela perfeição também permeia muitas das agremiações em Cornell. Ele queria se dedicar a uma das grandes tradições musicais das faculdades americanas: o canto a capela, sem instrumentos, usando apenas a voz humana.
A música a capela é mais um campo que demonstra a excelência da Universidade Cornell em todos os setores. Ela foi uma das fontes de inspiração do filme A Escolha Perfeita, de 2012. Mas, por mais que Greene se entusiasmasse pela música, sua empolgação não se traduzia em talento. “O cenário do canto a capela em Cornell é competitivo”, diz ele. “Sabia que nunca iria conseguir entrar em nenhum daqueles grupos a capela. Por isso, comecei a desenvolver a ideia de talvez começar o meu próprio grupo.” Greene criou o nome perfeito para o seu grupo: Mediocre Melodies (“Melodias medíocres”, em inglês). Ele mencionou a ideia para os seus amigos e recebeu em resposta uma multidão de interessados. Greene fundou a agremiação, e 30 pessoas se inscreveram.
Seus integrantes decidiram que iriam convencer as pessoas a apoiar seu grupo de qualidade mediana doando toda a receita para entidades beneficentes locais. Eles criaram o slogan “maus cantores por uma boa causa”. Mas, mesmo assim, o projeto enfrentou resistência. Greene se reuniu com uma pessoa influente no mundo do canto a capela, que zombou da sua ideia. Ela disse que eles nunca conseguiriam dinheiro suficiente para pagar os custos, tampouco apoiar entidades beneficentes. Greene ficou desanimado. “Voltei e disse ao grupo: ‘estamos ferrados’”, relembra.
Por que mediano é uma palavra ruim?
“Por que precisamos ser excepcionais para progedir?”, questiona Thomas Curran, professor de psicologia e ciências do comportamento da London School of Economics (LSE) e autor do livro The Perfection Trap (“A armadilha da perfeição”, em tradução livre). Por que “mediano” se tornou uma “palavra ruim”?, insiste o professor.
Curran estuda inúmeros dados sobre estudantes universitários e perfeccionismo desde 1989. Ele encontrou um aumento de 40% do chamado perfeccionismo socialmente prescrito. “O perfeccionismo socialmente prescrito nos torna obstinadamente hipervigilantes sobre o nosso desempenho em relação a outras pessoas”, explica ele. Geralmente, não consideramos o perfeccionismo como uma falha. Nós achamos que precisamos dele para ter sucesso. “Na verdade, observando os dados, você percebe que o perfeccionismo não tem absolutamente nenhuma correlação com o sucesso”, explica o professor. Pelo contrário: o perfeccionismo pode ter diversas desvantagens. “Prevenção, contenção, procrastinação”, afirma Curran. Podemos ter tanto medo de não parecer perfeitos que acabamos não tentando.
O perfeccionismo não é “o segredo do sucesso que muitas vezes pensamos erroneamente que seja”. É não é só questão de nos tornar ineficientes. “O perfeccionismo socialmente prescrito pode ter profundos impactos sobre a nossa saúde mental”, afirma Curran. Pesquisas demonstram relações entre o perfeccionismo e o aumento dos níveis de depressão, ansiedade e burnout.
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Disponível em https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckd090zv40po
As vantagens de aceitar ser mediano em vez de excepcional
A Universidade Cornell em Ithaca, em Nova York (Estados Unidos), é conhecida pela sua excelência. A instituição de ensino costuma ser bem avaliada entre as principais universidades da “Ivy League” — o grupo composto por oito das universidades de maior prestígio dos Estados Unidos. Seus alunos sempre se destacam por suas importantes realizações.
Quando Andrew Greene chegou a Cornell, ele foi tomado por uma grande ansiedade: sentiu que precisava se sobressair entre os demais. “A ambição é algo que normalmente está enraizado em muitas pessoas nessas faculdades de nível superior”, afirma Greene. “Não quero depreciar Cornell, que é um lugar que certamente adoro, mas dizer que ela não é competitiva também seria uma meia-verdade.” E essa expectativa de excelência no desempenho não se restringe ao setor acadêmico. Greene percebeu que a pressão pela perfeição também permeia muitas das agremiações em Cornell. Ele queria se dedicar a uma das grandes tradições musicais das faculdades americanas: o canto a capela, sem instrumentos, usando apenas a voz humana.
A música a capela é mais um campo que demonstra a excelência da Universidade Cornell em todos os setores. Ela foi uma das fontes de inspiração do filme A Escolha Perfeita, de 2012. Mas, por mais que Greene se entusiasmasse pela música, sua empolgação não se traduzia em talento. “O cenário do canto a capela em Cornell é competitivo”, diz ele. “Sabia que nunca iria conseguir entrar em nenhum daqueles grupos a capela. Por isso, comecei a desenvolver a ideia de talvez começar o meu próprio grupo.” Greene criou o nome perfeito para o seu grupo: Mediocre Melodies (“Melodias medíocres”, em inglês). Ele mencionou a ideia para os seus amigos e recebeu em resposta uma multidão de interessados. Greene fundou a agremiação, e 30 pessoas se inscreveram.
Seus integrantes decidiram que iriam convencer as pessoas a apoiar seu grupo de qualidade mediana doando toda a receita para entidades beneficentes locais. Eles criaram o slogan “maus cantores por uma boa causa”. Mas, mesmo assim, o projeto enfrentou resistência. Greene se reuniu com uma pessoa influente no mundo do canto a capela, que zombou da sua ideia. Ela disse que eles nunca conseguiriam dinheiro suficiente para pagar os custos, tampouco apoiar entidades beneficentes. Greene ficou desanimado. “Voltei e disse ao grupo: ‘estamos ferrados’”, relembra.
Por que mediano é uma palavra ruim?
“Por que precisamos ser excepcionais para progedir?”, questiona Thomas Curran, professor de psicologia e ciências do comportamento da London School of Economics (LSE) e autor do livro The Perfection Trap (“A armadilha da perfeição”, em tradução livre). Por que “mediano” se tornou uma “palavra ruim”?, insiste o professor.
Curran estuda inúmeros dados sobre estudantes universitários e perfeccionismo desde 1989. Ele encontrou um aumento de 40% do chamado perfeccionismo socialmente prescrito. “O perfeccionismo socialmente prescrito nos torna obstinadamente hipervigilantes sobre o nosso desempenho em relação a outras pessoas”, explica ele. Geralmente, não consideramos o perfeccionismo como uma falha. Nós achamos que precisamos dele para ter sucesso. “Na verdade, observando os dados, você percebe que o perfeccionismo não tem absolutamente nenhuma correlação com o sucesso”, explica o professor. Pelo contrário: o perfeccionismo pode ter diversas desvantagens. “Prevenção, contenção, procrastinação”, afirma Curran. Podemos ter tanto medo de não parecer perfeitos que acabamos não tentando.
O perfeccionismo não é “o segredo do sucesso que muitas vezes pensamos erroneamente que seja”. É não é só questão de nos tornar ineficientes. “O perfeccionismo socialmente prescrito pode ter profundos impactos sobre a nossa saúde mental”, afirma Curran. Pesquisas demonstram relações entre o perfeccionismo e o aumento dos níveis de depressão, ansiedade e burnout.
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I. A função =SOMA(A1:A5) pode ser utilizada para somar os valores contidos nas células A1 até A5.
II. A fórmula =(B1-B2) realiza corretamente a subtração do valor da célula B2 do valor da célula B1.
III. A função =MULT(A1:A5) é a fórmula mais apropriada para multiplicar os valores nas células A1 até A5.
IV. Para dividir o conteúdo da célula C1 pelo conteúdo da célula C2, a fórmula adequada é =(C1 / C2).
Considerando a imagem e a ordem dos botões, assinale a alternativa que apresenta o nome correto de cada botão apresentado.
Cenário 01
Um profissional que utilizou um certificado digital emitido por uma Autoridade Certificadora para assinar eletronicamente um contrato ou um documento oficial.
Cenário 02
Um profissional ao clicar em "Aceitar" ou "Concordo" em plataformas online para aceitar termos e condições.
Com base nos cenários apresentados, identifique corretamente o método utilizado por cada profissional para formalizar documentos em cada situação.