Questões de Concurso Público Prefeitura de Ervália - MG 2021 para Fiscal Municipal

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Q4384200 Não definido
“Todes” é mais que respeitar a gramática, é inclusão
social, dizem especialistas


Cientistas e estudiosos da língua portuguesa falam
da presença do gênero neutro em nosso
vocabulário, uma batalha para pessoas
não-binárias se sentirem incluídas na sociedade.


       Toda transformação gera insegurança e, às vezes, incapacidade de aceitar mudanças de situações pré-estabelecidas. Na nossa língua, isso não é diferente. Um exemplo é uso da linguagem não-binária, que vem dando o que falar nos últimos dias.

      Como exemplo recente, tivemos o caso da vereadora de Vitória Camila Valadão (PSOL) que, durante sessão especial na câmara em alusão ao Dia Internacional da Mulher, na última terça-feira (08), dirigiu-se à casa com um “Bom dia a todos, todas e ‘todes’”, sendo questionada por parlamentares conservadores sob a justificativa de que o gênero neutro não consta na gramática normativa. Valadão, por sua vez, afirmou estar apenas “sendo inclusiva”, alegando censura a sua linguagem.

      Outro caso de grande repercussão foi o da professora de uma escola de ensino fundamental de Vitória, reprimida por usar um inclusivo “todes bem-vindes” para se comunicar com os alunos em uma plataforma interna de ensino. O caso chamou a atenção dos pais, que levaram a reclamação até a Câmara de Vitória. O presidente da casa, Davi Esmael (PSD), pediu esclarecimentos à Prefeitura de Vitória, alegando que assuntos relacionados à ideologia de gênero foram retirados do Plano Municipal de Educação.

        Movimentos sociais apoiam uma mudança linguística, buscando caminhos para tornar a língua portuguesa mais humana. Uma das maneiras mais utilizadas é a substituição de pronomes por termos neutros, ou gênero neutro, ou até mesmo substituir artigos nas contrações de preposições, como o da/do, por de.

       O uso de “todes”, “todxs” ou “tod@s” vem se tornando cada vez mais comum nas redes sociais e começa a permear o cotidiano do brasileiro, chamando a atenção para a pergunta: Isso seria uma afronta à nossa língua e gramática de cada dia?

         Em suas “andanças” pelas redes sociais, ou mesmo em uma roda de amigos, se ouvir um “todes” e um “bem-vindes”, e demais conteúdos usados pela linguagem não-binária (ou linguagem neutra), saiba que seu uso não está incorreto, mesmo os termos não estando presentes na gramática normativa (a que você usa em sala de aula).

     De acordo com a professora da Universidade Federal da Bahia, linguista especialista em História das Ideias Linguísticas e Análise de Discurso, Isadora Machado, a língua está em processo de mudança 24h por dia, por isso, transformações sempre são bem-vindas.

      “Dizemos em Linguística que a língua é variação contínua, porque ela nunca para de se modificar. Só que não percebemos essas micro-mudanças, assim como não percebemos que a Terra está girando e mudando de lugar. Nós percebemos que algo está mudando quando, por exemplo, uma professora escreve ‘todes’ e na semana seguinte uma vereadora diz ‘todes’”, defende.

       “Então começamos a especular porque essa mudança aconteceu: todo mundo vai ser obrigado a dizer ‘todes’? As gramáticas devem mudar e acrescentar o ‘todes’? Essa discussão é saudável e faz parte da sociedade. Por isso digo para as pessoas ficarem calmas: a língua nunca muda por decreto. Acredito que, de um modo geral, as gramáticas normativas usadas nas escolas de educação básica ganhariam muito se trouxessem mais elementos de nossas vidas cotidianas”, argumenta.

     O mais importante é saber que gramática difere de língua em uso, aquela que é falada pelas pessoas em vários lugares e situações do cotidiano. “Temos a gramática normativa, que é essa que aprendemos na escola e que está preocupada em dizer o que é certo e errado, mas temos outras, que estão mais preocupadas em como as coisas são do que como deveriam ser. Temos as gramáticas gerativa, descritiva, histórica, de usos e de valências, dentre outras”, cita, afirmando que, no Brasil e na América Latina, temos uma forte tradição de ensinar apenas a gramática normativa nas escolas.

     “Isso faz com que a sociedade tenha a sensação de que a língua não muda. Fundamentalmente, nossa tradição escolar- -normativa faz com que acreditemos que mudanças ‘ameaçam’ a língua e a sociedade. Pelo contrário, mudança é a matéria- -prima de qualquer língua”.


(CHELUJE, Gustavo. "Todes" é mais que respeitar a gramática, é
inclusão social, dizem especialistas. A Gazeta, 2021. Disponível em:
https://www.agazeta.com.br/amp/entretenimento/cultura/todes-emais-que-respeitar-a-gramatica-e-inclusao-social-dizem-especialistas0321. Acesso em: 08/08/2021. Com adaptações.)

As palavras sofrem modificações em seu significado quando acrescidas de elementos mórficos, como os prefixos. O prefixo in-, por exemplo, pode apresentar diversos sentidos. Com base nessa informação, assinale a alternativa em que o prefixo in- apresenta o mesmo significado em ambas as palavras. 

Alternativas
Q4384201 Não definido
“Todes” é mais que respeitar a gramática, é inclusão
social, dizem especialistas


Cientistas e estudiosos da língua portuguesa falam
da presença do gênero neutro em nosso
vocabulário, uma batalha para pessoas
não-binárias se sentirem incluídas na sociedade.


       Toda transformação gera insegurança e, às vezes, incapacidade de aceitar mudanças de situações pré-estabelecidas. Na nossa língua, isso não é diferente. Um exemplo é uso da linguagem não-binária, que vem dando o que falar nos últimos dias.

      Como exemplo recente, tivemos o caso da vereadora de Vitória Camila Valadão (PSOL) que, durante sessão especial na câmara em alusão ao Dia Internacional da Mulher, na última terça-feira (08), dirigiu-se à casa com um “Bom dia a todos, todas e ‘todes’”, sendo questionada por parlamentares conservadores sob a justificativa de que o gênero neutro não consta na gramática normativa. Valadão, por sua vez, afirmou estar apenas “sendo inclusiva”, alegando censura a sua linguagem.

      Outro caso de grande repercussão foi o da professora de uma escola de ensino fundamental de Vitória, reprimida por usar um inclusivo “todes bem-vindes” para se comunicar com os alunos em uma plataforma interna de ensino. O caso chamou a atenção dos pais, que levaram a reclamação até a Câmara de Vitória. O presidente da casa, Davi Esmael (PSD), pediu esclarecimentos à Prefeitura de Vitória, alegando que assuntos relacionados à ideologia de gênero foram retirados do Plano Municipal de Educação.

        Movimentos sociais apoiam uma mudança linguística, buscando caminhos para tornar a língua portuguesa mais humana. Uma das maneiras mais utilizadas é a substituição de pronomes por termos neutros, ou gênero neutro, ou até mesmo substituir artigos nas contrações de preposições, como o da/do, por de.

       O uso de “todes”, “todxs” ou “tod@s” vem se tornando cada vez mais comum nas redes sociais e começa a permear o cotidiano do brasileiro, chamando a atenção para a pergunta: Isso seria uma afronta à nossa língua e gramática de cada dia?

         Em suas “andanças” pelas redes sociais, ou mesmo em uma roda de amigos, se ouvir um “todes” e um “bem-vindes”, e demais conteúdos usados pela linguagem não-binária (ou linguagem neutra), saiba que seu uso não está incorreto, mesmo os termos não estando presentes na gramática normativa (a que você usa em sala de aula).

     De acordo com a professora da Universidade Federal da Bahia, linguista especialista em História das Ideias Linguísticas e Análise de Discurso, Isadora Machado, a língua está em processo de mudança 24h por dia, por isso, transformações sempre são bem-vindas.

      “Dizemos em Linguística que a língua é variação contínua, porque ela nunca para de se modificar. Só que não percebemos essas micro-mudanças, assim como não percebemos que a Terra está girando e mudando de lugar. Nós percebemos que algo está mudando quando, por exemplo, uma professora escreve ‘todes’ e na semana seguinte uma vereadora diz ‘todes’”, defende.

       “Então começamos a especular porque essa mudança aconteceu: todo mundo vai ser obrigado a dizer ‘todes’? As gramáticas devem mudar e acrescentar o ‘todes’? Essa discussão é saudável e faz parte da sociedade. Por isso digo para as pessoas ficarem calmas: a língua nunca muda por decreto. Acredito que, de um modo geral, as gramáticas normativas usadas nas escolas de educação básica ganhariam muito se trouxessem mais elementos de nossas vidas cotidianas”, argumenta.

     O mais importante é saber que gramática difere de língua em uso, aquela que é falada pelas pessoas em vários lugares e situações do cotidiano. “Temos a gramática normativa, que é essa que aprendemos na escola e que está preocupada em dizer o que é certo e errado, mas temos outras, que estão mais preocupadas em como as coisas são do que como deveriam ser. Temos as gramáticas gerativa, descritiva, histórica, de usos e de valências, dentre outras”, cita, afirmando que, no Brasil e na América Latina, temos uma forte tradição de ensinar apenas a gramática normativa nas escolas.

     “Isso faz com que a sociedade tenha a sensação de que a língua não muda. Fundamentalmente, nossa tradição escolar- -normativa faz com que acreditemos que mudanças ‘ameaçam’ a língua e a sociedade. Pelo contrário, mudança é a matéria- -prima de qualquer língua”.


(CHELUJE, Gustavo. "Todes" é mais que respeitar a gramática, é
inclusão social, dizem especialistas. A Gazeta, 2021. Disponível em:
https://www.agazeta.com.br/amp/entretenimento/cultura/todes-emais-que-respeitar-a-gramatica-e-inclusao-social-dizem-especialistas0321. Acesso em: 08/08/2021. Com adaptações.)

Sabemos que o uso do acento indicativo de crase pode ser obrigatório ou facultativo, dependendo do contexto linguístico. O uso da crase é facultativo apenas em:
Alternativas
Q4384202 Não definido
“Todes” é mais que respeitar a gramática, é inclusão
social, dizem especialistas


Cientistas e estudiosos da língua portuguesa falam
da presença do gênero neutro em nosso
vocabulário, uma batalha para pessoas
não-binárias se sentirem incluídas na sociedade.


       Toda transformação gera insegurança e, às vezes, incapacidade de aceitar mudanças de situações pré-estabelecidas. Na nossa língua, isso não é diferente. Um exemplo é uso da linguagem não-binária, que vem dando o que falar nos últimos dias.

      Como exemplo recente, tivemos o caso da vereadora de Vitória Camila Valadão (PSOL) que, durante sessão especial na câmara em alusão ao Dia Internacional da Mulher, na última terça-feira (08), dirigiu-se à casa com um “Bom dia a todos, todas e ‘todes’”, sendo questionada por parlamentares conservadores sob a justificativa de que o gênero neutro não consta na gramática normativa. Valadão, por sua vez, afirmou estar apenas “sendo inclusiva”, alegando censura a sua linguagem.

      Outro caso de grande repercussão foi o da professora de uma escola de ensino fundamental de Vitória, reprimida por usar um inclusivo “todes bem-vindes” para se comunicar com os alunos em uma plataforma interna de ensino. O caso chamou a atenção dos pais, que levaram a reclamação até a Câmara de Vitória. O presidente da casa, Davi Esmael (PSD), pediu esclarecimentos à Prefeitura de Vitória, alegando que assuntos relacionados à ideologia de gênero foram retirados do Plano Municipal de Educação.

        Movimentos sociais apoiam uma mudança linguística, buscando caminhos para tornar a língua portuguesa mais humana. Uma das maneiras mais utilizadas é a substituição de pronomes por termos neutros, ou gênero neutro, ou até mesmo substituir artigos nas contrações de preposições, como o da/do, por de.

       O uso de “todes”, “todxs” ou “tod@s” vem se tornando cada vez mais comum nas redes sociais e começa a permear o cotidiano do brasileiro, chamando a atenção para a pergunta: Isso seria uma afronta à nossa língua e gramática de cada dia?

         Em suas “andanças” pelas redes sociais, ou mesmo em uma roda de amigos, se ouvir um “todes” e um “bem-vindes”, e demais conteúdos usados pela linguagem não-binária (ou linguagem neutra), saiba que seu uso não está incorreto, mesmo os termos não estando presentes na gramática normativa (a que você usa em sala de aula).

     De acordo com a professora da Universidade Federal da Bahia, linguista especialista em História das Ideias Linguísticas e Análise de Discurso, Isadora Machado, a língua está em processo de mudança 24h por dia, por isso, transformações sempre são bem-vindas.

      “Dizemos em Linguística que a língua é variação contínua, porque ela nunca para de se modificar. Só que não percebemos essas micro-mudanças, assim como não percebemos que a Terra está girando e mudando de lugar. Nós percebemos que algo está mudando quando, por exemplo, uma professora escreve ‘todes’ e na semana seguinte uma vereadora diz ‘todes’”, defende.

       “Então começamos a especular porque essa mudança aconteceu: todo mundo vai ser obrigado a dizer ‘todes’? As gramáticas devem mudar e acrescentar o ‘todes’? Essa discussão é saudável e faz parte da sociedade. Por isso digo para as pessoas ficarem calmas: a língua nunca muda por decreto. Acredito que, de um modo geral, as gramáticas normativas usadas nas escolas de educação básica ganhariam muito se trouxessem mais elementos de nossas vidas cotidianas”, argumenta.

     O mais importante é saber que gramática difere de língua em uso, aquela que é falada pelas pessoas em vários lugares e situações do cotidiano. “Temos a gramática normativa, que é essa que aprendemos na escola e que está preocupada em dizer o que é certo e errado, mas temos outras, que estão mais preocupadas em como as coisas são do que como deveriam ser. Temos as gramáticas gerativa, descritiva, histórica, de usos e de valências, dentre outras”, cita, afirmando que, no Brasil e na América Latina, temos uma forte tradição de ensinar apenas a gramática normativa nas escolas.

     “Isso faz com que a sociedade tenha a sensação de que a língua não muda. Fundamentalmente, nossa tradição escolar- -normativa faz com que acreditemos que mudanças ‘ameaçam’ a língua e a sociedade. Pelo contrário, mudança é a matéria- -prima de qualquer língua”.


(CHELUJE, Gustavo. "Todes" é mais que respeitar a gramática, é
inclusão social, dizem especialistas. A Gazeta, 2021. Disponível em:
https://www.agazeta.com.br/amp/entretenimento/cultura/todes-emais-que-respeitar-a-gramatica-e-inclusao-social-dizem-especialistas0321. Acesso em: 08/08/2021. Com adaptações.)

Considerando a passagem “(...) saiba que seu uso não está incorreto, mesmo os termos não estando presentes na gramática normativa (...)” (6º§), o termo em destaque pode ser substituído, sem alteração substancial de sentido, por:
Alternativas
Q4384203 Não definido
“Todes” é mais que respeitar a gramática, é inclusão
social, dizem especialistas


Cientistas e estudiosos da língua portuguesa falam
da presença do gênero neutro em nosso
vocabulário, uma batalha para pessoas
não-binárias se sentirem incluídas na sociedade.


       Toda transformação gera insegurança e, às vezes, incapacidade de aceitar mudanças de situações pré-estabelecidas. Na nossa língua, isso não é diferente. Um exemplo é uso da linguagem não-binária, que vem dando o que falar nos últimos dias.

      Como exemplo recente, tivemos o caso da vereadora de Vitória Camila Valadão (PSOL) que, durante sessão especial na câmara em alusão ao Dia Internacional da Mulher, na última terça-feira (08), dirigiu-se à casa com um “Bom dia a todos, todas e ‘todes’”, sendo questionada por parlamentares conservadores sob a justificativa de que o gênero neutro não consta na gramática normativa. Valadão, por sua vez, afirmou estar apenas “sendo inclusiva”, alegando censura a sua linguagem.

      Outro caso de grande repercussão foi o da professora de uma escola de ensino fundamental de Vitória, reprimida por usar um inclusivo “todes bem-vindes” para se comunicar com os alunos em uma plataforma interna de ensino. O caso chamou a atenção dos pais, que levaram a reclamação até a Câmara de Vitória. O presidente da casa, Davi Esmael (PSD), pediu esclarecimentos à Prefeitura de Vitória, alegando que assuntos relacionados à ideologia de gênero foram retirados do Plano Municipal de Educação.

        Movimentos sociais apoiam uma mudança linguística, buscando caminhos para tornar a língua portuguesa mais humana. Uma das maneiras mais utilizadas é a substituição de pronomes por termos neutros, ou gênero neutro, ou até mesmo substituir artigos nas contrações de preposições, como o da/do, por de.

       O uso de “todes”, “todxs” ou “tod@s” vem se tornando cada vez mais comum nas redes sociais e começa a permear o cotidiano do brasileiro, chamando a atenção para a pergunta: Isso seria uma afronta à nossa língua e gramática de cada dia?

         Em suas “andanças” pelas redes sociais, ou mesmo em uma roda de amigos, se ouvir um “todes” e um “bem-vindes”, e demais conteúdos usados pela linguagem não-binária (ou linguagem neutra), saiba que seu uso não está incorreto, mesmo os termos não estando presentes na gramática normativa (a que você usa em sala de aula).

     De acordo com a professora da Universidade Federal da Bahia, linguista especialista em História das Ideias Linguísticas e Análise de Discurso, Isadora Machado, a língua está em processo de mudança 24h por dia, por isso, transformações sempre são bem-vindas.

      “Dizemos em Linguística que a língua é variação contínua, porque ela nunca para de se modificar. Só que não percebemos essas micro-mudanças, assim como não percebemos que a Terra está girando e mudando de lugar. Nós percebemos que algo está mudando quando, por exemplo, uma professora escreve ‘todes’ e na semana seguinte uma vereadora diz ‘todes’”, defende.

       “Então começamos a especular porque essa mudança aconteceu: todo mundo vai ser obrigado a dizer ‘todes’? As gramáticas devem mudar e acrescentar o ‘todes’? Essa discussão é saudável e faz parte da sociedade. Por isso digo para as pessoas ficarem calmas: a língua nunca muda por decreto. Acredito que, de um modo geral, as gramáticas normativas usadas nas escolas de educação básica ganhariam muito se trouxessem mais elementos de nossas vidas cotidianas”, argumenta.

     O mais importante é saber que gramática difere de língua em uso, aquela que é falada pelas pessoas em vários lugares e situações do cotidiano. “Temos a gramática normativa, que é essa que aprendemos na escola e que está preocupada em dizer o que é certo e errado, mas temos outras, que estão mais preocupadas em como as coisas são do que como deveriam ser. Temos as gramáticas gerativa, descritiva, histórica, de usos e de valências, dentre outras”, cita, afirmando que, no Brasil e na América Latina, temos uma forte tradição de ensinar apenas a gramática normativa nas escolas.

     “Isso faz com que a sociedade tenha a sensação de que a língua não muda. Fundamentalmente, nossa tradição escolar- -normativa faz com que acreditemos que mudanças ‘ameaçam’ a língua e a sociedade. Pelo contrário, mudança é a matéria- -prima de qualquer língua”.


(CHELUJE, Gustavo. "Todes" é mais que respeitar a gramática, é
inclusão social, dizem especialistas. A Gazeta, 2021. Disponível em:
https://www.agazeta.com.br/amp/entretenimento/cultura/todes-emais-que-respeitar-a-gramatica-e-inclusao-social-dizem-especialistas0321. Acesso em: 08/08/2021. Com adaptações.)

De acordo com os exemplos apontados no texto, os termos “todes”, “todxs”, “tod@s” e “bem-vindes” são utilizados para alterar a indicação tradicional relacionada à flexão morfológica de: 
Alternativas
Q4384204 Não definido
“Todes” é mais que respeitar a gramática, é inclusão
social, dizem especialistas


Cientistas e estudiosos da língua portuguesa falam
da presença do gênero neutro em nosso
vocabulário, uma batalha para pessoas
não-binárias se sentirem incluídas na sociedade.


       Toda transformação gera insegurança e, às vezes, incapacidade de aceitar mudanças de situações pré-estabelecidas. Na nossa língua, isso não é diferente. Um exemplo é uso da linguagem não-binária, que vem dando o que falar nos últimos dias.

      Como exemplo recente, tivemos o caso da vereadora de Vitória Camila Valadão (PSOL) que, durante sessão especial na câmara em alusão ao Dia Internacional da Mulher, na última terça-feira (08), dirigiu-se à casa com um “Bom dia a todos, todas e ‘todes’”, sendo questionada por parlamentares conservadores sob a justificativa de que o gênero neutro não consta na gramática normativa. Valadão, por sua vez, afirmou estar apenas “sendo inclusiva”, alegando censura a sua linguagem.

      Outro caso de grande repercussão foi o da professora de uma escola de ensino fundamental de Vitória, reprimida por usar um inclusivo “todes bem-vindes” para se comunicar com os alunos em uma plataforma interna de ensino. O caso chamou a atenção dos pais, que levaram a reclamação até a Câmara de Vitória. O presidente da casa, Davi Esmael (PSD), pediu esclarecimentos à Prefeitura de Vitória, alegando que assuntos relacionados à ideologia de gênero foram retirados do Plano Municipal de Educação.

        Movimentos sociais apoiam uma mudança linguística, buscando caminhos para tornar a língua portuguesa mais humana. Uma das maneiras mais utilizadas é a substituição de pronomes por termos neutros, ou gênero neutro, ou até mesmo substituir artigos nas contrações de preposições, como o da/do, por de.

       O uso de “todes”, “todxs” ou “tod@s” vem se tornando cada vez mais comum nas redes sociais e começa a permear o cotidiano do brasileiro, chamando a atenção para a pergunta: Isso seria uma afronta à nossa língua e gramática de cada dia?

         Em suas “andanças” pelas redes sociais, ou mesmo em uma roda de amigos, se ouvir um “todes” e um “bem-vindes”, e demais conteúdos usados pela linguagem não-binária (ou linguagem neutra), saiba que seu uso não está incorreto, mesmo os termos não estando presentes na gramática normativa (a que você usa em sala de aula).

     De acordo com a professora da Universidade Federal da Bahia, linguista especialista em História das Ideias Linguísticas e Análise de Discurso, Isadora Machado, a língua está em processo de mudança 24h por dia, por isso, transformações sempre são bem-vindas.

      “Dizemos em Linguística que a língua é variação contínua, porque ela nunca para de se modificar. Só que não percebemos essas micro-mudanças, assim como não percebemos que a Terra está girando e mudando de lugar. Nós percebemos que algo está mudando quando, por exemplo, uma professora escreve ‘todes’ e na semana seguinte uma vereadora diz ‘todes’”, defende.

       “Então começamos a especular porque essa mudança aconteceu: todo mundo vai ser obrigado a dizer ‘todes’? As gramáticas devem mudar e acrescentar o ‘todes’? Essa discussão é saudável e faz parte da sociedade. Por isso digo para as pessoas ficarem calmas: a língua nunca muda por decreto. Acredito que, de um modo geral, as gramáticas normativas usadas nas escolas de educação básica ganhariam muito se trouxessem mais elementos de nossas vidas cotidianas”, argumenta.

     O mais importante é saber que gramática difere de língua em uso, aquela que é falada pelas pessoas em vários lugares e situações do cotidiano. “Temos a gramática normativa, que é essa que aprendemos na escola e que está preocupada em dizer o que é certo e errado, mas temos outras, que estão mais preocupadas em como as coisas são do que como deveriam ser. Temos as gramáticas gerativa, descritiva, histórica, de usos e de valências, dentre outras”, cita, afirmando que, no Brasil e na América Latina, temos uma forte tradição de ensinar apenas a gramática normativa nas escolas.

     “Isso faz com que a sociedade tenha a sensação de que a língua não muda. Fundamentalmente, nossa tradição escolar- -normativa faz com que acreditemos que mudanças ‘ameaçam’ a língua e a sociedade. Pelo contrário, mudança é a matéria- -prima de qualquer língua”.


(CHELUJE, Gustavo. "Todes" é mais que respeitar a gramática, é
inclusão social, dizem especialistas. A Gazeta, 2021. Disponível em:
https://www.agazeta.com.br/amp/entretenimento/cultura/todes-emais-que-respeitar-a-gramatica-e-inclusao-social-dizem-especialistas0321. Acesso em: 08/08/2021. Com adaptações.)

De acordo com o texto, o uso da linguagem não-binária se justifica porque há:
Alternativas
Q4384205 Não definido
“Todes” é mais que respeitar a gramática, é inclusão
social, dizem especialistas


Cientistas e estudiosos da língua portuguesa falam
da presença do gênero neutro em nosso
vocabulário, uma batalha para pessoas
não-binárias se sentirem incluídas na sociedade.


       Toda transformação gera insegurança e, às vezes, incapacidade de aceitar mudanças de situações pré-estabelecidas. Na nossa língua, isso não é diferente. Um exemplo é uso da linguagem não-binária, que vem dando o que falar nos últimos dias.

      Como exemplo recente, tivemos o caso da vereadora de Vitória Camila Valadão (PSOL) que, durante sessão especial na câmara em alusão ao Dia Internacional da Mulher, na última terça-feira (08), dirigiu-se à casa com um “Bom dia a todos, todas e ‘todes’”, sendo questionada por parlamentares conservadores sob a justificativa de que o gênero neutro não consta na gramática normativa. Valadão, por sua vez, afirmou estar apenas “sendo inclusiva”, alegando censura a sua linguagem.

      Outro caso de grande repercussão foi o da professora de uma escola de ensino fundamental de Vitória, reprimida por usar um inclusivo “todes bem-vindes” para se comunicar com os alunos em uma plataforma interna de ensino. O caso chamou a atenção dos pais, que levaram a reclamação até a Câmara de Vitória. O presidente da casa, Davi Esmael (PSD), pediu esclarecimentos à Prefeitura de Vitória, alegando que assuntos relacionados à ideologia de gênero foram retirados do Plano Municipal de Educação.

        Movimentos sociais apoiam uma mudança linguística, buscando caminhos para tornar a língua portuguesa mais humana. Uma das maneiras mais utilizadas é a substituição de pronomes por termos neutros, ou gênero neutro, ou até mesmo substituir artigos nas contrações de preposições, como o da/do, por de.

       O uso de “todes”, “todxs” ou “tod@s” vem se tornando cada vez mais comum nas redes sociais e começa a permear o cotidiano do brasileiro, chamando a atenção para a pergunta: Isso seria uma afronta à nossa língua e gramática de cada dia?

         Em suas “andanças” pelas redes sociais, ou mesmo em uma roda de amigos, se ouvir um “todes” e um “bem-vindes”, e demais conteúdos usados pela linguagem não-binária (ou linguagem neutra), saiba que seu uso não está incorreto, mesmo os termos não estando presentes na gramática normativa (a que você usa em sala de aula).

     De acordo com a professora da Universidade Federal da Bahia, linguista especialista em História das Ideias Linguísticas e Análise de Discurso, Isadora Machado, a língua está em processo de mudança 24h por dia, por isso, transformações sempre são bem-vindas.

      “Dizemos em Linguística que a língua é variação contínua, porque ela nunca para de se modificar. Só que não percebemos essas micro-mudanças, assim como não percebemos que a Terra está girando e mudando de lugar. Nós percebemos que algo está mudando quando, por exemplo, uma professora escreve ‘todes’ e na semana seguinte uma vereadora diz ‘todes’”, defende.

       “Então começamos a especular porque essa mudança aconteceu: todo mundo vai ser obrigado a dizer ‘todes’? As gramáticas devem mudar e acrescentar o ‘todes’? Essa discussão é saudável e faz parte da sociedade. Por isso digo para as pessoas ficarem calmas: a língua nunca muda por decreto. Acredito que, de um modo geral, as gramáticas normativas usadas nas escolas de educação básica ganhariam muito se trouxessem mais elementos de nossas vidas cotidianas”, argumenta.

     O mais importante é saber que gramática difere de língua em uso, aquela que é falada pelas pessoas em vários lugares e situações do cotidiano. “Temos a gramática normativa, que é essa que aprendemos na escola e que está preocupada em dizer o que é certo e errado, mas temos outras, que estão mais preocupadas em como as coisas são do que como deveriam ser. Temos as gramáticas gerativa, descritiva, histórica, de usos e de valências, dentre outras”, cita, afirmando que, no Brasil e na América Latina, temos uma forte tradição de ensinar apenas a gramática normativa nas escolas.

     “Isso faz com que a sociedade tenha a sensação de que a língua não muda. Fundamentalmente, nossa tradição escolar- -normativa faz com que acreditemos que mudanças ‘ameaçam’ a língua e a sociedade. Pelo contrário, mudança é a matéria- -prima de qualquer língua”.


(CHELUJE, Gustavo. "Todes" é mais que respeitar a gramática, é
inclusão social, dizem especialistas. A Gazeta, 2021. Disponível em:
https://www.agazeta.com.br/amp/entretenimento/cultura/todes-emais-que-respeitar-a-gramatica-e-inclusao-social-dizem-especialistas0321. Acesso em: 08/08/2021. Com adaptações.)

“Então começamos a especular porque essa mudança aconteceu: todo mundo vai ser obrigado a dizer ‘todes’? As gramáticas devem mudar e acrescentar o ‘todes’? (...) Por isso digo para as pessoas ficarem calmas: a língua nunca muda por decreto.” (9º§) É possível inferir a respeito dessa passagem que a língua varia conforme: 
Alternativas
Q4384206 Não definido
“Todes” é mais que respeitar a gramática, é inclusão
social, dizem especialistas


Cientistas e estudiosos da língua portuguesa falam
da presença do gênero neutro em nosso
vocabulário, uma batalha para pessoas
não-binárias se sentirem incluídas na sociedade.


       Toda transformação gera insegurança e, às vezes, incapacidade de aceitar mudanças de situações pré-estabelecidas. Na nossa língua, isso não é diferente. Um exemplo é uso da linguagem não-binária, que vem dando o que falar nos últimos dias.

      Como exemplo recente, tivemos o caso da vereadora de Vitória Camila Valadão (PSOL) que, durante sessão especial na câmara em alusão ao Dia Internacional da Mulher, na última terça-feira (08), dirigiu-se à casa com um “Bom dia a todos, todas e ‘todes’”, sendo questionada por parlamentares conservadores sob a justificativa de que o gênero neutro não consta na gramática normativa. Valadão, por sua vez, afirmou estar apenas “sendo inclusiva”, alegando censura a sua linguagem.

      Outro caso de grande repercussão foi o da professora de uma escola de ensino fundamental de Vitória, reprimida por usar um inclusivo “todes bem-vindes” para se comunicar com os alunos em uma plataforma interna de ensino. O caso chamou a atenção dos pais, que levaram a reclamação até a Câmara de Vitória. O presidente da casa, Davi Esmael (PSD), pediu esclarecimentos à Prefeitura de Vitória, alegando que assuntos relacionados à ideologia de gênero foram retirados do Plano Municipal de Educação.

        Movimentos sociais apoiam uma mudança linguística, buscando caminhos para tornar a língua portuguesa mais humana. Uma das maneiras mais utilizadas é a substituição de pronomes por termos neutros, ou gênero neutro, ou até mesmo substituir artigos nas contrações de preposições, como o da/do, por de.

       O uso de “todes”, “todxs” ou “tod@s” vem se tornando cada vez mais comum nas redes sociais e começa a permear o cotidiano do brasileiro, chamando a atenção para a pergunta: Isso seria uma afronta à nossa língua e gramática de cada dia?

         Em suas “andanças” pelas redes sociais, ou mesmo em uma roda de amigos, se ouvir um “todes” e um “bem-vindes”, e demais conteúdos usados pela linguagem não-binária (ou linguagem neutra), saiba que seu uso não está incorreto, mesmo os termos não estando presentes na gramática normativa (a que você usa em sala de aula).

     De acordo com a professora da Universidade Federal da Bahia, linguista especialista em História das Ideias Linguísticas e Análise de Discurso, Isadora Machado, a língua está em processo de mudança 24h por dia, por isso, transformações sempre são bem-vindas.

      “Dizemos em Linguística que a língua é variação contínua, porque ela nunca para de se modificar. Só que não percebemos essas micro-mudanças, assim como não percebemos que a Terra está girando e mudando de lugar. Nós percebemos que algo está mudando quando, por exemplo, uma professora escreve ‘todes’ e na semana seguinte uma vereadora diz ‘todes’”, defende.

       “Então começamos a especular porque essa mudança aconteceu: todo mundo vai ser obrigado a dizer ‘todes’? As gramáticas devem mudar e acrescentar o ‘todes’? Essa discussão é saudável e faz parte da sociedade. Por isso digo para as pessoas ficarem calmas: a língua nunca muda por decreto. Acredito que, de um modo geral, as gramáticas normativas usadas nas escolas de educação básica ganhariam muito se trouxessem mais elementos de nossas vidas cotidianas”, argumenta.

     O mais importante é saber que gramática difere de língua em uso, aquela que é falada pelas pessoas em vários lugares e situações do cotidiano. “Temos a gramática normativa, que é essa que aprendemos na escola e que está preocupada em dizer o que é certo e errado, mas temos outras, que estão mais preocupadas em como as coisas são do que como deveriam ser. Temos as gramáticas gerativa, descritiva, histórica, de usos e de valências, dentre outras”, cita, afirmando que, no Brasil e na América Latina, temos uma forte tradição de ensinar apenas a gramática normativa nas escolas.

     “Isso faz com que a sociedade tenha a sensação de que a língua não muda. Fundamentalmente, nossa tradição escolar- -normativa faz com que acreditemos que mudanças ‘ameaçam’ a língua e a sociedade. Pelo contrário, mudança é a matéria- -prima de qualquer língua”.


(CHELUJE, Gustavo. "Todes" é mais que respeitar a gramática, é
inclusão social, dizem especialistas. A Gazeta, 2021. Disponível em:
https://www.agazeta.com.br/amp/entretenimento/cultura/todes-emais-que-respeitar-a-gramatica-e-inclusao-social-dizem-especialistas0321. Acesso em: 08/08/2021. Com adaptações.)

No trecho “Isso faz com que a sociedade tenha a sensação de que a língua não muda.” (11º§), depreende-se que há um efeito ou uma consequência motivada pelo fato de:
Alternativas
Q4384207 Não definido
“Todes” é mais que respeitar a gramática, é inclusão
social, dizem especialistas


Cientistas e estudiosos da língua portuguesa falam
da presença do gênero neutro em nosso
vocabulário, uma batalha para pessoas
não-binárias se sentirem incluídas na sociedade.


       Toda transformação gera insegurança e, às vezes, incapacidade de aceitar mudanças de situações pré-estabelecidas. Na nossa língua, isso não é diferente. Um exemplo é uso da linguagem não-binária, que vem dando o que falar nos últimos dias.

      Como exemplo recente, tivemos o caso da vereadora de Vitória Camila Valadão (PSOL) que, durante sessão especial na câmara em alusão ao Dia Internacional da Mulher, na última terça-feira (08), dirigiu-se à casa com um “Bom dia a todos, todas e ‘todes’”, sendo questionada por parlamentares conservadores sob a justificativa de que o gênero neutro não consta na gramática normativa. Valadão, por sua vez, afirmou estar apenas “sendo inclusiva”, alegando censura a sua linguagem.

      Outro caso de grande repercussão foi o da professora de uma escola de ensino fundamental de Vitória, reprimida por usar um inclusivo “todes bem-vindes” para se comunicar com os alunos em uma plataforma interna de ensino. O caso chamou a atenção dos pais, que levaram a reclamação até a Câmara de Vitória. O presidente da casa, Davi Esmael (PSD), pediu esclarecimentos à Prefeitura de Vitória, alegando que assuntos relacionados à ideologia de gênero foram retirados do Plano Municipal de Educação.

        Movimentos sociais apoiam uma mudança linguística, buscando caminhos para tornar a língua portuguesa mais humana. Uma das maneiras mais utilizadas é a substituição de pronomes por termos neutros, ou gênero neutro, ou até mesmo substituir artigos nas contrações de preposições, como o da/do, por de.

       O uso de “todes”, “todxs” ou “tod@s” vem se tornando cada vez mais comum nas redes sociais e começa a permear o cotidiano do brasileiro, chamando a atenção para a pergunta: Isso seria uma afronta à nossa língua e gramática de cada dia?

         Em suas “andanças” pelas redes sociais, ou mesmo em uma roda de amigos, se ouvir um “todes” e um “bem-vindes”, e demais conteúdos usados pela linguagem não-binária (ou linguagem neutra), saiba que seu uso não está incorreto, mesmo os termos não estando presentes na gramática normativa (a que você usa em sala de aula).

     De acordo com a professora da Universidade Federal da Bahia, linguista especialista em História das Ideias Linguísticas e Análise de Discurso, Isadora Machado, a língua está em processo de mudança 24h por dia, por isso, transformações sempre são bem-vindas.

      “Dizemos em Linguística que a língua é variação contínua, porque ela nunca para de se modificar. Só que não percebemos essas micro-mudanças, assim como não percebemos que a Terra está girando e mudando de lugar. Nós percebemos que algo está mudando quando, por exemplo, uma professora escreve ‘todes’ e na semana seguinte uma vereadora diz ‘todes’”, defende.

       “Então começamos a especular porque essa mudança aconteceu: todo mundo vai ser obrigado a dizer ‘todes’? As gramáticas devem mudar e acrescentar o ‘todes’? Essa discussão é saudável e faz parte da sociedade. Por isso digo para as pessoas ficarem calmas: a língua nunca muda por decreto. Acredito que, de um modo geral, as gramáticas normativas usadas nas escolas de educação básica ganhariam muito se trouxessem mais elementos de nossas vidas cotidianas”, argumenta.

     O mais importante é saber que gramática difere de língua em uso, aquela que é falada pelas pessoas em vários lugares e situações do cotidiano. “Temos a gramática normativa, que é essa que aprendemos na escola e que está preocupada em dizer o que é certo e errado, mas temos outras, que estão mais preocupadas em como as coisas são do que como deveriam ser. Temos as gramáticas gerativa, descritiva, histórica, de usos e de valências, dentre outras”, cita, afirmando que, no Brasil e na América Latina, temos uma forte tradição de ensinar apenas a gramática normativa nas escolas.

     “Isso faz com que a sociedade tenha a sensação de que a língua não muda. Fundamentalmente, nossa tradição escolar- -normativa faz com que acreditemos que mudanças ‘ameaçam’ a língua e a sociedade. Pelo contrário, mudança é a matéria- -prima de qualquer língua”.


(CHELUJE, Gustavo. "Todes" é mais que respeitar a gramática, é
inclusão social, dizem especialistas. A Gazeta, 2021. Disponível em:
https://www.agazeta.com.br/amp/entretenimento/cultura/todes-emais-que-respeitar-a-gramatica-e-inclusao-social-dizem-especialistas0321. Acesso em: 08/08/2021. Com adaptações.)

O tema do texto é(são):
Alternativas
Q4384208 Não definido
“Todes” é mais que respeitar a gramática, é inclusão
social, dizem especialistas


Cientistas e estudiosos da língua portuguesa falam
da presença do gênero neutro em nosso
vocabulário, uma batalha para pessoas
não-binárias se sentirem incluídas na sociedade.


       Toda transformação gera insegurança e, às vezes, incapacidade de aceitar mudanças de situações pré-estabelecidas. Na nossa língua, isso não é diferente. Um exemplo é uso da linguagem não-binária, que vem dando o que falar nos últimos dias.

      Como exemplo recente, tivemos o caso da vereadora de Vitória Camila Valadão (PSOL) que, durante sessão especial na câmara em alusão ao Dia Internacional da Mulher, na última terça-feira (08), dirigiu-se à casa com um “Bom dia a todos, todas e ‘todes’”, sendo questionada por parlamentares conservadores sob a justificativa de que o gênero neutro não consta na gramática normativa. Valadão, por sua vez, afirmou estar apenas “sendo inclusiva”, alegando censura a sua linguagem.

      Outro caso de grande repercussão foi o da professora de uma escola de ensino fundamental de Vitória, reprimida por usar um inclusivo “todes bem-vindes” para se comunicar com os alunos em uma plataforma interna de ensino. O caso chamou a atenção dos pais, que levaram a reclamação até a Câmara de Vitória. O presidente da casa, Davi Esmael (PSD), pediu esclarecimentos à Prefeitura de Vitória, alegando que assuntos relacionados à ideologia de gênero foram retirados do Plano Municipal de Educação.

        Movimentos sociais apoiam uma mudança linguística, buscando caminhos para tornar a língua portuguesa mais humana. Uma das maneiras mais utilizadas é a substituição de pronomes por termos neutros, ou gênero neutro, ou até mesmo substituir artigos nas contrações de preposições, como o da/do, por de.

       O uso de “todes”, “todxs” ou “tod@s” vem se tornando cada vez mais comum nas redes sociais e começa a permear o cotidiano do brasileiro, chamando a atenção para a pergunta: Isso seria uma afronta à nossa língua e gramática de cada dia?

         Em suas “andanças” pelas redes sociais, ou mesmo em uma roda de amigos, se ouvir um “todes” e um “bem-vindes”, e demais conteúdos usados pela linguagem não-binária (ou linguagem neutra), saiba que seu uso não está incorreto, mesmo os termos não estando presentes na gramática normativa (a que você usa em sala de aula).

     De acordo com a professora da Universidade Federal da Bahia, linguista especialista em História das Ideias Linguísticas e Análise de Discurso, Isadora Machado, a língua está em processo de mudança 24h por dia, por isso, transformações sempre são bem-vindas.

      “Dizemos em Linguística que a língua é variação contínua, porque ela nunca para de se modificar. Só que não percebemos essas micro-mudanças, assim como não percebemos que a Terra está girando e mudando de lugar. Nós percebemos que algo está mudando quando, por exemplo, uma professora escreve ‘todes’ e na semana seguinte uma vereadora diz ‘todes’”, defende.

       “Então começamos a especular porque essa mudança aconteceu: todo mundo vai ser obrigado a dizer ‘todes’? As gramáticas devem mudar e acrescentar o ‘todes’? Essa discussão é saudável e faz parte da sociedade. Por isso digo para as pessoas ficarem calmas: a língua nunca muda por decreto. Acredito que, de um modo geral, as gramáticas normativas usadas nas escolas de educação básica ganhariam muito se trouxessem mais elementos de nossas vidas cotidianas”, argumenta.

     O mais importante é saber que gramática difere de língua em uso, aquela que é falada pelas pessoas em vários lugares e situações do cotidiano. “Temos a gramática normativa, que é essa que aprendemos na escola e que está preocupada em dizer o que é certo e errado, mas temos outras, que estão mais preocupadas em como as coisas são do que como deveriam ser. Temos as gramáticas gerativa, descritiva, histórica, de usos e de valências, dentre outras”, cita, afirmando que, no Brasil e na América Latina, temos uma forte tradição de ensinar apenas a gramática normativa nas escolas.

     “Isso faz com que a sociedade tenha a sensação de que a língua não muda. Fundamentalmente, nossa tradição escolar- -normativa faz com que acreditemos que mudanças ‘ameaçam’ a língua e a sociedade. Pelo contrário, mudança é a matéria- -prima de qualquer língua”.


(CHELUJE, Gustavo. "Todes" é mais que respeitar a gramática, é
inclusão social, dizem especialistas. A Gazeta, 2021. Disponível em:
https://www.agazeta.com.br/amp/entretenimento/cultura/todes-emais-que-respeitar-a-gramatica-e-inclusao-social-dizem-especialistas0321. Acesso em: 08/08/2021. Com adaptações.)

A respeito de fatos ou acontecimentos, opiniões podem ser emitidas. Qual alternativa apresenta uma opinião veiculada pelo do autor do texto? 
Alternativas
Q4384209 Não definido
“Todes” é mais que respeitar a gramática, é inclusão
social, dizem especialistas


Cientistas e estudiosos da língua portuguesa falam
da presença do gênero neutro em nosso
vocabulário, uma batalha para pessoas
não-binárias se sentirem incluídas na sociedade.


       Toda transformação gera insegurança e, às vezes, incapacidade de aceitar mudanças de situações pré-estabelecidas. Na nossa língua, isso não é diferente. Um exemplo é uso da linguagem não-binária, que vem dando o que falar nos últimos dias.

      Como exemplo recente, tivemos o caso da vereadora de Vitória Camila Valadão (PSOL) que, durante sessão especial na câmara em alusão ao Dia Internacional da Mulher, na última terça-feira (08), dirigiu-se à casa com um “Bom dia a todos, todas e ‘todes’”, sendo questionada por parlamentares conservadores sob a justificativa de que o gênero neutro não consta na gramática normativa. Valadão, por sua vez, afirmou estar apenas “sendo inclusiva”, alegando censura a sua linguagem.

      Outro caso de grande repercussão foi o da professora de uma escola de ensino fundamental de Vitória, reprimida por usar um inclusivo “todes bem-vindes” para se comunicar com os alunos em uma plataforma interna de ensino. O caso chamou a atenção dos pais, que levaram a reclamação até a Câmara de Vitória. O presidente da casa, Davi Esmael (PSD), pediu esclarecimentos à Prefeitura de Vitória, alegando que assuntos relacionados à ideologia de gênero foram retirados do Plano Municipal de Educação.

        Movimentos sociais apoiam uma mudança linguística, buscando caminhos para tornar a língua portuguesa mais humana. Uma das maneiras mais utilizadas é a substituição de pronomes por termos neutros, ou gênero neutro, ou até mesmo substituir artigos nas contrações de preposições, como o da/do, por de.

       O uso de “todes”, “todxs” ou “tod@s” vem se tornando cada vez mais comum nas redes sociais e começa a permear o cotidiano do brasileiro, chamando a atenção para a pergunta: Isso seria uma afronta à nossa língua e gramática de cada dia?

         Em suas “andanças” pelas redes sociais, ou mesmo em uma roda de amigos, se ouvir um “todes” e um “bem-vindes”, e demais conteúdos usados pela linguagem não-binária (ou linguagem neutra), saiba que seu uso não está incorreto, mesmo os termos não estando presentes na gramática normativa (a que você usa em sala de aula).

     De acordo com a professora da Universidade Federal da Bahia, linguista especialista em História das Ideias Linguísticas e Análise de Discurso, Isadora Machado, a língua está em processo de mudança 24h por dia, por isso, transformações sempre são bem-vindas.

      “Dizemos em Linguística que a língua é variação contínua, porque ela nunca para de se modificar. Só que não percebemos essas micro-mudanças, assim como não percebemos que a Terra está girando e mudando de lugar. Nós percebemos que algo está mudando quando, por exemplo, uma professora escreve ‘todes’ e na semana seguinte uma vereadora diz ‘todes’”, defende.

       “Então começamos a especular porque essa mudança aconteceu: todo mundo vai ser obrigado a dizer ‘todes’? As gramáticas devem mudar e acrescentar o ‘todes’? Essa discussão é saudável e faz parte da sociedade. Por isso digo para as pessoas ficarem calmas: a língua nunca muda por decreto. Acredito que, de um modo geral, as gramáticas normativas usadas nas escolas de educação básica ganhariam muito se trouxessem mais elementos de nossas vidas cotidianas”, argumenta.

     O mais importante é saber que gramática difere de língua em uso, aquela que é falada pelas pessoas em vários lugares e situações do cotidiano. “Temos a gramática normativa, que é essa que aprendemos na escola e que está preocupada em dizer o que é certo e errado, mas temos outras, que estão mais preocupadas em como as coisas são do que como deveriam ser. Temos as gramáticas gerativa, descritiva, histórica, de usos e de valências, dentre outras”, cita, afirmando que, no Brasil e na América Latina, temos uma forte tradição de ensinar apenas a gramática normativa nas escolas.

     “Isso faz com que a sociedade tenha a sensação de que a língua não muda. Fundamentalmente, nossa tradição escolar- -normativa faz com que acreditemos que mudanças ‘ameaçam’ a língua e a sociedade. Pelo contrário, mudança é a matéria- -prima de qualquer língua”.


(CHELUJE, Gustavo. "Todes" é mais que respeitar a gramática, é
inclusão social, dizem especialistas. A Gazeta, 2021. Disponível em:
https://www.agazeta.com.br/amp/entretenimento/cultura/todes-emais-que-respeitar-a-gramatica-e-inclusao-social-dizem-especialistas0321. Acesso em: 08/08/2021. Com adaptações.)

O principal propósito comunicativo do texto é:  
Alternativas
Q4384210 Não definido

Uma indústria de calçados possuía 46 trabalhadores responsáveis pela produção de 2.700 pares de tênis por dia, trabalhando em um regime de 6 horas diárias. Após uma intensa ação de marketing, a indústria desenvolveu uma nova coleção que aumentou a demanda diária para 10.800 pares de tênis e ampliou o regime de trabalho para 8 horas por dia. Considerando que todos os trabalhadores possuem o mesmo desempenho, qual o número de funcionários necessários para que a nova demanda diária fosse atendida? 

Alternativas
Q4384211 Não definido

Em cada círculo a seguir os números obedecem a uma mesma regra lógica; observe. 


Imagem associada para resolução da questão



Dessa forma, o valor da razão X/Y  é dado por:

Alternativas
Q4384212 Não definido
Em um departamento de pós-graduação, os estudantes foram questionados sobre a habilidade de escrever textos acadêmicos em espanhol e inglês. Após uma breve pesquisa, concluiu-se que: 27 estudantes escrevem apenas em espanhol; 12 estudantes escrevem em inglês e espanhol; 46 estudantes escrevem em inglês; e, 6 estudantes não escrevem em nenhuma dessas línguas. Do total de estudantes questionados, qual a porcentagem aproximada dos que escrevem apenas em inglês? 
Alternativas
Q4384213 Não definido
Em uma sessão de cinema, a pré-estreia do grande lançamento da semana contou com um público de 350 pessoas. Dentre esse número, 15 espectadores não pagaram o ingresso que tem um valor total de R$ 22,00, pois participaram de uma promoção no estabelecimento. Sabendo-se que alguns espectadores pagaram meia-entrada e foram arrecadados R$ 6.105,00 nessa sessão, o número de espectadores que pagaram o valor total do ingresso é: 
Alternativas
Q4384214 Não definido
Eliana, uma estudante de sistemas de informação, possui 8 livros distintos que ela organiza em sua estante colocando cada livro ao lado do outro. São 2 livros sobre algoritmos e estruturas de dados; 3 livros sobre sistemas operacionais; 2 livros sobre engenharia de software; e, apenas um livro sobre banco de dados. De quantas maneiras Eliana pode organizar seus livros na estante de forma que os livros do mesmo assunto fiquem juntos?
Alternativas
Q4384215 Não definido
Em 7 de setembro comemora-se o dia da Independência do Brasil, proclamada pelo príncipe regente, Dom Pedro de Alcântara, que foi coroado como Imperador do Brasil, com o título de D. Pedro I. Em relação à Independência do Brasil, analise as afirmativas a seguir.

I. A Revolução Liberal do Porto foi o grande ponto de partida, uma vez que as ideias da elite brasileira divergiam de Portugal.
II. Portugal cobrou como indenização dois milhões de libras do Brasil, tornando o país endividado.
III. A soberania estabelecida não permitiu que o Brasil tivesse suas normas e políticas públicas próprias.

Está correto o que se afirma em 
Alternativas
Q4384216 Não definido
Minas Gerais faz fronteira com outros seis estados e fica localizada na região central do país, sendo esta, uma característica física favorável ao seu desenvolvimento. Sobre o estado de Minas Gerais, assinale a afirmativa INCORRETA. 
Alternativas
Q4384217 Não definido
“A intensificação do aquecimento global pode trazer graves prejuízos para a agricultura brasileira, que, atualmente, já enfrenta um clima adverso para produzir. Um relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, sigla em inglês) concluiu que a temperatura global pode subir de 1,5°C a 2°C neste século.”

(Disponível em: https://g1.globo.com/economia/agronegocios/noticia/ 2021/08/09/veja-como-as-mudancas-climaticas-podem-impactar-aproducao-de-alimentos-no-brasil.ghtml. Adaptado.)

Em relação ao aquecimento global, é INCORRETO afirmar que:
Alternativas
Q4384218 Não definido
“O Brasil registrou 1.183 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando, nesta terça-feira (10/08/2021), 564.890 óbitos desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes nos últimos 7 dias chegou a 899. São, agora, 11 dias seguidos com essa média abaixo de 1 mil. Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de –17% e aponta tendência de queda.” 
(Disponível em: https://g1.globo.com/bemestar/coronavirus/noticia/ 2021/08/10/brasil-registra-media-movel-de-899-mortes-por-covidtotal-se-aproxima-de-565-mil.ghtml. Acesso em: 10/08/2021.)

Quanto à Covid-19, uma doença infecciosa causada pelo novo Coronavírus (SARS-CoV-2), analise as afirmativas a seguir.

I. Foi identificado pela primeira vez, na cidade de Wuhan, na China.
II. O único exame capaz de confirmar a infecção ativa é o RT- -PCR de secreções, no qual uma amostra é retirada, através do nariz ou da boca, sendo analisada no laboratório, confirmando, ou não, a presença do vírus no corpo.
III. Os testes rápidos não são indicados para gestantes e puérperas.
IV. A OMS (Organização Mundial de Saúde) aprovou para uso emergencial as vacinas: Pfizer e BioNTech (BNT162); Moderna (mRNA-1273); Instituto de Pesquisa Gamaleya (Sputnik V); AstraZeneca e Universidade de Oxford (AZD1222); Sinovac (Coronavac); Johnson & Johnson (JNJ-78436735).

Está correto o que se afirma apenas em 
Alternativas
Q4384219 Não definido
Em relação ao feminicídio, é correto afirmar que:
Alternativas
Respostas
1: D
2: A
3: D
4: C
5: D
6: C
7: D
8: B
9: B
10: B
11: B
12: D
13: A
14: D
15: B
16: B
17: A
18: A
19: C
20: C