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Questões de Concurso Público MPE-GO 2026 para Residente Jurídico

Foram encontradas 10 questões

Q4225499 Português
O amigo pessoal e o seu contrário, o amigo coletivo

Categoria difere do colega ou do conhecido, que

curiosamente é como chamamos quem não

conhecemos muito bem

Gregório Duvivier


     Você já deve ter ouvido a expressão, em geral na negativa. “Conheço o fulano, mas não é meu amigo pessoal.” Gosto dessa categoria tão brasileira. Não consigo imaginar a expressão em outras línguas. A busca por “personal friend” no Google revela um serviço de aluguel de amigos. Curiosamente “amigo pessoal” em inglês é amigo profissional.

      No Brasil, a categoria confunde porque pressupõe que existam outros tipos de amigo. Parece que dá para contrair amizade sem passar pela pessoa física. “O fulano é meu amigo espiritual. Beltrano? Meu amigo jurídico.”

     O conceito, no entanto, faz sentido. Nem todo amigo tem uma relação individual com você. Alguns amigos da vida toda nunca ficaram no mano a mano. Todo o mundo tem amigos pessoais e tem amigos coletivos. O fenômeno acontece quando relação não é direta, intransferível, mas mediada por uma turma.

     Atenção: o amigo coletivo difere do colega ou do “conhecido”, que curiosamente é como chamamos aquele que não conhecemos muito bem. Difere mais ainda do semiconhecido, aquele que conhecemos menos ainda. Existe uma hierarquia: o semiconhecido está abaixo do conhecido, que vem logo abaixo do colega, que vem antes do amigo coletivo, que precede o amigo pessoal.

        Do conhecido você sabe o nome, do amigo coletivo você sabe o signo, do amigo pessoal você conhece o funcionamento do intestino. Você sabe o bairro onde o conhecido mora, do amigo coletivo você sabe a rua — do amigo pessoal você sabe o prédio, o apartamento e a senha do wifi — quando não sabe, adivinha.

    Puristas da amizade dirão que amigos não pessoais não podem ser chamados de amigos. Discordo. O amigo grupal tem, sim, seu valor. Diverte, preenche, entretém. E o mais importante: é dele que pode nascer, um belo dia, quando menos se espera, o amigo pessoal. 

     Basta chover um pouco mais. E vocês ficarem ilhados no escritório. Ou basta um porre, uma viagem, um acidente, um pneu furado. O que separa um amigo coletivo de um amigo pessoal, muitas vezes, é um perrengue. Mas pode ser uma carona — de preferência daquelas demoradas, na hora do rush. Se cair um temporal, melhor ainda. Entre um silêncio e outro, você vai abrir uma chaga, e ele vai compartilhar uma memória, você vai rebater com uma esperança, ele vai contar um segredo. Pronto. Ali, na avenida Brasil alagada, sob o abrigo de um palio weekend, o amigo pessoal acaba de nascer.


Disponível em:
https://www1.folha.uol.com.br/colunas/gregorioduvivier/2022/04/oamigo-pessoal-e-o-seu-contrario-o-amigo-coletivo.shtml. Acesso
em: 17 jun. 2026.
Assinale a alternativa em que a conjunção destacada sinaliza a relação sintático-semântica indicada entre parênteses.
Alternativas
Q4225500 Português
O amigo pessoal e o seu contrário, o amigo coletivo

Categoria difere do colega ou do conhecido, que

curiosamente é como chamamos quem não

conhecemos muito bem

Gregório Duvivier


     Você já deve ter ouvido a expressão, em geral na negativa. “Conheço o fulano, mas não é meu amigo pessoal.” Gosto dessa categoria tão brasileira. Não consigo imaginar a expressão em outras línguas. A busca por “personal friend” no Google revela um serviço de aluguel de amigos. Curiosamente “amigo pessoal” em inglês é amigo profissional.

      No Brasil, a categoria confunde porque pressupõe que existam outros tipos de amigo. Parece que dá para contrair amizade sem passar pela pessoa física. “O fulano é meu amigo espiritual. Beltrano? Meu amigo jurídico.”

     O conceito, no entanto, faz sentido. Nem todo amigo tem uma relação individual com você. Alguns amigos da vida toda nunca ficaram no mano a mano. Todo o mundo tem amigos pessoais e tem amigos coletivos. O fenômeno acontece quando relação não é direta, intransferível, mas mediada por uma turma.

     Atenção: o amigo coletivo difere do colega ou do “conhecido”, que curiosamente é como chamamos aquele que não conhecemos muito bem. Difere mais ainda do semiconhecido, aquele que conhecemos menos ainda. Existe uma hierarquia: o semiconhecido está abaixo do conhecido, que vem logo abaixo do colega, que vem antes do amigo coletivo, que precede o amigo pessoal.

        Do conhecido você sabe o nome, do amigo coletivo você sabe o signo, do amigo pessoal você conhece o funcionamento do intestino. Você sabe o bairro onde o conhecido mora, do amigo coletivo você sabe a rua — do amigo pessoal você sabe o prédio, o apartamento e a senha do wifi — quando não sabe, adivinha.

    Puristas da amizade dirão que amigos não pessoais não podem ser chamados de amigos. Discordo. O amigo grupal tem, sim, seu valor. Diverte, preenche, entretém. E o mais importante: é dele que pode nascer, um belo dia, quando menos se espera, o amigo pessoal. 

     Basta chover um pouco mais. E vocês ficarem ilhados no escritório. Ou basta um porre, uma viagem, um acidente, um pneu furado. O que separa um amigo coletivo de um amigo pessoal, muitas vezes, é um perrengue. Mas pode ser uma carona — de preferência daquelas demoradas, na hora do rush. Se cair um temporal, melhor ainda. Entre um silêncio e outro, você vai abrir uma chaga, e ele vai compartilhar uma memória, você vai rebater com uma esperança, ele vai contar um segredo. Pronto. Ali, na avenida Brasil alagada, sob o abrigo de um palio weekend, o amigo pessoal acaba de nascer.


Disponível em:
https://www1.folha.uol.com.br/colunas/gregorioduvivier/2022/04/oamigo-pessoal-e-o-seu-contrario-o-amigo-coletivo.shtml. Acesso
em: 17 jun. 2026.
Assinale a alternativa que analisa corretamente o termo destacado.
Alternativas
Q4225501 Português
O amigo pessoal e o seu contrário, o amigo coletivo

Categoria difere do colega ou do conhecido, que

curiosamente é como chamamos quem não

conhecemos muito bem

Gregório Duvivier


     Você já deve ter ouvido a expressão, em geral na negativa. “Conheço o fulano, mas não é meu amigo pessoal.” Gosto dessa categoria tão brasileira. Não consigo imaginar a expressão em outras línguas. A busca por “personal friend” no Google revela um serviço de aluguel de amigos. Curiosamente “amigo pessoal” em inglês é amigo profissional.

      No Brasil, a categoria confunde porque pressupõe que existam outros tipos de amigo. Parece que dá para contrair amizade sem passar pela pessoa física. “O fulano é meu amigo espiritual. Beltrano? Meu amigo jurídico.”

     O conceito, no entanto, faz sentido. Nem todo amigo tem uma relação individual com você. Alguns amigos da vida toda nunca ficaram no mano a mano. Todo o mundo tem amigos pessoais e tem amigos coletivos. O fenômeno acontece quando relação não é direta, intransferível, mas mediada por uma turma.

     Atenção: o amigo coletivo difere do colega ou do “conhecido”, que curiosamente é como chamamos aquele que não conhecemos muito bem. Difere mais ainda do semiconhecido, aquele que conhecemos menos ainda. Existe uma hierarquia: o semiconhecido está abaixo do conhecido, que vem logo abaixo do colega, que vem antes do amigo coletivo, que precede o amigo pessoal.

        Do conhecido você sabe o nome, do amigo coletivo você sabe o signo, do amigo pessoal você conhece o funcionamento do intestino. Você sabe o bairro onde o conhecido mora, do amigo coletivo você sabe a rua — do amigo pessoal você sabe o prédio, o apartamento e a senha do wifi — quando não sabe, adivinha.

    Puristas da amizade dirão que amigos não pessoais não podem ser chamados de amigos. Discordo. O amigo grupal tem, sim, seu valor. Diverte, preenche, entretém. E o mais importante: é dele que pode nascer, um belo dia, quando menos se espera, o amigo pessoal. 

     Basta chover um pouco mais. E vocês ficarem ilhados no escritório. Ou basta um porre, uma viagem, um acidente, um pneu furado. O que separa um amigo coletivo de um amigo pessoal, muitas vezes, é um perrengue. Mas pode ser uma carona — de preferência daquelas demoradas, na hora do rush. Se cair um temporal, melhor ainda. Entre um silêncio e outro, você vai abrir uma chaga, e ele vai compartilhar uma memória, você vai rebater com uma esperança, ele vai contar um segredo. Pronto. Ali, na avenida Brasil alagada, sob o abrigo de um palio weekend, o amigo pessoal acaba de nascer.


Disponível em:
https://www1.folha.uol.com.br/colunas/gregorioduvivier/2022/04/oamigo-pessoal-e-o-seu-contrario-o-amigo-coletivo.shtml. Acesso
em: 17 jun. 2026.
Assinale a alternativa que analisa corretamente o verbo auxiliar destacado. 
Alternativas
Q4225502 Português
O amigo pessoal e o seu contrário, o amigo coletivo

Categoria difere do colega ou do conhecido, que

curiosamente é como chamamos quem não

conhecemos muito bem

Gregório Duvivier


     Você já deve ter ouvido a expressão, em geral na negativa. “Conheço o fulano, mas não é meu amigo pessoal.” Gosto dessa categoria tão brasileira. Não consigo imaginar a expressão em outras línguas. A busca por “personal friend” no Google revela um serviço de aluguel de amigos. Curiosamente “amigo pessoal” em inglês é amigo profissional.

      No Brasil, a categoria confunde porque pressupõe que existam outros tipos de amigo. Parece que dá para contrair amizade sem passar pela pessoa física. “O fulano é meu amigo espiritual. Beltrano? Meu amigo jurídico.”

     O conceito, no entanto, faz sentido. Nem todo amigo tem uma relação individual com você. Alguns amigos da vida toda nunca ficaram no mano a mano. Todo o mundo tem amigos pessoais e tem amigos coletivos. O fenômeno acontece quando relação não é direta, intransferível, mas mediada por uma turma.

     Atenção: o amigo coletivo difere do colega ou do “conhecido”, que curiosamente é como chamamos aquele que não conhecemos muito bem. Difere mais ainda do semiconhecido, aquele que conhecemos menos ainda. Existe uma hierarquia: o semiconhecido está abaixo do conhecido, que vem logo abaixo do colega, que vem antes do amigo coletivo, que precede o amigo pessoal.

        Do conhecido você sabe o nome, do amigo coletivo você sabe o signo, do amigo pessoal você conhece o funcionamento do intestino. Você sabe o bairro onde o conhecido mora, do amigo coletivo você sabe a rua — do amigo pessoal você sabe o prédio, o apartamento e a senha do wifi — quando não sabe, adivinha.

    Puristas da amizade dirão que amigos não pessoais não podem ser chamados de amigos. Discordo. O amigo grupal tem, sim, seu valor. Diverte, preenche, entretém. E o mais importante: é dele que pode nascer, um belo dia, quando menos se espera, o amigo pessoal. 

     Basta chover um pouco mais. E vocês ficarem ilhados no escritório. Ou basta um porre, uma viagem, um acidente, um pneu furado. O que separa um amigo coletivo de um amigo pessoal, muitas vezes, é um perrengue. Mas pode ser uma carona — de preferência daquelas demoradas, na hora do rush. Se cair um temporal, melhor ainda. Entre um silêncio e outro, você vai abrir uma chaga, e ele vai compartilhar uma memória, você vai rebater com uma esperança, ele vai contar um segredo. Pronto. Ali, na avenida Brasil alagada, sob o abrigo de um palio weekend, o amigo pessoal acaba de nascer.


Disponível em:
https://www1.folha.uol.com.br/colunas/gregorioduvivier/2022/04/oamigo-pessoal-e-o-seu-contrario-o-amigo-coletivo.shtml. Acesso
em: 17 jun. 2026.
Acerca da expressão destacada, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4225503 Português
O amigo pessoal e o seu contrário, o amigo coletivo

Categoria difere do colega ou do conhecido, que

curiosamente é como chamamos quem não

conhecemos muito bem

Gregório Duvivier


     Você já deve ter ouvido a expressão, em geral na negativa. “Conheço o fulano, mas não é meu amigo pessoal.” Gosto dessa categoria tão brasileira. Não consigo imaginar a expressão em outras línguas. A busca por “personal friend” no Google revela um serviço de aluguel de amigos. Curiosamente “amigo pessoal” em inglês é amigo profissional.

      No Brasil, a categoria confunde porque pressupõe que existam outros tipos de amigo. Parece que dá para contrair amizade sem passar pela pessoa física. “O fulano é meu amigo espiritual. Beltrano? Meu amigo jurídico.”

     O conceito, no entanto, faz sentido. Nem todo amigo tem uma relação individual com você. Alguns amigos da vida toda nunca ficaram no mano a mano. Todo o mundo tem amigos pessoais e tem amigos coletivos. O fenômeno acontece quando relação não é direta, intransferível, mas mediada por uma turma.

     Atenção: o amigo coletivo difere do colega ou do “conhecido”, que curiosamente é como chamamos aquele que não conhecemos muito bem. Difere mais ainda do semiconhecido, aquele que conhecemos menos ainda. Existe uma hierarquia: o semiconhecido está abaixo do conhecido, que vem logo abaixo do colega, que vem antes do amigo coletivo, que precede o amigo pessoal.

        Do conhecido você sabe o nome, do amigo coletivo você sabe o signo, do amigo pessoal você conhece o funcionamento do intestino. Você sabe o bairro onde o conhecido mora, do amigo coletivo você sabe a rua — do amigo pessoal você sabe o prédio, o apartamento e a senha do wifi — quando não sabe, adivinha.

    Puristas da amizade dirão que amigos não pessoais não podem ser chamados de amigos. Discordo. O amigo grupal tem, sim, seu valor. Diverte, preenche, entretém. E o mais importante: é dele que pode nascer, um belo dia, quando menos se espera, o amigo pessoal. 

     Basta chover um pouco mais. E vocês ficarem ilhados no escritório. Ou basta um porre, uma viagem, um acidente, um pneu furado. O que separa um amigo coletivo de um amigo pessoal, muitas vezes, é um perrengue. Mas pode ser uma carona — de preferência daquelas demoradas, na hora do rush. Se cair um temporal, melhor ainda. Entre um silêncio e outro, você vai abrir uma chaga, e ele vai compartilhar uma memória, você vai rebater com uma esperança, ele vai contar um segredo. Pronto. Ali, na avenida Brasil alagada, sob o abrigo de um palio weekend, o amigo pessoal acaba de nascer.


Disponível em:
https://www1.folha.uol.com.br/colunas/gregorioduvivier/2022/04/oamigo-pessoal-e-o-seu-contrario-o-amigo-coletivo.shtml. Acesso
em: 17 jun. 2026.
Assinale a alternativa que analisa corretamente o termo destacado.
Alternativas
Q4225504 Português
O amigo pessoal e o seu contrário, o amigo coletivo

Categoria difere do colega ou do conhecido, que

curiosamente é como chamamos quem não

conhecemos muito bem

Gregório Duvivier


     Você já deve ter ouvido a expressão, em geral na negativa. “Conheço o fulano, mas não é meu amigo pessoal.” Gosto dessa categoria tão brasileira. Não consigo imaginar a expressão em outras línguas. A busca por “personal friend” no Google revela um serviço de aluguel de amigos. Curiosamente “amigo pessoal” em inglês é amigo profissional.

      No Brasil, a categoria confunde porque pressupõe que existam outros tipos de amigo. Parece que dá para contrair amizade sem passar pela pessoa física. “O fulano é meu amigo espiritual. Beltrano? Meu amigo jurídico.”

     O conceito, no entanto, faz sentido. Nem todo amigo tem uma relação individual com você. Alguns amigos da vida toda nunca ficaram no mano a mano. Todo o mundo tem amigos pessoais e tem amigos coletivos. O fenômeno acontece quando relação não é direta, intransferível, mas mediada por uma turma.

     Atenção: o amigo coletivo difere do colega ou do “conhecido”, que curiosamente é como chamamos aquele que não conhecemos muito bem. Difere mais ainda do semiconhecido, aquele que conhecemos menos ainda. Existe uma hierarquia: o semiconhecido está abaixo do conhecido, que vem logo abaixo do colega, que vem antes do amigo coletivo, que precede o amigo pessoal.

        Do conhecido você sabe o nome, do amigo coletivo você sabe o signo, do amigo pessoal você conhece o funcionamento do intestino. Você sabe o bairro onde o conhecido mora, do amigo coletivo você sabe a rua — do amigo pessoal você sabe o prédio, o apartamento e a senha do wifi — quando não sabe, adivinha.

    Puristas da amizade dirão que amigos não pessoais não podem ser chamados de amigos. Discordo. O amigo grupal tem, sim, seu valor. Diverte, preenche, entretém. E o mais importante: é dele que pode nascer, um belo dia, quando menos se espera, o amigo pessoal. 

     Basta chover um pouco mais. E vocês ficarem ilhados no escritório. Ou basta um porre, uma viagem, um acidente, um pneu furado. O que separa um amigo coletivo de um amigo pessoal, muitas vezes, é um perrengue. Mas pode ser uma carona — de preferência daquelas demoradas, na hora do rush. Se cair um temporal, melhor ainda. Entre um silêncio e outro, você vai abrir uma chaga, e ele vai compartilhar uma memória, você vai rebater com uma esperança, ele vai contar um segredo. Pronto. Ali, na avenida Brasil alagada, sob o abrigo de um palio weekend, o amigo pessoal acaba de nascer.


Disponível em:
https://www1.folha.uol.com.br/colunas/gregorioduvivier/2022/04/oamigo-pessoal-e-o-seu-contrario-o-amigo-coletivo.shtml. Acesso
em: 17 jun. 2026.
Referente à formação de palavras presentes no texto, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4225505 Português
O amigo pessoal e o seu contrário, o amigo coletivo

Categoria difere do colega ou do conhecido, que

curiosamente é como chamamos quem não

conhecemos muito bem

Gregório Duvivier


     Você já deve ter ouvido a expressão, em geral na negativa. “Conheço o fulano, mas não é meu amigo pessoal.” Gosto dessa categoria tão brasileira. Não consigo imaginar a expressão em outras línguas. A busca por “personal friend” no Google revela um serviço de aluguel de amigos. Curiosamente “amigo pessoal” em inglês é amigo profissional.

      No Brasil, a categoria confunde porque pressupõe que existam outros tipos de amigo. Parece que dá para contrair amizade sem passar pela pessoa física. “O fulano é meu amigo espiritual. Beltrano? Meu amigo jurídico.”

     O conceito, no entanto, faz sentido. Nem todo amigo tem uma relação individual com você. Alguns amigos da vida toda nunca ficaram no mano a mano. Todo o mundo tem amigos pessoais e tem amigos coletivos. O fenômeno acontece quando relação não é direta, intransferível, mas mediada por uma turma.

     Atenção: o amigo coletivo difere do colega ou do “conhecido”, que curiosamente é como chamamos aquele que não conhecemos muito bem. Difere mais ainda do semiconhecido, aquele que conhecemos menos ainda. Existe uma hierarquia: o semiconhecido está abaixo do conhecido, que vem logo abaixo do colega, que vem antes do amigo coletivo, que precede o amigo pessoal.

        Do conhecido você sabe o nome, do amigo coletivo você sabe o signo, do amigo pessoal você conhece o funcionamento do intestino. Você sabe o bairro onde o conhecido mora, do amigo coletivo você sabe a rua — do amigo pessoal você sabe o prédio, o apartamento e a senha do wifi — quando não sabe, adivinha.

    Puristas da amizade dirão que amigos não pessoais não podem ser chamados de amigos. Discordo. O amigo grupal tem, sim, seu valor. Diverte, preenche, entretém. E o mais importante: é dele que pode nascer, um belo dia, quando menos se espera, o amigo pessoal. 

     Basta chover um pouco mais. E vocês ficarem ilhados no escritório. Ou basta um porre, uma viagem, um acidente, um pneu furado. O que separa um amigo coletivo de um amigo pessoal, muitas vezes, é um perrengue. Mas pode ser uma carona — de preferência daquelas demoradas, na hora do rush. Se cair um temporal, melhor ainda. Entre um silêncio e outro, você vai abrir uma chaga, e ele vai compartilhar uma memória, você vai rebater com uma esperança, ele vai contar um segredo. Pronto. Ali, na avenida Brasil alagada, sob o abrigo de um palio weekend, o amigo pessoal acaba de nascer.


Disponível em:
https://www1.folha.uol.com.br/colunas/gregorioduvivier/2022/04/oamigo-pessoal-e-o-seu-contrario-o-amigo-coletivo.shtml. Acesso
em: 17 jun. 2026.
A partir da leitura do texto, é correto afirmar que o autor
Alternativas
Q4225506 Português
Boas amizades mudam o jeito que você vê o mundo e seu reflexo

Melhores amigos ‘perdem’ os limites do ‘eu próprio’ e englobam características e sentimentos da outra pessoa

Redação Galileu

     Mais que amigos, friends: novo estudo sugere que suas amizades moldam, literalmente, a maneira como você enxerga o mundo e até seu próprio reflexo (!). Não é à toa que você guarda ressentimentos indiretos contra pessoas que, de outra forma, não teria motivos para não gostar.

    Publicada no Journal of Social and Personal Relationships, a pesquisa realizou testes de imagens com participantes voluntários. Em um momento, os cientistas pediram que eles indicassem se a foto de um rosto que aparecia em uma tela pertencia a eles mesmos ou a outra pessoa.

     De acordo com o relatório, os participantes demoraram mais tempo para distinguir sua própria imagem do que a de um amigo ou a de uma celebridade.

     Para os pesquisadores, reconhecer um amigo como uma pessoa que não é você mesmo parece consumir energia extra da mente — seria um processo, e não somente uma reação intuitiva de parar, olhar para seu colega e pensar: “ah sim, é outra pessoa”.

     O estudo não foi muito extenso, mas sugere que uma amizade próxima representa não só uma conexão entre, pelo menos, dois indivíduos, mas também a indefinição dos limites entre dois “eus”.

     Outra pesquisa de 2013 descobriu que o cérebro reage da mesma maneira a uma ameaça contra um amigo como se fosse você que estivesse recebendo o sinal de perigo. Análises anteriores também apontaram que bons amigos agem como um “Google” para as histórias de vida um do outro, no fenômeno chamado “memória transacionada”. Isso significa que você contou tantas coisas ao seu amigo que não precisa se esforçar para lembrar de algo, pois confia que a outra pessoa irá saber de algum fato se você precisar.

     Segundo o portal The Cut, psicólogos nomeiam de “auto-expansão” a ideia de que, à medida que uma amizade se aprofunda, seu senso de si cresce, chegando a abranger parte do outro indivíduo dentro de si próprio. Ou seja, você envolve seus amigos no âmago da sua personalidade, até no mais básico sentimento.

Disponível em:
https://revistagalileu.globo.com/Sociedade/noticia/2018/08/boasamizades-mudam-o-jeito-que-voce-ve-o-mundo-e-seu-reflexo.html.
Acesso em: 17 jun. 2026.
Assinale a alternativa em que o “se” destacado cumpre a mesma função que o “que” em “[...] novo estudo sugere que suas amizades moldam, literalmente, a maneira como você enxerga [...]”. 
Alternativas
Q4225507 Português
Boas amizades mudam o jeito que você vê o mundo e seu reflexo

Melhores amigos ‘perdem’ os limites do ‘eu próprio’ e englobam características e sentimentos da outra pessoa

Redação Galileu

     Mais que amigos, friends: novo estudo sugere que suas amizades moldam, literalmente, a maneira como você enxerga o mundo e até seu próprio reflexo (!). Não é à toa que você guarda ressentimentos indiretos contra pessoas que, de outra forma, não teria motivos para não gostar.

    Publicada no Journal of Social and Personal Relationships, a pesquisa realizou testes de imagens com participantes voluntários. Em um momento, os cientistas pediram que eles indicassem se a foto de um rosto que aparecia em uma tela pertencia a eles mesmos ou a outra pessoa.

     De acordo com o relatório, os participantes demoraram mais tempo para distinguir sua própria imagem do que a de um amigo ou a de uma celebridade.

     Para os pesquisadores, reconhecer um amigo como uma pessoa que não é você mesmo parece consumir energia extra da mente — seria um processo, e não somente uma reação intuitiva de parar, olhar para seu colega e pensar: “ah sim, é outra pessoa”.

     O estudo não foi muito extenso, mas sugere que uma amizade próxima representa não só uma conexão entre, pelo menos, dois indivíduos, mas também a indefinição dos limites entre dois “eus”.

     Outra pesquisa de 2013 descobriu que o cérebro reage da mesma maneira a uma ameaça contra um amigo como se fosse você que estivesse recebendo o sinal de perigo. Análises anteriores também apontaram que bons amigos agem como um “Google” para as histórias de vida um do outro, no fenômeno chamado “memória transacionada”. Isso significa que você contou tantas coisas ao seu amigo que não precisa se esforçar para lembrar de algo, pois confia que a outra pessoa irá saber de algum fato se você precisar.

     Segundo o portal The Cut, psicólogos nomeiam de “auto-expansão” a ideia de que, à medida que uma amizade se aprofunda, seu senso de si cresce, chegando a abranger parte do outro indivíduo dentro de si próprio. Ou seja, você envolve seus amigos no âmago da sua personalidade, até no mais básico sentimento.

Disponível em:
https://revistagalileu.globo.com/Sociedade/noticia/2018/08/boasamizades-mudam-o-jeito-que-voce-ve-o-mundo-e-seu-reflexo.html.
Acesso em: 17 jun. 2026.
A partir da leitura do texto, é correto afirmar que
Alternativas
Q4225508 Português
Boas amizades mudam o jeito que você vê o mundo e seu reflexo

Melhores amigos ‘perdem’ os limites do ‘eu próprio’ e englobam características e sentimentos da outra pessoa

Redação Galileu

     Mais que amigos, friends: novo estudo sugere que suas amizades moldam, literalmente, a maneira como você enxerga o mundo e até seu próprio reflexo (!). Não é à toa que você guarda ressentimentos indiretos contra pessoas que, de outra forma, não teria motivos para não gostar.

    Publicada no Journal of Social and Personal Relationships, a pesquisa realizou testes de imagens com participantes voluntários. Em um momento, os cientistas pediram que eles indicassem se a foto de um rosto que aparecia em uma tela pertencia a eles mesmos ou a outra pessoa.

     De acordo com o relatório, os participantes demoraram mais tempo para distinguir sua própria imagem do que a de um amigo ou a de uma celebridade.

     Para os pesquisadores, reconhecer um amigo como uma pessoa que não é você mesmo parece consumir energia extra da mente — seria um processo, e não somente uma reação intuitiva de parar, olhar para seu colega e pensar: “ah sim, é outra pessoa”.

     O estudo não foi muito extenso, mas sugere que uma amizade próxima representa não só uma conexão entre, pelo menos, dois indivíduos, mas também a indefinição dos limites entre dois “eus”.

     Outra pesquisa de 2013 descobriu que o cérebro reage da mesma maneira a uma ameaça contra um amigo como se fosse você que estivesse recebendo o sinal de perigo. Análises anteriores também apontaram que bons amigos agem como um “Google” para as histórias de vida um do outro, no fenômeno chamado “memória transacionada”. Isso significa que você contou tantas coisas ao seu amigo que não precisa se esforçar para lembrar de algo, pois confia que a outra pessoa irá saber de algum fato se você precisar.

     Segundo o portal The Cut, psicólogos nomeiam de “auto-expansão” a ideia de que, à medida que uma amizade se aprofunda, seu senso de si cresce, chegando a abranger parte do outro indivíduo dentro de si próprio. Ou seja, você envolve seus amigos no âmago da sua personalidade, até no mais básico sentimento.

Disponível em:
https://revistagalileu.globo.com/Sociedade/noticia/2018/08/boasamizades-mudam-o-jeito-que-voce-ve-o-mundo-e-seu-reflexo.html.
Acesso em: 17 jun. 2026.
Assinale a alternativa que analisa corretamente o excerto “Segundo o portal The Cut, psicólogos nomeiam de ‘auto-expansão’ a ideia de que, à medida que uma amizade se aprofunda, seu senso de si cresce [...]”.
Alternativas
Respostas
1: D
2: B
3: D
4: D
5: E
6: A
7: B
8: C
9: E
10: E