Questões de Concurso Público INEP 2024 para Letras - Português e Espanhol
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ALBERTI, V. O professor de história e o ensino de questões sensíveis e controversas. Colóquio Nacional de História Cultural e Sensibilidades, 4, Caicó (RN), Centro de Ensino Superior do Seridó (Ceres) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), 17-21 nov. 2014, p. 2 (adaptado).
A partir da reflexão apresentada no texto, é correto afirmar que, além de buscar o apoio e o respaldo da escola, um planejamento deve considerar
RAJAGOPALAN, K. Línguas nacionais como bandeiras patrióticas, ou a linguística que nos deixou na mão: observando mais de perto o chauvinismo linguístico emergente no Brasil. In: SILVA, F. L. da; RAJAGOPALAN, K. (org.). A linguística que nos faz falhar: investigação crítica. São Paulo: Parábola, 2004. p. 14 (adaptado).
Com base nas informações apresentadas, quanto ao uso de léxico estrangeiro associado à tecnologia computacional e à Internet, assinale a opção correta.
Nessa situação, seria adequado o professor explicar ao aluno que,
Lacrar – verbo transitivo direto
1. aplicar lacre em; selar ou fechar com lacre; alacrar.
Ex.: lacrar uma correspondência.
LACRAR. Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva, 2009 (adaptado).
O professor, então, perguntou à turma se o significado da palavra “lacrar”, no trecho extraído da rede social, era igual ao registrado no verbete do dicionário. Após um breve debate sobre as possíveis acepções dessa palavra, a classe afirmou que “lacrar”, no trecho do Facebook, tinha o sentido de “arrasar/abafar/mandar bem em discussões”, ou seja, um significado diferente do atestado no Dicionário Houaiss. A partir disso, o professor pediu aos alunos que registrassem, em seu caderno, os dois sentidos do verbete analisado por eles.
Com relação ao seu trabalho pedagógico, o docente, nessa situação,
Nesse contexto, a realização dessa atividade é adequada para a sala de aula, pois o podcast
O uso de caracteres como x (como, por exemplo, em “amigx”), @ (como, por exemplo, em “amig@”) e o uso de e (como, por exemplo, em “amigue”) fechando substantivos e adjetivos é, de fato, uma estratégia de neutralização de gênero, em que se propõe o emprego de uma terceira marca, além da masculina e da feminina. A oposição, nesse caso, não seria privativa nem equipolente, mas gradual, nos termos da Escola de Praga.
SCHWINDT, L. C. Sobre gênero neutro em português brasileiro e os limites do sistema linguístico. Revista da ABRALIN, [S. l.], v. 19, n. 1, p. 1 - 23, 2020 (adaptado).
O texto traz uma análise do uso da linguagem neutra, que pretende questionar a hegemonia patriarcal e aumentar as possibilidades de representação de indivíduos que se identificam como pessoas não binárias, por exemplo.
Considerando-se as reflexões apresentadas sobre o uso do gênero neutro, é possível afirmar que
Quando interagimos com outras pessoas por meio da linguagem, seja a linguagem oral, seja a linguagem escrita, produzimos certos textos que, com poucas variações, se repetem no conteúdo, no tipo de linguagem e na estrutura. Esses textos constituem os chamados gêneros do discurso ou gêneros textuais e foram historicamente criados pelo ser humano a fim de atender a determinadas necessidades de interação verbal.
CEREJA, W. R.; MAGALHÃES, T. C. Português: linguagens. 9. ed. v. 1. São Paulo: Ática, 2013. p. 32 (adaptado).
O trecho acima, retirado de um livro didático de Português aprovado no PNLD 2015 e destinado a turmas do 1º ano do Ensino Médio, fundamenta-se na
Organizador: Djalma Moraes Cavalcante. Adaptadora: Célia Cristina Alves Lima. Ilustrador: José Rodrigues da Silva. Contos em quadros. Juiz de Fora: Editora UFJF; Musa Editora, 2002. p. 64.
Na sequência, abriu um diálogo sobre a história lida e passou-lhes o texto original do conto, solicitando que identificassem situações narradas no texto escrito que, eventualmente, não estariam presentes nos quadrinhos. Além disso, pediu que, depois, os discentes discutissem os efeitos dessa adaptação na apreensão do enredo.
Nessa situação, a importância da atividade está em
Nesse conto, a menina Zaíra, filha de uma família pobre, dá-se conta de uma figurinha perdida, a sua preferida, e sai à procura do seu brinquedo pelos becos da comunidade. Cheio de emoção, o conto constrói um retrato social da periferia à medida que traz à tona as complexas condições de sobrevivência da família e das crianças pobres, sobretudo negras, que vivem na comunidade sob grande vulnerabilidade social.
Ao concluir a leitura do conto, feita de modo compartilhado pelos alunos, a professora percebeu a intensidade da emoção e da indignação que a história despertou na turma, que se identificou muito com o tema, e decidiu redirecionar o planejamento pensado para aquela aula. A princípio, a ideia era refletir sobre o gênero conto e sobre as características da produção literária de Conceição Evaristo, mas a docente, sabendo que o planejamento é flexível, sugeriu a escrita de um texto sobre a temática da violência social contra crianças negras para circulação no jornal da escola, de modo que o posicionamento dos estudantes sobre o tema pudesse ser conhecido pela comunidade escolar e de modo que os próprios alunos reconhecessem a escrita como prática social e meio de exercício da cidadania.
Sabendo que a professora baseou-se na concepção de escrita como prática social, interlocução e espaço de dizer, a proposta de produção de texto adequada à situação comunicativa descrita é a do gênero
Quanto ao senhor e às suas esporádicas visitas, a primeira foi para ver se adão e eva haviam tido problemas com a instalação doméstica, a segunda para saber se tinham beneficiado alguma coisa da experiência da vida campestre e a terceira para avisar que tão cedo não esperava voltar, pois tinha de fazer a ronda pelos outros paraísos existentes no espaço celeste. De facto, só viria a aparecer muito mais tarde, em data de que não ficou registo, para expulsar o infeliz casal do jardim do éden pelo crime nefando de terem comido do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. Este episódio, que deu origem à primeira definição de um até aí ignorado pecado original, nunca ficou bem explicado.
SARAMAGO, J. Caim. São Paulo: Companhia das Letras, 2009. p. 12.
Com base nas informações apresentadas, é possível afirmar que há uma incoerência nessa proposta de atividade, pois