Questões de Concurso Público IF-PA 2022 para Professor EBTT - História

Foram encontradas 27 questões

Q3997089 História
“No início do século XVII, o Império Português na Ásia já dava sinais claros de retrocesso”. Essa frase do historiador Alírio Cardoso nos mostra como o Império Ultramarino português teve que redimensionar suas ações nas Conquistas. Nesse particular, podemos atentar para o fato de que a Coroa Portuguesa vinha perdendo certo espaço no trato com as especiarias do oriente. Assim, abria-se caminho para uma colonização e exploração econômica mais intensa da segunda das possessões portuguesas na América: o Estado do Maranhão e Grão-Pará. CARDOSO, Alírio. Outra Ásia para o império: fórmulas para integração do Maranhão à economia oceânica (1609-1656). In: CHAMBOULEYRON, Rafael; Alonso José Luis Ruiz-Peinado. Trópicos de História: gente, espaço e tempo na Amazônia (Séculos XVII a XVIII). Belém: Editora Açaí, 2010.
Nesse particular, é CORRETO afirmar que: 
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Q3997090 História

“Tomada em conjunto, a legislação indigenista é tradicionalmente considerada como contraditória e oscilante por declarar a liberdade com restrições do cativeiro a alguns casos determinados, abolir totalmente tais casos legais de cativeiro (nas três grandes leis de liberdade absoluta: 1609, 1680 e 1755), e em seguida restaurá-los. Quando se olha mais detalhadamente as disposições legais, percebe-se, porém, que ao tomá-las em conjunto, assim como aos ‘índios’ a que se refere, simplifica-se bastante o quadro”. PERRONEMOISÉS, Beatriz. Índios Livres e índios escravos. Os princípios da legislação indigenista do período colonial (séculos XVI a XVIII). In: CUNHA, Manuela Carneiro. História dos Índios no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1992.



A “simplificação” à qual a autora se reporta ao criticar parte da historiografia que versa sobre o tema nos faz ponderar sobre o grave debate em torno dos modos de conquista de mão de obra indígena na Amazônia colonial. Levando em consideração a reflexão da autora e a realidade do Estado do Maranhão e Grão-Pará, é CORRETO afirmar: 

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Q3997091 História
Na segunda metade do século XVII, ocorreram duas revoltas no Estado do Maranhão e Grão-Pará. A primeira em 1661 e a segunda em 1684. A primeira delas acirrou os ânimos dos colonos nas cidades de São Luís e Belém. A segunda, a de 1684, ficou mais restrita à cidade de São Luís. Sobre ambas as revoltas, o historiador Rafael Chambouleyron destaca: "Marcado pela importância da mão de obra indígena e por uma economia na qual se interconectavam atividades extrativas (principalmente a coleta das chamadas drogas do sertão) e a lavoura (sobretudo de açúcar, tabaco, cacau e farinha), o Maranhão teve, nos problemas de aquisição e controle dos trabalhadores indígenas – livres ou escravos –, uma constante fonte de problemas. Foi justamente em torno dessa grave questão que giraram os dois levantes dos moradores portugueses das duas principais capitanias do Estado do Maranhão". CHAMBOULEYRON, Rafael. "Duplicados clamores". Queixas e rebeliões na Amazônia colonial (século XVII). Projeto História (PUCSP), v. 33, p. 159-178, 2006.
Sobre os dois episódios, ambos com caráter antijesuítico, é correto afirmar que:
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Q3997092 História
Em 23 de janeiro de 1732 o Conselho Ultramarino elaborou uma espécie de relatório a ser enviado ao Governador do Maranhão e Grão-Pará. No documento eram expostos cinco pontos para que as recém descobertas minas de ouro do Estado não fossem noticiadas aos colonos. Assim, entre outras coisas, os Conselheiros alegavam que: perigosamente o Maranhão e Grão-Pará tinha como fronteira conquistas de outras coroas; que a atividade mineradora iria fazer concorrência com a atividade das drogas do sertão, que já era explorada por Portugal, e da qual resultava grandes lucros; e a possibilidade do aumento dos cativeiros ilegais de indígenas a partir da atividade mineradora. “Sobre o que escreve o Governador e Capitão General do Estado do Maranhão a respeito do descobrimento das novas minas de ouro das terras dos Tocantins daquele Estado.” Lisboa, 23 de janeiro de 1732. AHU, códice 209 (consultas do Maranhão), f.56v.
Considerando a Consulta de 1732 e a historiografia sobre a colonização da região amazônica, é correto afirmar que:
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Q3997093 História
Levando em consideração a historiografia sobre o processo de Conquista e Colonização da América Hispânica, é CORRETO afirmar que: 
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Q3997094 História
Leia o texto a seguir: “A conquista da América revelou-se, portanto, um processo altamente complexo, no qual os homens em armas nem sempre deram o tom. Se pelo menos no princípio foi uma conquista militar, apresentou também desde seus primeiros estágios algumas outras características que passaram a predominar tão logo os soldados realizaram o que puderam. Foi acompanhada por um movimento voltado para a conquista espiritual, por meio da evangelização dos índios. Foi seguida por uma migração maciça da Espanha, que culminou na conquista demográfica das Índias”. ELLIOT, J.H. A Conquista Espanhola e a colonização da América. In: BETHELL, Leslie (Org.). História da América Latina: a América Latina Colonial. Vol.1. São Paulo: Edusp, 1998.
Levando em consideração a complexidade do processo de Conquista e Colonização da América Hispânica, que vai para além de uma conquista militar, é correto afirmar que:
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Q3997095 História
A conquista e colonização da América Hispânica na sua porção continental causou surpresa nos conquistadores europeus em virtude da alta hierarquização das sociedades encontradas. Nesse particular é correto afirmar que:
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Respostas
8: D
9: E
10: C
11: D
12: D
13: E
14: E