Questões de Concurso Público Prefeitura de Feira de Santana - BA 2026 para Professor de Língua Portuguesa
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Texto para a questão
Gêneros discursivos, BNCC e ensino da escrita: entre diretrizes e práticas pedagógicas
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) reafirma, no ensino de Língua Portuguesa, uma concepção de linguagem de base enunciativo-discursiva, na qual o texto, compreendido como prática social situada, ocupa lugar central no processo de ensino-aprendizagem. Tal orientação desloca o foco da língua entendida como sistema abstrato para a língua em uso, exigindo do professor uma atuação pedagógica que articule leitura, produção textual e reflexão linguística de modo integrado e contextualizado.
Nesse quadro, o trabalho com gêneros discursivos assume papel estruturante, pois é por meio deles que os sujeitos participam das práticas sociais de linguagem. A BNCC organiza essas práticas a partir de campos de atuação, reconhecendo que cada gênero se constitui em condições específicas de produção, circulação e recepção. Assim, ensinar Língua Portuguesa implica criar situações didáticas em que o aluno compreenda não apenas a forma do texto, mas também seus propósitos comunicativos e efeitos de sentido.
Um exemplo dessa orientação pode ser observado no campo jornalístico-midiático, quando se propõe a produção de gêneros como notícia, reportagem ou artigo de opinião. Ao desenvolver uma atividade de produção de notícia, por exemplo, o professor precisa conduzir o aluno à análise do contexto de circulação, da seleção das informações relevantes, da organização composicional e das escolhas linguísticas adequadas ao gênero, superando práticas de escrita meramente reprodutivas.
De modo semelhante, no campo das práticas de estudo e pesquisa, a produção de gêneros como artigos de divulgação científica ou relatórios exige que o ensino da escrita contemple estratégias de planejamento, textualização e revisão. Nesse caso, o gênero funciona como mediador entre o conhecimento científico e o leitor, demandando do aluno a mobilização de estratégias de leitura e escrita que garantam clareza, coesão e adequação ao interlocutor.
Essas propostas evidenciam que a leitura e a produção textual não podem ser tratadas como atividades dissociadas. Ao contrário, compreender um gênero pressupõe analisar seus modos de dizer, seus valores discursivos e suas regularidades, o que implica práticas de leitura orientadas e reflexão sobre o funcionamento da língua em contextos reais de uso, conforme defendido pela BNCC.
Conclui-se, portanto, que o ensino de Língua Portuguesa, alinhado às diretrizes da BNCC, requer do professor uma postura teórico-metodológica consistente, capaz de articular gêneros discursivos, estratégias de leitura e práticas de escrita em projetos pedagógicos significativos. Somente assim será possível formar leitores e produtores de texto competentes, capazes de atuar criticamente nas diferentes esferas sociais.
Texto adaptado a partir de MARINS, Ida Maria Morales. Gêneros textuais/discursivos e a BNCC: uma leitura reflexiva da prática de escrita. In: VIII ENALIC – Edição Digital, p. 469–480, 2019.
Texto para a questão
Gêneros discursivos, BNCC e ensino da escrita: entre diretrizes e práticas pedagógicas
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) reafirma, no ensino de Língua Portuguesa, uma concepção de linguagem de base enunciativo-discursiva, na qual o texto, compreendido como prática social situada, ocupa lugar central no processo de ensino-aprendizagem. Tal orientação desloca o foco da língua entendida como sistema abstrato para a língua em uso, exigindo do professor uma atuação pedagógica que articule leitura, produção textual e reflexão linguística de modo integrado e contextualizado.
Nesse quadro, o trabalho com gêneros discursivos assume papel estruturante, pois é por meio deles que os sujeitos participam das práticas sociais de linguagem. A BNCC organiza essas práticas a partir de campos de atuação, reconhecendo que cada gênero se constitui em condições específicas de produção, circulação e recepção. Assim, ensinar Língua Portuguesa implica criar situações didáticas em que o aluno compreenda não apenas a forma do texto, mas também seus propósitos comunicativos e efeitos de sentido.
Um exemplo dessa orientação pode ser observado no campo jornalístico-midiático, quando se propõe a produção de gêneros como notícia, reportagem ou artigo de opinião. Ao desenvolver uma atividade de produção de notícia, por exemplo, o professor precisa conduzir o aluno à análise do contexto de circulação, da seleção das informações relevantes, da organização composicional e das escolhas linguísticas adequadas ao gênero, superando práticas de escrita meramente reprodutivas.
De modo semelhante, no campo das práticas de estudo e pesquisa, a produção de gêneros como artigos de divulgação científica ou relatórios exige que o ensino da escrita contemple estratégias de planejamento, textualização e revisão. Nesse caso, o gênero funciona como mediador entre o conhecimento científico e o leitor, demandando do aluno a mobilização de estratégias de leitura e escrita que garantam clareza, coesão e adequação ao interlocutor.
Essas propostas evidenciam que a leitura e a produção textual não podem ser tratadas como atividades dissociadas. Ao contrário, compreender um gênero pressupõe analisar seus modos de dizer, seus valores discursivos e suas regularidades, o que implica práticas de leitura orientadas e reflexão sobre o funcionamento da língua em contextos reais de uso, conforme defendido pela BNCC.
Conclui-se, portanto, que o ensino de Língua Portuguesa, alinhado às diretrizes da BNCC, requer do professor uma postura teórico-metodológica consistente, capaz de articular gêneros discursivos, estratégias de leitura e práticas de escrita em projetos pedagógicos significativos. Somente assim será possível formar leitores e produtores de texto competentes, capazes de atuar criticamente nas diferentes esferas sociais.
Texto adaptado a partir de MARINS, Ida Maria Morales. Gêneros textuais/discursivos e a BNCC: uma leitura reflexiva da prática de escrita. In: VIII ENALIC – Edição Digital, p. 469–480, 2019.
Texto para a questão
Gêneros discursivos, BNCC e ensino da escrita: entre diretrizes e práticas pedagógicas
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) reafirma, no ensino de Língua Portuguesa, uma concepção de linguagem de base enunciativo-discursiva, na qual o texto, compreendido como prática social situada, ocupa lugar central no processo de ensino-aprendizagem. Tal orientação desloca o foco da língua entendida como sistema abstrato para a língua em uso, exigindo do professor uma atuação pedagógica que articule leitura, produção textual e reflexão linguística de modo integrado e contextualizado.
Nesse quadro, o trabalho com gêneros discursivos assume papel estruturante, pois é por meio deles que os sujeitos participam das práticas sociais de linguagem. A BNCC organiza essas práticas a partir de campos de atuação, reconhecendo que cada gênero se constitui em condições específicas de produção, circulação e recepção. Assim, ensinar Língua Portuguesa implica criar situações didáticas em que o aluno compreenda não apenas a forma do texto, mas também seus propósitos comunicativos e efeitos de sentido.
Um exemplo dessa orientação pode ser observado no campo jornalístico-midiático, quando se propõe a produção de gêneros como notícia, reportagem ou artigo de opinião. Ao desenvolver uma atividade de produção de notícia, por exemplo, o professor precisa conduzir o aluno à análise do contexto de circulação, da seleção das informações relevantes, da organização composicional e das escolhas linguísticas adequadas ao gênero, superando práticas de escrita meramente reprodutivas.
De modo semelhante, no campo das práticas de estudo e pesquisa, a produção de gêneros como artigos de divulgação científica ou relatórios exige que o ensino da escrita contemple estratégias de planejamento, textualização e revisão. Nesse caso, o gênero funciona como mediador entre o conhecimento científico e o leitor, demandando do aluno a mobilização de estratégias de leitura e escrita que garantam clareza, coesão e adequação ao interlocutor.
Essas propostas evidenciam que a leitura e a produção textual não podem ser tratadas como atividades dissociadas. Ao contrário, compreender um gênero pressupõe analisar seus modos de dizer, seus valores discursivos e suas regularidades, o que implica práticas de leitura orientadas e reflexão sobre o funcionamento da língua em contextos reais de uso, conforme defendido pela BNCC.
Conclui-se, portanto, que o ensino de Língua Portuguesa, alinhado às diretrizes da BNCC, requer do professor uma postura teórico-metodológica consistente, capaz de articular gêneros discursivos, estratégias de leitura e práticas de escrita em projetos pedagógicos significativos. Somente assim será possível formar leitores e produtores de texto competentes, capazes de atuar criticamente nas diferentes esferas sociais.
Texto adaptado a partir de MARINS, Ida Maria Morales. Gêneros textuais/discursivos e a BNCC: uma leitura reflexiva da prática de escrita. In: VIII ENALIC – Edição Digital, p. 469–480, 2019.
Considerando essa situação de ensino, a abordagem descrita favorece, sobretudo, o desenvolvimento da habilidade de:
“Mesmo que o texto apresente vocabulário simples, sua compreensão exige a articulação de informações explícitas e implícitas”. No contexto desse enunciado, a função exercida pela oração inicial contribui para a construção do sentido global do texto ao:
Considerando as orientações da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para o ensino de gramática, essa prática pedagógica caracteriza-se, sobretudo, por:
À luz das orientações da BNCC para o ensino de gramática, essa prática pedagógica evidencia uma concepção segundo a qual:
Considerando a relação entre significação e contexto e as propostas de ensino apresentadas no texto, essa atividade favorece, prioritariamente, o desenvolvimento da capacidade de:
Para ampliar sua formação acadêmica, o estudante decidiu revisar a bibliografia indicada pelo orientador, acreditando ser necessário aprofundar os fundamentos teóricos antes de concluir a pesquisa.
Considerando a organização sintático-semântica do período e o papel desempenhado pelas orações reduzidas de infinitivo na construção do sentido global do texto, assinale a alternativa correta.
O pesquisador analisou os dados com cuidado, revisou a fundamentação teórica, reformulou as hipóteses iniciais e decidiu submeter o artigo somente depois de concluir todas as etapas do estudo.
A respeito da organização sintática do período e dos efeitos de sentido produzidos pelas relações entre as orações, assinale a alternativa correta.
Texto para a questão
As concepções de linguagem e língua
A forma como o professor concebe a linguagem e a língua exerce influência decisiva sobre as práticas pedagógicas adotadas no ensino de Língua Portuguesa. Conforme argumenta Travaglia (2006), não se trata apenas de uma escolha teórica, mas de um posicionamento que afeta diretamente a organização do trabalho didático e a relação entre ensino, aprendizagem e uso da língua. Nesse sentido, a concepção de linguagem assumida pelo docente orienta tanto o lugar atribuído à gramática quanto os objetivos do ensino da língua materna.
No campo dos estudos linguísticos, destacam-se três concepções de linguagem recorrentemente discutidas. A primeira entende a linguagem como expressão do pensamento, subordinando a organização linguística à capacidade individual de estruturar logicamente ideias. Nessa perspectiva, dificuldades de expressão são interpretadas como falhas do pensamento, o que sustenta práticas de ensino fortemente normativas e prescritivas, centradas na correção gramatical e na valorização de um modelo considerado culto.
A segunda concepção compreende a linguagem como instrumento de comunicação, concebendo-a como um código compartilhado entre emissor e receptor. Embora essa visão reconheça a função comunicativa da língua, ela tende a tratá-la de forma abstrata e descontextualizada, privilegiando o funcionamento interno do sistema linguístico e reduzindo o papel do sujeito e das condições sociais de uso.
Já a terceira concepção entende a linguagem como forma ou processo de interação. Nessa perspectiva, a língua é vista como prática social situada, na qual os sujeitos constroem sentidos na interação, em contextos históricos e ideológicos específicos. Essa concepção fundamenta abordagens de ensino mais alinhadas às demandas contemporâneas, pois articula gramática, uso e sentido, reconhecendo a importância da norma-padrão sem dissociá-la das práticas efetivas de linguagem.
Assim, o debate não se coloca entre ensinar ou não ensinar gramática, mas em como ensiná-la. O ensino da gramática, quando orientado por uma concepção interacionista de linguagem, deixa de ser mera reprodução de metalinguagem e passa a constituir um instrumento para ampliar a competência comunicativa dos alunos, permitindo-lhes compreender e atuar de forma crítica nas diferentes situações de uso da língua.
Texto adaptado de TRAVAGLIA, Luiz Carlos. Gramática e interação: uma proposta para o ensino de gramática. 11. ed. São Paulo: Cortez, 2006.