Questões de Concurso Público Câmara de Trindade - GO 2026 para Analista Jurídico - Técnico Jurídico

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Q4431870 Português
Sombra e Aridez: As Múltiplas Dimensões da Desertificação no Semiárido Brasileiro



     O avanço progressivo da desertificação nas regiões áridas, semiáridas e subúmidas secas do Brasil constitui um dos desafios socioambientais mais urgentes da contemporaneidade, exigindo uma compreensão integrada entre a dinâmica climática e a ação humana.

     No cerne do problema, a degradação do solo deriva substancialmente do manejo inadequado e do desmatamento acelerado da Caatinga, bioma de elevada riqueza biogeográfica e adaptado a condições extremas de aridez. A remoção contínua da cobertura vegetal expõe a camada superficial da terra à erosão eólica, solar e pluvial, comprometendo irreversivelmente a capacidade de regeneração ecológica do ecossistema.

     Ademais, as alterações climáticas globais, atestadas em relatórios científicos internacionais, atuam como catalisadoras do fenômeno ao intensificarem a variabilidade temporal e espacial das precipitações. Dados recentes revelam o surgimento inédito de regiões áridas no território nacional, acompanhado da expansão das zonas semiáridas a taxas alarmantes, o que evidencia o agravamento do estresse hídrico em escala regional.

      Cumpre ressaltar que os impactos da desertificação não se restringem ao domínio ecológico, mas se entrelaçam profundamente com as vulnerabilidades sociais historicamente consolidadas no Nordeste. A alta incidência de pobreza, a concentração fundiária e a pressão produtiva sobre recursos limitados potencializam os efeitos das intempéries naturais, retroalimentando um ciclo de degradação ambiental e privação econômica.

     Diante da complexidade do cenário, a ciência contemporânea tem fornecido ferramentas valiosas, como o sensoriamento remoto e os modelos de projeção climática, para o monitoramento rigoroso da vegetação e da disponibilidade hídrica. A aplicação dessas metodologias permite prever com maior exatidão as respostas dos ecossistemas aos aumentos de temperatura e às variações do regime de chuvas, fundamentando o planejamento estratégico.

      No âmbito institucional, a consolidação de políticas públicas estruturadas, como a Política Nacional de Combate à Desertificação e o Programa de Ação Nacional, representa um marco legal indispensável para nortear ações de conservação e restauração. O êxito de tais iniciativas, contudo, depende substancialmente da governança intersetorial e da integração entre esferas governamentais e a sociedade civil organizada.

    Nesse contexto, alternativas orientadas para o desenvolvimento sustentável, com destaque para a bioeconomia adaptada às especificidades ecológicas locais e o incentivo a tecnologias de captação de água, emergem como caminhos viáveis para garantir a segurança hídrica e socioeconômica. O fortalecimento de práticas produtivas eficientes posiciona-se como vetor fundamental para harmonizar o progresso social com a conservação da biodiversidade.

     Em suma, o combate à desertificação no Brasil requer o alinhamento contínuo entre o rigor do conhecimento científico, a efetividade das políticas públicas transversais e o engajamento comunitário na gestão dos recursos naturais. Somente por meio de uma abordagem articulada será possível mitigar as transformações climáticas em curso, restaurar os territórios degradados e assegurar a sustentabilidade das populações vulneráveis no semiárido.

Texto adaptado de MONTENEGRO, Suzana Maria Gico Lima. Desertificação no Brasil: a exploração não planejada dos recursos naturais e as mudanças climáticas acarretam danos irreversíveis ao meio ambiente. Ciência e Cultura, v. 76, n. 1, p. 1- 8, 2024. 
A partir das informações apresentadas no texto, depreende-se adequadamente que a dinâmica da desertificação no semiárido brasileiro
Alternativas
Q4431871 Português
Sombra e Aridez: As Múltiplas Dimensões da Desertificação no Semiárido Brasileiro



     O avanço progressivo da desertificação nas regiões áridas, semiáridas e subúmidas secas do Brasil constitui um dos desafios socioambientais mais urgentes da contemporaneidade, exigindo uma compreensão integrada entre a dinâmica climática e a ação humana.

     No cerne do problema, a degradação do solo deriva substancialmente do manejo inadequado e do desmatamento acelerado da Caatinga, bioma de elevada riqueza biogeográfica e adaptado a condições extremas de aridez. A remoção contínua da cobertura vegetal expõe a camada superficial da terra à erosão eólica, solar e pluvial, comprometendo irreversivelmente a capacidade de regeneração ecológica do ecossistema.

     Ademais, as alterações climáticas globais, atestadas em relatórios científicos internacionais, atuam como catalisadoras do fenômeno ao intensificarem a variabilidade temporal e espacial das precipitações. Dados recentes revelam o surgimento inédito de regiões áridas no território nacional, acompanhado da expansão das zonas semiáridas a taxas alarmantes, o que evidencia o agravamento do estresse hídrico em escala regional.

      Cumpre ressaltar que os impactos da desertificação não se restringem ao domínio ecológico, mas se entrelaçam profundamente com as vulnerabilidades sociais historicamente consolidadas no Nordeste. A alta incidência de pobreza, a concentração fundiária e a pressão produtiva sobre recursos limitados potencializam os efeitos das intempéries naturais, retroalimentando um ciclo de degradação ambiental e privação econômica.

     Diante da complexidade do cenário, a ciência contemporânea tem fornecido ferramentas valiosas, como o sensoriamento remoto e os modelos de projeção climática, para o monitoramento rigoroso da vegetação e da disponibilidade hídrica. A aplicação dessas metodologias permite prever com maior exatidão as respostas dos ecossistemas aos aumentos de temperatura e às variações do regime de chuvas, fundamentando o planejamento estratégico.

      No âmbito institucional, a consolidação de políticas públicas estruturadas, como a Política Nacional de Combate à Desertificação e o Programa de Ação Nacional, representa um marco legal indispensável para nortear ações de conservação e restauração. O êxito de tais iniciativas, contudo, depende substancialmente da governança intersetorial e da integração entre esferas governamentais e a sociedade civil organizada.

    Nesse contexto, alternativas orientadas para o desenvolvimento sustentável, com destaque para a bioeconomia adaptada às especificidades ecológicas locais e o incentivo a tecnologias de captação de água, emergem como caminhos viáveis para garantir a segurança hídrica e socioeconômica. O fortalecimento de práticas produtivas eficientes posiciona-se como vetor fundamental para harmonizar o progresso social com a conservação da biodiversidade.

     Em suma, o combate à desertificação no Brasil requer o alinhamento contínuo entre o rigor do conhecimento científico, a efetividade das políticas públicas transversais e o engajamento comunitário na gestão dos recursos naturais. Somente por meio de uma abordagem articulada será possível mitigar as transformações climáticas em curso, restaurar os territórios degradados e assegurar a sustentabilidade das populações vulneráveis no semiárido.

Texto adaptado de MONTENEGRO, Suzana Maria Gico Lima. Desertificação no Brasil: a exploração não planejada dos recursos naturais e as mudanças climáticas acarretam danos irreversíveis ao meio ambiente. Ciência e Cultura, v. 76, n. 1, p. 1- 8, 2024. 
Considerando a progressão temática, as relações de continuidade e ampliação entre os parágrafos e a função desempenhada por cada segmento na construção da unidade argumentativa, a organização estrutural do texto se caracteriza por
Alternativas
Q4431872 Português
Sombra e Aridez: As Múltiplas Dimensões da Desertificação no Semiárido Brasileiro



     O avanço progressivo da desertificação nas regiões áridas, semiáridas e subúmidas secas do Brasil constitui um dos desafios socioambientais mais urgentes da contemporaneidade, exigindo uma compreensão integrada entre a dinâmica climática e a ação humana.

     No cerne do problema, a degradação do solo deriva substancialmente do manejo inadequado e do desmatamento acelerado da Caatinga, bioma de elevada riqueza biogeográfica e adaptado a condições extremas de aridez. A remoção contínua da cobertura vegetal expõe a camada superficial da terra à erosão eólica, solar e pluvial, comprometendo irreversivelmente a capacidade de regeneração ecológica do ecossistema.

     Ademais, as alterações climáticas globais, atestadas em relatórios científicos internacionais, atuam como catalisadoras do fenômeno ao intensificarem a variabilidade temporal e espacial das precipitações. Dados recentes revelam o surgimento inédito de regiões áridas no território nacional, acompanhado da expansão das zonas semiáridas a taxas alarmantes, o que evidencia o agravamento do estresse hídrico em escala regional.

      Cumpre ressaltar que os impactos da desertificação não se restringem ao domínio ecológico, mas se entrelaçam profundamente com as vulnerabilidades sociais historicamente consolidadas no Nordeste. A alta incidência de pobreza, a concentração fundiária e a pressão produtiva sobre recursos limitados potencializam os efeitos das intempéries naturais, retroalimentando um ciclo de degradação ambiental e privação econômica.

     Diante da complexidade do cenário, a ciência contemporânea tem fornecido ferramentas valiosas, como o sensoriamento remoto e os modelos de projeção climática, para o monitoramento rigoroso da vegetação e da disponibilidade hídrica. A aplicação dessas metodologias permite prever com maior exatidão as respostas dos ecossistemas aos aumentos de temperatura e às variações do regime de chuvas, fundamentando o planejamento estratégico.

      No âmbito institucional, a consolidação de políticas públicas estruturadas, como a Política Nacional de Combate à Desertificação e o Programa de Ação Nacional, representa um marco legal indispensável para nortear ações de conservação e restauração. O êxito de tais iniciativas, contudo, depende substancialmente da governança intersetorial e da integração entre esferas governamentais e a sociedade civil organizada.

    Nesse contexto, alternativas orientadas para o desenvolvimento sustentável, com destaque para a bioeconomia adaptada às especificidades ecológicas locais e o incentivo a tecnologias de captação de água, emergem como caminhos viáveis para garantir a segurança hídrica e socioeconômica. O fortalecimento de práticas produtivas eficientes posiciona-se como vetor fundamental para harmonizar o progresso social com a conservação da biodiversidade.

     Em suma, o combate à desertificação no Brasil requer o alinhamento contínuo entre o rigor do conhecimento científico, a efetividade das políticas públicas transversais e o engajamento comunitário na gestão dos recursos naturais. Somente por meio de uma abordagem articulada será possível mitigar as transformações climáticas em curso, restaurar os territórios degradados e assegurar a sustentabilidade das populações vulneráveis no semiárido.

Texto adaptado de MONTENEGRO, Suzana Maria Gico Lima. Desertificação no Brasil: a exploração não planejada dos recursos naturais e as mudanças climáticas acarretam danos irreversíveis ao meio ambiente. Ciência e Cultura, v. 76, n. 1, p. 1- 8, 2024. 
Considerando a direção da referência, a relação entre os segmentos textuais e a função desempenhada pelas expressões referenciais na manutenção da continuidade temática, identifica-se adequadamente, no sexto parágrafo, que o emprego de tais iniciativas
Alternativas
Q4431873 Português
Sombra e Aridez: As Múltiplas Dimensões da Desertificação no Semiárido Brasileiro



     O avanço progressivo da desertificação nas regiões áridas, semiáridas e subúmidas secas do Brasil constitui um dos desafios socioambientais mais urgentes da contemporaneidade, exigindo uma compreensão integrada entre a dinâmica climática e a ação humana.

     No cerne do problema, a degradação do solo deriva substancialmente do manejo inadequado e do desmatamento acelerado da Caatinga, bioma de elevada riqueza biogeográfica e adaptado a condições extremas de aridez. A remoção contínua da cobertura vegetal expõe a camada superficial da terra à erosão eólica, solar e pluvial, comprometendo irreversivelmente a capacidade de regeneração ecológica do ecossistema.

     Ademais, as alterações climáticas globais, atestadas em relatórios científicos internacionais, atuam como catalisadoras do fenômeno ao intensificarem a variabilidade temporal e espacial das precipitações. Dados recentes revelam o surgimento inédito de regiões áridas no território nacional, acompanhado da expansão das zonas semiáridas a taxas alarmantes, o que evidencia o agravamento do estresse hídrico em escala regional.

      Cumpre ressaltar que os impactos da desertificação não se restringem ao domínio ecológico, mas se entrelaçam profundamente com as vulnerabilidades sociais historicamente consolidadas no Nordeste. A alta incidência de pobreza, a concentração fundiária e a pressão produtiva sobre recursos limitados potencializam os efeitos das intempéries naturais, retroalimentando um ciclo de degradação ambiental e privação econômica.

     Diante da complexidade do cenário, a ciência contemporânea tem fornecido ferramentas valiosas, como o sensoriamento remoto e os modelos de projeção climática, para o monitoramento rigoroso da vegetação e da disponibilidade hídrica. A aplicação dessas metodologias permite prever com maior exatidão as respostas dos ecossistemas aos aumentos de temperatura e às variações do regime de chuvas, fundamentando o planejamento estratégico.

      No âmbito institucional, a consolidação de políticas públicas estruturadas, como a Política Nacional de Combate à Desertificação e o Programa de Ação Nacional, representa um marco legal indispensável para nortear ações de conservação e restauração. O êxito de tais iniciativas, contudo, depende substancialmente da governança intersetorial e da integração entre esferas governamentais e a sociedade civil organizada.

    Nesse contexto, alternativas orientadas para o desenvolvimento sustentável, com destaque para a bioeconomia adaptada às especificidades ecológicas locais e o incentivo a tecnologias de captação de água, emergem como caminhos viáveis para garantir a segurança hídrica e socioeconômica. O fortalecimento de práticas produtivas eficientes posiciona-se como vetor fundamental para harmonizar o progresso social com a conservação da biodiversidade.

     Em suma, o combate à desertificação no Brasil requer o alinhamento contínuo entre o rigor do conhecimento científico, a efetividade das políticas públicas transversais e o engajamento comunitário na gestão dos recursos naturais. Somente por meio de uma abordagem articulada será possível mitigar as transformações climáticas em curso, restaurar os territórios degradados e assegurar a sustentabilidade das populações vulneráveis no semiárido.

Texto adaptado de MONTENEGRO, Suzana Maria Gico Lima. Desertificação no Brasil: a exploração não planejada dos recursos naturais e as mudanças climáticas acarretam danos irreversíveis ao meio ambiente. Ciência e Cultura, v. 76, n. 1, p. 1- 8, 2024. 
Considerando a relação entre o valor lexical de uma unidade linguística e o sentido que ela assume no contexto argumentativo em que ocorre, bem como os efeitos produzidos pela seleção vocabular, a função semântica da expressão "catalisadoras" no terceiro parágrafo consiste em 
Alternativas
Q4431874 Português
Sombra e Aridez: As Múltiplas Dimensões da Desertificação no Semiárido Brasileiro



     O avanço progressivo da desertificação nas regiões áridas, semiáridas e subúmidas secas do Brasil constitui um dos desafios socioambientais mais urgentes da contemporaneidade, exigindo uma compreensão integrada entre a dinâmica climática e a ação humana.

     No cerne do problema, a degradação do solo deriva substancialmente do manejo inadequado e do desmatamento acelerado da Caatinga, bioma de elevada riqueza biogeográfica e adaptado a condições extremas de aridez. A remoção contínua da cobertura vegetal expõe a camada superficial da terra à erosão eólica, solar e pluvial, comprometendo irreversivelmente a capacidade de regeneração ecológica do ecossistema.

     Ademais, as alterações climáticas globais, atestadas em relatórios científicos internacionais, atuam como catalisadoras do fenômeno ao intensificarem a variabilidade temporal e espacial das precipitações. Dados recentes revelam o surgimento inédito de regiões áridas no território nacional, acompanhado da expansão das zonas semiáridas a taxas alarmantes, o que evidencia o agravamento do estresse hídrico em escala regional.

      Cumpre ressaltar que os impactos da desertificação não se restringem ao domínio ecológico, mas se entrelaçam profundamente com as vulnerabilidades sociais historicamente consolidadas no Nordeste. A alta incidência de pobreza, a concentração fundiária e a pressão produtiva sobre recursos limitados potencializam os efeitos das intempéries naturais, retroalimentando um ciclo de degradação ambiental e privação econômica.

     Diante da complexidade do cenário, a ciência contemporânea tem fornecido ferramentas valiosas, como o sensoriamento remoto e os modelos de projeção climática, para o monitoramento rigoroso da vegetação e da disponibilidade hídrica. A aplicação dessas metodologias permite prever com maior exatidão as respostas dos ecossistemas aos aumentos de temperatura e às variações do regime de chuvas, fundamentando o planejamento estratégico.

      No âmbito institucional, a consolidação de políticas públicas estruturadas, como a Política Nacional de Combate à Desertificação e o Programa de Ação Nacional, representa um marco legal indispensável para nortear ações de conservação e restauração. O êxito de tais iniciativas, contudo, depende substancialmente da governança intersetorial e da integração entre esferas governamentais e a sociedade civil organizada.

    Nesse contexto, alternativas orientadas para o desenvolvimento sustentável, com destaque para a bioeconomia adaptada às especificidades ecológicas locais e o incentivo a tecnologias de captação de água, emergem como caminhos viáveis para garantir a segurança hídrica e socioeconômica. O fortalecimento de práticas produtivas eficientes posiciona-se como vetor fundamental para harmonizar o progresso social com a conservação da biodiversidade.

     Em suma, o combate à desertificação no Brasil requer o alinhamento contínuo entre o rigor do conhecimento científico, a efetividade das políticas públicas transversais e o engajamento comunitário na gestão dos recursos naturais. Somente por meio de uma abordagem articulada será possível mitigar as transformações climáticas em curso, restaurar os territórios degradados e assegurar a sustentabilidade das populações vulneráveis no semiárido.

Texto adaptado de MONTENEGRO, Suzana Maria Gico Lima. Desertificação no Brasil: a exploração não planejada dos recursos naturais e as mudanças climáticas acarretam danos irreversíveis ao meio ambiente. Ciência e Cultura, v. 76, n. 1, p. 1- 8, 2024. 
Considerando a estrutura argumental do verbo, as funções sintáticas dos constituintes e as relações lógico-semânticas entre as orações, assinale a alternativa em que a reescrita do período “A remoção contínua da cobertura vegetal expõe a camada superficial da terra à erosão eólica, solar e pluvial, comprometendo irreversivelmente a capacidade de regeneração ecológica do ecossistema” preserva o conteúdo proposicional fundamental e mantém a adequação à norma-padrão da língua portuguesa.
Alternativas
Q4431875 Português
Sombra e Aridez: As Múltiplas Dimensões da Desertificação no Semiárido Brasileiro



     O avanço progressivo da desertificação nas regiões áridas, semiáridas e subúmidas secas do Brasil constitui um dos desafios socioambientais mais urgentes da contemporaneidade, exigindo uma compreensão integrada entre a dinâmica climática e a ação humana.

     No cerne do problema, a degradação do solo deriva substancialmente do manejo inadequado e do desmatamento acelerado da Caatinga, bioma de elevada riqueza biogeográfica e adaptado a condições extremas de aridez. A remoção contínua da cobertura vegetal expõe a camada superficial da terra à erosão eólica, solar e pluvial, comprometendo irreversivelmente a capacidade de regeneração ecológica do ecossistema.

     Ademais, as alterações climáticas globais, atestadas em relatórios científicos internacionais, atuam como catalisadoras do fenômeno ao intensificarem a variabilidade temporal e espacial das precipitações. Dados recentes revelam o surgimento inédito de regiões áridas no território nacional, acompanhado da expansão das zonas semiáridas a taxas alarmantes, o que evidencia o agravamento do estresse hídrico em escala regional.

      Cumpre ressaltar que os impactos da desertificação não se restringem ao domínio ecológico, mas se entrelaçam profundamente com as vulnerabilidades sociais historicamente consolidadas no Nordeste. A alta incidência de pobreza, a concentração fundiária e a pressão produtiva sobre recursos limitados potencializam os efeitos das intempéries naturais, retroalimentando um ciclo de degradação ambiental e privação econômica.

     Diante da complexidade do cenário, a ciência contemporânea tem fornecido ferramentas valiosas, como o sensoriamento remoto e os modelos de projeção climática, para o monitoramento rigoroso da vegetação e da disponibilidade hídrica. A aplicação dessas metodologias permite prever com maior exatidão as respostas dos ecossistemas aos aumentos de temperatura e às variações do regime de chuvas, fundamentando o planejamento estratégico.

      No âmbito institucional, a consolidação de políticas públicas estruturadas, como a Política Nacional de Combate à Desertificação e o Programa de Ação Nacional, representa um marco legal indispensável para nortear ações de conservação e restauração. O êxito de tais iniciativas, contudo, depende substancialmente da governança intersetorial e da integração entre esferas governamentais e a sociedade civil organizada.

    Nesse contexto, alternativas orientadas para o desenvolvimento sustentável, com destaque para a bioeconomia adaptada às especificidades ecológicas locais e o incentivo a tecnologias de captação de água, emergem como caminhos viáveis para garantir a segurança hídrica e socioeconômica. O fortalecimento de práticas produtivas eficientes posiciona-se como vetor fundamental para harmonizar o progresso social com a conservação da biodiversidade.

     Em suma, o combate à desertificação no Brasil requer o alinhamento contínuo entre o rigor do conhecimento científico, a efetividade das políticas públicas transversais e o engajamento comunitário na gestão dos recursos naturais. Somente por meio de uma abordagem articulada será possível mitigar as transformações climáticas em curso, restaurar os territórios degradados e assegurar a sustentabilidade das populações vulneráveis no semiárido.

Texto adaptado de MONTENEGRO, Suzana Maria Gico Lima. Desertificação no Brasil: a exploração não planejada dos recursos naturais e as mudanças climáticas acarretam danos irreversíveis ao meio ambiente. Ciência e Cultura, v. 76, n. 1, p. 1- 8, 2024. 
Considerando a hierarquia dos constituintes sintáticos, as relações estabelecidas entre os segmentos que integram o período, a identificação do núcleo do sujeito, a natureza do segmento intercalado e a articulação entre regência e subordinação, marque a opção que apresenta análise integralmente compatível com a organização sintática e com os sentidos construídos no trecho.
"No âmbito institucional, a consolidação de políticas públicas estruturadas, como a Política Nacional de Combate à Desertificação e o Programa de Ação Nacional, representa um marco legal indispensável para nortear ações de conservação e restauração."
Alternativas
Q4431876 Redação Oficial
Leia o texto a seguir:
A redação de atos normativos deve buscar clareza, precisão e ordem lógica. A clareza possibilita a compreensão imediata do conteúdo por quem lê o texto, enquanto a precisão permite evidenciar seu objetivo, conteúdo e alcance. Para alcançar esses atributos, recomenda-se empregar palavras e expressões em seu sentido comum, utilizar frases curtas e concisas e construir as orações preferencialmente na ordem direta. Também se recomenda evitar preciosismos, neologismos e adjetivações dispensáveis, bem como manter a uniformidade do tempo verbal. A precisão exige, ainda, que a linguagem seja articulada de maneira adequada à finalidade do ato e que ideias repetidas sejam expressas pelas mesmas palavras, evitando ambiguidades e oscilações terminológicas.
AGÊNCIA NACIONAL DE TRANSPORTES AQUAVIÁRIOS. Manual de Atos Normativos. Brasília: ANTAQ, 2024.


Considerando a relação entre as formas linguísticas empregadas e o posicionamento enunciativo projetado sobre as condutas prescritas para o enfrentamento da desertificação, a caracterização adequada do funcionamento discursivo das construções modalizadoras que orientam as ações dos agentes públicos e sociais ocorre quando 
Alternativas
Q4431877 Português
Considerando as regras de acentuação gráfica estabelecidas pelo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa e a necessidade de distinguir, na análise normativa, fenômenos prosódicos que apresentam consequências ortográficas distintas, assinale a alternativa em que a relação entre a forma gráfica, a estrutura prosódica e a regra de acentuação dos vocábulos destacados está integralmente adequada à norma-padrão.
Alternativas
Q4431878 Português
     No âmbito administrativo, as consultas sobre questões jurídicas devem ser examinadas com fundamento na legislação aplicável e nos precedentes administrativos pertinentes. Antes de responder às demandas encaminhadas pelos setores competentes, o analista deverá ter verificado os documentos que instruem cada expediente e deverá ter confrontado as informações apresentadas com as normas vigentes. Quando houver divergências relevantes, será necessário que os elementos disponíveis tenham sido cuidadosamente examinados, para que a orientação a ser apresentada não resulte de interpretação isolada de determinado dispositivo. Nos casos em que a matéria estiver sendo discutida em diferentes unidades administrativas, a equipe responsável deverá ter considerado os entendimentos anteriormente firmados. Somente depois de concluída essa análise poderá ser emitida resposta fundamentada, indicando os procedimentos que deverão ser adotados pelo órgão consulente. Caso novos elementos venham a ser apresentados posteriormente, a orientação já emitida poderá ser revista, desde que tenham sido identificadas circunstâncias capazes de modificar a conclusão anteriormente alcançada.


ALMEIDA JUNIOR, A. T. Texto sobre consultas administrativas e questões jurídicas. Fortaleza, 2026. Texto elaborado para fins didático-avaliativos.
Considerando os mecanismos de flexão nominal e verbal presentes nas construções destacadas, assinale a alternativa que apresenta análise integralmente compatível com a norma-padrão da língua portuguesa.
Alternativas
Q4431879 Português
     No âmbito administrativo, as consultas sobre questões jurídicas devem ser examinadas com fundamento na legislação aplicável e nos precedentes administrativos pertinentes. Antes de responder às demandas encaminhadas pelos setores competentes, o analista deverá ter verificado os documentos que instruem cada expediente e deverá ter confrontado as informações apresentadas com as normas vigentes. Quando houver divergências relevantes, será necessário que os elementos disponíveis tenham sido cuidadosamente examinados, para que a orientação a ser apresentada não resulte de interpretação isolada de determinado dispositivo. Nos casos em que a matéria estiver sendo discutida em diferentes unidades administrativas, a equipe responsável deverá ter considerado os entendimentos anteriormente firmados. Somente depois de concluída essa análise poderá ser emitida resposta fundamentada, indicando os procedimentos que deverão ser adotados pelo órgão consulente. Caso novos elementos venham a ser apresentados posteriormente, a orientação já emitida poderá ser revista, desde que tenham sido identificadas circunstâncias capazes de modificar a conclusão anteriormente alcançada.


ALMEIDA JUNIOR, A. T. Texto sobre consultas administrativas e questões jurídicas. Fortaleza, 2026. Texto elaborado para fins didático-avaliativos.
Considerando a estrutura sintática dos períodos simples e compostos, a articulação entre orações desenvolvidas e reduzidas, a classificação e a função sintática dos pronomes e as relações estabelecidas entre antecedente e oração subordinada, assinale a alternativa que apresenta análise integralmente compatível com a norma-padrão e com a organização sintático-semântica do texto.
Alternativas
Q4431880 Raciocínio Lógico
Em uma gaveta só podem existir meias azuis ou vermelhas. Sabe-se que a gaveta não está vazia e que não é verdade que "todas as meias da gaveta são azuis".
Então, é correto concluir que:
Alternativas
Q4431881 Raciocínio Lógico
Considere as afirmações verdadeiras:
I. Se o alarme dispara, então o segurança é acionado. II. Se o segurança não é acionado, então o prédio permanece aberto. III. Se o segurança é acionado, então o prédio é evacuado. IV. O prédio não foi evacuado.
A partir dessas afirmações, é correto concluir que o:
Alternativas
Q4431882 Raciocínio Lógico
Observe o tabuleiro de xadrez apresentado na figura. Cada casa é identificada por uma letra e um número. A torre, seguindo as regras do xadrez, movimenta-se apenas na horizontal ou na vertical.
Uma torre parte da casa A1 e realiza a seguinte sequência de movimentos:


Imagem associada para resolução da questão



Considerando o padrão da sequência, a próxima posição da torre será:
Alternativas
Q4431883 Raciocínio Lógico
Considere verdadeiras as seguintes afirmações:
• Mariana é mãe de Lucas. • Helena é irmã de Mariana, sendo ambas filhas dos mesmos pais. • Joana e Lucas têm uma única filha juntos, chamada  Ana. • Pedro é pai de Carla e marido de Helena. • João é pai de Helena.

A partir dessas informações, assinale a alternativa que apresenta  uma conclusão necessariamente verdadeira.
Alternativas
Q4431884 Raciocínio Lógico
Em um órgão do Poder Legislativo, foi realizado um levantamento sobre a participação dos servidores em três comissões permanentes: Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Comissão de Licitações (CL) e Comissão de Ética (CE). Os resultados obtidos foram os seguintes: 


Imagem associada para resolução da questão



Com base nessas informações, a quantidade de servidores que participam exclusivamente da CCJ, da CL e da CE, respectivamente, é:
Alternativas
Q4431885 Matemática
Uma empresa reajustou o preço de determinado equipamento em 20%. Após o reajuste, concedeu um desconto de 15% sobre o novo preço. Em seguida, para uma condição especial de pagamento, foi aplicado um novo desconto de 10% sobre o valor já descontado. Sabendo que o preço final do equipamento ficou R$ 18.360,00, o preço original do equipamento era:
Alternativas
Q4431886 Matemática
Durante a reforma do plenário de uma Assembleia Legislativa, foi produzida uma maquete na escala 1:250. Nela, a altura do edifício é 20 cm menor que a altura de uma torre representada ao lado. Sabe-se que, na construção real, a torre possui 95 m de altura.
A altura real do edifício é:
Alternativas
Q4431887 Matemática
A Assessoria de Comunicação de uma Assembleia Legislativa dispõe de um banco de imagens contendo 6 fotografias de sessões plenárias e 5 fotografias de audiências públicas. Para a elaboração de um relatório institucional, deverão ser selecionadas 3 fotografias de sessões plenárias e 2 fotografias de audiências públicas.
Sabe-se que, entre as fotografias de sessões plenárias, 2 registram a sessão solene de posse e pelo menos uma delas deve ser escolhida.
O número de maneiras distintas de realizar essa seleção é:
Alternativas
Q4431888 Matemática
Em uma viagem, um carro percorre determinado trajeto mantendo velocidade constante de 80 km/h e leva 3 horas e 30 minutos para completar o percurso. Se, em outra viagem, o mesmo trajeto for realizado a uma velocidade constante de 100 km/h, o tempo necessário para completar o percurso será de:
Alternativas
Q4431889 Matemática
Uma escola registrou o consumo de água durante cinco dias de uma determinada semana, conforme apresentado na tabela a seguir.


Imagem associada para resolução da questão


Com base nos dados apresentados, o consumo de água na sextafeira, em relação ao consumo de segunda-feira, foi:
Alternativas
Respostas
1: A
2: B
3: E
4: D
5: E
6: B
7: E
8: D
9: E
10: C
11: B
12: B
13: E
14: E
15: D
16: A
17: B
18: B
19: C
20: A