Questões de Concurso Público EBSERH 2016 para Enfermeiro - Saúde do Trabalhador (HUAP-UFF)
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Sobre a classificação dos agentes químicos, quanto aos efeitos no organismo, leia as afirmativas a seguir e assinale a alternativa correta.
I. Asfixiantes: capazes de impedir a chegada do oxigênio aos tecidos sem interferir no mecanismo de ventilação.
II. Anestésicos e narcóticos: apresentam ação depressora do sistema nervoso central.
III. Pneumoconióticos: promovem reações alérgicas.
IV. Sistêmicos: compostos químicos que, independente da via de entrada, acometem apenas o fígado, ou seja, são hepatotóxicos
Sobre Toxicocinética, analise as afirmativas abaixo, dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F) e assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
( ) A fase da absorção consiste na passagem do agente tóxico através das membranas biológicas, alcançando a corrente sanguínea.
( ) Na fase da absorção, o transporte das substâncias químicas ocorre somente por difusão simples ou passiva.
( ) Na fase da distribuição, o único local que acumula agente tóxico é a proteína plasmática.
( ) Conforme o tipo de agente tóxico absorvido, ele pode ser eliminado inalterado ou como produtos de biotransformação.
a coisa mais fina do mundo.
Não é.
A coisa mais fina do mundo é o sentimento.
Aquele dia de noite, o pai fazendo serão,
ela falou comigo:
“Coitado, até essa hora no serviço pesado”.
Arrumou pão e café, deixou tacho no fogo com água quente.
Não me falou em amor.
Essa palavra de luxo.
(Adélia Prado)
Texto II
Carnaval de trazer por casa
Quinze dias antes já os olhos se colavam aos pés, com medo de uma queda que acabasse com o Carnaval. Subíamos e descíamos as escadas, como quem pisa algodão. [...] Nós éramos todas meninas. Tínhamos a idade que julgávamos ser eterna. Sonhávamos com os cinco dias mais prometidos do ano. A folia começava sexta-feira e só terminava terça quando as estrelas iam muito altas. Havia o cheiro das bombinhas que tinham um odor aproximado ao dos ovos podres e que se misturava com o pó do baile que se colava aos lábios. Que se ressentiam vermelhos de dor. Havia o cantor esganiçado em palco a tentar a afinação, que quase nunca conseguia: [...] Depois os bombos saíam à rua, noite fora, dia adentro. [...] E na noite que transformava o frio do inverno no calor do Carnaval, eu tinha a certeza de que aquele som dos bombos fazia parte do meu código genético. E que o Carnaval ia estar sempre presente nas ruas estreitas da minha aldeia, assim, igual a si próprio, com os carros de bois a chiar pelas ruas, homens vestidos de mulheres com pernas cheias de pelos, mulheres vestidas de bebês, o meu pai vestido de François Mitterrand e eu com a certeza de que o mundo estava todo certo naqueles cinco dias, na minha aldeia.
O outro, o que via nas televisões, não era meu.
(FREITAS, Eduarda. Revista Carta Capital. Disponível em: http:// www.cartacapital.com.br/sociedade/carnaval-de-trazer-porcasa/?autor=40. Acesso em set. 2016.)