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Questões de Concurso Público Prefeitura de Montividiu do Norte - GO 2021 para Assistente Social

Foram encontradas 40 questões

Q4242544 Não definido
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Pós virtual deve tornar relativo o valor de cursos tradicionais

Vinicius Torres Freire - Colunista da Folha 28 jan.2018 às 2h00


   Quem faz mestrado ou doutorado acaba por ganhar mais do que um graduado no ensino superior na média, ésempre bom lembrar. Mas a anunciada revolução da automação, da inteligência artificial e da robótica dá o que pensar: agora é o caso de se especializar no quê? Para complicar, a tecnologia modifica os ritmos e as necessidades deespecialização. Cursos virtuais, de duração variada e outros tipos de formação devem tornar relativo ou talvez logoobsoleto o valor de uma pós-graduação. Diante da incerteza, ficar paralisado de ansiedade não é obviamente uma saída.

   O ajuste de economia e sociedade a uma revolução tecnológica pode ser lento e doloroso. Pode haver desemprego crônico para muitas categorias de trabalhadores, como aconteceu na "era das revoluções" na Europa; podecair a participação dos salários na renda nacional, em favor do capital. Não está nem de longe certo, porém, que o cenárioserá de catástrofe. Enfim, do ponto de vista individual, é possível navegar no meio da tormenta.

  A automação vai criar novos tipos de tarefas, como ocorre desde o século 18. Pode criar oportunidades para quemfaz a comunicação ("interface") dos serviços automatizados com o restante do público (além de emprego para criadores egerentes dessas tecnologias, claro).

  As manufaturas serão ainda mais mecanizadas, como tem acontecido faz quase 250 anos. Organização deinformação, logística e estoques, contabilidade, serviços financeiros básicos, tradução, reconhecimento de padrões, previsões estatísticas elementares, construção civil e diagnósticos legais e médicos estão sendo automatizados. Mas alguém terá de "treinar" esses sistemas artificiais, comunicar seus resultados a pessoas, cuidar de seus efeitos humanos eéticos, consertar e aperfeiçoar máquinas ou criar novos usos para robôs virtuais ou mecânicos, como contam DaronAcemoglu e Pascual Restrepo em artigo sobre como pensar a revolução econômica ("Artificial Intelligence, Automation andWork", 2018, na internet).

  Devem surgir mais atividades a exigir raciocínio complexo, decisão em situações ambivalentes, comparações, solução abstrata de problemas, negociação, mediação. Ou em serviços que envolvam atividade física, empatia ecomunicação, como em entretenimento ou cuidados especializados de educação. E daí? É possível tirar alguma conclusãopara a pós-graduação que se pretende fazer no ano que vem? Difícil, claro. Mas a própria automatização mostra caminhos.

  O treinamento quantitativo (matemática, em português claro) pode ajudar a navegar nesse novo universo, mesmoque você jamais venha a ser engenheiro, programador, matemático ou analista de big data. Vai fazer diferença ter conhecimento técnico de sistemas de computação, de máquinas inteligentes e de tratamento de dados, o bastante aomenos para gerenciá-los ou pensar suas potencialidades nos negócios. Esse treinamento permite que se faça a ponteentre o mundo ultratécnico e outras atividades humanas e profissionais. Além do mais, melhor ter uma formação quefacilite novos aprendizados adiante. Uma base quantitativa pode ser relevante.

   Aprender a trabalhar com o que está bem fora do núcleo da revolução técnica é uma alternativa. Isto é, dedicar-seàquelas atividades como serviços que envolvam simultaneamente presença física, empatia e comunicação, diga-se outravez. O que está fadado ao fim ou a pagar pouco é a atividade mecânica, rotineira, padronizada.

  O mero fato de se dedicar a uma pós-graduação "sinaliza", como dizem os economistas, a capacidade de seesforçar. Mas esse efeito talvez entre em declínio. Mais importante, talvez, seja: a) estudar aquilo que lhe dê fundamentos sólidos para aprender mais, mais tarde; b) preparar-se para o trabalho fora do núcleo tecnológico da revolução, ou: c) mergulhar no olho do furacão e se tornar um especialista da área.


FREIRE,V.T. Pós virtual deve tornar relativo o valor de cursos tradicionais.  Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2018/01/1953329-o-que-se-ganha-com-uma-pos.shtml>. Acesso em: 04 nov. 2019
Que trecho melhor expressa a tese defendida pelo autor?
Alternativas
Q4242545 Não definido
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Pós virtual deve tornar relativo o valor de cursos tradicionais

Vinicius Torres Freire - Colunista da Folha 28 jan.2018 às 2h00


   Quem faz mestrado ou doutorado acaba por ganhar mais do que um graduado no ensino superior na média, ésempre bom lembrar. Mas a anunciada revolução da automação, da inteligência artificial e da robótica dá o que pensar: agora é o caso de se especializar no quê? Para complicar, a tecnologia modifica os ritmos e as necessidades deespecialização. Cursos virtuais, de duração variada e outros tipos de formação devem tornar relativo ou talvez logoobsoleto o valor de uma pós-graduação. Diante da incerteza, ficar paralisado de ansiedade não é obviamente uma saída.

   O ajuste de economia e sociedade a uma revolução tecnológica pode ser lento e doloroso. Pode haver desemprego crônico para muitas categorias de trabalhadores, como aconteceu na "era das revoluções" na Europa; podecair a participação dos salários na renda nacional, em favor do capital. Não está nem de longe certo, porém, que o cenárioserá de catástrofe. Enfim, do ponto de vista individual, é possível navegar no meio da tormenta.

  A automação vai criar novos tipos de tarefas, como ocorre desde o século 18. Pode criar oportunidades para quemfaz a comunicação ("interface") dos serviços automatizados com o restante do público (além de emprego para criadores egerentes dessas tecnologias, claro).

  As manufaturas serão ainda mais mecanizadas, como tem acontecido faz quase 250 anos. Organização deinformação, logística e estoques, contabilidade, serviços financeiros básicos, tradução, reconhecimento de padrões, previsões estatísticas elementares, construção civil e diagnósticos legais e médicos estão sendo automatizados. Mas alguém terá de "treinar" esses sistemas artificiais, comunicar seus resultados a pessoas, cuidar de seus efeitos humanos eéticos, consertar e aperfeiçoar máquinas ou criar novos usos para robôs virtuais ou mecânicos, como contam DaronAcemoglu e Pascual Restrepo em artigo sobre como pensar a revolução econômica ("Artificial Intelligence, Automation andWork", 2018, na internet).

  Devem surgir mais atividades a exigir raciocínio complexo, decisão em situações ambivalentes, comparações, solução abstrata de problemas, negociação, mediação. Ou em serviços que envolvam atividade física, empatia ecomunicação, como em entretenimento ou cuidados especializados de educação. E daí? É possível tirar alguma conclusãopara a pós-graduação que se pretende fazer no ano que vem? Difícil, claro. Mas a própria automatização mostra caminhos.

  O treinamento quantitativo (matemática, em português claro) pode ajudar a navegar nesse novo universo, mesmoque você jamais venha a ser engenheiro, programador, matemático ou analista de big data. Vai fazer diferença ter conhecimento técnico de sistemas de computação, de máquinas inteligentes e de tratamento de dados, o bastante aomenos para gerenciá-los ou pensar suas potencialidades nos negócios. Esse treinamento permite que se faça a ponteentre o mundo ultratécnico e outras atividades humanas e profissionais. Além do mais, melhor ter uma formação quefacilite novos aprendizados adiante. Uma base quantitativa pode ser relevante.

   Aprender a trabalhar com o que está bem fora do núcleo da revolução técnica é uma alternativa. Isto é, dedicar-seàquelas atividades como serviços que envolvam simultaneamente presença física, empatia e comunicação, diga-se outravez. O que está fadado ao fim ou a pagar pouco é a atividade mecânica, rotineira, padronizada.

  O mero fato de se dedicar a uma pós-graduação "sinaliza", como dizem os economistas, a capacidade de seesforçar. Mas esse efeito talvez entre em declínio. Mais importante, talvez, seja: a) estudar aquilo que lhe dê fundamentos sólidos para aprender mais, mais tarde; b) preparar-se para o trabalho fora do núcleo tecnológico da revolução, ou: c) mergulhar no olho do furacão e se tornar um especialista da área.


FREIRE,V.T. Pós virtual deve tornar relativo o valor de cursos tradicionais.  Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2018/01/1953329-o-que-se-ganha-com-uma-pos.shtml>. Acesso em: 04 nov. 2019
O principal recurso utilizado pelo autor para defender sua tese é o/a:
Alternativas
Q4242546 Não definido
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Pós virtual deve tornar relativo o valor de cursos tradicionais

Vinicius Torres Freire - Colunista da Folha 28 jan.2018 às 2h00


   Quem faz mestrado ou doutorado acaba por ganhar mais do que um graduado no ensino superior na média, ésempre bom lembrar. Mas a anunciada revolução da automação, da inteligência artificial e da robótica dá o que pensar: agora é o caso de se especializar no quê? Para complicar, a tecnologia modifica os ritmos e as necessidades deespecialização. Cursos virtuais, de duração variada e outros tipos de formação devem tornar relativo ou talvez logoobsoleto o valor de uma pós-graduação. Diante da incerteza, ficar paralisado de ansiedade não é obviamente uma saída.

   O ajuste de economia e sociedade a uma revolução tecnológica pode ser lento e doloroso. Pode haver desemprego crônico para muitas categorias de trabalhadores, como aconteceu na "era das revoluções" na Europa; podecair a participação dos salários na renda nacional, em favor do capital. Não está nem de longe certo, porém, que o cenárioserá de catástrofe. Enfim, do ponto de vista individual, é possível navegar no meio da tormenta.

  A automação vai criar novos tipos de tarefas, como ocorre desde o século 18. Pode criar oportunidades para quemfaz a comunicação ("interface") dos serviços automatizados com o restante do público (além de emprego para criadores egerentes dessas tecnologias, claro).

  As manufaturas serão ainda mais mecanizadas, como tem acontecido faz quase 250 anos. Organização deinformação, logística e estoques, contabilidade, serviços financeiros básicos, tradução, reconhecimento de padrões, previsões estatísticas elementares, construção civil e diagnósticos legais e médicos estão sendo automatizados. Mas alguém terá de "treinar" esses sistemas artificiais, comunicar seus resultados a pessoas, cuidar de seus efeitos humanos eéticos, consertar e aperfeiçoar máquinas ou criar novos usos para robôs virtuais ou mecânicos, como contam DaronAcemoglu e Pascual Restrepo em artigo sobre como pensar a revolução econômica ("Artificial Intelligence, Automation andWork", 2018, na internet).

  Devem surgir mais atividades a exigir raciocínio complexo, decisão em situações ambivalentes, comparações, solução abstrata de problemas, negociação, mediação. Ou em serviços que envolvam atividade física, empatia ecomunicação, como em entretenimento ou cuidados especializados de educação. E daí? É possível tirar alguma conclusãopara a pós-graduação que se pretende fazer no ano que vem? Difícil, claro. Mas a própria automatização mostra caminhos.

  O treinamento quantitativo (matemática, em português claro) pode ajudar a navegar nesse novo universo, mesmoque você jamais venha a ser engenheiro, programador, matemático ou analista de big data. Vai fazer diferença ter conhecimento técnico de sistemas de computação, de máquinas inteligentes e de tratamento de dados, o bastante aomenos para gerenciá-los ou pensar suas potencialidades nos negócios. Esse treinamento permite que se faça a ponteentre o mundo ultratécnico e outras atividades humanas e profissionais. Além do mais, melhor ter uma formação quefacilite novos aprendizados adiante. Uma base quantitativa pode ser relevante.

   Aprender a trabalhar com o que está bem fora do núcleo da revolução técnica é uma alternativa. Isto é, dedicar-seàquelas atividades como serviços que envolvam simultaneamente presença física, empatia e comunicação, diga-se outravez. O que está fadado ao fim ou a pagar pouco é a atividade mecânica, rotineira, padronizada.

  O mero fato de se dedicar a uma pós-graduação "sinaliza", como dizem os economistas, a capacidade de seesforçar. Mas esse efeito talvez entre em declínio. Mais importante, talvez, seja: a) estudar aquilo que lhe dê fundamentos sólidos para aprender mais, mais tarde; b) preparar-se para o trabalho fora do núcleo tecnológico da revolução, ou: c) mergulhar no olho do furacão e se tornar um especialista da área.


FREIRE,V.T. Pós virtual deve tornar relativo o valor de cursos tradicionais.  Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2018/01/1953329-o-que-se-ganha-com-uma-pos.shtml>. Acesso em: 04 nov. 2019
O uso do marcador discursivo “enfim”, no 2º parágrafo do texto, objetiva:
Alternativas
Q4242547 Não definido
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Pós virtual deve tornar relativo o valor de cursos tradicionais

Vinicius Torres Freire - Colunista da Folha 28 jan.2018 às 2h00


   Quem faz mestrado ou doutorado acaba por ganhar mais do que um graduado no ensino superior na média, ésempre bom lembrar. Mas a anunciada revolução da automação, da inteligência artificial e da robótica dá o que pensar: agora é o caso de se especializar no quê? Para complicar, a tecnologia modifica os ritmos e as necessidades deespecialização. Cursos virtuais, de duração variada e outros tipos de formação devem tornar relativo ou talvez logoobsoleto o valor de uma pós-graduação. Diante da incerteza, ficar paralisado de ansiedade não é obviamente uma saída.

   O ajuste de economia e sociedade a uma revolução tecnológica pode ser lento e doloroso. Pode haver desemprego crônico para muitas categorias de trabalhadores, como aconteceu na "era das revoluções" na Europa; podecair a participação dos salários na renda nacional, em favor do capital. Não está nem de longe certo, porém, que o cenárioserá de catástrofe. Enfim, do ponto de vista individual, é possível navegar no meio da tormenta.

  A automação vai criar novos tipos de tarefas, como ocorre desde o século 18. Pode criar oportunidades para quemfaz a comunicação ("interface") dos serviços automatizados com o restante do público (além de emprego para criadores egerentes dessas tecnologias, claro).

  As manufaturas serão ainda mais mecanizadas, como tem acontecido faz quase 250 anos. Organização deinformação, logística e estoques, contabilidade, serviços financeiros básicos, tradução, reconhecimento de padrões, previsões estatísticas elementares, construção civil e diagnósticos legais e médicos estão sendo automatizados. Mas alguém terá de "treinar" esses sistemas artificiais, comunicar seus resultados a pessoas, cuidar de seus efeitos humanos eéticos, consertar e aperfeiçoar máquinas ou criar novos usos para robôs virtuais ou mecânicos, como contam DaronAcemoglu e Pascual Restrepo em artigo sobre como pensar a revolução econômica ("Artificial Intelligence, Automation andWork", 2018, na internet).

  Devem surgir mais atividades a exigir raciocínio complexo, decisão em situações ambivalentes, comparações, solução abstrata de problemas, negociação, mediação. Ou em serviços que envolvam atividade física, empatia ecomunicação, como em entretenimento ou cuidados especializados de educação. E daí? É possível tirar alguma conclusãopara a pós-graduação que se pretende fazer no ano que vem? Difícil, claro. Mas a própria automatização mostra caminhos.

  O treinamento quantitativo (matemática, em português claro) pode ajudar a navegar nesse novo universo, mesmoque você jamais venha a ser engenheiro, programador, matemático ou analista de big data. Vai fazer diferença ter conhecimento técnico de sistemas de computação, de máquinas inteligentes e de tratamento de dados, o bastante aomenos para gerenciá-los ou pensar suas potencialidades nos negócios. Esse treinamento permite que se faça a ponteentre o mundo ultratécnico e outras atividades humanas e profissionais. Além do mais, melhor ter uma formação quefacilite novos aprendizados adiante. Uma base quantitativa pode ser relevante.

   Aprender a trabalhar com o que está bem fora do núcleo da revolução técnica é uma alternativa. Isto é, dedicar-seàquelas atividades como serviços que envolvam simultaneamente presença física, empatia e comunicação, diga-se outravez. O que está fadado ao fim ou a pagar pouco é a atividade mecânica, rotineira, padronizada.

  O mero fato de se dedicar a uma pós-graduação "sinaliza", como dizem os economistas, a capacidade de seesforçar. Mas esse efeito talvez entre em declínio. Mais importante, talvez, seja: a) estudar aquilo que lhe dê fundamentos sólidos para aprender mais, mais tarde; b) preparar-se para o trabalho fora do núcleo tecnológico da revolução, ou: c) mergulhar no olho do furacão e se tornar um especialista da área.


FREIRE,V.T. Pós virtual deve tornar relativo o valor de cursos tradicionais.  Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2018/01/1953329-o-que-se-ganha-com-uma-pos.shtml>. Acesso em: 04 nov. 2019
A necessidade de se preparar para trabalhar em um cenário de transformações tecnológicas é reforçada pelo argumentosobre:
Alternativas
Q4242548 Não definido
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Pós virtual deve tornar relativo o valor de cursos tradicionais

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   Quem faz mestrado ou doutorado acaba por ganhar mais do que um graduado no ensino superior na média, ésempre bom lembrar. Mas a anunciada revolução da automação, da inteligência artificial e da robótica dá o que pensar: agora é o caso de se especializar no quê? Para complicar, a tecnologia modifica os ritmos e as necessidades deespecialização. Cursos virtuais, de duração variada e outros tipos de formação devem tornar relativo ou talvez logoobsoleto o valor de uma pós-graduação. Diante da incerteza, ficar paralisado de ansiedade não é obviamente uma saída.

   O ajuste de economia e sociedade a uma revolução tecnológica pode ser lento e doloroso. Pode haver desemprego crônico para muitas categorias de trabalhadores, como aconteceu na "era das revoluções" na Europa; podecair a participação dos salários na renda nacional, em favor do capital. Não está nem de longe certo, porém, que o cenárioserá de catástrofe. Enfim, do ponto de vista individual, é possível navegar no meio da tormenta.

  A automação vai criar novos tipos de tarefas, como ocorre desde o século 18. Pode criar oportunidades para quemfaz a comunicação ("interface") dos serviços automatizados com o restante do público (além de emprego para criadores egerentes dessas tecnologias, claro).

  As manufaturas serão ainda mais mecanizadas, como tem acontecido faz quase 250 anos. Organização deinformação, logística e estoques, contabilidade, serviços financeiros básicos, tradução, reconhecimento de padrões, previsões estatísticas elementares, construção civil e diagnósticos legais e médicos estão sendo automatizados. Mas alguém terá de "treinar" esses sistemas artificiais, comunicar seus resultados a pessoas, cuidar de seus efeitos humanos eéticos, consertar e aperfeiçoar máquinas ou criar novos usos para robôs virtuais ou mecânicos, como contam DaronAcemoglu e Pascual Restrepo em artigo sobre como pensar a revolução econômica ("Artificial Intelligence, Automation andWork", 2018, na internet).

  Devem surgir mais atividades a exigir raciocínio complexo, decisão em situações ambivalentes, comparações, solução abstrata de problemas, negociação, mediação. Ou em serviços que envolvam atividade física, empatia ecomunicação, como em entretenimento ou cuidados especializados de educação. E daí? É possível tirar alguma conclusãopara a pós-graduação que se pretende fazer no ano que vem? Difícil, claro. Mas a própria automatização mostra caminhos.

  O treinamento quantitativo (matemática, em português claro) pode ajudar a navegar nesse novo universo, mesmoque você jamais venha a ser engenheiro, programador, matemático ou analista de big data. Vai fazer diferença ter conhecimento técnico de sistemas de computação, de máquinas inteligentes e de tratamento de dados, o bastante aomenos para gerenciá-los ou pensar suas potencialidades nos negócios. Esse treinamento permite que se faça a ponteentre o mundo ultratécnico e outras atividades humanas e profissionais. Além do mais, melhor ter uma formação quefacilite novos aprendizados adiante. Uma base quantitativa pode ser relevante.

   Aprender a trabalhar com o que está bem fora do núcleo da revolução técnica é uma alternativa. Isto é, dedicar-seàquelas atividades como serviços que envolvam simultaneamente presença física, empatia e comunicação, diga-se outravez. O que está fadado ao fim ou a pagar pouco é a atividade mecânica, rotineira, padronizada.

  O mero fato de se dedicar a uma pós-graduação "sinaliza", como dizem os economistas, a capacidade de seesforçar. Mas esse efeito talvez entre em declínio. Mais importante, talvez, seja: a) estudar aquilo que lhe dê fundamentos sólidos para aprender mais, mais tarde; b) preparar-se para o trabalho fora do núcleo tecnológico da revolução, ou: c) mergulhar no olho do furacão e se tornar um especialista da área.


FREIRE,V.T. Pós virtual deve tornar relativo o valor de cursos tradicionais.  Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2018/01/1953329-o-que-se-ganha-com-uma-pos.shtml>. Acesso em: 04 nov. 2019
O trecho do texto que apresenta uma expressão empregada em sentido figurado é:
Alternativas
Q4242549 Não definido
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Pós virtual deve tornar relativo o valor de cursos tradicionais

Vinicius Torres Freire - Colunista da Folha 28 jan.2018 às 2h00


   Quem faz mestrado ou doutorado acaba por ganhar mais do que um graduado no ensino superior na média, ésempre bom lembrar. Mas a anunciada revolução da automação, da inteligência artificial e da robótica dá o que pensar: agora é o caso de se especializar no quê? Para complicar, a tecnologia modifica os ritmos e as necessidades deespecialização. Cursos virtuais, de duração variada e outros tipos de formação devem tornar relativo ou talvez logoobsoleto o valor de uma pós-graduação. Diante da incerteza, ficar paralisado de ansiedade não é obviamente uma saída.

   O ajuste de economia e sociedade a uma revolução tecnológica pode ser lento e doloroso. Pode haver desemprego crônico para muitas categorias de trabalhadores, como aconteceu na "era das revoluções" na Europa; podecair a participação dos salários na renda nacional, em favor do capital. Não está nem de longe certo, porém, que o cenárioserá de catástrofe. Enfim, do ponto de vista individual, é possível navegar no meio da tormenta.

  A automação vai criar novos tipos de tarefas, como ocorre desde o século 18. Pode criar oportunidades para quemfaz a comunicação ("interface") dos serviços automatizados com o restante do público (além de emprego para criadores egerentes dessas tecnologias, claro).

  As manufaturas serão ainda mais mecanizadas, como tem acontecido faz quase 250 anos. Organização deinformação, logística e estoques, contabilidade, serviços financeiros básicos, tradução, reconhecimento de padrões, previsões estatísticas elementares, construção civil e diagnósticos legais e médicos estão sendo automatizados. Mas alguém terá de "treinar" esses sistemas artificiais, comunicar seus resultados a pessoas, cuidar de seus efeitos humanos eéticos, consertar e aperfeiçoar máquinas ou criar novos usos para robôs virtuais ou mecânicos, como contam DaronAcemoglu e Pascual Restrepo em artigo sobre como pensar a revolução econômica ("Artificial Intelligence, Automation andWork", 2018, na internet).

  Devem surgir mais atividades a exigir raciocínio complexo, decisão em situações ambivalentes, comparações, solução abstrata de problemas, negociação, mediação. Ou em serviços que envolvam atividade física, empatia ecomunicação, como em entretenimento ou cuidados especializados de educação. E daí? É possível tirar alguma conclusãopara a pós-graduação que se pretende fazer no ano que vem? Difícil, claro. Mas a própria automatização mostra caminhos.

  O treinamento quantitativo (matemática, em português claro) pode ajudar a navegar nesse novo universo, mesmoque você jamais venha a ser engenheiro, programador, matemático ou analista de big data. Vai fazer diferença ter conhecimento técnico de sistemas de computação, de máquinas inteligentes e de tratamento de dados, o bastante aomenos para gerenciá-los ou pensar suas potencialidades nos negócios. Esse treinamento permite que se faça a ponteentre o mundo ultratécnico e outras atividades humanas e profissionais. Além do mais, melhor ter uma formação quefacilite novos aprendizados adiante. Uma base quantitativa pode ser relevante.

   Aprender a trabalhar com o que está bem fora do núcleo da revolução técnica é uma alternativa. Isto é, dedicar-seàquelas atividades como serviços que envolvam simultaneamente presença física, empatia e comunicação, diga-se outravez. O que está fadado ao fim ou a pagar pouco é a atividade mecânica, rotineira, padronizada.

  O mero fato de se dedicar a uma pós-graduação "sinaliza", como dizem os economistas, a capacidade de seesforçar. Mas esse efeito talvez entre em declínio. Mais importante, talvez, seja: a) estudar aquilo que lhe dê fundamentos sólidos para aprender mais, mais tarde; b) preparar-se para o trabalho fora do núcleo tecnológico da revolução, ou: c) mergulhar no olho do furacão e se tornar um especialista da área.


FREIRE,V.T. Pós virtual deve tornar relativo o valor de cursos tradicionais.  Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2018/01/1953329-o-que-se-ganha-com-uma-pos.shtml>. Acesso em: 04 nov. 2019
No enunciado “...o bastante ao menos para gerenciá-los...”, do 6º parágrafo do texto, o pronome oblíquo átono exerce afunção sintática de objeto direto por substituir o termo:
Alternativas
Q4242550 Não definido
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Vinicius Torres Freire - Colunista da Folha 28 jan.2018 às 2h00


   Quem faz mestrado ou doutorado acaba por ganhar mais do que um graduado no ensino superior na média, ésempre bom lembrar. Mas a anunciada revolução da automação, da inteligência artificial e da robótica dá o que pensar: agora é o caso de se especializar no quê? Para complicar, a tecnologia modifica os ritmos e as necessidades deespecialização. Cursos virtuais, de duração variada e outros tipos de formação devem tornar relativo ou talvez logoobsoleto o valor de uma pós-graduação. Diante da incerteza, ficar paralisado de ansiedade não é obviamente uma saída.

   O ajuste de economia e sociedade a uma revolução tecnológica pode ser lento e doloroso. Pode haver desemprego crônico para muitas categorias de trabalhadores, como aconteceu na "era das revoluções" na Europa; podecair a participação dos salários na renda nacional, em favor do capital. Não está nem de longe certo, porém, que o cenárioserá de catástrofe. Enfim, do ponto de vista individual, é possível navegar no meio da tormenta.

  A automação vai criar novos tipos de tarefas, como ocorre desde o século 18. Pode criar oportunidades para quemfaz a comunicação ("interface") dos serviços automatizados com o restante do público (além de emprego para criadores egerentes dessas tecnologias, claro).

  As manufaturas serão ainda mais mecanizadas, como tem acontecido faz quase 250 anos. Organização deinformação, logística e estoques, contabilidade, serviços financeiros básicos, tradução, reconhecimento de padrões, previsões estatísticas elementares, construção civil e diagnósticos legais e médicos estão sendo automatizados. Mas alguém terá de "treinar" esses sistemas artificiais, comunicar seus resultados a pessoas, cuidar de seus efeitos humanos eéticos, consertar e aperfeiçoar máquinas ou criar novos usos para robôs virtuais ou mecânicos, como contam DaronAcemoglu e Pascual Restrepo em artigo sobre como pensar a revolução econômica ("Artificial Intelligence, Automation andWork", 2018, na internet).

  Devem surgir mais atividades a exigir raciocínio complexo, decisão em situações ambivalentes, comparações, solução abstrata de problemas, negociação, mediação. Ou em serviços que envolvam atividade física, empatia ecomunicação, como em entretenimento ou cuidados especializados de educação. E daí? É possível tirar alguma conclusãopara a pós-graduação que se pretende fazer no ano que vem? Difícil, claro. Mas a própria automatização mostra caminhos.

  O treinamento quantitativo (matemática, em português claro) pode ajudar a navegar nesse novo universo, mesmoque você jamais venha a ser engenheiro, programador, matemático ou analista de big data. Vai fazer diferença ter conhecimento técnico de sistemas de computação, de máquinas inteligentes e de tratamento de dados, o bastante aomenos para gerenciá-los ou pensar suas potencialidades nos negócios. Esse treinamento permite que se faça a ponteentre o mundo ultratécnico e outras atividades humanas e profissionais. Além do mais, melhor ter uma formação quefacilite novos aprendizados adiante. Uma base quantitativa pode ser relevante.

   Aprender a trabalhar com o que está bem fora do núcleo da revolução técnica é uma alternativa. Isto é, dedicar-seàquelas atividades como serviços que envolvam simultaneamente presença física, empatia e comunicação, diga-se outravez. O que está fadado ao fim ou a pagar pouco é a atividade mecânica, rotineira, padronizada.

  O mero fato de se dedicar a uma pós-graduação "sinaliza", como dizem os economistas, a capacidade de seesforçar. Mas esse efeito talvez entre em declínio. Mais importante, talvez, seja: a) estudar aquilo que lhe dê fundamentos sólidos para aprender mais, mais tarde; b) preparar-se para o trabalho fora do núcleo tecnológico da revolução, ou: c) mergulhar no olho do furacão e se tornar um especialista da área.


FREIRE,V.T. Pós virtual deve tornar relativo o valor de cursos tradicionais.  Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2018/01/1953329-o-que-se-ganha-com-uma-pos.shtml>. Acesso em: 04 nov. 2019
Em “O treinamento quantitativo (matemática, em português claro) pode ajudar a navegar nesse novo universo, mesmo quevocê jamais venha a ser engenheiro, programador, matemático ou analista de big data.”, a expressão conjuntiva destacadaexerce a mesma função concessiva que:
Alternativas
Q4242551 Não definido

Leia o texto e responda a questão



A crítica social apresentada na tirinha denuncia principalmente a:
Alternativas
Q4242555 Não definido
Para ampliar a chance de ganhar, algumas casas lotéricas fazem muitas apostas e dividem o valor em cotas que vendemaos clientes, o que chamam de “bolão”. Caso alguma dessas apostas seja sorteada, o prêmio é dividido em partes proporcionais ao que cada um apostou. Em determinada ocasião, quatro apostadores ganharam um prêmio de R$256.700,00. As apostas foram de R$ 8,00, R$ 4,00, R$ 3,00 e R$ 2,00. Quanto caberá ao apostador que contribuiu comR$4,00?
Alternativas
Q4242556 Não definido
Um clube tem 30 vagas disponíveis por dia. O gerente verificou que, cobrando o valor de cento e vinte reais por dia depermanência, o clube permanecia com capacidade máxima de clientes e, cada aumento de cinco reais na diária, fazia comque um cliente desistisse da estadia. Nessas condições, qual o valor a ser cobrado por dia para maximizar a receita doclube?
Alternativas
Q4242557 Não definido
Uma banca para concurso possui 9 professores responsáveis pela elaboração das questões dentre os quais 4 irão ficar responsáveis por elaborar as questões do próximo certame. Quantos grupos poderão ser formados com base a elaboraçãode questões para o próximo concurso?
Alternativas
Q4242559 Não definido
“Além da divisão do Brasil em cinco regiões, o IBGE [Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística] apresenta uma propostade subdivisão dos estados brasileiros que leva em consideração critérios físicos, humanos, culturais, sociais e econômicos para agrupamento de municípios, definindo, assim, as mesorregiões e suas subdivisões em microrregiões. O estado deGoiás compreende cinco mesorregiões, subdividas em dezoito microrregiões, (...). ” (SANTOS, Nicali Bleyer Ferreira dos; NASCIMENTO, Diego Tarley; BUENO, Míriam Aparecida. Atlas Escolar Geográfico, Histórico e Cultural do Estado deGoiás. Goiânia: C&A Alfa Comunicação, 2016, p. 18). O município de Montividiu do Norte, pertence a qual Meso eMicrorregião, consecutivamente?
Alternativas
Q4242560 Não definido
“A Revolução de 30 foi uma revolução importada para Goiás, e nem poderia ser de outra maneira, pois não foi umarevolução popular e nem sequer de minorias com objetivos sociais. A consciência social não havia atingido tal ponto efaltavam organizações de classe. (...) Em Goiás, onde os centros urbanos praticamente inexistiam e consequentementenão se poderia falar em uma classe média significativa, a revolução teve como ponto de apoio parte da classe dominantedescontente”. (PALACIN, Luis; MORAES, Maria Augusta de S. História de Goiás. 7ª ed. Goiânia: Ed. da UCG, Ed. Vieira, 2008, p. 151). Sobre a Revolução de 30, em Goiás, não é correto afirmar que:
Alternativas
Q4242561 Não definido
Itamar Franco assumiu a Presidência da República, após o impeachment de Fernando Collor, com o Brasil em umasituação de calamidade: o PIB (Produto Interno Bruto) em queda, o desemprego atingia 15% da populaçãoeconomicamente ativa só na região metropolitana de São Paulo, e a inflação acima de 20% ao mês. Depois de trocar oMinistro da Fazenda por três vezes, o presidente convidou um sociólogo, Fernando Henrique Cardoso, para o cargo eencomendou um novo plano econômico. O texto acima refere-se ao Plano:
Alternativas
Q4242562 Não definido
O estado de Goiás está localizado na área central do Cerrado, estando quase todo inserido neste bioma, com exceção deuma pequena porção no extremo sul, que constitui domínio da Mata Atlântica. Sobre o Cerrado não é correto afirmar que:
Alternativas
Q4242563 Não definido
Sobre os direitos e deveres individuais e coletivos, presentes na Constituição Federal, assinale a alternativa correta:

I - homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição.
II - ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei.
III - ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante.
IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo garantido o anonimato.
Alternativas
Respostas
1: C
2: A
3: D
4: A
5: A
6: B
7: C
8: D
9: B
10: D
11: A
12: B
13: D
14: A
15: A
16: A
17: B
18: D
19: A
20: C