Questões de Concurso Público Prefeitura de Maravilha - SC 2026 para Professor Língua Portuguesa

Foram encontradas 10 questões

Q4417429 Pedagogia
Na elaboração de um plano de melhoria, uma escola reúne resultados dos testes do Saeb, respostas aos questionários contextuais e taxas de aprovação apuradas pelo Censo Escolar. A equipe também consulta a matriz de referência para analisar as habilidades avaliadas. Antes de utilizar esse conjunto no planejamento, precisa registrar a função de cada instrumento e a composição do Ideb. Conforme as orientações do Inep, a descrição institucional correspondente é:
Alternativas
Q4417430 Pedagogia
Em uma escola da rede municipal de Maravilha, os professores identificam, a partir dos registros de acompanhamento das turmas, que uma mesma proposta de ensino produz respostas bastante diferentes entre os estudantes. Na reunião de planejamento, a equipe decide reorganizar a sequência didática: serão combinados diferentes procedimentos de ensino, recursos educacionais e formas de participação dos estudantes, considerando as necessidades observadas. Durante o desenvolvimento da proposta, os professores acompanharão as produções dos estudantes e, a partir dos resultados, poderão manter, modificar ou substituir determinadas estratégias. Considerando as orientações do Plano Municipal de Educação de Maravilha (PME 2015-2025), a decisão da equipe docente:
Alternativas
Q4417431 Pedagogia
Ao iniciar o planejamento de um novo período letivo, um professor recebe os indicadores educacionais da escola. No ano anterior, a instituição registrou 96% de aprovação, 2% de reprovação e 2% de abandono. Entre os estudantes atualmente matriculados, 18 apresentam distorção idade-série e 42 aparecem nos níveis iniciais de proficiência em uma habilidade avaliada. Ao confrontar essas informações com as produções e avaliações realizadas em suas turmas, o professor percebe que alguns estudantes aprovados ainda apresentam dificuldades nessa habilidade, enquanto outros já demonstram domínio. Considerando o uso pedagógico dos indicadores no planejamento do ensino, a conduta metodologicamente mais consistente é:
Alternativas
Q4417432 Pedagogia
O Relatório Anual de Monitoramento e Avaliação do Plano Municipal de Educação de Maravilha (2025) apresenta indicadores para acompanhar a execução das metas educacionais, identificar avanços e desafios e subsidiar decisões. Em reunião pedagógica, professores discutem como resultados desse monitoramento podem contribuir para o trabalho realizado em sala de aula. Considerando a relação entre monitoramento educacional e prática docente, a conduta metodologicamente mais consistente é:
Alternativas
Q4417434 Pedagogia
Ao concluir uma unidade, uma professora utiliza produções escritas e outros registros para sintetizar as aprendizagens alcançadas. Na preparação da unidade seguinte, reexamina essas mesmas produções para identificar conhecimentos necessários ao novo percurso. Durante esse percurso, utiliza novas versões comentadas para reorganizar atividades e orientar revisões pelos estudantes. A equipe questiona se o primeiro uso determina a função dos posteriores. Considerando a finalidade predominante, os três usos correspondem, respectivamente, a:
Alternativas
Q4417435 Pedagogia
Ao analisar os resultados de uma escola no Sistema Estadual de Avaliação da Educação Básica de Santa Catarina (SEAESC), a equipe pedagógica identifica desempenho inferior ao esperado em determinado conjunto de habilidades. Entretanto, os registros dos professores indicam avanços de parte dos estudantes nessas mesmas aprendizagens. Após examinar produções dos estudantes, registros avaliativos e situações de aprendizagem realizadas ao longo do período, a equipe confirma avanços em alguns aspectos, mas identifica dificuldades que permanecem nas habilidades avaliadas. Diante desse diagnóstico, a conduta metodologicamente mais consistente é:
Alternativas
Q4417436 Pedagogia
A equipe responsável por um guia da rede municipal reuniu Educação Infantil, Ensino Fundamental, Educação Especial, Atendimento Educacional Especializado (AEE) e Programa Escola em Tempo Integral em uma única categoria: etapas da Educação Básica. A justificativa foi que todos integram o percurso escolar e possuem organização própria. Considerando a distinção entre essas ofertas no Currículo Municipal de Maravilha e na organização da jornada escolar, a classificação correspondente é:
Alternativas
Q4417437 Pedagogia
Três professores planejam um projeto sobre a água no município. Compartilham a fotografia inicial, o calendário e uma mostra final, mas cada componente desenvolve sua investigação separadamente. Os estudantes circulam entre as atividades; as explicações produzidas em uma delas não são examinadas nas demais. A equipe considera suficiente a unidade temática para caracterizar a proposta como transdisciplinar. Conforme a concepção do Currículo Municipal de Maravilha (2023), a revisão que modifica essa organização do conhecimento é:
Alternativas
Q4417443 Pedagogia
O dia em que Lygia Bojunga virou ameaça
Hubert Alquéres

Uma escola militar do Distrito Federal decidiu retirar de circulação A bolsa amarela, de Lygia Bojunga, após reclamações de pais que enxergaram na obra referências inadequadas a questões de gênero. A notícia chama atenção por transformar um dos maiores clássicos da literatura infantil brasileira em objeto de suspeita ideológica.
Publicado em 1976, em pleno regime militar, A bolsa amarela ajudou a transformar a literatura infantil no Brasil. Lygia Bojunga pertence a uma geração de autores, como Ana Maria Machado e Ruth Rocha, que rompeu com a ideia de que livros destinados a crianças deveriam ser apenas moralizantes ou pedagógicos. Sua literatura introduziu densidade emocional, imaginação, medo, inadequação, desejo de liberdade e conflitos interiores como elementos legítimos da experiência infantil. Não por acaso, tornou-se a primeira autora brasileira a receber o Prêmio Hans Christian Andersen, o mais importante reconhecimento internacional da literatura infantil e juvenil.
É justamente aí que reside a principal contradição do episódio. O problema não parece estar no livro, mas na forma como ele passou a ser lido. Literatura não é cartilha ideológica. Personagens não são panfletos. Conflitos narrativos não equivalem automaticamente à defesa de comportamentos ou agendas políticas. Quando uma obra literária passa a ser examinada apenas como instrumento de vigilância moral, perde-se a capacidade de compreender o que distingue literatura de propaganda.
A questão ultrapassa, portanto, o debate específico sobre gênero. O que está em jogo é algo mais amplo: a dificuldade crescente de lidar com ambiguidades, metáforas, e conflitos próprios da literatura. Em vez de formar leitores capazes de interpretar criticamente textos complexos, cria-se uma cultura de leitura policialesca, na qual livros passam a ser investigados em busca de desvios ideológicos.
O paradoxo histórico é inevitável. A bolsa amarela surgiu em pleno regime militar, nunca foi censurada e logo consolidou-se como um clássico da literatura infantil brasileira. Décadas depois, passa a ser alvo de suspeita não por crítica política explícita, mas porque parte da sociedade passou a enxergar ameaças ideológicas até mesmo em narrativas voltadas à imaginação infantil.
Naturalmente, escolas e famílias têm o direito, e até o dever, de discutir adequação etária, mediação pedagógica e critérios de escolha de obras literárias. Esse debate é legítimo. O problema começa quando a reação abandona o terreno pedagógico e passa a tratar a literatura como objeto de interdição moral ou suspeita política.
Não é a primeira vez que obras literárias se transformam em objetos de suspeita. Isso quase nunca fortaleceu a educação ou a cultura. A literatura infantil séria nunca tratou apenas de histórias leves ou edificantes. Ela também aborda medos, frustrações, inadequações e descobertas.
Proteção excessiva pode produzir exatamente o oposto do que pretende: jovens menos preparados para lidar com complexidade, diferença e pensamento crítico. 
Talvez o aspecto mais preocupante do episódio seja outro. Uma sociedade começa a empobrecer culturalmente quando perde a capacidade de distinguir livros de panfletos. Quando clássicos da imaginação infantil passam a ser tratados como ameaça ideológica, talvez o problema já não esteja nos livros.

Hubert Alquéres é presidente da Academia Paulista de Educação e vice-presidente da Câmara Brasileira do Livro.
(Disponível em: https://www.publishnews.com.br/materias/2026/05/27/o-dia-em-que-lygia-bojunga-virou-ameaca. Acesso em: 06 set. 2026. Adaptado.)
Após a leitura do artigo e mobilizando seus conhecimentos prévios, analise as sentenças a seguir:

I.A literatura infantil e juvenil é um agente de conhecimento, propiciando o questionamento dos valores em circulação na sociedade. Porém, por a sala de aula ser o principal reduto dessa literatura, o(a) professor(a) deve ter cautela ao escolher o que será lido, banindo das leituras e discussões obras que contrariem a vontade dos pais e de quaisquer outras pessoas externas à escola que sejam responsáveis diretas pelas crianças.
II.Com a literatura infantil e juvenil, o jovem leitor e cidadão, dentro ou fora da escola, pode ser introduzido, através da ficção e do discurso poético, à abordagem dos temas humanos da vida concreta não idealizada, portanto necessariamente relacional, diversificada e complexa. 
III.Através da ficção e da linguagem poética, assuntos subjetivos, assuntos que não implicam nem são passíveis de lições, sistemas de controle e soluções unívocas, mas sim de opiniões pessoais, emoções, conflitos, discussões e controvérsias, podem vir à tona. São temas que não supõem "uma" verdade mas, sim, a pluralidade da verdade pois, diante deles, opiniões opostas e excludentes podem ser igualmente válidas.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q4417448 Pedagogia
Ao longo dos nove anos do Ensino Fundamental, o ensino de Língua Portuguesa tem, entre seus objetivos, o desenvolvimento de competências específicas que constituirão os estudantes, por exemplo, como sujeitos autônomos. É competência a ser desenvolvida no ensino de Língua Portuguesa:

I.Ler, escutar e produzir textos orais, escritos e multissemióticos que circulam em diferentes campos de atuação e mídias, com compreensão, autonomia, fluência e criticidade, de modo a se expressar e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos, e continuar aprendendo.
II.Analisar informações, argumentos e opiniões manifestados em interações sociais e nos meios de comunicação, posicionando-se ética e criticamente em relação a conteúdos discriminatórios que ferem direitos humanos e ambientais. 
III.Selecionar textos e livros para leitura integral, de acordo com objetivos, interesses e projetos pessoais (estudo, formação pessoal, entretenimento, pesquisa, trabalho etc.).
IV.Mobilizar práticas da cultura digital, diferentes linguagens, mídias e ferramentas digitais para expandir as formas de produzir sentidos (nos processos de compreensão e produção), aprender e refletir sobre o mundo e realizar diferentes projetos autorais.

É correto o que se afirma em: 
Alternativas
Respostas
1: C
2: D
3: E
4: B
5: B
6: E
7: D
8: E
9: D
10: B