Questões de Concurso Público Prefeitura de Maravilha - SC 2026 para Enfermeiro - Saúde da Família

Foram encontradas 40 questões

Q4416890 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Por que as mulheres estão priorizando as amizades em vez de amor?


Especialista em gênero aponta que camadas de exaustão e falhas do Estado impulsionam a reorganização de redes de apoio


Nos últimos anos, _____ busca de mulheres por reorganizar suas redes de afeto, priorizar amizades e construir comunidades tem ganhado força como resposta _____ precarização do trabalho, _____ sobrecarga invisível do cuidado e _____ uma crescente epidemia de solidão.

A socióloga Eliane Gonçalves, especialista em gênero e sexualidade, explicou que essa mudança não é apenas uma escolha individual. Trata-se de um fenômeno social e coletivo de sobrevivência. Diante de cidades desiguais e da exaustão causada por extensas jornadas de trabalho, as mulheres têm se unido para produzir sentido e solidariedade em que o Estado, muitas vezes, falha em prover. A idealização do conceito de família não encontra eco na realidade cotidiana. "É um pouco como uma tábua de salvação, mas também uma forma de organização política", define ao BdF Entrevista.

"Produzir espaços de solidariedade umas com as outras, em diferentes classes sociais, em diferentes momentos históricos. Como isso tem sido denominado, como isso tem sido tratado pela sociedade, eu acho que é um tema muito relevante. E podemos falar da amizade, podemos pensar nos espaços onde a amizade floresce e como a amizade tem sido negada às mulheres, porque é muito difícil realizá-la na situação de divisão do trabalho que a gente tem", analisa.

A análise de Gonçalves aponta para uma contradição histórica: embora as mulheres tenham conquistado direitos públicos importantes recentemente, como educação e trabalho remunerado, não houve uma contrapartida social ou estatal que dividisse a responsabilidade pelo trabalho doméstico e de cuidado de crianças e idosos. "Mesmo tendo conquistado gloriosamente o direito ao trabalho remunerado, o direito à educação, o direito a ter carreiras, elas têm esse fardo. Isso é muito antigo. Isso já se chamou dupla opressão, dupla jornada. Aí viu que isso era inadequado, porque, na verdade, não tem dupla, não tem tripla: você tem múltiplas camadas de exaustão", relata.

Eliane Gonçalves também problematiza a questão do cuidado, historicamente, ter sido colocado como uma responsabilidade que não faria parte do universo dos homens. E ela alerta que é mais do que simplesmente dizer que é machismo. "Aquilo que é estrutural é invisível. A gente chama de DNA social", avalia.

Para a socióloga, a saída para essa crise civilizatória não está em discursos conservadores que tentam idealizar um passado inexistente, mas, sim, no reconhecimento de que o isolamento é uma ilusão. "A gente precisa uns dos outros, ponto final, e quanto maiores, mais competentes e mais estruturadas forem as redes, melhor para todas as pessoas", defende. "Nós não podemos pensar na nossa vida como seres individuais. O indivíduo é uma ficção."

Como um caminho possível, Gonçalves defende que "as respostas estão nas nossas capacidades de criar modos de vida, de recriar coisas e condições de emancipação para homens e mulheres, para jovens e adultos, para crianças e velhos, e isso tem que ser uma insistência, isso tem que estar no nosso horizonte, nós não podemos descuidar", resume.


(Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/podcast/brasil-de-fato-entrevista/2026/0 9/01/por-que-as-mulheres-estao-priorizando-as-amizades-em-vez-de-a mor/. Acesso em: 06 set. 2026. Adaptado.)
A respeito do texto lido, ao escrevê-lo, o autor mobiliza vários componentes do processo comunicativo, porém, enfatiza um deles para alcançar seu objetivo. Assinale a alternativa que apresenta corretamente a função da linguagem predominante no texto:
Alternativas
Q4416891 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Por que as mulheres estão priorizando as amizades em vez de amor?


Especialista em gênero aponta que camadas de exaustão e falhas do Estado impulsionam a reorganização de redes de apoio


Nos últimos anos, _____ busca de mulheres por reorganizar suas redes de afeto, priorizar amizades e construir comunidades tem ganhado força como resposta _____ precarização do trabalho, _____ sobrecarga invisível do cuidado e _____ uma crescente epidemia de solidão.

A socióloga Eliane Gonçalves, especialista em gênero e sexualidade, explicou que essa mudança não é apenas uma escolha individual. Trata-se de um fenômeno social e coletivo de sobrevivência. Diante de cidades desiguais e da exaustão causada por extensas jornadas de trabalho, as mulheres têm se unido para produzir sentido e solidariedade em que o Estado, muitas vezes, falha em prover. A idealização do conceito de família não encontra eco na realidade cotidiana. "É um pouco como uma tábua de salvação, mas também uma forma de organização política", define ao BdF Entrevista.

"Produzir espaços de solidariedade umas com as outras, em diferentes classes sociais, em diferentes momentos históricos. Como isso tem sido denominado, como isso tem sido tratado pela sociedade, eu acho que é um tema muito relevante. E podemos falar da amizade, podemos pensar nos espaços onde a amizade floresce e como a amizade tem sido negada às mulheres, porque é muito difícil realizá-la na situação de divisão do trabalho que a gente tem", analisa.

A análise de Gonçalves aponta para uma contradição histórica: embora as mulheres tenham conquistado direitos públicos importantes recentemente, como educação e trabalho remunerado, não houve uma contrapartida social ou estatal que dividisse a responsabilidade pelo trabalho doméstico e de cuidado de crianças e idosos. "Mesmo tendo conquistado gloriosamente o direito ao trabalho remunerado, o direito à educação, o direito a ter carreiras, elas têm esse fardo. Isso é muito antigo. Isso já se chamou dupla opressão, dupla jornada. Aí viu que isso era inadequado, porque, na verdade, não tem dupla, não tem tripla: você tem múltiplas camadas de exaustão", relata.

Eliane Gonçalves também problematiza a questão do cuidado, historicamente, ter sido colocado como uma responsabilidade que não faria parte do universo dos homens. E ela alerta que é mais do que simplesmente dizer que é machismo. "Aquilo que é estrutural é invisível. A gente chama de DNA social", avalia.

Para a socióloga, a saída para essa crise civilizatória não está em discursos conservadores que tentam idealizar um passado inexistente, mas, sim, no reconhecimento de que o isolamento é uma ilusão. "A gente precisa uns dos outros, ponto final, e quanto maiores, mais competentes e mais estruturadas forem as redes, melhor para todas as pessoas", defende. "Nós não podemos pensar na nossa vida como seres individuais. O indivíduo é uma ficção."

Como um caminho possível, Gonçalves defende que "as respostas estão nas nossas capacidades de criar modos de vida, de recriar coisas e condições de emancipação para homens e mulheres, para jovens e adultos, para crianças e velhos, e isso tem que ser uma insistência, isso tem que estar no nosso horizonte, nós não podemos descuidar", resume.


(Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/podcast/brasil-de-fato-entrevista/2026/0 9/01/por-que-as-mulheres-estao-priorizando-as-amizades-em-vez-de-a mor/. Acesso em: 06 set. 2026. Adaptado.)
Assinale a alternativa que completa correta e respectivamente as lacunas no primeiro parágrafo do texto, observando o uso ou não do acento grave (crase):
Alternativas
Q4416892 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Por que as mulheres estão priorizando as amizades em vez de amor?


Especialista em gênero aponta que camadas de exaustão e falhas do Estado impulsionam a reorganização de redes de apoio


Nos últimos anos, _____ busca de mulheres por reorganizar suas redes de afeto, priorizar amizades e construir comunidades tem ganhado força como resposta _____ precarização do trabalho, _____ sobrecarga invisível do cuidado e _____ uma crescente epidemia de solidão.

A socióloga Eliane Gonçalves, especialista em gênero e sexualidade, explicou que essa mudança não é apenas uma escolha individual. Trata-se de um fenômeno social e coletivo de sobrevivência. Diante de cidades desiguais e da exaustão causada por extensas jornadas de trabalho, as mulheres têm se unido para produzir sentido e solidariedade em que o Estado, muitas vezes, falha em prover. A idealização do conceito de família não encontra eco na realidade cotidiana. "É um pouco como uma tábua de salvação, mas também uma forma de organização política", define ao BdF Entrevista.

"Produzir espaços de solidariedade umas com as outras, em diferentes classes sociais, em diferentes momentos históricos. Como isso tem sido denominado, como isso tem sido tratado pela sociedade, eu acho que é um tema muito relevante. E podemos falar da amizade, podemos pensar nos espaços onde a amizade floresce e como a amizade tem sido negada às mulheres, porque é muito difícil realizá-la na situação de divisão do trabalho que a gente tem", analisa.

A análise de Gonçalves aponta para uma contradição histórica: embora as mulheres tenham conquistado direitos públicos importantes recentemente, como educação e trabalho remunerado, não houve uma contrapartida social ou estatal que dividisse a responsabilidade pelo trabalho doméstico e de cuidado de crianças e idosos. "Mesmo tendo conquistado gloriosamente o direito ao trabalho remunerado, o direito à educação, o direito a ter carreiras, elas têm esse fardo. Isso é muito antigo. Isso já se chamou dupla opressão, dupla jornada. Aí viu que isso era inadequado, porque, na verdade, não tem dupla, não tem tripla: você tem múltiplas camadas de exaustão", relata.

Eliane Gonçalves também problematiza a questão do cuidado, historicamente, ter sido colocado como uma responsabilidade que não faria parte do universo dos homens. E ela alerta que é mais do que simplesmente dizer que é machismo. "Aquilo que é estrutural é invisível. A gente chama de DNA social", avalia.

Para a socióloga, a saída para essa crise civilizatória não está em discursos conservadores que tentam idealizar um passado inexistente, mas, sim, no reconhecimento de que o isolamento é uma ilusão. "A gente precisa uns dos outros, ponto final, e quanto maiores, mais competentes e mais estruturadas forem as redes, melhor para todas as pessoas", defende. "Nós não podemos pensar na nossa vida como seres individuais. O indivíduo é uma ficção."

Como um caminho possível, Gonçalves defende que "as respostas estão nas nossas capacidades de criar modos de vida, de recriar coisas e condições de emancipação para homens e mulheres, para jovens e adultos, para crianças e velhos, e isso tem que ser uma insistência, isso tem que estar no nosso horizonte, nós não podemos descuidar", resume.


(Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/podcast/brasil-de-fato-entrevista/2026/0 9/01/por-que-as-mulheres-estao-priorizando-as-amizades-em-vez-de-a mor/. Acesso em: 06 set. 2026. Adaptado.)
Considere o segundo parágrafo do texto:

A socióloga Eliane Gonçalves, especialista em gênero e sexualidade, explicou que essa mudança não é apenas uma escolha individual. Trata-se de um fenômeno social e coletivo de sobrevivência. Diante de cidades desiguais e da exaustão causada por extensas jornadas de trabalho, as mulheres têm se unido para produzir sentido e solidariedade em que o Estado, muitas vezes, falha em prover. A idealização do conceito de família não encontra eco na realidade cotidiana. "É um pouco como uma tábua de salvação, mas também uma forma de organização política", define ao BdF Entrevista.
A respeito da pontuação, analise as sentenças a seguir e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:

(__)As vírgulas antes e depois de "especialista em gênero e sexualidade" foram usadas corretamente, pois o trecho se trata de um aposto.
(__)A vírgula após o trecho sublinhado foi empregada corretamente, indicando uma oração subordinada adverbial antecedendo o verbo da oração principal.
(__)As aspas duplas foram usadas para abrir e fechar uma citação direta; no caso, o comentário feito pela entrevistada.
(__)A vírgula antes de "define" sinaliza uma oração justaposta. Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q4416893 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Por que as mulheres estão priorizando as amizades em vez de amor?


Especialista em gênero aponta que camadas de exaustão e falhas do Estado impulsionam a reorganização de redes de apoio


Nos últimos anos, _____ busca de mulheres por reorganizar suas redes de afeto, priorizar amizades e construir comunidades tem ganhado força como resposta _____ precarização do trabalho, _____ sobrecarga invisível do cuidado e _____ uma crescente epidemia de solidão.

A socióloga Eliane Gonçalves, especialista em gênero e sexualidade, explicou que essa mudança não é apenas uma escolha individual. Trata-se de um fenômeno social e coletivo de sobrevivência. Diante de cidades desiguais e da exaustão causada por extensas jornadas de trabalho, as mulheres têm se unido para produzir sentido e solidariedade em que o Estado, muitas vezes, falha em prover. A idealização do conceito de família não encontra eco na realidade cotidiana. "É um pouco como uma tábua de salvação, mas também uma forma de organização política", define ao BdF Entrevista.

"Produzir espaços de solidariedade umas com as outras, em diferentes classes sociais, em diferentes momentos históricos. Como isso tem sido denominado, como isso tem sido tratado pela sociedade, eu acho que é um tema muito relevante. E podemos falar da amizade, podemos pensar nos espaços onde a amizade floresce e como a amizade tem sido negada às mulheres, porque é muito difícil realizá-la na situação de divisão do trabalho que a gente tem", analisa.

A análise de Gonçalves aponta para uma contradição histórica: embora as mulheres tenham conquistado direitos públicos importantes recentemente, como educação e trabalho remunerado, não houve uma contrapartida social ou estatal que dividisse a responsabilidade pelo trabalho doméstico e de cuidado de crianças e idosos. "Mesmo tendo conquistado gloriosamente o direito ao trabalho remunerado, o direito à educação, o direito a ter carreiras, elas têm esse fardo. Isso é muito antigo. Isso já se chamou dupla opressão, dupla jornada. Aí viu que isso era inadequado, porque, na verdade, não tem dupla, não tem tripla: você tem múltiplas camadas de exaustão", relata.

Eliane Gonçalves também problematiza a questão do cuidado, historicamente, ter sido colocado como uma responsabilidade que não faria parte do universo dos homens. E ela alerta que é mais do que simplesmente dizer que é machismo. "Aquilo que é estrutural é invisível. A gente chama de DNA social", avalia.

Para a socióloga, a saída para essa crise civilizatória não está em discursos conservadores que tentam idealizar um passado inexistente, mas, sim, no reconhecimento de que o isolamento é uma ilusão. "A gente precisa uns dos outros, ponto final, e quanto maiores, mais competentes e mais estruturadas forem as redes, melhor para todas as pessoas", defende. "Nós não podemos pensar na nossa vida como seres individuais. O indivíduo é uma ficção."

Como um caminho possível, Gonçalves defende que "as respostas estão nas nossas capacidades de criar modos de vida, de recriar coisas e condições de emancipação para homens e mulheres, para jovens e adultos, para crianças e velhos, e isso tem que ser uma insistência, isso tem que estar no nosso horizonte, nós não podemos descuidar", resume.


(Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/podcast/brasil-de-fato-entrevista/2026/0 9/01/por-que-as-mulheres-estao-priorizando-as-amizades-em-vez-de-a mor/. Acesso em: 06 set. 2026. Adaptado.)
Ler um texto exige de quem o lê uma postura atenta, crítica e mobilizadora de conhecimentos. As informações nem sempre estão elencadas como em uma lista, mas distribuídas ao longo do texto e relacionadas a conhecimentos externos à materialidade textual. Isso exige que o leitor mobilize suas habilidades de leitura, como a capacidade de fazer inferências. Assim, a partir da leitura do texto, analise as sentenças a seguir:

I.A conquista de direitos por parte das mulheres é inegável, porém, esses direitos não foram estabelecidos ao mesmo tempo em que o trabalho doméstico e as responsabilidades com o cuidado foram ressignificados e redimensionados. Nesse contexto, ao conquistar esses direitos, a mulher se viu sobrecarregada com múltiplas responsabilidades.
II.Pode-se inferir que, ao produzir espaços de solidariedade com outras mulheres, há um movimento de resistência a uma sociedade estruturada na negação à mulher de condições para que ela construa relações de amizade, principalmente se considerarmos a divisão de trabalho.
III.A sobrevivência da mulher está atrelada a uma vida coletiva, formando redes de apoio e produzindo solidariedade entre elas, também porque, no dia a dia, o conceito de família idealizado não é uma realidade.

É correto o que se afirma em: 
Alternativas
Q4416894 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Por que as mulheres estão priorizando as amizades em vez de amor?


Especialista em gênero aponta que camadas de exaustão e falhas do Estado impulsionam a reorganização de redes de apoio


Nos últimos anos, _____ busca de mulheres por reorganizar suas redes de afeto, priorizar amizades e construir comunidades tem ganhado força como resposta _____ precarização do trabalho, _____ sobrecarga invisível do cuidado e _____ uma crescente epidemia de solidão.

A socióloga Eliane Gonçalves, especialista em gênero e sexualidade, explicou que essa mudança não é apenas uma escolha individual. Trata-se de um fenômeno social e coletivo de sobrevivência. Diante de cidades desiguais e da exaustão causada por extensas jornadas de trabalho, as mulheres têm se unido para produzir sentido e solidariedade em que o Estado, muitas vezes, falha em prover. A idealização do conceito de família não encontra eco na realidade cotidiana. "É um pouco como uma tábua de salvação, mas também uma forma de organização política", define ao BdF Entrevista.

"Produzir espaços de solidariedade umas com as outras, em diferentes classes sociais, em diferentes momentos históricos. Como isso tem sido denominado, como isso tem sido tratado pela sociedade, eu acho que é um tema muito relevante. E podemos falar da amizade, podemos pensar nos espaços onde a amizade floresce e como a amizade tem sido negada às mulheres, porque é muito difícil realizá-la na situação de divisão do trabalho que a gente tem", analisa.

A análise de Gonçalves aponta para uma contradição histórica: embora as mulheres tenham conquistado direitos públicos importantes recentemente, como educação e trabalho remunerado, não houve uma contrapartida social ou estatal que dividisse a responsabilidade pelo trabalho doméstico e de cuidado de crianças e idosos. "Mesmo tendo conquistado gloriosamente o direito ao trabalho remunerado, o direito à educação, o direito a ter carreiras, elas têm esse fardo. Isso é muito antigo. Isso já se chamou dupla opressão, dupla jornada. Aí viu que isso era inadequado, porque, na verdade, não tem dupla, não tem tripla: você tem múltiplas camadas de exaustão", relata.

Eliane Gonçalves também problematiza a questão do cuidado, historicamente, ter sido colocado como uma responsabilidade que não faria parte do universo dos homens. E ela alerta que é mais do que simplesmente dizer que é machismo. "Aquilo que é estrutural é invisível. A gente chama de DNA social", avalia.

Para a socióloga, a saída para essa crise civilizatória não está em discursos conservadores que tentam idealizar um passado inexistente, mas, sim, no reconhecimento de que o isolamento é uma ilusão. "A gente precisa uns dos outros, ponto final, e quanto maiores, mais competentes e mais estruturadas forem as redes, melhor para todas as pessoas", defende. "Nós não podemos pensar na nossa vida como seres individuais. O indivíduo é uma ficção."

Como um caminho possível, Gonçalves defende que "as respostas estão nas nossas capacidades de criar modos de vida, de recriar coisas e condições de emancipação para homens e mulheres, para jovens e adultos, para crianças e velhos, e isso tem que ser uma insistência, isso tem que estar no nosso horizonte, nós não podemos descuidar", resume.


(Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/podcast/brasil-de-fato-entrevista/2026/0 9/01/por-que-as-mulheres-estao-priorizando-as-amizades-em-vez-de-a mor/. Acesso em: 06 set. 2026. Adaptado.)
Nos parágrafos 3º a 6º, há oito palavras destacadas em negrito. A respeito da acentuação gráfica dessas palavras, analise as afirmativas a seguir:

I.No 4º parágrafo, as cinco palavras destacadas em negrito foram acentuadas de acordo com a mesma regra de acentuação.
II.As palavras "difícil" e "invisível" são acentuadas por serem paroxítonas terminadas em -l.

III.A palavra "saída" recebeu acento por ser uma paroxítona terminada em -a.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q4416895 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Por que as mulheres estão priorizando as amizades em vez de amor?


Especialista em gênero aponta que camadas de exaustão e falhas do Estado impulsionam a reorganização de redes de apoio


Nos últimos anos, _____ busca de mulheres por reorganizar suas redes de afeto, priorizar amizades e construir comunidades tem ganhado força como resposta _____ precarização do trabalho, _____ sobrecarga invisível do cuidado e _____ uma crescente epidemia de solidão.

A socióloga Eliane Gonçalves, especialista em gênero e sexualidade, explicou que essa mudança não é apenas uma escolha individual. Trata-se de um fenômeno social e coletivo de sobrevivência. Diante de cidades desiguais e da exaustão causada por extensas jornadas de trabalho, as mulheres têm se unido para produzir sentido e solidariedade em que o Estado, muitas vezes, falha em prover. A idealização do conceito de família não encontra eco na realidade cotidiana. "É um pouco como uma tábua de salvação, mas também uma forma de organização política", define ao BdF Entrevista.

"Produzir espaços de solidariedade umas com as outras, em diferentes classes sociais, em diferentes momentos históricos. Como isso tem sido denominado, como isso tem sido tratado pela sociedade, eu acho que é um tema muito relevante. E podemos falar da amizade, podemos pensar nos espaços onde a amizade floresce e como a amizade tem sido negada às mulheres, porque é muito difícil realizá-la na situação de divisão do trabalho que a gente tem", analisa.

A análise de Gonçalves aponta para uma contradição histórica: embora as mulheres tenham conquistado direitos públicos importantes recentemente, como educação e trabalho remunerado, não houve uma contrapartida social ou estatal que dividisse a responsabilidade pelo trabalho doméstico e de cuidado de crianças e idosos. "Mesmo tendo conquistado gloriosamente o direito ao trabalho remunerado, o direito à educação, o direito a ter carreiras, elas têm esse fardo. Isso é muito antigo. Isso já se chamou dupla opressão, dupla jornada. Aí viu que isso era inadequado, porque, na verdade, não tem dupla, não tem tripla: você tem múltiplas camadas de exaustão", relata.

Eliane Gonçalves também problematiza a questão do cuidado, historicamente, ter sido colocado como uma responsabilidade que não faria parte do universo dos homens. E ela alerta que é mais do que simplesmente dizer que é machismo. "Aquilo que é estrutural é invisível. A gente chama de DNA social", avalia.

Para a socióloga, a saída para essa crise civilizatória não está em discursos conservadores que tentam idealizar um passado inexistente, mas, sim, no reconhecimento de que o isolamento é uma ilusão. "A gente precisa uns dos outros, ponto final, e quanto maiores, mais competentes e mais estruturadas forem as redes, melhor para todas as pessoas", defende. "Nós não podemos pensar na nossa vida como seres individuais. O indivíduo é uma ficção."

Como um caminho possível, Gonçalves defende que "as respostas estão nas nossas capacidades de criar modos de vida, de recriar coisas e condições de emancipação para homens e mulheres, para jovens e adultos, para crianças e velhos, e isso tem que ser uma insistência, isso tem que estar no nosso horizonte, nós não podemos descuidar", resume.


(Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/podcast/brasil-de-fato-entrevista/2026/0 9/01/por-que-as-mulheres-estao-priorizando-as-amizades-em-vez-de-a mor/. Acesso em: 06 set. 2026. Adaptado.)
Leia o seguinte excerto:

"A análise de Gonçalves aponta para uma contradição histórica: embora as mulheres tenham conquistado direitos públicos importantes recentemente, como educação e trabalho remunerado, não houve uma contrapartida social ou estatal que dividisse a responsabilidade pelo trabalho doméstico e de cuidado de crianças e idosos."

A conjunção "embora" estabelece uma relação de sentido entre as ideias que conecta e, por isso, não pode ser substituída por qualquer conjunção ou locução conjuntiva sem que haja alteração de sentido. Assinale a alternativa que indica corretamente o sentido estabelecido no excerto e a expressão que pode substituir "embora" sem comprometê-lo: 
Alternativas
Q4416896 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


"Oito documentários que ajudam a ver o mundo de outra forma


Uma seleção de filmes que questionam certezas, revelam histórias pouco conhecidas e apresentam diferentes perspectivas


Há documentários que ampliam nosso repertório justamente porque nos colocam diante de perspectivas, pessoas e realidades que não fazem parte do nosso cotidiano. Eles podem informar, contextualizar e apresentar personagens e acontecimentos, mas também conseguem nos aproximar de experiências que não conhecemos e nos levar a olhar para elas por outro ângulo.

A proposta desta lista é reunir filmes que provocam esse tipo de deslocamento, e isso não depende de tema grandioso. Eduardo Coutinho passou uma semana num prédio de Copacabana entrevistando moradores e saiu de lá com um dos documentários mais ricos da história do cinema brasileiro. Sebastião Salgado percorreu décadas fotografando conflitos, migrações e paisagens antes de ser o próprio sujeito de um filme. Craig Foster visitou a mesma floresta de algas todos os dias durante um ano para acompanhar um polvo, e aquilo virou algo muito diferente de um documentário sobre biologia marinha. A diversidade de pontos de partida é também um argumento, pois o deslocamento de olhar não acontece por um tipo específico de assunto. Acontece quando um filme trata seu objeto com atenção suficiente para revelar o que não estava na superfície."


(Disponível em: https://vidasimples.co/cultura/oito-documentarios-que-ajudam-a-ver-omundo-de-outra-forma/. Acesso em: 06 set. 2026. Adaptado.)
No processo de construção de um texto, a coesão exerce papel essencial na articulação das ideias, seja retomando informações já mencionadas, seja introduzindo novos elementos. Nesse processo, os pronomes demonstrativos podem contribuir para estabelecer relações entre diferentes partes do texto. No segundo parágrafo, o autor emprega esse recurso para dar continuidade à reflexão desenvolvida. Analise as sentenças e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:

(__)O pronome "esta", em "desta lista", faz referência à lista de oito documentários apresentada, na reportagem, pelo autor.
(__)O pronome "isso", em "isso não depende", apresenta ambiguidade porque o leitor não consegue definir com certeza se ele se refere a "reunir filmes" ou a "provocam esse tipo de deslocamento".
(__)O pronome "aquilo", em "aquilo virou", tem como referente toda a ideia que o antecede, ou seja, a de que Foster visitara a mesma floresta de algas todos os dias, no período de um ano, para acompanhar um polvo.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q4416897 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


"Oito documentários que ajudam a ver o mundo de outra forma


Uma seleção de filmes que questionam certezas, revelam histórias pouco conhecidas e apresentam diferentes perspectivas


Há documentários que ampliam nosso repertório justamente porque nos colocam diante de perspectivas, pessoas e realidades que não fazem parte do nosso cotidiano. Eles podem informar, contextualizar e apresentar personagens e acontecimentos, mas também conseguem nos aproximar de experiências que não conhecemos e nos levar a olhar para elas por outro ângulo.

A proposta desta lista é reunir filmes que provocam esse tipo de deslocamento, e isso não depende de tema grandioso. Eduardo Coutinho passou uma semana num prédio de Copacabana entrevistando moradores e saiu de lá com um dos documentários mais ricos da história do cinema brasileiro. Sebastião Salgado percorreu décadas fotografando conflitos, migrações e paisagens antes de ser o próprio sujeito de um filme. Craig Foster visitou a mesma floresta de algas todos os dias durante um ano para acompanhar um polvo, e aquilo virou algo muito diferente de um documentário sobre biologia marinha. A diversidade de pontos de partida é também um argumento, pois o deslocamento de olhar não acontece por um tipo específico de assunto. Acontece quando um filme trata seu objeto com atenção suficiente para revelar o que não estava na superfície."


(Disponível em: https://vidasimples.co/cultura/oito-documentarios-que-ajudam-a-ver-omundo-de-outra-forma/. Acesso em: 06 set. 2026. Adaptado.)
A classe gramatical das palavras não é determinada isoladamente, mas pelo contexto em que são empregadas. Considerando essa informação, analise as sentenças a seguir:

I.A palavra "olhar" ocorre duas vezes. Na primeira, ela é um verbo; na segunda, um substantivo.
II.As palavras "próprio" e "mesma" são advérbios, portanto, invariáveis e têm o sentido de "justamente, realmente".
III.A palavra "um/uma" ocorre várias vezes no texto. É numeral em: "uma semana", "durante um ano" e "um polvo"; é artigo em: "num prédio", "de um documentário".

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q4416898 Português
Leia as sentenças e analise a concordância verbal:

I.Há vários documentários que nos ajudam a mudar o modo de ver a vida.
II.Tratam-se de documentários sobre temas diversos.
III.Já passam dos dez documentários que assisti nas últimas semanas.

Está correta a concordância verbal em:
Alternativas
Q4416899 Português
No processo de formação de palavras, a derivação sufixal tem papel importante na versatilidade da língua porque ela possibilita conferir nova classe gramatical à palavra derivada. Por exemplo, de um adjetivo pode derivar um substantivo. Todas as palavras destacadas a seguir são derivadas. Assinale a alternativa cuja palavra derivada é um advérbio:
Alternativas
Q4416900 Matemática
Em uma turma com 25 estudantes, 12 participam de atividades esportivas no contraturno, 8 participam de atividades artísticas e 5 participam de atividades de reforço escolar. Cada um deles participa apenas de uma atividade. Escolhendo-se ao acaso um estudante dessa turma, a probabilidade de ele não participar das atividades esportivas é igual a:
Alternativas
Q4416901 Raciocínio Lógico
Em um levantamento com 120 prontuários acompanhados por uma equipe de saúde, 68 apresentavam registro de acompanhamento individual, 54 apresentavam registro de participação em atividade coletiva e 22 apresentavam os dois tipos de acompanhamento. A quantidade de prontuários que não apresentava nenhum desses dois registros é de: 
Alternativas
Q4416902 Matemática
Em uma ação de atualização cadastral, 6 profissionais conseguem revisar 180 registros em 5 horas, trabalhando no mesmo ritmo. Mantido esse ritmo de trabalho, a quantidade de registros que 8 profissionais conseguiriam revisar em 8 horas é de:
Alternativas
Q4416903 Matemática
Em determinado mês foram inicialmente agendados 250 atendimentos em um serviço de saúde. Desse total, 20% foram cancelados. Entre os atendimentos restantes, 15% precisaram ser remarcados. A quantidade de atendimentos que permaneceu programada, sem cancelamento ou remarcação, foi de:
Alternativas
Q4416904 Matemática
Durante o planejamento de visitas domiciliares, foram considerados três trechos de deslocamento: 2,4 km, 950 m e 1,75 km. Pode-se afirmar que a média aritmética das distâncias desses três trechos, em quilômetros, é igual a:
Alternativas
Q4416905 Direito da Criança e do Adolescente - Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) - Lei nº 8.069 de 1990
Em setembro de 2026, o UNICEF–Innocenti divulgou relatório baseado em pesquisas nacionais com usuários da internet de 12 a 17 anos em 21 países. O estudo estimou que 20 milhões sofreram ao menos uma forma de exploração ou abuso sexual facilitado por tecnologia em um ano; menos de 1% comunicou o ocorrido à polícia, a assistentes sociais ou a linhas de ajuda. Os casos envolveram plataformas de uso cotidiano, e muitas vítimas não sabiam onde buscar apoio. A política pública correspondente a esses achados é:
Alternativas
Q4416906 História e Geografia de Estados e Municípios
Na formação de Maravilha, o perímetro urbano foi desenhado com ruas quadriláteras regulares orientadas pelos pontos cardeais. A fonte histórica registra mais de nove mil lotes coloniais à venda e ausência de latifúndios. Na trajetória político-administrativa, a localidade tornou-se distrito em 1956, município por lei estadual em junho de 1958 e foi oficialmente instalada em julho daquele ano. Os três elementos pertencem à mesma trajetória, embora expressem dimensões distintas do processo histórico. A interpretação que os articula é:
Alternativas
Q4416907 Direito Constitucional
Maravilha prepara norma para organizar rotas e horários do transporte coletivo local, disciplinar o uso do solo no entorno dos terminais e complementar requisitos de acessibilidade. O serviço circula integralmente no município e atende deslocamentos entre bairros, escolas, unidades de saúde e a área central. Normas federais e estaduais já regulam aspectos de trânsito e acessibilidade. A proposta também prevê participação social na revisão periódica dos itinerários. Considerando a autonomia municipal no federalismo brasileiro, a afirmação correta é:
Alternativas
Q4416908 Geografia
Em 4 de setembro de 2026, a Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou, por 164 votos a um e seis abstenções, a proposta A/80/L.104, "Correct the Map", que incentiva projeções equivalentes em área, como a Equal Earth, quando a comparação entre áreas continentais é relevante. A projeção de Mercator preserva direções úteis à navegação, mas amplia áreas próximas aos polos; a Equal Earth preserva as proporções de área, alterando formas.

Considerando as características das projeções de Mercator e Equal Earth e seus efeitos na representação das áreas continentais, assinale a alternativa que apresenta corretamente uma implicação cartográfica decorrente dessas diferenças.
Alternativas
Q4416909 Engenharia Ambiental e Sanitária
Em dezembro de 2025, foi inaugurado em Maravilha o elevado no entroncamento da BR-282 com a BR-158, destinado a ampliar segurança, visibilidade e fluidez. No mesmo contexto viário, o Município adquiriu mudas nativas e estacas para executar o Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD) no novo contorno. A avaliação pública pretende verificar resultados ambientais, territoriais e de mobilidade ao longo do tempo e compará-los com as finalidades oficialmente declaradas. O conjunto de indicadores coerente com essa avaliação é:
Alternativas
Respostas
1: D
2: C
3: E
4: A
5: C
6: B
7: A
8: A
9: A
10: A
11: B
12: D
13: D
14: C
15: A
16: B
17: C
18: A
19: D
20: A