Questões de Concurso Público UNIMED - Santa Maria 2026 para Médico - Medicina Paliativa/Paliativismo

Foram encontradas 29 questões

Q3861701 Medicina
Paciente de 71 anos, portador de câncer de pâncreas metastático, em cuidados paliativos, apresenta náuseas persistentes há 5 dias e dois episódios de vômitos na manhã. Refere que a náusea piora após comer, tem sensação constante de estômago cheio e arroto frequente. Nega dor intensa, constipação grave ou vômitos em jato. Ao exame: abdome levemente distendido, com ruídos hidroaéreos presentes, sem defesa. História relevante: uso recente de opioides e hipercalcemia leve corrigida com hidratação. O médico suspeita de náusea relacionada à gastroparesia e lentificação do esvaziamento gástrico, secundária ao próprio tumor e ao uso de opioide. Considerando o mecanismo principal envolvido e seu tratamento apropriado, qual é a conduta mais adequada?
Alternativas
Q3861702 Medicina
Paciente de 72 anos, portadora de carcinoma de vesícula biliar localmente avançado, com invasão do hilo hepático e acometimento do plexo periportal. Relata dor abdominal profunda no hipocôndrio direito há semanas, de forte intensidade, mal localizada, associada a náuseas, perda de apetite e episódios de sudorese. A dor irradia para dorso e epigástrio. Está em uso de metadona em doses crescentes, com apenas alívio parcial. Refere piora da dor após refeições gordurosas e sensação de pressão interna constante. Ao exame, há icterícia, hepatomegalia e dor leve à palpação profunda, sem sinais de peritonite. Não há obstrução intestinal evidente. Considerando o mecanismo predominante da dor visceral hepatobiliar e as intervenções mais adequadas em cuidados paliativos, qual é a melhor conduta?
Alternativas
Q3861703 Medicina
Paciente de 72 anos, portadora de metástases cerebrais múltiplas de câncer de pulmão, em cuidados paliativos exclusivos, apresenta episódio súbito de rigidez tônica, seguida de abalos clônicos generalizados por cerca de 90 segundos, com recuperação lenta e confusão pós-ictal persistente. Nas últimas 48 horas vinha mais sonolenta, com ingesta oral mínima, hiponatremia leve (Na 130 mEq/L) e insuficiência renal aguda (creatinina 2,0 mg/dL). Não utilizava anticonvulsivantes previamente. Considerando o manejo de crises convulsivas em pacientes com doença avançada e foco paliativo, qual é a conduta mais apropriada?
Alternativas
Q3861704 Medicina
Mulher de 67 anos, com câncer de colo de útero metastático, apresenta dor pélvica intensa, sangramento vaginal recorrente e episódios de urgência urinária e tenesmo retal. Já utiliza opioides em doses otimizadas, mas mantém dor refratária. A tomografia mostra massa pélvica de 9 cm com invasão de paramétrios, contato com bexiga e reto e múltiplos linfonodos aumentados. A paciente questiona se há “algo além de remédio” para melhorar os sintomas. Ela não é candidata a tratamento modificador da doença, mas mantém performance ECOG 2. Considerando o papel da radioterapia paliativa no controle sintomático de tumores avançados, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3861705 Medicina
Paciente de 75 anos, portadora de câncer de ovário com carcinomatose peritoneal e ascite moderada, em cuidados paliativos, relata constipação importante há 6 dias, sensação de “fezes duras que não saem”, distensão abdominal e náuseas ocasionais. Refere pequeno escape de fezes líquidas no dia anterior. Encontra-se em uso de morfina de liberação prolongada, ondansetrona regular e suplementação oral de ferro. Ingesta hídrica reduzida e mobilidade limitada. Ao exame: abdome distendido, timpanismo difuso, ruídos hidroaéreos presentes, sem defesa; toque retal revela presença de fezes endurecidas em ampola. Considerando os mecanismos envolvidos na constipação em cuidados paliativos e o manejo apropriado, qual é a conduta mais adequada?
Alternativas
Q3861706 Medicina
Homem de 69 anos, com DPOC GOLD E, internações repetidas por exacerbações (três no último ano), perda ponderal significativa, limitação funcional importante (marcha restrita ao domicílio) e necessidade de oxigênio domiciliar contínuo. Nos últimos meses, apresenta fadiga intensa, dispneia refratária, apesar de tratamento otimizado, e aumento progressivo da dependência nas atividades cotidianas. O médico assistente questiona se é “o momento certo” para encaminhar o paciente para cuidados paliativos mais estruturados. Ele deseja utilizar ferramentas de triagem para embasar a decisão. Considerando os instrumentos mais utilizados para identificar pacientes que se beneficiam de cuidados paliativos, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3861707 Medicina
Paciente de 82 anos, com insuficiência cardíaca avançada (NYHA IV), demência vascular moderada, múltiplas internações por congestão e perda funcional progressiva, vive com a filha, que é sua cuidadora principal. Nas últimas semanas, apresenta anorexia marcada, dispneia em repouso, agitação noturna e episódios de recusa alimentar. A filha está exausta, relata culpa por não “conseguir fazer o pai comer” e insiste que a equipe “faça tudo” para reverter o quadro. Durante a reunião familiar, emergem conflitos, descritos abaixo:

• O fisioterapeuta acredita que o foco deve ser em mobilidade passiva e prevenção de dor por imobilidade.
• A psicóloga identifica sofrimento intenso da filha, com risco de colapso emocional.
• A enfermeira aponta sinais de sobrecarga do cuidador e risco de erros no manejo medicamentoso.
• O cardiologista defende manter betabloqueador e IECA, apesar da hipotensão e piora funcional.
• A geriatra sugere revisão profunda de metas de cuidado e possível transição para cuidados de fim de vida.

A equipe solicita avaliação do especialista em Cuidados Paliativos para conduzir o processo. Considerando as melhores práticas em funcionamento de equipe multidisciplinar/interdisciplinar, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3861708 Medicina
 Homem de 70 anos, com DPOC, insuficiência cardíaca avançada e doença renal crônica estágio IV, é admitido na UTI por sepse de foco pulmonar. Evolui com necessidade de ventilação mecânica invasiva e noradrenalina em dose crescente. Após 7 dias de UTI, mantém disfunções orgânicas persistentes, sem perspectiva de reversão clínica significativa. Apresenta as seguintes pontuações em avaliações da equipe: SOFA: 14, persistente por > 72 horas; APACHE II: 32; PPS: 20% pré-internação; CAM-ICU positivo para delirium; CPOT: 6 durante aspiração traqueal. A família relata que o paciente, antes da internação, expressava desejo de não permanecer “ligado a aparelhos” sem chance de recuperação funcional. Considerando o papel dos cuidados paliativos na UTI e a correta utilização das escalas de avaliação, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3861709 Medicina
Um lactente de 14 meses, portador de encefalopatia epiléptica grave de etiologia genética rara, apresenta atraso global do desenvolvimento, crises convulsivas refratárias, disfagia grave com broncoaspiração recorrente e múltiplas internações por pneumonia. Evolui com necessidade crescente de oxigenoterapia e episódios frequentes de desconforto respiratório. A equipe assistente propõe inclusão formal em cuidados paliativos pediátricos. Durante reunião multiprofissional, os pais solicitam “tudo o que for possível” em caso de nova insuficiência respiratória, incluindo intubação orotraqueal e ventilação mecânica prolongada, alegando esperança em futuros avanços terapêuticos. A equipe considera que tais medidas configurariam obstinação terapêutica. À luz dos princípios éticos, legais e clínicos dos cuidados paliativos pediátricos, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Respostas
10: B
11: D
12: A
13: B
14: A
15: E
16: C
17: A
18: D