Um menino de 10 anos com TEA, que utiliza frases
curtas e costuma indicar desconforto de modo pouco
específico, mantém há meses boa participação
escolar e terapêutica. Há duas semanas mudou de
sala na escola e, desde então, passou a ficar irritado
no fim da manhã, recusar algumas atividades
sentadas e pressionar repetidamente a região inferior
do abdome. A família atribuiu a mudança à nova
rotina. Nos últimos dez dias, evacuou três vezes, com
fezes volumosas e endurecidas; em duas ocasiões
houve pequena quantidade de fezes na roupa íntima.
O apetite diminuiu discretamente, sem vômitos,
febre, sangue nas fezes, perda ponderal ou alteração
urinária. Ao exame, está hidratado, afebril, com
abdome discretamente distendido, sem defesa ou dor
localizada, e massa fecal palpável em hipogástrio.
Qual interpretação e prioridade de conduta são mais
adequadas neste momento?