Questões de Concurso Público Prefeitura de Salvador - BA 2026 para Professor Municipal I – Língua Portuguesa

Foram encontradas 70 questões

Q4357883 Linguística
O sentido da linguagem está no contexto de interação verbal e não no sistema linguístico. A língua possui, por meio do discurso, uma função social, sendo um processo dinâmico e conflituoso de produção de significados sobre a realidade que se dá em qualquer contexto social. Para Bakhtin (1999), as relações sociais ganham sentido pela palavra e sua existência se concretiza no contexto da enunciação.
SANTOS, C. G. O ensino de Língua Estrangeira/Adicional pelo viés discursivocontrastivo. In.: DURÃO, A. B. de A. B.; DURÃO, A. B.; ANDRADE, O. G. de. (Orgs). Linguística Contrastiva: homenagem a Emilio Ridruejo Alonso. Coleção Calepino - vol. 2. Campinas: Pontes, 2019. p. 160.
O excerto revela uma das principais dimensões da linguagem: a social. 
Nesse sentido, é correto pressupor que, no âmbito escolar, as aulas de Língua Portuguesa devem 
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Q4357884 Pedagogia
Talvez o ensino da oralidade, entre as frentes de trabalho de Língua Portuguesa, tenha sido o que menos recebeu investimento nos últimos anos. Leitura e escrita contam com muitas pesquisas e avanços nos campos da psicologia cognitiva e da didática. Análise linguística e semiótica já ocuparam desde lugar de destaque, desbancando os demais eixos, até uma situação de banimento quase total do currículo. E chegamos à atualidade com a coexistência de práticas educativas nos mais diferentes espectros. Mas o que é que se ensina, afinal de contas, quando se trata de oralidade? Ensina-se as alunas e os alunos a falar? Elas e eles já não têm domínio suficiente disso? Para que trabalhar sistemática e intencionalmente com oralidade na escola? Qual é a relação entre escrita e oralidade?
SALVADOR. Secretaria Municipal da Educação. Referencial Curricular Municipal para os Anos Finais do Ensino Fundamental, p. 57.
As indagações apresentadas no trecho do documento conduzem a uma concepção de ensino da oralidade segundo a qual a escola deve
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Q4357885 Sociologia
O século XIX é uma boa base para refletirmos questões identitárias no Brasil, pois é o período histórico que faz uma ponte entre o antigo e o moderno na formação brasileira, século síntese que marca o projeto de modernização deste país. Podemos partir da história da literatura no Brasil como mote de apreensão da coformação do pensamento social brasileiro, e entender as determinações que impugnou, em vários momentos, a compreensão efetiva da vida nacional. De forma específica, a história da literatura nacional é compreendida, ora pela imitação dos ditames europeus, ora por um nacionalismo incongruente. Consolidação dos estados nações e o nacionalismo, bem como o livre comércio, são pautas na agenda europeia desse período, e são assimiladas, não ao acaso, pela intelectualidade brasileira e expressas na literatura nacional ao longo de sua história.
FARIAS, M. Educação no Museu AfroBrasil e identidade. p. 4. Disponível em: https://www.museudalinguaportuguesa.org.br/
Ao considerar a literatura uma forma de apreensão da constituição do pensamento social brasileiro, o texto apresenta a produção literária do século XIX como 
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Q4357886 Linguística
A frase é uma estrutura linguística caracterizada por relações sintáticas e uma significação, enquanto o enunciado é uma frase a que se adicionam informações retiradas da situação em que ela é enunciada. Isso quer dizer que uma frase pode corresponder a vários enunciados. Por exemplo, na frase A linha amarela do metrô está parada, a significação poderia ser O serviço de trens subterrâneos entre o ponto x e o ponto y está fora de funcionamento. Essa frase poderia corresponder a enunciados como Vamo-nos atrasar, Precisamos pegar um táxi, O serviço de manutenção está precário. FIORIN, J. L. Argumentação. São Paulo: Contexto, 2018. p. 32.
Os enunciados apresentados ao final do texto não constituem paráfrases da significação da frase tomada como exemplo. Eles evidenciam que
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Q4357887 Pedagogia
Evidentemente, o conhecimento escolar e o conhecimento acadêmico são conhecimentos diferentes. Não se espera que na escola sejam tratados exatamente os conhecimentos acadêmicos tal qual eles são produzidos nas universidades. Espera-se que na escola se trabalhe com o conhecimento escolar, ou seja, com os conhecimentos que, gestados e transformados na cultura escolar, podem produzir aprendizagens significativas e duradouras para os alunos; que podem ajudá-los a compreender melhor o mundo, desde o seu olhar ainda infantil ou adolescente; que podem enriquecer sua compreensão que ainda não é a compreensão especialista, mas generalista do mundo. SALVADOR. Secretaria Municipal da Educação. Referencial Curricular Municipal para os Anos Finais do Ensino Fundamental, p. 19.
A concepção de conhecimento escolar apresentada no trecho implica que, no ensino de Língua Portuguesa, o professor deve 
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Q4357888 Pedagogia
Ao componente Língua Portuguesa cabe, então, proporcionar aos estudantes experiências que contribuam para a ampliação dos letramentos, de forma a possibilitar a participação significativa e crítica nas diversas práticas sociais permeadas/constituídas pela oralidade, pela escrita e por outras linguagens. As práticas de linguagem contemporâneas não só envolvem novos gêneros e textos cada vez mais multissemióticos e multimidiáticos, como também novas formas de produzir, de configurar, de disponibilizar, de replicar e de interagir. (...) Eis, então, a demanda que se coloca para a escola: contemplar de forma crítica essas novas práticas de linguagem e produções, não só na perspectiva de atender às muitas demandas sociais que convergem para um uso qualificado e ético das tecnologias digitais da informação e comunicação (TDIC) – necessário para o mundo do trabalho, para estudar, para a vida cotidiana etc. –, mas de também fomentar o debate e outras demandas sociais que cercam essas práticas e usos.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, DF: Ministério da Educação, 2018, p. 67-69.
Considerando as orientações da BNCC relativas à “ampliação dos letramentos”, um professor de Língua Portuguesa dos Anos Finais do Ensino Fundamental deve propor aos estudantes que 
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Q4357889 Linguística
As línguas são fascinantes. Não há aspecto delas que não nos maravilhe, seja sua enorme complexidade estrutural e social, seja sua imensa heterogeneidade, seja ainda o fato de que são realidades com história. Mudam constantemente no eixo do tempo, e estas mudanças não se dão nem para melhor, nem para pior; as línguas não melhoram, mas também não decaem – elas simplesmente mudam. Por outro lado, as línguas estão intimamente atadas às dinâmicas histórico-políticas e às construções imaginário-ideológicas das sociedades em que são faladas. Em outros termos, as línguas não existem em si e por si; elas não são entidades autônomas – as línguas são elas e seus falantes; elas e as sociedades que as falam. FARACO, C. A. História sociopolítica da língua portuguesa. São Paulo: Parábola Editorial, 2016. p. 9.
A concepção de língua defendida no texto fundamenta uma prática de ensino de Língua Portuguesa que 
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Q4357890 Português

Não existe criatura sobre a face da terra que não reflita todo dia sobre a própria língua, embora nem sempre se dê conta disso. Às vezes até “colocamos no ar” pedaços dessa reflexão. Certamente você já se pilhou dizendo ao seu interlocutor: “me deixa dizer isso de outro modo”, “esse assunto, digamos assim, terá outros desdobramentos”, “por assim dizer, tudo o que preciso agora é que você me empreste uma grana”, “agora estou pensando em calar a boca”, etc., etc.

https://www.museudalinguaportuguesa.org.br/wp-content/uploads/2017/09/


Os exemplos de fala empregados no texto contribuem para demonstrar que a metalinguagem 

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Q4357891 Pedagogia

Texto 1:

MANDA BUSCAR

Ravi Lobo / Cronista do Morro

Minhas palavras me fazem uma profecia

Nessa guerra vencendo as espetaculares

Vivendo a vida e burlando as regras

Depois da minha morte cê vai gritar

Depois da minha vida contada em filme

Salvador liberdade, é só encostar

Paredão no morrinho, na humilde

Nova era, mudança de vida

Tipo contenção de pistola nos beco

Cantando o futuro, chamando na mente

Sonhando com isso, obrigado (música)

Salvador tá barril, corda no pescoço

No pico do morro, sonhando com a paz

Menino do gueto, cheio de informação

Mais um Malcolm X, mais um bom rapaz

Eles tratam meu povo como lixo

Eles tratam meu povo como bicho

https://genius.com/Ravi-lobo-manda-buscar-lyrics


Texto 2:


A demanda cognitiva das atividades de leitura deve aumentar progressivamente. Essa complexidade envolve, entre outros aspectos, considerar a diversidade cultural e abranger diferentes produções e formas de expressão, como a literatura infantil e juvenil, o cânone, o culto, o popular, a cultura de massa, a cultura das mídias e as culturas juvenis, de modo a ampliar o repertório dos estudantes e promover a interação com o diferente.

Adaptado de BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, DF: Ministério da Educação, 2018. p. 75.


Considerando as orientações do Texto 2, uma atividade de leitura do Texto 1 que articule a ampliação de repertório à progressão da demanda cognitiva deve levar os estudantes a  

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Q4357892 Português
Voltando ao japonês, a língua campeã das palavras intraduzíveis. Wabi-sabi significa encontrar beleza na imperfeição. Kintsugi, colar uma cerâmica quebrada, valorizando a imperfeição, ou seja, valorizando o wabi-sabi. (Eita povo que curte uma imperfeição. Logo esse país em que tudo é tão perfeitinho – seria o japonês um imperfeccionista?) Bakku-shan, ainda em japonês, é uma pessoa que parece atraente de costas, mas não de frente. DUVIVIER, G. Aos pés da letra. São Paulo: Companhia das Letras, 2026, p. 137.
No texto, a criação e o emprego do neologismo “imperfeccionista” contribuem para o sentido crítico do trecho ao
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Q4357893 Português

'Carinho, consentimento e camisinha': Prefeitura de Salvador lança campanha bem-humorada e incentiva 'conchinha' durante frente fria

No Instagram, a gestão municipal orienta também a proteção nas relações íntimas 

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No comunicado, a expressão “Se o clima esquentar” participa da construção do humor porque 

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Q4357894 Pedagogia
CAÇADORES DE FAKE NEWS: UM LIVRO DIGITAL CRIADO PELOS ESTUDANTES
Desenvolvido em uma escola estadual de Pinhal da Serra (RS), o projeto envolveu estudantes na produção colaborativa de um livro digital, com uso da plataforma Book Creator, sobre fake news e desinformação. Ao longo da atividade, os alunos pesquisaram o tema, analisaram informações, verificaram fontes e discutiram o uso responsável das mídias digitais. Como produto final, elaboraram orientações para ajudar outras pessoas a identificar e evitar a desinformação. Adaptado de https://www.gov.br/secom/pt-br/assuntos/educacaomidiatica/mapa/todas-as-fichas/cacadores-de-fake-news
A experiência relatada caracteriza uma prática de educação midiática porque os estudantes foram orientados a 
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Q4357895 Português
A ODISSEIA 16 de julho de 2026 No cinema | 2h 53min | Ação, Fantasia Direção: Christopher Nolan |Roteiro Christopher Nolan Elenco: Matt Damon, Tom Holland, Anne Hathaway Título original The Odyssey
Sinopse Não recomendado para menores de 14 anos Uma das histórias mais antigas da literatura ocidental ganha uma adaptação cinematográfica pelas mãos do cineasta Christopher Nolan. A Odisseia é um poema épico atribuído a Homero que acompanha as aventuras do herói grego Odisseu (Matt Damon) em sua volta para casa após a Guerra de Tróia. O guerreiro enfrenta criaturas míticas e deuses em sua jornada épica de retorno onde sua esposa Penélope (Anne Hathaway) o aguarda. O rei de Ítaca descreve sua trajetória esbarrando com seres como o Ciclope Polifemo, as sereias e a feiticeira/deusa Circe. https://www.adorocinema.com/filmes/filme-1000013045/
Considerando a organização das informações sobre o filme “A Odisseia”, a ficha técnica e a sinopse apresentam, respectivamente,
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Q4357896 Português
“Viva o povo brasileiro”, exuberante e complexa metáfora da formação de nossa identidade nacional, é obra monumental que já nasceu clássica, instaurando novo olhar ficcional sobre o passado do Brasil. A violência física e simbólica, os abismos sociais e os privilégios que os acentuam, a constituição de uma elite autoritária são encenados ao longo desta narrativa polifônica e lírica, muitas vezes irônica, que cobre quatrocentos anos de história. Poucas obras atingiram esse mesmo nível de complexidade, e pouquíssimas alcançaram êxito semelhante ao de “Viva o povo brasileiro”. “Viva o povo brasileiro”, obra de João Ubaldo Ribeiro, vencedor do prêmio Jabuti, em 1984, é um dos mais importantes romances surgidos na literatura brasileira no século XX. https://www.revistaprosaversoearte.com/joao-ubaldo-ribeiro-viva-o-povobrasileiro/
De acordo com o texto, a importância, para a literatura brasileira, da obra Viva o povo brasileiro do escritor baiano João Ubaldo Ribeiro está relacionada à capacidade do romance de 
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Q4357897 Literatura

Leia o trecho da canção “Tempo Rei”, de Gilberto Gil: Não me iludo Tudo permanecerá do jeito Que tem sido Transcorrendo Transformando Tempo e espaço navegando todos os sentidos (...) Pensamento Mesmo o fundamento singular do ser humano De um momento para o outro Poderá não mais fundar nem gregos, nem baianos Mães zelosas Pais corujas Vejam como as águas de repente ficam sujas Não se iludam Não me iludo Tudo agora mesmo pode estar por um segundo Tempo rei, ó, tempo rei, ó, tempo rei Transformai as velhas formas do viver Ensinai-me, ó, Pai, o que eu ainda não sei Mãe Senhora do Perpétuo, socorrei
https://www.letras.mus.br/gilberto-gil/46247/ acesso em 14.8.26


A articulação entre as ideias de permanência e transformação, ao longo da canção, sugere que
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Q4357898 Português
POR QUE O GENTÍLICO DE SALVADOR É SOTEROPOLITANO E NÃO ALGO COMO “SALVADORENSE”?
Entenda a origem do gentílico cunhado no século 19
Soteros significa “salvador” em grego. O sufixo “politano” deriva de polis, que é “cidade”. Não se sabe por que optou-se pelo gentílico helênico em vez do intuitivo “salvadorense”. Segundo Deonísio da Silva, autor do livro De Onde Vêm as Palavras, não há outra explicação que não seja “esnobação erudita”. “Soteropolitano” foi cunhado em 1817, pelo padre e geógrafo português Manuel Aires de Casal. A palavra apareceu pela primeira vez no livro Corografia Brasílica. Também é comum que algumas cidades tenham dois gentílicos: um formado naturalmente, pelo uso diário, e outro artificialmente, com palavras derivadas do grego ou do latim. É o caso do “ludovicense”, que designa quem nasceu em São Luís, no Maranhão. O termo deriva do latim Ludovicus, que posteriormente deu origem ao aportuguesado “Luís”. No entanto, o gentílico “são-luisense” também é aceito. Em alguns casos, a forma erudita é a mais usual. Você nunca ouviu falar de nenhum “rio-de-janeirense”. “Fluminense”, o gentílico para quem nasceu no estado do Rio de Janeiro, é latim puro. Flumen significa “rio” em latim – uma referência geograficamente imprecisa para a Baía da Guanabara. Vale lembrar que o termo “salvadorense” é o gentílico de quem nasceu em Salvador das Missões, no Rio Grande do Sul. E “sãoluizense”, o de São Luiz Gonzaga, no mesmo estado. https://super.abril.com.br/coluna/oraculo/por-que-o-gentilico-de-salvador-esoteropolitano-e-nao-algo-como-salvadorense/
Ao comparar gentílicos como “soteropolitano”, “salvadorense”, “ludovicense” e “são-luisense”, o texto evidencia que a formação do léxico da língua portuguesa 
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Q4357899 Jornalismo
A alfabetização midiática e informacional é a capacidade mais específica de entender a linguagem e as convenções das notícias como um gênero e reconhecer como esses recursos podem ser explorados por alguém mal-intencionado. (...) Por isso, a AMI também precisa prestar atenção para conscientizar as pessoas sobre como elas respondem a conteúdos de notícias, e suas predisposições para darem credibilidade ou não à informação, independente de parecerem notícias ou não. Portanto, a AMI deve, em sua essência, dar aos indivíduos uma visão de sua própria identidade – quem são e quem estão se tornando, e como isso afeta seu engajamento com notícias e outros tipos de comunicação. https://www.unesco.org/pt/articles/jornalismo-fake-news-desinformacao
A concepção de alfabetização midiática e informacional (AMI) apresentada no texto compreende que o enfrentamento da desinformação requer
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Q4357900 Português
Construir sociedades mais pacíficas, justas e sustentáveis começa pela educação. Ela influencia todos os aspectos da vida cotidiana e nossas perspectivas futuras, ao mesmo tempo em que é impactada pela saúde e pelo meio ambiente. No cenário global de agravamento da mudança climática, retrocessos democráticos, desigualdades persistentes, aumento da discriminação, discurso de ódio, violência e conflitos, a educação pode ser uma ferramenta para enfrentar e prevenir esses problemas. E pode também constituir um investimento a longo prazo com rendimentos crescentes, se for concebido e implementado de forma eficaz. https://www.unesco.org/pt/global-citizenship-peace-education/
Na construção argumentativa do texto, o emprego de “pode” e da oração “se for concebido e implementado de forma eficaz” contribui para apresentar a educação como 
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Q4357901 Português

Leia a tirinha a seguir. 

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Na fala do menino no último quadrinho, o efeito de humor e de ironia indireta é produzido porque a personagem 

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Q4357902 Português
Quando retirei a faca da mala de roupas, embrulhada em um pedaço de tecido antigo e encardido, com nódoas escuras e um nó no meio, tinha pouco mais de sete anos. Minha irmã, Belonísia, que estava comigo, era mais nova um ano. Pouco antes daquele evento, estávamos no terreiro da casa antiga, brincando com bonecas feitas de espigas de milho colhidas na semana anterior. Aproveitávamos as palhas que já amarelavam para vestir feito roupas nos sabugos. Falávamos que as bonecas eram nossas filhas, filhas de Bibiana e Belonísia. Ao percebermos nossa avó se afastar da casa pela lateral do terreiro, nos olhamos em sinal de que o terreno estava livre, para em seguida dizer que era a hora de descobrir o que Donana escondia na mala de couro, em meio às roupas surradas com cheiro de gordura rançosa. Donana notava que crescíamos e, curiosas, invadíamos seu quarto para perguntar sobre as conversas que escutávamos e sobre as coisas de que nada sabíamos, como os objetos no interior de sua mala. A todo instante éramos repreendidas por nosso pai ou nossa mãe. Minha avó, em particular, só precisava nos olhar com firmeza para sentirmos a pele arrepiar e arder, como se tivéssemos nos aproximando de uma fogueira. VIEIRA JUNIOR, Itamar. Torto arado. São Paulo: Todavia, 2019. p. 13
No fragmento inicial do romance Torto arado, a construção literária da memória da infância apoia-se, entre outros recursos, na alternância entre formas verbais do pretérito. 
Esse recurso contribui para a organização da narrativa ao 
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Respostas
41: C
42: A
43: D
44: E
45: C
46: D
47: B
48: C
49: D
50: B
51: C
52: D
53: A
54: E
55: B
56: A
57: A
58: C
59: A
60: C