Questões de Concurso Público HU Brasil 2026 para Área de Atuação - Cirurgia Bariátrica
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Quando do exame físico, encontra-se emagrecido, hipocorado (++/4+), com índice de massa corporal de 19 kg/m². Apresenta discreta dor à palpação profunda do epigástrio, sem sinais de irritação peritoneal. Observa-se linfonodo supraclavicular esquerdo endurecido, indolor e móvel, medindo aproximadamente 2 cm. Não há evidência de ascite.
Os exames laboratoriais mostram: hemoglobina de 8,9 g/dL com padrão de anemia ferropriva. A endoscopia digestiva alta evidencia lesão ulceroinfiltrativa localizada na pequena curvatura do antro gástrico, medindo aproximadamente 5 cm. As biópsias confirmam adenocarcinoma gástrico moderadamente diferenciado.
Uma tomografia computadorizada de tórax, abdome e pelve não demonstra metástases hepáticas, pulmonares ou peritoneais evidentes. Diante da presença do linfonodo supraclavicular, foi realizada punção aspirativa guiada por ultrassonografia, que confirma infiltração metastática por adenocarcinoma gástrico.
Considerando os princípios de estadiamento e tratamento recomendados, a conduta mais apropriada será
Ao exame físico está emagrecido, com índice de massa corporal de 18 kg/m², mucosas hipocoradas (+/4+) e discreta atrofia muscular. Não há linfonodomegalias cervicais palpáveis. Tem auscultas pulmonar e cardíaca normais. O abdome não apresenta alterações.
Uma endoscopia digestiva alta evidencia lesão vegetante e ulcerada localizada no terço médio do esôfago, causando redução luminal significativa. A biópsia demonstra carcinoma espinocelular moderadamente diferenciado.
O estadiamento prossegue com tomografia computadorizada de tórax e abdome, que não demonstra metástases à distância. A ecoendoscopia identifica invasão da camada muscular própria e da adventícia, sem invasão de estruturas adjacentes. Observam-se três linfonodos periesofágicos suspeitos, confirmando doença regional linfonodal.
O paciente apresenta bom desempenho funcional (ECOG 0) e avaliação cardiopulmonar favorável para tratamento multimodal.
Diante desse caso clínico, a conduta mais apropriada é
Ao exame físico, encontra-se em bom estado geral, corada (+/4+), hidratada, afebril e hemodinamicamente estável. O exame cardiopulmonar é normal. O abdome é flácido, indolor e sem massas palpáveis.
Um hemograma mostra hemoglobina de 9,8 g/dL com padrão compatível com anemia ferropriva.
Tem uma endoscopia digestiva alta que evidencia grande hérnia hiatal, com parte significativa do fundo gástrico herniado para o mediastino. Observam-se erosões lineares na mucosa gástrica ao nível do diafragma compatíveis com lesões de Cameron. Não existe esofagite significativa.
Um esofagograma contrastado demonstra migração intratorácica de aproximadamente 50% do estômago, com a junção esofagogástrica permanecendo em posição anatômica normal. Uma tomografia de tórax confirma hérnia paraesofágica volumosa, tipo III, sem sinais de perfuração ou isquemia.
Para essa paciente, a conduta mais apropriada será
Ao exame físico, está em bom estado geral, porém discretamente emagrecido. Apresenta mucosas hipocoradas (++/4+). O abdome é plano, flácido, indolor à palpação superficial, mas palpa-se massa pouco móvel e mal delimitada no epigástrio. Não há sinais de irritação peritoneal e não se observa linfonodomegalias.
O hemograma mostra hemoglobina de 8,7 g/dL, compatível com anemia ferropriva. Uma endoscopia digestiva alta evidencia abaulamento subepitelial na parede posterior do corpo gástrico, medindo aproximadamente 8 cm, com área central ulcerada. A ecoendoscopia demonstra lesão originada da muscular própria. A tomografia computadorizada de abdome evidencia massa gástrica exofítica de 8,5 cm, sem invasão de órgãos adjacentes e sem metástases hepáticas ou peritoneais.
Foi realizada biópsia guiada por ecoendoscopia, cujo resultado da imuno-histoquímica revela: CD117 (KIT): positivo; DOG1: positivo e CD34: positivo.
Diante desse quadro clínico a conduta mais apropriada será
Nas últimas 24 horas, apresentou dois episódios de melena e um episódio de hematêmese com eliminação de grande quantidade de sangue vermelho vivo.
Ao exame físico, encontra-se consciente, porém pálido, sudorético e ansioso. Pressão arterial: 90/60 mmHg; frequência cardíaca: 120 bpm; frequência respiratória: 22 irpm. Extremidades frias e tempo de enchimento capilar prolongado. O abdome é plano, com discreta dor à palpação profunda do epigástrio, sem sinais de irritação peritoneal. O toque retal confirma presença de melena.
Após reposição volêmica inicial, o paciente é submetido à endoscopia digestiva alta. O exame evidencia úlcera duodenal de aproximadamente 1,5 cm na parede posterior do bulbo duodenal, apresentando vaso visível não sangrante (Forrest IIa), sem sangramento ativo no momento do exame.
Considerando as recomendações atuais, a conduta mais apropriada para o caso será
Durante a avaliação pré-operatória, relata perda ponderal involuntária de 15 kg nos últimos quatro meses (18% do peso corporal), anorexia importante, fadiga progressiva e redução significativa da ingestão alimentar nas últimas seis semanas. Refere diabetes mellitus tipo 2, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) moderada associada a tabagismo de 40 maçosano (ainda fumando), hipertensão arterial sistêmica e coronariopatia estável com colocação de stent farmacológico há três anos.
Ao exame físico, apresenta-se emagrecido, com índice de massa corporal de 18 kg/m². Observam-se perda muscular evidente em região temporal, deltoides e interósseos das mãos. A força de preensão manual encontra-se reduzida. Frequência cardíaca de 88 bpm, pressão arterial de 130/80 mmHg e saturação de oxigênio de 94% em ar ambiente.
Exames realizados mostram: Albumina sérica: 2,7 g/dL; Préalbumina reduzida; Hemoglobina: 9,4 g/dL; Hemoglobina glicada (HbA1c): 9,2%; Bilirrubina total: 11 mg/dL; Creatinina normal. Uma tomografia computadorizada não demonstra metástases e confirma doença potencialmente ressecável.
Considerando esse caso clínico, a melhor conduta antes da realização da cirurgia será
Recebeu alta hospitalar e após melhora inicial, começou a apresentar dificuldade para deglutir, a princípio, para alimentos sólidos, com progressão gradual para alimentos pastosos. Nas últimas semanas, passou a tolerar apenas líquidos. Refere perda ponderal de 14 kg nesse período, refere episódios frequentes de regurgitação alimentar e importante comprometimento nutricional. Não há história de hematêmese, melena ou sintomas respiratórios.
Ao exame físico encontra-se emagrecido, com índice de massa corporal de 17 kg/m², mucosas hipocoradas (+/4+), discreta atrofia muscular e sinais clínicos de desnutrição proteico-calórica. O exame cervical é normal. Não há linfonodomegalias palpáveis no pescoço. O exame cardiopulmonar e abdominal não apresenta alterações.
Uma seriografia do esôfago demonstra estenose longa, irregular, localizada no terço médio e distal do esôfago, com importante redução luminal. A endoscopia digestiva alta revela estenose cicatricial extensa, permitindo passagem apenas de endoscópio ultrafino. As biópsias não demonstram malignidade.
Considerando as diretrizes cirúrgicas atuais para o manejo da estenose cáustica do esôfago, a conduta mais apropriada nesse momento, será
Na manhã da cirurgia, o paciente é encaminhado ao centro cirúrgico. Durante a preparação anestésica, o primeiro auxiliar observa que a prescrição de profilaxia antimicrobiana contém cefazolina. Simultaneamente, a enfermagem identifica divergência entre a lateralidade registrada no prontuário eletrônico e a anotação da programação cirúrgica. O paciente já se encontra na sala operatória, porém ainda não foi realizada a indução anestésica.
O cirurgião principal está presente e argumenta que a divergência é um erro administrativo sem relevância clínica e que a cirurgia deve prosseguir para evitar atrasos na programação do centro cirúrgico.
De acordo com os princípios de segurança do paciente descritos na Lista de Verificação de Segurança Cirúrgica da Organização Mundial da Saúde (OMS), a conduta mais apropriada nesse momento será
Ao exame físico, encontra-se afebril, com frequência cardíaca de 98 bpm e pressão arterial de 120/70 mmHg. O abdome apresenta dor localizada em fossa ilíaca direita, defesa muscular localizada e sinal de Blumberg positivo no ponto de McBurney. Os exames laboratoriais demonstram leucocitose de 15.600/mm³ com desvio à esquerda. Realizou-se uma tomografia computadorizada evidencia apendicite aguda supurativa sem perfuração.
Durante uma apendicectomia aberta, após a ligadura do mesoapêndice e secção do apêndice, o cirurgião solicita ao residente que identifique qual técnica corresponde ao tempo cirúrgico de síntese do coto apendicular, após a realização da exérese.
Uma técnica clássica de síntese utilizada nesse momento da operação é a de
Como antecedentes, relata uso contínuo de anticoncepcional oral combinado há 18 anos. Nega etilismo e não apresenta história familiar de neoplasias hepáticas.
Ao exame físico: Bom estado geral; IMC: 25 kg/m²; afebril; sem icterícia; abdome flácido e indolor; fígado não é palpável e não tem ascite.
Os exames laboratoriais apresentam bilirrubinas, transaminases, fosfatase alcalina e alfafetoproteínas normais, assim como sorologias para hepatites negativas.
Realizou-se a pesquisa por imagem com: ultrassonografia que mostra lesão hepática sólida de 6 cm no segmento VI; A tomografia computadorizada trifásica evidencia lesão hipervascular bem delimitada e a ressonância magnética mostra captação arterial intensa, sem cicatriz central evidente, em paciente usuária crônica de estrogênios.
Considerando os principais tumores benignos hepáticos e seus respectivos métodos diagnósticos e tratamentos, a melhor interpretação do caso e a conduta mais apropriada são
Ao exame físico: Estado geral regular; Icterícia cutaneomucosa (+++/4+); Escoriações cutâneas difusas pelo prurido; Frequência cardíaca: 86 bpm; Pressão arterial: 128/78 mmHg; Abdome flácido e indolor; Ausência de massa palpável; Vesícula biliar não palpável.
Exames laboratoriais: Bilirrubina total: 18,4 mg/dL; Bilirrubina direta: 15,7 mg/dL; Fosfatase alcalina de 1.120 U/L; Gama-GT: 1.380 U/L; CA 19-9 elevado; Alfafetoproteína normal.
Uma ultrassonografia evidencia dilatação importante das vias biliares intra-hepáticas, sem dilatação significativa do colédoco distal.
A melhor sequência de propedêutica diagnóstica, para classificação anatômica e tratamento potencialmente curativo, será:
Relata contato frequente com cães de pastoreio e participação habitual em atividades pecuárias. Nega hepatopatias prévias.
Ao exame físico: Estado geral preservado; Afebril; Pressão arterial: 126/78 mmHg; Frequência cardíaca: 76 bpm; Abdome flácido; Fígado palpável a 3 cm do rebordo costal direito; Discreta dor à palpação profunda do hipocôndrio direito; Ausência de sinais de irritação peritoneal.
Exames laboratoriais: Hemoglobina: 13,8 g/dL; Leucócitos: 8.200/mm³; Eosinofilia discreta; Bilirrubinas normais; Transaminases normais.
Uma ultrassonografia evidencia lesão cística hepática de 11 cm localizada nos segmentos V e VI, contendo múltiplas vesículas internas e membranas destacadas. Não há dilatação das vias biliares.
Considerando a principal hipótese diagnóstica, a melhor sequência de propedêutica diagnóstica e tratamento, será
Durante a cirurgia, um residente é questionado pelo cirurgiãochefe sobre a sequência técnica fundamental da operação de Whipple clássica, segundo os princípios descritos nos tratados médicos.
Os principais tempos operatórios da duodenopancreatectomia cefálica são
Quando do exame físico observou-se: Estado geral preservado; Pressão arterial: 122/78 mmHg; Frequência cardíaca: 84 bpm; Abdome flácido e indolor; Sem massas palpáveis; Sem visceromegalias; Toque retal sem alterações.
Os exames laboratoriais mostram: Hemoglobina: 9,8 g/dL; Ferritina reduzida; Leucograma normal; Função hepática normal.
Uma endoscopia digestiva alta e a colonoscopia não identificam a origem do sangramento. É realizada enterografia por tomografia computadorizada, que demonstra lesão submucosa bem delimitada de 3,8 cm no jejuno proximal, sem adenomegalias regionais, invasão mesentérica ou metástases. Realizou-se uma enteroscopia que evidencia lesão subepitelial ulcerada, e a ecoendoscopia demonstra tumor originado da camada muscular própria.
Considerando os princípios descritos, a melhor sequência de hipótese diagnóstica, propedêutica complementar e tratamento, será:
Nega contrações uterinas, sangramento vaginal ou perda de líquido amniótico.
Ao exame físico: Temperatura: 38,2°C; Frequência cardíaca: 104 bpm; Pressão arterial: 116/70 mmHg; Útero compatível com a idade gestacional; Dor importante à palpação do hipocôndrio direito; Interrupção inspiratória dolorosa à palpação profunda subcostal direita; Sem sinais de irritação peritoneal; Ausência de sofrimento fetal na avaliação obstétrica inicial.
Exames laboratoriais: Leucócitos: 15.200/mm³; PCR elevada; Bilirrubina total: 1,0 mg/dL; Fosfatase alcalina discretamente elevada; Lipase normal.
Considerando os princípios e as diretrizes atuais para doenças biliares durante a gestação, a melhor sequência de propedêutica e tratamento para esta paciente é
Ao exame físico: Estado geral bom; Frequência cardíaca: 88 bpm; Pressão arterial: 118/72 mmHg; Abdome flácido e indolor; Sem massas palpáveis; Toque retal sem lesões palpáveis; Sem sinais de irritação peritoneal.
Exames laboratoriais: Hemoglobina: 10,8 g/dL; Ferritina reduzida; Função hepática normal; CEA normal.
Uma colonoscopia mostra mais de 400 pólipos adenomatosos distribuídos por todo o cólon e reto. A endoscopia digestiva alta evidencia múltiplos adenomas duodenais pequenos. A tomografia de abdome não demonstra metástases ou lesões invasivas.
Considerando os conhecimentos atuais, a melhor interpretação diagnóstica, propedêutica complementar e de tratamento para o caso, é
Ao exame físico: Estado geral regular; IMC: 22 kg/m²; Frequência cardíaca: 94 bpm; Pressão arterial: 118/70 mmHg; Abdome discretamente distendido; Dor leve à palpação profunda do quadrante inferior esquerdo; Sem sinais de irritação peritoneal; Toque retal sem lesão palpável.
Exames laboratoriais: Hemoglobina: 9,9 g/dL; Ferritina reduzida; CEA: 12 ng/mL.
Uma colonoscopia identifica lesão estenosante e ulcerada localizada no cólon descendente distal, cuja biópsia demonstra adenocarcinoma moderadamente diferenciado. A tomografia computadorizada de tórax, abdome e pelve não evidencia metástases à distância nem invasão de órgãos adjacentes.
Considerando os princípios atuais da prática cirúrgica, a melhor interpretação diagnóstica, propedêutica e tratamento para o caso, será:
Relata que a dor inicia durante a evacuação e persiste por várias horas após o ato evacuatório. Nega febre, perda ponderal ou drenagem purulenta.
Ao exame físico: Estado geral preservado; Sinais vitais normais; Inspeção anal evidenciando plicoma sentinela posterior; Espasmo importante do esfíncter anal interno; Dor intensa à tentativa de afastamento das nádegas; Toque retal prejudicado pela dor; Anuscopia não tolerada adequadamente.
A melhor interpretação diagnóstica, propedêutica e tratamento para o caso, será:
Possui antecedente de perda ponderal recente e hipertensão arterial controlada.
Ao exame físico: Estado geral discretamente comprometido; Temperatura: 37,8°C; Frequência cardíaca: 104 bpm; Pressão arterial: 108/68 mmHg; Abdome discretamente distendido; Ruídos hidroaéreos diminuídos; Dor difusa leve à palpação; Ausência de sinais de irritação peritoneal; Pequena tumoração dolorosa, endurecida e irredutível abaixo do ligamento inguinal direito; Pele sem hiperemia significativa.
Exames laboratoriais: Leucócitos: 14.800/mm³; PCR elevada; Lactato discretamente aumentado.
A tomografia computadorizada demonstra hérnia femoral encarcerada contendo apenas parte da circunferência antimesentérica de uma alça ileal, com espessamento parietal, edema mural e dilatação discreta das alças proximais.
Considerando os princípios descritos na literatura atualizada, a melhor interpretação diagnóstica, propedêutica e tratamento para o caso, será
Ao exame físico apresenta: Frequência cardíaca: 118 bpm; Pressão arterial: 102/68 mmHg; Frequência respiratória: 28 irpm; Saturação de O₂: 96% com máscara facial; Tempo de enchimento capilar: 3 segundos; Extremidades frias; Escore de Glasgow: 15; Abdome distendido, com equimose em faixa compatível com sinal do cinto de segurança, dor difusa à palpação, defesa involuntária e dor à descompressão brusca; Pelve estável; Sem sinais de traumatismo craniano grave.
Após acesso venoso calibroso e início da reposição com concentrado de hemácias, o protocolo ATLS é seguido. O exame FAST mostra grande quantidade de líquido livre nos quatro quadrantes. Em seguida, realiza-se tomografia computadorizada contrastada porque o paciente apresenta resposta hemodinâmica transitória à reposição volêmica, demonstrando: Laceração hepática grau IV com extravasamento ativo de contraste; Laceração esplênica grau V com grande hematoma periesplênico; Contusão renal esquerda grau III sem extravasamento urinário; Grande quantidade de hemoperitônio.; Ausência de pneumoperitônio.
Durante a realização do exame, o paciente mantém taquicardia persistente e necessita de transfusão contínua.
Com base no quadro clínico e nos achados de imagem, assinale a opção que apresenta a melhor interpretação diagnóstica e a conduta definitiva mais adequada.