Questões de Concurso Público HU Brasil 2026 para Área de Atuação - Cirurgia Bariátrica

Foram encontradas 80 questões

Q4312800 Não definido
No seu Serviço de Cirurgia do Aparelho Digestivo dá entrada um homem de 67 anos, ex-tabagista, 40 maços-ano, que se queixa de epigastralgia moderada há aproximadamente seis meses, associada a plenitude pós-prandial precoce, anorexia progressiva e perda ponderal de 12 kg nesse período. Relata episódios ocasionais de náuseas e dois episódios recentes de melena. Nega hematêmese. Refere fadiga progressiva e redução importante da capacidade funcional. Possui história de gastrite crônica associada ao Helicobacter pylori, tratada há vários anos.
Quando do exame físico, encontra-se emagrecido, hipocorado (++/4+), com índice de massa corporal de 19 kg/m². Apresenta discreta dor à palpação profunda do epigástrio, sem sinais de irritação peritoneal. Observa-se linfonodo supraclavicular esquerdo endurecido, indolor e móvel, medindo aproximadamente 2 cm. Não há evidência de ascite.
Os exames laboratoriais mostram: hemoglobina de 8,9 g/dL com padrão de anemia ferropriva. A endoscopia digestiva alta evidencia lesão ulceroinfiltrativa localizada na pequena curvatura do antro gástrico, medindo aproximadamente 5 cm. As biópsias confirmam adenocarcinoma gástrico moderadamente diferenciado.
Uma tomografia computadorizada de tórax, abdome e pelve não demonstra metástases hepáticas, pulmonares ou peritoneais evidentes. Diante da presença do linfonodo supraclavicular, foi realizada punção aspirativa guiada por ultrassonografia, que confirma infiltração metastática por adenocarcinoma gástrico.
Considerando os princípios de estadiamento e tratamento recomendados, a conduta mais apropriada será 
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Q4312801 Medicina
Na sessão clínica do seu hospital é apresentado o caso de um homem de 63 anos com disfagia progressiva há cinco meses. Inicialmente, ele apresentava dificuldade para deglutir carnes e pães, evoluindo posteriormente para dificuldade com alimentos pastosos e, nas últimas semanas, até mesmo com líquidos. Refere perda ponderal de 15 kg nos últimos seis meses, anorexia, fadiga progressiva e episódios ocasionais de dor retroesternal não relacionada ao esforço. Relata tabagismo de 50 maços-ano e etilismo pesado desde a juventude. Nega hematêmese.
Ao exame físico está emagrecido, com índice de massa corporal de 18 kg/m², mucosas hipocoradas (+/4+) e discreta atrofia muscular. Não há linfonodomegalias cervicais palpáveis. Tem auscultas pulmonar e cardíaca normais. O abdome não apresenta alterações.
Uma endoscopia digestiva alta evidencia lesão vegetante e ulcerada localizada no terço médio do esôfago, causando redução luminal significativa. A biópsia demonstra carcinoma espinocelular moderadamente diferenciado.
O estadiamento prossegue com tomografia computadorizada de tórax e abdome, que não demonstra metástases à distância. A ecoendoscopia identifica invasão da camada muscular própria e da adventícia, sem invasão de estruturas adjacentes. Observam-se três linfonodos periesofágicos suspeitos, confirmando doença regional linfonodal.
O paciente apresenta bom desempenho funcional (ECOG 0) e avaliação cardiopulmonar favorável para tratamento multimodal.
Diante desse caso clínico, a conduta mais apropriada é
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Q4312802 Medicina
Você atende, no seu ambulatório, a uma mulher de 68 anos, que vem referenciada de uma Unidade Básica de Saúde. Quando da anamnese, queixa-se de episódios progressivos de desconforto retroesternal pós-prandial, sensação de plenitude após pequenas refeições, regurgitação de alimentos não digeridos e disfagia intermitente para sólidos há aproximadamente dois anos. Nos últimos seis meses, passou a apresentar episódios ocasionais de dispneia após refeições volumosas e relata duas internações por anemia ferropriva sem causa evidente. Refere perda ponderal de 6 kg no último ano. Nega pirose importante. Possui antecedente de hipertensão arterial e obesidade grau I.
Ao exame físico, encontra-se em bom estado geral, corada (+/4+), hidratada, afebril e hemodinamicamente estável. O exame cardiopulmonar é normal. O abdome é flácido, indolor e sem massas palpáveis.
Um hemograma mostra hemoglobina de 9,8 g/dL com padrão compatível com anemia ferropriva.
Tem uma endoscopia digestiva alta que evidencia grande hérnia hiatal, com parte significativa do fundo gástrico herniado para o mediastino. Observam-se erosões lineares na mucosa gástrica ao nível do diafragma compatíveis com lesões de Cameron. Não existe esofagite significativa.
Um esofagograma contrastado demonstra migração intratorácica de aproximadamente 50% do estômago, com a junção esofagogástrica permanecendo em posição anatômica normal. Uma tomografia de tórax confirma hérnia paraesofágica volumosa, tipo III, sem sinais de perfuração ou isquemia.
Para essa paciente, a conduta mais apropriada será 
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Q4312803 Medicina
Sua equipe cirúrgica discute a conduta a ser instituída para um paciente de 61 anos que apresenta fadiga progressiva, plenitude pós-prandial e desconforto epigástrico inespecífico há aproximadamente seis meses. Relata episódios intermitentes de melena nas últimas semanas e perda ponderal de 7 kg nos últimos seis meses. Nega vômitos, disfagia ou alteração do hábito intestinal.
Ao exame físico, está em bom estado geral, porém discretamente emagrecido. Apresenta mucosas hipocoradas (++/4+). O abdome é plano, flácido, indolor à palpação superficial, mas palpa-se massa pouco móvel e mal delimitada no epigástrio. Não há sinais de irritação peritoneal e não se observa linfonodomegalias.
O hemograma mostra hemoglobina de 8,7 g/dL, compatível com anemia ferropriva. Uma endoscopia digestiva alta evidencia abaulamento subepitelial na parede posterior do corpo gástrico, medindo aproximadamente 8 cm, com área central ulcerada. A ecoendoscopia demonstra lesão originada da muscular própria. A tomografia computadorizada de abdome evidencia massa gástrica exofítica de 8,5 cm, sem invasão de órgãos adjacentes e sem metástases hepáticas ou peritoneais.
Foi realizada biópsia guiada por ecoendoscopia, cujo resultado da imuno-histoquímica revela: CD117 (KIT): positivo; DOG1: positivo e CD34: positivo.
Diante desse quadro clínico a conduta mais apropriada será 
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Q4312804 Medicina
Na sua Unidade de Emergência dá entrada um homem de 62 anos, após episódio súbito de hematêmese volumosa, seguido de tontura e síncope transitória. Relata história de dor epigástrica em queimação há vários meses, parcialmente aliviada pela alimentação, mas nunca investigada. Refere uso diário de antiinflamatórios não esteroidais para osteoartrose dos joelhos nos últimos três anos. Nega doença hepática ou etilismo importante.
Nas últimas 24 horas, apresentou dois episódios de melena e um episódio de hematêmese com eliminação de grande quantidade de sangue vermelho vivo.
Ao exame físico, encontra-se consciente, porém pálido, sudorético e ansioso. Pressão arterial: 90/60 mmHg; frequência cardíaca: 120 bpm; frequência respiratória: 22 irpm. Extremidades frias e tempo de enchimento capilar prolongado. O abdome é plano, com discreta dor à palpação profunda do epigástrio, sem sinais de irritação peritoneal. O toque retal confirma presença de melena.
Após reposição volêmica inicial, o paciente é submetido à endoscopia digestiva alta. O exame evidencia úlcera duodenal de aproximadamente 1,5 cm na parede posterior do bulbo duodenal, apresentando vaso visível não sangrante (Forrest IIa), sem sangramento ativo no momento do exame.
Considerando as recomendações atuais, a conduta mais apropriada para o caso será
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Q4312805 Não definido
Você é o médico responsável por um paciente de 68 anos, que foi encaminhado ao serviço de cirurgia digestiva após diagnóstico de adenocarcinoma de cabeça de pâncreas potencialmente ressecável. Após avaliação e discussão da conduta terapêutica, optou-se pela realização de uma duodenopancreatectomia cefálica (Whipple).
Durante a avaliação pré-operatória, relata perda ponderal involuntária de 15 kg nos últimos quatro meses (18% do peso corporal), anorexia importante, fadiga progressiva e redução significativa da ingestão alimentar nas últimas seis semanas. Refere diabetes mellitus tipo 2, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) moderada associada a tabagismo de 40 maçosano (ainda fumando), hipertensão arterial sistêmica e coronariopatia estável com colocação de stent farmacológico há três anos.
Ao exame físico, apresenta-se emagrecido, com índice de massa corporal de 18 kg/m². Observam-se perda muscular evidente em região temporal, deltoides e interósseos das mãos. A força de preensão manual encontra-se reduzida. Frequência cardíaca de 88 bpm, pressão arterial de 130/80 mmHg e saturação de oxigênio de 94% em ar ambiente.
Exames realizados mostram: Albumina sérica: 2,7 g/dL; Préalbumina reduzida; Hemoglobina: 9,4 g/dL; Hemoglobina glicada (HbA1c): 9,2%; Bilirrubina total: 11 mg/dL; Creatinina normal. Uma tomografia computadorizada não demonstra metástases e confirma doença potencialmente ressecável.
Considerando esse caso clínico, a melhor conduta antes da realização da cirurgia será 
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Q4312806 Medicina
Um homem de 42 anos foi encaminhado a seu ambulatório de cirurgia do aparelho digestivo por disfagia progressiva há quatro meses. Relata que, há aproximadamente seis meses, ingeriu acidentalmente grande quantidade de um produto de limpeza alcalino industrial armazenado inadequadamente em uma garrafa de refrigerante. Na ocasião, apresentou intensa odinofagia, sialorreia, dor retroesternal e queimaduras orais, sendo internado por vários dias. Evoluiu sem necessidade de cirurgia de emergência.
Recebeu alta hospitalar e após melhora inicial, começou a apresentar dificuldade para deglutir, a princípio, para alimentos sólidos, com progressão gradual para alimentos pastosos. Nas últimas semanas, passou a tolerar apenas líquidos. Refere perda ponderal de 14 kg nesse período, refere episódios frequentes de regurgitação alimentar e importante comprometimento nutricional. Não há história de hematêmese, melena ou sintomas respiratórios.
Ao exame físico encontra-se emagrecido, com índice de massa corporal de 17 kg/m², mucosas hipocoradas (+/4+), discreta atrofia muscular e sinais clínicos de desnutrição proteico-calórica. O exame cervical é normal. Não há linfonodomegalias palpáveis no pescoço. O exame cardiopulmonar e abdominal não apresenta alterações.
Uma seriografia do esôfago demonstra estenose longa, irregular, localizada no terço médio e distal do esôfago, com importante redução luminal. A endoscopia digestiva alta revela estenose cicatricial extensa, permitindo passagem apenas de endoscópio ultrafino. As biópsias não demonstram malignidade.
Considerando as diretrizes cirúrgicas atuais para o manejo da estenose cáustica do esôfago, a conduta mais apropriada nesse momento, será 
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Q4312807 Medicina
Seu paciente tem 62 anos, foi admitido para hemicolectomia direita eletiva por adenocarcinoma de cólon ascendente, diagnosticado durante investigação de anemia ferropriva. Durante a avaliação pré-operatória apresenta hipertensão arterial controlada, diabetes mellitus tipo 2 e índice de massa corporal (IMC) de 32 kg/m². Refere alergia grave à cefalosporina, previamente associada a episódio de anafilaxia, que necessitou de assistência respiratória. Os exames pré-operatórios demonstram hemoglobina de 12,3 g/dL, creatinina normal e glicemia adequadamente controlada com esquema de insulina regular.
Na manhã da cirurgia, o paciente é encaminhado ao centro cirúrgico. Durante a preparação anestésica, o primeiro auxiliar observa que a prescrição de profilaxia antimicrobiana contém cefazolina. Simultaneamente, a enfermagem identifica divergência entre a lateralidade registrada no prontuário eletrônico e a anotação da programação cirúrgica. O paciente já se encontra na sala operatória, porém ainda não foi realizada a indução anestésica.
O cirurgião principal está presente e argumenta que a divergência é um erro administrativo sem relevância clínica e que a cirurgia deve prosseguir para evitar atrasos na programação do centro cirúrgico.
De acordo com os princípios de segurança do paciente descritos na Lista de Verificação de Segurança Cirúrgica da Organização Mundial da Saúde (OMS), a conduta mais apropriada nesse momento será 
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Q4312808 Medicina
No Serviço de Emergência de seu hospital dá entrada um homem de 24 anos, com dor abdominal iniciada há 22 horas, que, em princípio, era na região periumbilical, migrando posteriormente para a fossa ilíaca direita. Relata anorexia, náuseas e um episódio de vômito. Não há história de cirurgias prévias.
Ao exame físico, encontra-se afebril, com frequência cardíaca de 98 bpm e pressão arterial de 120/70 mmHg. O abdome apresenta dor localizada em fossa ilíaca direita, defesa muscular localizada e sinal de Blumberg positivo no ponto de McBurney. Os exames laboratoriais demonstram leucocitose de 15.600/mm³ com desvio à esquerda. Realizou-se uma tomografia computadorizada evidencia apendicite aguda supurativa sem perfuração.
Durante uma apendicectomia aberta, após a ligadura do mesoapêndice e secção do apêndice, o cirurgião solicita ao residente que identifique qual técnica corresponde ao tempo cirúrgico de síntese do coto apendicular, após a realização da exérese.
Uma técnica clássica de síntese utilizada nesse momento da operação é a de
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Q4312809 Não definido
No seu ambulatório, dá entrada uma paciente de 36 anos, que foi encaminhada após achado incidental de lesão hepática durante investigação de nefrolitíase. Refere apenas discreto desconforto intermitente em hipocôndrio direito, sem relação com alimentação. Não há história de perda ponderal, febre, icterícia ou de hepatites.
Como antecedentes, relata uso contínuo de anticoncepcional oral combinado há 18 anos. Nega etilismo e não apresenta história familiar de neoplasias hepáticas.
Ao exame físico: Bom estado geral; IMC: 25 kg/m²; afebril; sem icterícia; abdome flácido e indolor; fígado não é palpável e não tem ascite.
Os exames laboratoriais apresentam bilirrubinas, transaminases, fosfatase alcalina e alfafetoproteínas normais, assim como sorologias para hepatites negativas.
Realizou-se a pesquisa por imagem com: ultrassonografia que mostra lesão hepática sólida de 6 cm no segmento VI; A tomografia computadorizada trifásica evidencia lesão hipervascular bem delimitada e a ressonância magnética mostra captação arterial intensa, sem cicatriz central evidente, em paciente usuária crônica de estrogênios.
Considerando os principais tumores benignos hepáticos e seus respectivos métodos diagnósticos e tratamentos, a melhor interpretação do caso e a conduta mais apropriada são
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Q4312810 Não definido
Homem de 68 anos procura atendimento por icterícia progressiva há três meses. Relata colúria intensa, hipocolia fecal, prurido generalizado incapacitante e perda ponderal de 12 kg. Nega episódios prévios de colelitíase ou pancreatite. Refere fadiga importante, porém pouca dor abdominal.
Ao exame físico: Estado geral regular; Icterícia cutaneomucosa (+++/4+); Escoriações cutâneas difusas pelo prurido; Frequência cardíaca: 86 bpm; Pressão arterial: 128/78 mmHg; Abdome flácido e indolor; Ausência de massa palpável; Vesícula biliar não palpável.
Exames laboratoriais: Bilirrubina total: 18,4 mg/dL; Bilirrubina direta: 15,7 mg/dL; Fosfatase alcalina de 1.120 U/L; Gama-GT: 1.380 U/L; CA 19-9 elevado; Alfafetoproteína normal.
Uma ultrassonografia evidencia dilatação importante das vias biliares intra-hepáticas, sem dilatação significativa do colédoco distal.
A melhor sequência de propedêutica diagnóstica, para classificação anatômica e tratamento potencialmente curativo, será:
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Q4312811 Não definido
Na sua enfermaria está um homem de 47 anos, trabalhador rural, residente em região de criação de ovinos e cães. Ele procura atendimento por desconforto progressivo em hipocôndrio direito há aproximadamente 8 meses. Refere sensação de peso abdominal, plenitude pós-prandial e fadiga inespecífica. Nega febre, icterícia ou perda ponderal importante.
Relata contato frequente com cães de pastoreio e participação habitual em atividades pecuárias. Nega hepatopatias prévias.
Ao exame físico: Estado geral preservado; Afebril; Pressão arterial: 126/78 mmHg; Frequência cardíaca: 76 bpm; Abdome flácido; Fígado palpável a 3 cm do rebordo costal direito; Discreta dor à palpação profunda do hipocôndrio direito; Ausência de sinais de irritação peritoneal.
Exames laboratoriais: Hemoglobina: 13,8 g/dL; Leucócitos: 8.200/mm³; Eosinofilia discreta; Bilirrubinas normais; Transaminases normais.
Uma ultrassonografia evidencia lesão cística hepática de 11 cm localizada nos segmentos V e VI, contendo múltiplas vesículas internas e membranas destacadas. Não há dilatação das vias biliares.
Considerando a principal hipótese diagnóstica, a melhor sequência de propedêutica diagnóstica e tratamento, será 
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Q4312812 Não definido
Homem de 65 anos apresenta icterícia progressiva, colúria, hipocolia fecal e perda ponderal de 10 kg nos últimos três meses. A tomografia computadorizada trifásica demonstra adenocarcinoma da cabeça do pâncreas sem invasão vascular significativa e sem metástases à distância. Após discussão multidisciplinar, o paciente é considerado candidato à duodenopancreatectomia cefálica com intenção curativa.
Durante a cirurgia, um residente é questionado pelo cirurgiãochefe sobre a sequência técnica fundamental da operação de Whipple clássica, segundo os princípios descritos nos tratados médicos.
Os principais tempos operatórios da duodenopancreatectomia cefálica são 
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Q4312813 Não definido
Seu paciente é um homem de 54 anos, que procurou atendimento devido a episódios recorrentes de dor abdominal vaga na região periumbilical há aproximadamente 10 meses, associados a anemia ferropriva progressiva e dois episódios de melena de pequeno volume nos últimos quatro meses. Refere discreta perda ponderal de 4 kg no período, atribuída à redução do apetite. Nega febre, sudorese noturna ou antecedentes familiares de neoplasias gastrointestinais.
Quando do exame físico observou-se: Estado geral preservado; Pressão arterial: 122/78 mmHg; Frequência cardíaca: 84 bpm; Abdome flácido e indolor; Sem massas palpáveis; Sem visceromegalias; Toque retal sem alterações.
Os exames laboratoriais mostram: Hemoglobina: 9,8 g/dL; Ferritina reduzida; Leucograma normal; Função hepática normal.
Uma endoscopia digestiva alta e a colonoscopia não identificam a origem do sangramento. É realizada enterografia por tomografia computadorizada, que demonstra lesão submucosa bem delimitada de 3,8 cm no jejuno proximal, sem adenomegalias regionais, invasão mesentérica ou metástases. Realizou-se uma enteroscopia que evidencia lesão subepitelial ulcerada, e a ecoendoscopia demonstra tumor originado da camada muscular própria.
Considerando os princípios descritos, a melhor sequência de hipótese diagnóstica, propedêutica complementar e tratamento, será:
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Q4312814 Não definido
Você é chamado ao Serviço de Obstetrícia para responder a um parecer de uma paciente de 31 anos, gestante de 26 semanas, com história de dor contínua em hipocôndrio direito há 24 horas, iniciada após refeição rica em gordura. Relata náuseas, vômitos e febre nas últimas 12 horas. Refere episódios semelhantes de menor intensidade durante os primeiros meses da gestação, com melhora espontânea.
Nega contrações uterinas, sangramento vaginal ou perda de líquido amniótico.
Ao exame físico: Temperatura: 38,2°C; Frequência cardíaca: 104 bpm; Pressão arterial: 116/70 mmHg; Útero compatível com a idade gestacional; Dor importante à palpação do hipocôndrio direito; Interrupção inspiratória dolorosa à palpação profunda subcostal direita; Sem sinais de irritação peritoneal; Ausência de sofrimento fetal na avaliação obstétrica inicial.
Exames laboratoriais: Leucócitos: 15.200/mm³; PCR elevada; Bilirrubina total: 1,0 mg/dL; Fosfatase alcalina discretamente elevada; Lipase normal.
Considerando os princípios e as diretrizes atuais para doenças biliares durante a gestação, a melhor sequência de propedêutica e tratamento para esta paciente é
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Q4312815 Patologia
Seu paciente é um homem de 23 anos, que procurou atendimento especializado por episódios recorrentes de sangramento retal de pequeno volume há aproximadamente um ano. Refere alteração do hábito intestinal, com períodos alternados de diarreia e evacuações normais. Nega dor abdominal intensa, mas relata fadiga progressiva. Informa que seu pai faleceu aos 38 anos por câncer colorretal e que um tio paterno foi submetido a cirurgia intestinal extensa ainda jovem.
Ao exame físico: Estado geral bom; Frequência cardíaca: 88 bpm; Pressão arterial: 118/72 mmHg; Abdome flácido e indolor; Sem massas palpáveis; Toque retal sem lesões palpáveis; Sem sinais de irritação peritoneal.
Exames laboratoriais: Hemoglobina: 10,8 g/dL; Ferritina reduzida; Função hepática normal; CEA normal.
Uma colonoscopia mostra mais de 400 pólipos adenomatosos distribuídos por todo o cólon e reto. A endoscopia digestiva alta evidencia múltiplos adenomas duodenais pequenos. A tomografia de abdome não demonstra metástases ou lesões invasivas.
Considerando os conhecimentos atuais, a melhor interpretação diagnóstica, propedêutica complementar e de tratamento para o caso, é
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Q4312816 Não definido
Na sessão clínica do seu Serviço de Cirurgia, discutiu-se o caso de um paciente de 67 anos, que procurou atendimento por alteração progressiva do hábito intestinal há oito meses. Ele relata episódios alternados de constipação e evacuações em pequeno volume, associadas a sensação de evacuação incompleta. Nos últimos três meses observou exteriorização de sangue misturado às fezes e perda ponderal de 9 kg. Refere ainda distensão abdominal intermitente e cólicas em flanco esquerdo.
Ao exame físico: Estado geral regular; IMC: 22 kg/m²; Frequência cardíaca: 94 bpm; Pressão arterial: 118/70 mmHg; Abdome discretamente distendido; Dor leve à palpação profunda do quadrante inferior esquerdo; Sem sinais de irritação peritoneal; Toque retal sem lesão palpável.
Exames laboratoriais: Hemoglobina: 9,9 g/dL; Ferritina reduzida; CEA: 12 ng/mL.
Uma colonoscopia identifica lesão estenosante e ulcerada localizada no cólon descendente distal, cuja biópsia demonstra adenocarcinoma moderadamente diferenciado. A tomografia computadorizada de tórax, abdome e pelve não evidencia metástases à distância nem invasão de órgãos adjacentes.
Considerando os princípios atuais da prática cirúrgica, a melhor interpretação diagnóstica, propedêutica e tratamento para o caso, será:
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Q4312817 Medicina
Homem de 38 anos procura atendimento no ambulatório de cirurgia devido a dor anal intensa há quatro semanas. Refere início após evacuação de fezes endurecidas, seguida de sangramento vivo em pequena quantidade no papel higiênico. Desde então passou a evitar evacuar devido à dor, evoluindo com piora da constipação.
Relata que a dor inicia durante a evacuação e persiste por várias horas após o ato evacuatório. Nega febre, perda ponderal ou drenagem purulenta.
Ao exame físico: Estado geral preservado; Sinais vitais normais; Inspeção anal evidenciando plicoma sentinela posterior; Espasmo importante do esfíncter anal interno; Dor intensa à tentativa de afastamento das nádegas; Toque retal prejudicado pela dor; Anuscopia não tolerada adequadamente.

A melhor interpretação diagnóstica, propedêutica e tratamento para o caso, será:
Alternativas
Q4312818 Não definido
Você atende a uma paciente de 74 anos, que procurou o serviço de emergência com história de dor progressiva na região femoral direita há três dias. Refere náuseas, redução da eliminação de fezes e gases, mas nega interrupção completa do trânsito intestinal. Relata episódios de vômitos esporádicos e desconforto abdominal difuso.
Possui antecedente de perda ponderal recente e hipertensão arterial controlada.
Ao exame físico: Estado geral discretamente comprometido; Temperatura: 37,8°C; Frequência cardíaca: 104 bpm; Pressão arterial: 108/68 mmHg; Abdome discretamente distendido; Ruídos hidroaéreos diminuídos; Dor difusa leve à palpação; Ausência de sinais de irritação peritoneal; Pequena tumoração dolorosa, endurecida e irredutível abaixo do ligamento inguinal direito; Pele sem hiperemia significativa.
Exames laboratoriais: Leucócitos: 14.800/mm³; PCR elevada; Lactato discretamente aumentado.
A tomografia computadorizada demonstra hérnia femoral encarcerada contendo apenas parte da circunferência antimesentérica de uma alça ileal, com espessamento parietal, edema mural e dilatação discreta das alças proximais.
Considerando os princípios descritos na literatura atualizada, a melhor interpretação diagnóstica, propedêutica e tratamento para o caso, será
Alternativas
Q4312819 Não definido
Sua equipe médica presta atendimento a um homem de 29 anos, que é admitido no serviço de emergência após colisão frontal entre dois automóveis em alta velocidade. O resgate informa deformidade importante do veículo e necessidade de desencarceramento. Quando da admissão, encontra-se consciente, ansioso e pálido, referindo dor abdominal difusa e intensa.
Ao exame físico apresenta: Frequência cardíaca: 118 bpm; Pressão arterial: 102/68 mmHg; Frequência respiratória: 28 irpm; Saturação de O₂: 96% com máscara facial; Tempo de enchimento capilar: 3 segundos; Extremidades frias; Escore de Glasgow: 15; Abdome distendido, com equimose em faixa compatível com sinal do cinto de segurança, dor difusa à palpação, defesa involuntária e dor à descompressão brusca; Pelve estável; Sem sinais de traumatismo craniano grave.
Após acesso venoso calibroso e início da reposição com concentrado de hemácias, o protocolo ATLS é seguido. O exame FAST mostra grande quantidade de líquido livre nos quatro quadrantes. Em seguida, realiza-se tomografia computadorizada contrastada porque o paciente apresenta resposta hemodinâmica transitória à reposição volêmica, demonstrando: Laceração hepática grau IV com extravasamento ativo de contraste; Laceração esplênica grau V com grande hematoma periesplênico; Contusão renal esquerda grau III sem extravasamento urinário; Grande quantidade de hemoperitônio.; Ausência de pneumoperitônio.
Durante a realização do exame, o paciente mantém taquicardia persistente e necessita de transfusão contínua.
Com base no quadro clínico e nos achados de imagem, assinale a opção que apresenta a melhor interpretação diagnóstica e a conduta definitiva mais adequada.
Alternativas
Respostas
1: E
2: A
3: A
4: B
5: D
6: E
7: C
8: E
9: B
10: E
11: E
12: A
13: B
14: E
15: A
16: C
17: D
18: A
19: C
20: C