Questões de Concurso Público EBSERH 2024 para Área de Atuação - Endoscopia Ginecológica
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Uma mulher de 67 anos, com histórico de 2 partos vaginais há 35 e 30 anos, obesa, portadora de diabetes melitus tipo 2, controlada com uso de metformina, apresenta queixas de não conseguir segurar a urina até chegar ao banheiro e de perda urinária involuntária ao tossir há 8 meses. Realizou cultura de urina, que foi negativa. A avaliação urodinâmica a que foi submetida evidenciou contrações involuntárias do detrursor na cistometria e uma pressão de perda urinária ao esforço de 48 cmH2O.
Considerando o quadro acima, é correto afirmar que a paciente apresenta incontinência urinária:
Com base nas informações acima, e na principal hipótese diagnóstica, a conduta mais adequada para o caso é:
Uma mulher de 37 anos, casada, sem filhos, está tentando engravidar há 3 anos, sem sucesso. Desde que suspendeu a contracepção hormonal para iniciar tentativas de gravidez, seus ciclos menstruais passaram a apresentar dismenorreia progressiva. Há 1 ano, apresenta queixas de dispareunia profunda. O desejo familiar do casal é de ter 3 filhos. Exame físico: o toque vaginal evidencia útero em RVF, fixo, tamanho normal, anexos impalpáveis, nódulo endurecido em fundo de saco vaginal posterior, de 3 cm. Exames complementares: o espermograma do marido apresenta parâmetros normais; a histerossalpingografia evidencia prova de Cottè positiva, bilateralmente, sendo a trompa direita fixa distamente e a esquerda algo enovelada. O hormônio antimulleriano está a 0,51 ng/mL. A ressonância magnética de pelve evidencia espessamento em ligamento largo direito, endometrioma de 1,5 cm em ovário direito, placa de endometriose em fundo de saco posterior, de 3,5 cm x 2,5 cm com invasão de 0,5 cm da parede miometrial posterior, sem sinais de acometimento intestinal. Não há sinais de acometimento de raízes nervosas ou ureteres.
Considerando o caso clínico acima, a conduta mais adequada para o casal em termos de tratamento da infertilidade é:
Uma mulher de 67 anos, não tabagista, tem histórico de emagrecimento de 15 kg nos últimos 8 meses. Ao exame físico, há presença de massa anexial direita palpável ao toque vaginal, de aproximadamente 7 cm, móvel, indolor. A ultrassonografia identificou anexo direito ocupado por massa heterogênea, medindo 6,3 x 5,4 cm, predominantemente anecoico, com traves hiperecogênicas de permeio e fluxo periférico ao doppler de baixa resistência vascular. O CA-125 apresenta 37,0 UI/mL. Foi realizada uma biópsia guiada por rádio-intervenção para esclarecimento diagnóstico, com o achado histopatológico de mucina intracelular, presença de células em anel de sinete e infiltração sarcomatoide difusa no estroma ovariano.
Considerando as informações acima, o diagnóstico mais provável e a conduta adequada são, respectivamente:
Uma mulher de 53 anos, ao realizar mamografia de rotina, apresenta um conjunto de microcalcificações pleomórficas agrupadas no quadrante superior externo da mama direita, medindo 1,5 cm (BI-RADS 4). Não há outras lesões ou alterações na mamografia. Ao exame físico, verificam-se mamas de médio volume, sem alterações à inspeção, parênquima mamário homogêneo sem nódulos palpáveis, axilas livres e descarga ductal ausente. Em seu histórico familiar, sua mãe e tia materna tiveram diagnóstico de câncer de mama aos 61 anos e 58 anos, respectivamente. É, então, realizada a mamotomia da lesão com a colocação de clipe metálico. O diagnóstico histopatológico identifica hiperplasia ductal atípica, com presença de focos de necrose celular, mas com margens livres na peça.
A melhor conduta a ser traçada nesse caso é:
Uma paciente de 16 anos, fenótipo feminino, em amenorreia, apresenta genitália externa sem alterações aparentes, mamas M4 e pilificação P2 de Tanner. A ultrassonografia pélvica não evidenciou útero. Gônadas foram visualizadas. Os exames laboratoriais evidenciaram FSH de 6,7 UI/L, testosterona com 540 ng/mL e estradiol a 47,1 pg/mL.
Considerando as informações acima, o cariótipo de banda G esperado para essa paciente é:
Uma mulher de 45 anos apresenta aumento progressivo de fluxo e da duração menstrual há 4 anos, associado a dismenorreia importante com piora após nascimento do filho por parto cesáreo há 6 anos. Atualmente, sangra até 12 dias, com necessidade de uso de absorventes noturnos. Ao exame, verificase o útero aumentado de volume, palpável à altura da sínfise púbica, globoso e móvel. A ultrassonografia transvaginal mostrou útero de aspecto globoso, tipo “bala de canhão”, volume estimado de 760 mL, sem outros comemorativos. A ressonância magnética de pelve evidenciou uma zona juncional de 23 mm, com aspecto heterogêneo.
Dadas as informações acima, a principal hipótese diagnóstica é:
Uma mulher de 38 anos, nuligesta, sem parceiro, com desejo de constituir prole, obesa, portadora de resistência insulínica, queixa-se de aumento do volume menstrual nos últimos 6 meses. Ao realizar uma ultrassonografia transvaginal no meio da fase folicular, observou-se eco endometrial de 20 mm. Realizada uma histeroscopia, observou-se uma hipertrofia endometrial difusa. A biópsia dirigida durante a histeroscopia apresentou o laudo de hiperplasia complexa com atipias.
Considerando todas as informações acima, a opção mais adequada de tratamento, num primeiro momento, é:
Uma paciente de 63 anos, portadora de hipertensão arterial crônica e diabetes melito tipo 2 bem controladas, após apresentar episódios de sangramento vaginal, realizou uma histeroscopia, que evidenciou uma lesão de aspecto cerebroide, friável, cuja biópsia diagnosticou carcinoma seroso. Ao exame especular, não são identificadas lesões aparentes em colo ou vaginal. A ressonância magnética sugere que a lesão está confinada ao útero, com menos de 50% de invasão endometrial, sem sinais de linfonodomegalias aparentes.
Tendo em vista o caso clínico acima, a abordagem mais indicada é:
Uma mulher de 37 anos queixa-se de prurido e ardência vulvovaginal recorrente principalmente em período prémenstrual, associados a leucorreia esbranquiçada. Empiricamente, fez uso de 3 ciclos de tratamento com fluconazol oral, fenticonazol vaginal e itraconazol oral, sem melhora do quadro.
Ao exame, apresentou conteúdo vaginal abundante, esbranquiçado, fluido, com hiperemia de mucosa vaginal e pH vaginal a 3,5. Pela bacterioscopia, identificou-se uma grande presença de lactobacilos (> 1000/campo), raros leucócitos. Não foram identificadas pseudo-hifas.
Considerando a principal hipótese diagnóstica para o caso, o tratamento indicado é:
Para o adequado tratamento e acompanhamento das pacientes portadoras de síndrome de ovários policísticos (SOP), é fundamental o conhecimento das suas bases fisiopatológicas.
Em relação à síndrome de ovários policísticos, é correto afirmar que:
Uma mulher de 36 anos refere sempre ter apresentado ciclos menstruais de 28 dias. Queixa-se de quadro de amenorreia há 9 meses associado a fogachos noturnos intensos que iniciaram há 12 meses. Ao realizar a sua avaliação clínica com seu ginecologista, foram solicitadas a dosagem de FSH, do hormônio antimulleriano (AMH) e a contagem de folículos antrais (CFA).
Considerando o caso clínico acima, os exames devem apresentar, respectivamente:
Uma mulher de 26 anos, sexualmente ativa e com histórico de múltiplos parceiros, apresenta úlcera, indolor, na face interna do grande lábio esquerdo, de 2,0 cm de diâmetro, que surgiu há 15 dias. Ao exame físico, identifica-se a presença de linfadenopatia inguinal bilateral, indolor à palpação. A inspeção vulvar evidencia úlcera única de bordos endurecidos e bem delimitados, indolor à manipulação.
Considerando as informações acima, o esquema de tratamento mais apropriado é:
Dito isso, é correto afirmar que essa paciente apresenta:
Uma mulher de 24 anos, sexualmente ativa, iniciou quadro de dor abdominal leve, em baixo ventre, há 3 dias. Compareceu à emergência, pois na véspera iniciou quadro de febre. Encontravase em uso regular de contraceptivo oral combinado de forma contínua. Não recordava quando havia sido a sua última menstruação. Negava queixas urinárias. Ao exame físico, apresentou frequência cardíaca a 88 bpm, pressão arterial de 110 x 70 mmHg e temperatura axilar de 37,1°C. O abdômen estava doloroso à palpação do terço inferior, sem sinais de descompressão dolorosa, ao toque vaginal e útero em AVF, de tamanho normal, doloroso à mobilização do colo uterino. Os anexos eram impalpáveis, porém dolorosos à palpação. Os exames laboratoriais registraram: hematócrito a 38% e leucograma com 6300 leucócitos. Realizou EAS em amostra urinária, sem alterações. A ultrassonografia transvaginal não evidenciou líquido livre em fundo de saco posterior, os anexos foram visualizados, sem alterações aparentes, e o endométrio estava homogêneo, com 3 mm de espessura.
Considerando as informações acima, a principal hipótese diagnóstica é:
Uma paciente de 25 anos, nuligesta, com histórico familiar de sua mãe com trombose venosa profunda em membro inferior direito aos 50 anos comparece ao ginecologista. Ao exame físico, identificou-se útero em retroversão, de tamanho normal, móvel, indolor, com anexos impalpáveis. Encontra-se menstruada no momento e deseja iniciar uso de dispositivo intrauterino (DIU) de levonorgestrel.
Considerando o caso acima, é correto afirmar que: