Questões de Concurso Público IF-BA 2022 para Pedagogo-Área
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A partir desse posicionamento do gramático, é correto afirmar que a discussão proposta por Mário Sérgio Conti no seu texto, e enfatizada especialmente no terceiro parágrafo, é objeto da
( ) Na passagem “Foi com tijolos textuais como esse que se construiu o saber ocidental.”, a palavra “tijolos” está empregada no sentido próprio.
( ) No trecho “Até os colchetes, mais afeitos à linguagem matemática, apareceram.”, o vocábulo sublinhado apresenta novos significados se usado em outros contextos.
( ) No período “Para Adorno, o ponto e vírgula parece ‘um bigode caído’ e passa ‘um sabor rústico.’”, identifica-se um pleonasmo e uma antítese, respectivamente.
( ) Em “Gregários, os homens adotam convenções para se comunicar e mudar...”, o termo em destaque, sem prejuízo para o sentido, pode ser substituído por “visionários”.
De acordo com as afirmações, a sequência correta é
CEREJA, William Roberto, MAGALHÃES, Thereza Cochar. Gramática reflexiva: Texto, semântica e interação. São Paulo: Atual, 2013, p. 19.
A esse respeito, leia os textos a seguir.
TExTO I
“Manutius [...] criou o símbolo gráfico que marca pausa maior que a da vírgula e menor que a do ponto. Com a obra pronta, vieram as regras: o ponto e vírgula separa orações numa mesma frase; organiza listas; economiza conectivos (e) ou adversativas (mas). Permaneceu perene, porém, o preceito básico ‒ registrar um silêncio específico, advindo da linguagem oral”.
TExTO II

Disponível em: <https://twitter.com/dukechargista/status/1144638363783356418>.
No Texto I, ao se explicar a criação e as regras para o emprego do ponto e vírgula e no Texto II, quando o chargista reflete acerca da própria autoria da charge, identifica-se o predomínio de qual função da linguagem?
I – Na passagem “...até os parênteses, que encapsulam outro sentido, como faz Drummond em ‘(não cantarei o mar: que ele se vingue de meu silêncio nesta concha)’”, os parênteses denotam uma pausa para separar orações coordenadas de certa expressão.
II – No trecho “...o simpático sinal de pontuação não foi usado nos últimos três dias na Folha. Até os colchetes, mais afeitos à linguagem matemática, apareceram;”, as palavras “três” e “até” foram acentuadas porque possuem o mesmo número de sílabas.
III – No período “Henry James não escrevia sem ter ao lado da escrivaninha um barril de pontos e vírgulas. Chegou à inverter a ordem de importância entre pontuação e palavras.”, de acordo com as prescrições da norma-padrão é incorreto o emprego da crase em “à inverter”.
IV – Em “Ao publicar ‘O Etna’, ensaio em forma de diálogo sobre o vulcão ‒ de autoria do cardeal Pietro Bembo ‒, Manutius teve a divina ideia de captar a elocução do distinto prelado.”, os travessões podem ser substituídos por vírgulas, sem prejuízos para a coerência e a coesão textuais.
Está correto apenas o que se afirma em
Além da citação, a outra marca linguística do português do Brasil presente nessa passagem do texto é, fundamentalmente, o(a)
TExTO I
“Até os colchetes, mais afeitos à linguagem matemática, apareceram; ponto e vírgula que é bom, nenhunzinho. Em contrapartida, abundam os pontos de exclamação, enterrados no jornal pelo bate-estaca de colunistas fanfarrões. Adicione-se ao estrondo exclamativo o ponto final por extenso”.
TExTO II

Disponível em: <https://br.pinterest.com/pin/382806037074799131/>.
Avalie o que se afirma sobre os dois textos.
I – No Texto II, as palavras “Você” e “isto” pertencem à mesma classe gramatical; já “irônica” e “sozinha” qualificam o termo ao qual respectivamente se referem.
II – Em “Até os colchetes, mais afeitos à linguagem matemática, apareceram; ponto e vírgula que é bom, nenhunzinho.” (Texto I), o diminutivo confere um tom irônico e bem-humorado à frase.
III – Nas orações “abundam os pontos de exclamação” (Texto I) e “Descobriu isto sozinha?” (Texto II), com base na transitividade verbal, é correto afirmar que os verbos destacados são intransitivos.
IV – No Texto I, alterando-se a expressão “o ponto final” para o plural, o último período assumirá, em conformidade com a norma-padrão de concordância da língua portuguesa, a seguinte redação: “Adicionese ao estrondo exclamativo os pontos finais por extenso”.
Está correto apenas o que se afirma em
CEREJA, William Roberto, MAGALHÃES, Thereza Cochar. Gramática reflexiva: Texto, semântica e interação. São Paulo: Atual, 2013, p. 368.
A esse respeito, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
I – No trecho “Era uma algazarra. Cada um pontuava como lhe desse na telha.”, a colocação pronominal se realizou de acordo com a norma-padrão
PORQUE,
II – no caso, a próclise é de rigor, pois há antes do verbo, na oração, uma palavra que atrai o pronome átono, representada pela conjunção subordinativa.
A respeito das asserções é correto afirmar que
Texto I
Segundo Lima (2022), a Educação Ambiental (EA) se constituiu no Brasil a partir das décadas de 1970 e 1980 como um campo complexo, plural e diverso. A tendência crítica é uma das perspectivas político-pedagógicas centrais dentro do campo e se construiu em contraponto com o que se convencionou chamar de educação conservacionista. No contexto de constituição da EA brasileira, a teoria crítica torna-se uma alternativa política e pedagógica afinada com o socioambientalismo e com o paradigma das sociedades sustentáveis.
Texto II

Fonte: http://ciencias-mix.blogspot.com/2011/07/charges-ambientais-5.html
Relacione a interpretação sugerida na charge com a análise de elementos conceituais da Educação Ambiental Crítica e suas implicações na educação presentes no Texto I e avalie as assertivas a seguir.
I - Do ponto de vista pedagógico, a cena que mostra o homem lavando o carro relaciona-se com a EA crítica, que se expressa de maneira individualista e comportamentalista por compreender que a gênese dos problemas ambientais está mais relacionada à esfera individual, moral e privada do que à esfera coletiva, pública e política.
II - O diálogo das duas personagens na charge nos permite inferir que elas já passaram por um processo de educação ambiental conservadora, orientada por uma visão hegemônica de perfil conservacionista, tecnicista e apolítica, embora essa não fosse sua expressão exclusiva.
III - A educação ambiental que melhor representa a cena que mostra o homem lavando o carro adota uma concepção inspirada por uma perspectiva de pretensa neutralidade ideológica, que não problematiza os aspectos políticos, econômicos e éticos da questão ambiental e não exige mudanças profundas na vida social.
IV - O diálogo das personagens sugere que a educação ambiental utilize a educação como instrumento para criar e promover valores, ideias, sensibilidades e atitudes favoráveis à preservação do meio ambiente, tendo em vista que processo educativo não é um processo neutro e objetivo, destituído de valores, interesses e ideologias.
V - Uma das possibilidades de reflexão crítica a partir da charge seria o entendimento da necessidade de uma pedagogia que compreende a educação e o conhecimento como uma construção social dialógica e coletiva, que persegue o pensamento crítico e emancipado, que explora não apenas o diálogo interno ao ambiente pedagógico, como também a sua relação com a vida comunitária.
Está correto apenas o que se afirma em