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Questões de Concurso Público Prefeitura de São Francisco - MG 2026 para Nutricionista

Foram encontradas 30 questões

Q4262108 Nutrição
A aplicação de sistemas de gestão da qualidade, em serviços de alimentação, é essencial para garantir a inocuidade dos alimentos. Nesse contexto, o sistema de análise de perigos e pontos críticos de controle (APPCC) é amplamente utilizado como ferramenta preventiva. Assinale a alternativa CORRETA sobre esse assunto.
Alternativas
Q4262109 Nutrição
A biodisponibilidade de nutrientes envolve a fração de um nutriente ingerido que é liberada, absorvida e utilizada metabolicamente pelo organismo. Esse processo pode ser modulado por características do alimento e por interações entre nutrientes. Considerando esse assunto, assinale a alternativa CORRETA
Alternativas
Q4262110 Nutrição
No âmbito da Atenção Primária à Saúde (Ministério da Saúde, 2023), a avaliação antropométrica é uma importante ferramenta para identificação de desvios nutricionais na infância. Entre as medidas antropométricas básicas utilizadas na avaliação nutricional infantil, incluem-se:
Alternativas
Q4262111 Nutrição
A estabilidade e a perecibilidade dos alimentos são determinadas por fatores intrínsecos e extrínsecos que influenciam seu crescimento microbiano e reações de deterioração. Em relação a esses fatores, assinale a alternativa CORRETA
Alternativas
Q4262112 Nutrição
As dietary reference intakes (DRI) estabelecem valores de referência para ingestão de nutrientes utilizados na avaliação e no planejamento alimentar de indivíduos e populações, sendo definidos conforme a disponibilidade de evidências científicas para cada nutriente. Sobre a ingestão adequada (AI), assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4262113 Nutrição
As deficiências de micronutrientes podem comprometer funções metabólicas, hematológicas, neurológicas e imunológicas com impactos significativos na saúde humana. Associe os micronutrientes da coluna I às suas principais funções na coluna II: 

Coluna I 
1- Ferro
2- Vitamina A
3- Iodo
4- Vitamina D
5- Colina
6- Ácido fólico
7- Cálcio

Coluna II 
( ) Participa da síntese de DNA e da divisão celular, sendo essencial em períodos de crescimento e gestação.
( ) Atua na manutenção da integridade epitelial e na função visual, especialmente em condições de baixa luminosidade.
( ) É essencial para a síntese dos hormônios tireoidianos.
( ) Atua na regulação da homeostase de cálcio e fósforo, com impacto na mineralização óssea.
( ) Integra a hemoglobina e outras proteínas envolvidas no transporte de oxigênio e reações de oxidorredução.
( ) Participa da transmissão neuromuscular e da contração muscular.
( ) Atua na síntese de fosfolipídios de membrana e do neurotransmissor acetilcolina.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA, considerando a coluna II de cima para baixo.
Alternativas
Q4262114 Nutrição
Em um serviço de atenção básica, uma nutricionista discute aspectos relacionados às necessidades nutricionais de pacientes em diferentes fases do ciclo da vida. Analise as afirmativas a seguir e marque V para as verdadeiras e F para as falsas.

( ) A necessidade energética entre adolescentes do sexo masculino e feminino tende a se diferenciar ao longo da puberdade, em função do estirão de crescimento e da maior proporção de massa livre de gordura no sexo masculino, o que contribui para maior demanda energética nesse grupo.
( ) O aumento das necessidades energéticas, durante a gestação, ocorre principalmente a partir do segundo trimestre, sendo recomendado acréscimo médio aproximado de 340 kcal/dia no segundo trimestre, e cerca de 450 kcal/dia no terceiro trimestre, podendo variar conforme o estado nutricional pré-gestacional e nível de atividade física.
( ) O aumento das necessidades energéticas e proteicas, em mulheres em aleitamento materno exclusivo, está associado à produção de leite, sendo a demanda mais elevada nos primeiros meses de lactação, período em que a produção láctea tende a ser maior.
( ) A recomendação proteica de 0,8 g/kg/dia, para idosos saudáveis, pode ser utilizada como referência para manutenção do estado nutricional em indivíduos eutróficos, sendo suficiente inclusive em situações de sarcopenia, independentemente da presença de doenças crônicas ou do nível de catabolismo.
( ) A ingestão de fibras por idosos deve ser aumentada gradualmente conforme tolerância, podendo atingir 25-30 g/dia, desde que acompanhada de adequada ingestão hídrica, favorecendo o funcionamento intestinal e o controle metabólico.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA, considerando as afirmativas de cima para baixo.
Alternativas
Q4262115 Nutrição
Um paciente de 58 anos com obesidade, diabetes mellitus tipo 2 e hipertensão arterial sistêmica procura atendimento nutricional com o objetivo de melhorar o controle glicêmico, reduzir a pressão arterial e diminuir o risco cardiovascular. Com base nas recomendações atuais para o manejo nutricional dessas condições, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4262116 Nutrição
Com base no Guia Alimentar para a População Brasileira, assinale a alternativa que apresenta apenas alimentos classificados como processados. 
Alternativas
Q4262117 Nutrição
A Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) da Anvisa n.º 216/2004 estabelece o Regulamento Técnico de Boas Práticas para Serviços de Alimentação, com o objetivo de garantir a segurança e a qualidade higiênico-sanitária dos alimentos, desde a manipulação até a distribuição. Em relação às boas práticas aplicadas aos manipuladores de alimentos, assinale a alternativa CORRETA
Alternativas
Q4262118 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.

Texto 01

Entre o estranho e o essencial: o que há em abraçar uma árvore?

    Um gesto simples pode parecer estranho aos olhos de quem desaprendeu a sentir. Abraçar uma árvore pode ser motivo de chacota para aqueles que se afastaram do sentir. Em meio à pressa das cidades, ao ritmo produtivo — que (des)organiza nossas necessidades — e às regras silenciosas do comportamento social, parar diante de uma árvore, encostar o corpo em seu tronco e permanecer ali por alguns instantes pode ser visto como algo excêntrico e digno de rótulos preconceituosos. Mas o que exatamente está sendo julgado nesse gesto? Talvez não seja o ato em si, mas aquilo que ele revela.
    Vivemos um tempo marcado por um massivo afastamento da natureza. As paisagens naturais vêm sendo substituídas por estruturas artificiais e, junto com essa transformação externa, a nossa capacidade de nos reconhecer como parte dela também se deslocou. Fomos nos habituando a existir como se estivéssemos separados, como se fôssemos apenas observadores do mundo, e não parte dele.
    Nesse contexto, o gesto de abraçar uma árvore pode soar estranho porque rompe uma lógica dominante. Ele não é produtivo, não é performático, não responde a uma finalidade valorizada pela lógica da massa tecnológica. É um gesto que não “serve” para nada, além do descanso, do relaxamento e do deleite de não precisar cumprir nada para fora de si. Por isso, é tão difícil de ser compreendido em um mundo onde o descanso é visto como perda de tempo.
    O contato com a natureza tem sido amplamente estudado, e práticas como o shinrin-yoku, o chamado “banho de floresta”, evidenciam efeitos importantes sobre o organismo físico e emocional. A simples presença em ambientes naturais, especialmente quando mediada pelo toque, pode contribuir para a redução dos níveis de estresse, para a regulação do sistema nervoso e para a promoção de estados de relaxamento e bem-estar.
    No campo da ecopsicologia, essa relação é compreendida de forma ainda mais ampla. Não se trata apenas de “estar na natureza”, mas de reconhecer que não há uma separação entre o humano e o ambiente. A sensação de calma que emerge nesse contato não vem de fora, é um retorno a um estado de integração. Sob essas perspectivas, abraçar uma árvore deixa de ser um gesto excêntrico e passa a ser compreendido como uma forma essencial de nutrição e reconexão. Essa reconexão não acontece como uma ideia, mas sim com a experiência. [...]


Fonte: TORREZAN, Laura. Entre o estranho e o essencial: o que há em abraçar uma árvore? Disponível em: https://vidasimples.com. Acesso em: 20 jun. 2026. Adaptado. 
De acordo com o texto, abraçar uma árvore causa estranheza porque “[...] rompe uma lógica dominante [...]” na atualidade, a qual está relacionada à

I- produtividade.
II- tecnologia.
III- desempenho
IV- resultado.
V- excentricidade.

Estão CORRETOS os itens
Alternativas
Q4262119 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.

Texto 01

Entre o estranho e o essencial: o que há em abraçar uma árvore?

    Um gesto simples pode parecer estranho aos olhos de quem desaprendeu a sentir. Abraçar uma árvore pode ser motivo de chacota para aqueles que se afastaram do sentir. Em meio à pressa das cidades, ao ritmo produtivo — que (des)organiza nossas necessidades — e às regras silenciosas do comportamento social, parar diante de uma árvore, encostar o corpo em seu tronco e permanecer ali por alguns instantes pode ser visto como algo excêntrico e digno de rótulos preconceituosos. Mas o que exatamente está sendo julgado nesse gesto? Talvez não seja o ato em si, mas aquilo que ele revela.
    Vivemos um tempo marcado por um massivo afastamento da natureza. As paisagens naturais vêm sendo substituídas por estruturas artificiais e, junto com essa transformação externa, a nossa capacidade de nos reconhecer como parte dela também se deslocou. Fomos nos habituando a existir como se estivéssemos separados, como se fôssemos apenas observadores do mundo, e não parte dele.
    Nesse contexto, o gesto de abraçar uma árvore pode soar estranho porque rompe uma lógica dominante. Ele não é produtivo, não é performático, não responde a uma finalidade valorizada pela lógica da massa tecnológica. É um gesto que não “serve” para nada, além do descanso, do relaxamento e do deleite de não precisar cumprir nada para fora de si. Por isso, é tão difícil de ser compreendido em um mundo onde o descanso é visto como perda de tempo.
    O contato com a natureza tem sido amplamente estudado, e práticas como o shinrin-yoku, o chamado “banho de floresta”, evidenciam efeitos importantes sobre o organismo físico e emocional. A simples presença em ambientes naturais, especialmente quando mediada pelo toque, pode contribuir para a redução dos níveis de estresse, para a regulação do sistema nervoso e para a promoção de estados de relaxamento e bem-estar.
    No campo da ecopsicologia, essa relação é compreendida de forma ainda mais ampla. Não se trata apenas de “estar na natureza”, mas de reconhecer que não há uma separação entre o humano e o ambiente. A sensação de calma que emerge nesse contato não vem de fora, é um retorno a um estado de integração. Sob essas perspectivas, abraçar uma árvore deixa de ser um gesto excêntrico e passa a ser compreendido como uma forma essencial de nutrição e reconexão. Essa reconexão não acontece como uma ideia, mas sim com a experiência. [...]


Fonte: TORREZAN, Laura. Entre o estranho e o essencial: o que há em abraçar uma árvore? Disponível em: https://vidasimples.com. Acesso em: 20 jun. 2026. Adaptado. 
Considere a passagem “No campo da ecopsicologia, essa relação é compreendida de forma ainda mais ampla.”
De acordo com o texto, a ecopsicologia é uma área que

I- estabelece relação entre o ser humano e o meio ambiente.
II- postula que basta estar na natureza para se integrar a ela.
III- relaciona a saúde emocional à integração com a natureza.
IV- defende que o ser humano e o ambiente são inseparáveis.
V- gera a interdisciplinaridade, pois une ecologia e psicologia.

Estão CORRETAS apenas as afirmativas 
Alternativas
Q4262120 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.

Texto 01

Entre o estranho e o essencial: o que há em abraçar uma árvore?

    Um gesto simples pode parecer estranho aos olhos de quem desaprendeu a sentir. Abraçar uma árvore pode ser motivo de chacota para aqueles que se afastaram do sentir. Em meio à pressa das cidades, ao ritmo produtivo — que (des)organiza nossas necessidades — e às regras silenciosas do comportamento social, parar diante de uma árvore, encostar o corpo em seu tronco e permanecer ali por alguns instantes pode ser visto como algo excêntrico e digno de rótulos preconceituosos. Mas o que exatamente está sendo julgado nesse gesto? Talvez não seja o ato em si, mas aquilo que ele revela.
    Vivemos um tempo marcado por um massivo afastamento da natureza. As paisagens naturais vêm sendo substituídas por estruturas artificiais e, junto com essa transformação externa, a nossa capacidade de nos reconhecer como parte dela também se deslocou. Fomos nos habituando a existir como se estivéssemos separados, como se fôssemos apenas observadores do mundo, e não parte dele.
    Nesse contexto, o gesto de abraçar uma árvore pode soar estranho porque rompe uma lógica dominante. Ele não é produtivo, não é performático, não responde a uma finalidade valorizada pela lógica da massa tecnológica. É um gesto que não “serve” para nada, além do descanso, do relaxamento e do deleite de não precisar cumprir nada para fora de si. Por isso, é tão difícil de ser compreendido em um mundo onde o descanso é visto como perda de tempo.
    O contato com a natureza tem sido amplamente estudado, e práticas como o shinrin-yoku, o chamado “banho de floresta”, evidenciam efeitos importantes sobre o organismo físico e emocional. A simples presença em ambientes naturais, especialmente quando mediada pelo toque, pode contribuir para a redução dos níveis de estresse, para a regulação do sistema nervoso e para a promoção de estados de relaxamento e bem-estar.
    No campo da ecopsicologia, essa relação é compreendida de forma ainda mais ampla. Não se trata apenas de “estar na natureza”, mas de reconhecer que não há uma separação entre o humano e o ambiente. A sensação de calma que emerge nesse contato não vem de fora, é um retorno a um estado de integração. Sob essas perspectivas, abraçar uma árvore deixa de ser um gesto excêntrico e passa a ser compreendido como uma forma essencial de nutrição e reconexão. Essa reconexão não acontece como uma ideia, mas sim com a experiência. [...]


Fonte: TORREZAN, Laura. Entre o estranho e o essencial: o que há em abraçar uma árvore? Disponível em: https://vidasimples.com. Acesso em: 20 jun. 2026. Adaptado. 
Entre as críticas ao comportamento do homem presentes no texto, estão

I- a substituição do natural pelo artificial.
II- a visão negativa do descanso.
III- o hábito dos “banhos de floresta”.
IV- a desconexão com a natureza.
V- o ritmo acelerado da vida.

Estão CORRETOS apenas os itens
Alternativas
Q4262121 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.

Texto 01

Entre o estranho e o essencial: o que há em abraçar uma árvore?

    Um gesto simples pode parecer estranho aos olhos de quem desaprendeu a sentir. Abraçar uma árvore pode ser motivo de chacota para aqueles que se afastaram do sentir. Em meio à pressa das cidades, ao ritmo produtivo — que (des)organiza nossas necessidades — e às regras silenciosas do comportamento social, parar diante de uma árvore, encostar o corpo em seu tronco e permanecer ali por alguns instantes pode ser visto como algo excêntrico e digno de rótulos preconceituosos. Mas o que exatamente está sendo julgado nesse gesto? Talvez não seja o ato em si, mas aquilo que ele revela.
    Vivemos um tempo marcado por um massivo afastamento da natureza. As paisagens naturais vêm sendo substituídas por estruturas artificiais e, junto com essa transformação externa, a nossa capacidade de nos reconhecer como parte dela também se deslocou. Fomos nos habituando a existir como se estivéssemos separados, como se fôssemos apenas observadores do mundo, e não parte dele.
    Nesse contexto, o gesto de abraçar uma árvore pode soar estranho porque rompe uma lógica dominante. Ele não é produtivo, não é performático, não responde a uma finalidade valorizada pela lógica da massa tecnológica. É um gesto que não “serve” para nada, além do descanso, do relaxamento e do deleite de não precisar cumprir nada para fora de si. Por isso, é tão difícil de ser compreendido em um mundo onde o descanso é visto como perda de tempo.
    O contato com a natureza tem sido amplamente estudado, e práticas como o shinrin-yoku, o chamado “banho de floresta”, evidenciam efeitos importantes sobre o organismo físico e emocional. A simples presença em ambientes naturais, especialmente quando mediada pelo toque, pode contribuir para a redução dos níveis de estresse, para a regulação do sistema nervoso e para a promoção de estados de relaxamento e bem-estar.
    No campo da ecopsicologia, essa relação é compreendida de forma ainda mais ampla. Não se trata apenas de “estar na natureza”, mas de reconhecer que não há uma separação entre o humano e o ambiente. A sensação de calma que emerge nesse contato não vem de fora, é um retorno a um estado de integração. Sob essas perspectivas, abraçar uma árvore deixa de ser um gesto excêntrico e passa a ser compreendido como uma forma essencial de nutrição e reconexão. Essa reconexão não acontece como uma ideia, mas sim com a experiência. [...]


Fonte: TORREZAN, Laura. Entre o estranho e o essencial: o que há em abraçar uma árvore? Disponível em: https://vidasimples.com. Acesso em: 20 jun. 2026. Adaptado. 
Considere a passagem “Em meio à pressa das cidades, ao ritmo produtivo — que (des)organiza nossas necessidades — e às regras silenciosas do comportamento social, parar diante de uma árvore, encostar o corpo em seu tronco e permanecer ali por alguns instantes pode ser visto como algo excêntrico e digno de rótulos preconceituosos.”

É CORRETO afirmar que em “(des)organiza” o prefixo foi colocado entre parênteses com a intenção de criar sentido
Alternativas
Q4262122 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.

Texto 01

Entre o estranho e o essencial: o que há em abraçar uma árvore?

    Um gesto simples pode parecer estranho aos olhos de quem desaprendeu a sentir. Abraçar uma árvore pode ser motivo de chacota para aqueles que se afastaram do sentir. Em meio à pressa das cidades, ao ritmo produtivo — que (des)organiza nossas necessidades — e às regras silenciosas do comportamento social, parar diante de uma árvore, encostar o corpo em seu tronco e permanecer ali por alguns instantes pode ser visto como algo excêntrico e digno de rótulos preconceituosos. Mas o que exatamente está sendo julgado nesse gesto? Talvez não seja o ato em si, mas aquilo que ele revela.
    Vivemos um tempo marcado por um massivo afastamento da natureza. As paisagens naturais vêm sendo substituídas por estruturas artificiais e, junto com essa transformação externa, a nossa capacidade de nos reconhecer como parte dela também se deslocou. Fomos nos habituando a existir como se estivéssemos separados, como se fôssemos apenas observadores do mundo, e não parte dele.
    Nesse contexto, o gesto de abraçar uma árvore pode soar estranho porque rompe uma lógica dominante. Ele não é produtivo, não é performático, não responde a uma finalidade valorizada pela lógica da massa tecnológica. É um gesto que não “serve” para nada, além do descanso, do relaxamento e do deleite de não precisar cumprir nada para fora de si. Por isso, é tão difícil de ser compreendido em um mundo onde o descanso é visto como perda de tempo.
    O contato com a natureza tem sido amplamente estudado, e práticas como o shinrin-yoku, o chamado “banho de floresta”, evidenciam efeitos importantes sobre o organismo físico e emocional. A simples presença em ambientes naturais, especialmente quando mediada pelo toque, pode contribuir para a redução dos níveis de estresse, para a regulação do sistema nervoso e para a promoção de estados de relaxamento e bem-estar.
    No campo da ecopsicologia, essa relação é compreendida de forma ainda mais ampla. Não se trata apenas de “estar na natureza”, mas de reconhecer que não há uma separação entre o humano e o ambiente. A sensação de calma que emerge nesse contato não vem de fora, é um retorno a um estado de integração. Sob essas perspectivas, abraçar uma árvore deixa de ser um gesto excêntrico e passa a ser compreendido como uma forma essencial de nutrição e reconexão. Essa reconexão não acontece como uma ideia, mas sim com a experiência. [...]


Fonte: TORREZAN, Laura. Entre o estranho e o essencial: o que há em abraçar uma árvore? Disponível em: https://vidasimples.com. Acesso em: 20 jun. 2026. Adaptado. 
Na passagem “As paisagens naturais vêm sendo substituídas por estruturas artificiais [...]”, o verbo “vêm” encontra-se acentuado, de acordo com a norma, porque se trata
Alternativas
Q4262123 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.

Texto 01

Entre o estranho e o essencial: o que há em abraçar uma árvore?

    Um gesto simples pode parecer estranho aos olhos de quem desaprendeu a sentir. Abraçar uma árvore pode ser motivo de chacota para aqueles que se afastaram do sentir. Em meio à pressa das cidades, ao ritmo produtivo — que (des)organiza nossas necessidades — e às regras silenciosas do comportamento social, parar diante de uma árvore, encostar o corpo em seu tronco e permanecer ali por alguns instantes pode ser visto como algo excêntrico e digno de rótulos preconceituosos. Mas o que exatamente está sendo julgado nesse gesto? Talvez não seja o ato em si, mas aquilo que ele revela.
    Vivemos um tempo marcado por um massivo afastamento da natureza. As paisagens naturais vêm sendo substituídas por estruturas artificiais e, junto com essa transformação externa, a nossa capacidade de nos reconhecer como parte dela também se deslocou. Fomos nos habituando a existir como se estivéssemos separados, como se fôssemos apenas observadores do mundo, e não parte dele.
    Nesse contexto, o gesto de abraçar uma árvore pode soar estranho porque rompe uma lógica dominante. Ele não é produtivo, não é performático, não responde a uma finalidade valorizada pela lógica da massa tecnológica. É um gesto que não “serve” para nada, além do descanso, do relaxamento e do deleite de não precisar cumprir nada para fora de si. Por isso, é tão difícil de ser compreendido em um mundo onde o descanso é visto como perda de tempo.
    O contato com a natureza tem sido amplamente estudado, e práticas como o shinrin-yoku, o chamado “banho de floresta”, evidenciam efeitos importantes sobre o organismo físico e emocional. A simples presença em ambientes naturais, especialmente quando mediada pelo toque, pode contribuir para a redução dos níveis de estresse, para a regulação do sistema nervoso e para a promoção de estados de relaxamento e bem-estar.
    No campo da ecopsicologia, essa relação é compreendida de forma ainda mais ampla. Não se trata apenas de “estar na natureza”, mas de reconhecer que não há uma separação entre o humano e o ambiente. A sensação de calma que emerge nesse contato não vem de fora, é um retorno a um estado de integração. Sob essas perspectivas, abraçar uma árvore deixa de ser um gesto excêntrico e passa a ser compreendido como uma forma essencial de nutrição e reconexão. Essa reconexão não acontece como uma ideia, mas sim com a experiência. [...]


Fonte: TORREZAN, Laura. Entre o estranho e o essencial: o que há em abraçar uma árvore? Disponível em: https://vidasimples.com. Acesso em: 20 jun. 2026. Adaptado. 
Na passagem “Não se trata apenas de ‘estar na natureza’, mas de reconhecer que não há uma separação entre o humano e o ambiente.”, em relação ao uso do pronome “se”, é CORRETO afirmar que, de acordo com a norma, 
Alternativas
Q4262124 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.

Texto 01

Entre o estranho e o essencial: o que há em abraçar uma árvore?

    Um gesto simples pode parecer estranho aos olhos de quem desaprendeu a sentir. Abraçar uma árvore pode ser motivo de chacota para aqueles que se afastaram do sentir. Em meio à pressa das cidades, ao ritmo produtivo — que (des)organiza nossas necessidades — e às regras silenciosas do comportamento social, parar diante de uma árvore, encostar o corpo em seu tronco e permanecer ali por alguns instantes pode ser visto como algo excêntrico e digno de rótulos preconceituosos. Mas o que exatamente está sendo julgado nesse gesto? Talvez não seja o ato em si, mas aquilo que ele revela.
    Vivemos um tempo marcado por um massivo afastamento da natureza. As paisagens naturais vêm sendo substituídas por estruturas artificiais e, junto com essa transformação externa, a nossa capacidade de nos reconhecer como parte dela também se deslocou. Fomos nos habituando a existir como se estivéssemos separados, como se fôssemos apenas observadores do mundo, e não parte dele.
    Nesse contexto, o gesto de abraçar uma árvore pode soar estranho porque rompe uma lógica dominante. Ele não é produtivo, não é performático, não responde a uma finalidade valorizada pela lógica da massa tecnológica. É um gesto que não “serve” para nada, além do descanso, do relaxamento e do deleite de não precisar cumprir nada para fora de si. Por isso, é tão difícil de ser compreendido em um mundo onde o descanso é visto como perda de tempo.
    O contato com a natureza tem sido amplamente estudado, e práticas como o shinrin-yoku, o chamado “banho de floresta”, evidenciam efeitos importantes sobre o organismo físico e emocional. A simples presença em ambientes naturais, especialmente quando mediada pelo toque, pode contribuir para a redução dos níveis de estresse, para a regulação do sistema nervoso e para a promoção de estados de relaxamento e bem-estar.
    No campo da ecopsicologia, essa relação é compreendida de forma ainda mais ampla. Não se trata apenas de “estar na natureza”, mas de reconhecer que não há uma separação entre o humano e o ambiente. A sensação de calma que emerge nesse contato não vem de fora, é um retorno a um estado de integração. Sob essas perspectivas, abraçar uma árvore deixa de ser um gesto excêntrico e passa a ser compreendido como uma forma essencial de nutrição e reconexão. Essa reconexão não acontece como uma ideia, mas sim com a experiência. [...]


Fonte: TORREZAN, Laura. Entre o estranho e o essencial: o que há em abraçar uma árvore? Disponível em: https://vidasimples.com. Acesso em: 20 jun. 2026. Adaptado. 
Na passagem “No campo da ecopsicologia, essa relação é compreendida de forma ainda mais ampla.”, a vírgula foi usada, de acordo com a norma, para intercalar
Alternativas
Q4262125 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 02 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.


Captura_de tela 2026-08-27 112519.png (308×320)

Disponível em: https://bichinhosdejardim.com/. Acesso em: 20 jun. 2026.
Assinale a passagem do texto 1 que estabelece relação discursiva com o texto 02. 
Alternativas
Q4262126 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 02 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.


Captura_de tela 2026-08-27 112519.png (308×320)

Disponível em: https://bichinhosdejardim.com/. Acesso em: 20 jun. 2026.
Analise as afirmativas a seguir, tendo em vista a estrutura linguística de composição das falas que compõem o texto 02.

I- A preposição “para” insere, nas falas dos quadros em que é usada, ideia de finalidade.
II- A preposição “de”, usada na fala do quarto quadro, é exigida pelo verbo “lembrar”.
III- O termo “ah”, presente na fala do terceiro quadro, pertence à classe das interjeições.
IV- O verbo “lembrar”, presente na fala do terceiro quadro, foi usado como pronominal.
V- O termo “se”, presente na fala do terceiro quadro, expressa uma ideia de condição.

Estão CORRETAS apenas as afirmativas 
Alternativas
Q4262127 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 02 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.


Captura_de tela 2026-08-27 112519.png (308×320)

Disponível em: https://bichinhosdejardim.com/. Acesso em: 20 jun. 2026.
A forma verbal “estiverem”, usada na terceira fala, encontra-se conjugada no
Alternativas
Respostas
1: D
2: B
3: C
4: E
5: B
6: D
7: C
8: A
9: E
10: A
11: A
12: B
13: B
14: E
15: D
16: C
17: E
18: C
19: A
20: D