Questões de Concurso Público GHC-RS 2026 para Médico (Cirurgia Geral)
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A hemorragia digestiva baixa representa 20 a 25% de todos os pacientes com sangramento do trato digestório. Embora represente uma incidência até 10 vezes menor que a hemorragia digestiva alta, determina uma elevada taxa de internação, além de maior morbidade em especial pelo fato da sua incidência aumentar com a idade dos pacientes. Em relação às hemorragias digestivas, analise as sentenças a seguir:
I- A hemorragia digestiva baixa é definida como sendo aquela cuja causa situa-se distal ao ângulo de Treitz.
II- A hemorragia digestiva baixa é definida como sendo aquela cuja causa situa-se proximal ao ângulo de Treitz.
III- Na prática, cerca de 80 a 85% dos casos de hemorragia digestiva baixa tem origem distal à válvula ileocecal.
IV- Cerca de 80 a 85% dos casos de hemorragia digestiva baixa param espontaneamente.
Analisadas as sentenças, está CORRETO o que se afirma apenas em:
Um grande número de pacientes com hérnias da parede abdominal se apresenta com quadros agudos, como o encarceramento e estrangulamento, necessitando de cirurgia de urgência. Assim, esses procedimentos podem estar associados com um pior prognóstico e uma taxa significativamente maior de complicações pós-operatórias. Esta situação clínica é frequente em serviços de cirurgia de emergência, em especial as hérnias da região inguinal e crural. Acerca das hernias abdominais, analise as sentenças a seguir:
I- Uma hérnia encarcerada é aquela cujo conteúdo se torna irredutível agudamente com dor, seja por uma abertura da parede abdominal ou em decorrência de aderências entre o conteúdo e o saco herniário.
II- Pode ocorrer uma obstrução intestinal, como complicação da hérnia encarcerada.
III- Uma hérnia estrangulada ocorre quando há comprometimento do fluxo sanguíneo do conteúdo herniado, como por exemplo omento, intestino delgado.
IV- O exame clínico da região inguinal e crural de forma sistemática na avaliação dos pacientes com dor abdominal não deve ser “esquecido”, sendo a grande maioria dos casos de hérnias estranguladas de diagnóstico clínico.
Analisadas as sentenças, estão CORRETAS apenas:
Paciente de 68 anos, admitido na UTI há 5 dias com diagnóstico de choque séptico de foco abdominal (perfuração de víscera oca), em uso de noradrenalina (0,5 mcg/kg/min) e ventilação mecânica. Apresenta atualmente: relação PaO₂/FiO₂ = 190, creatinina sérica = 3,5 mg/dL (basal 0,8 mg/dL), bilirrubina total = 4,2 mg/dL (direta = 3,1 mg/dL), plaquetas = 75.000/mm³ e escore SOFA (Sequential Organ Failure Assessment) de 12 pontos.
De acordo com a definição mais atual da síndrome, assinale a alternativa CORRETA sobre o diagnóstico e prognóstico do paciente:
O abdome agudo é, sem dúvida, uma das queixas mais frequentes, sendo responsável por 5 a 10% das consultas nos serviços de urgência do mundo todo, sendo que no Brasil os estudos demonstram variação entre 8,6 e 12%. Em relação ao abdome agudo, analise as sentenças a seguir:
I- A forma perfurativa é a terceira mais comum de abdome agudo, contendo diversas etiologias. A principal causa é a Doença Ulcerosa Péptica (DUP), seguida de diverticulite aguda.
II- No caso de Doença Ulcerosa Péptica (DUP) a perfuração ocorre em 2-10% dos pacientes.
III- A perfuração intestinal por corpo estranho é pouco frequente, ocorrendo em aproximadamente 1% dos casos de ingestão de corpo estranho, sendo de maior risco de perfuração quando longos e pontiagudos como espinhas de peixe, ossos de galinha e palitos de dente.
IV- As localizações mais frequentes da perfuração intestinal por corpo estranho são válvula ileocecal (até 39% dos casos), íleo e transição sigmoide-retal.
Analisadas as sentenças, estão CORRETAS apenas:
A Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou, em 2008, o desafio global "Cirurgias Seguras Salvam Vidas", que resultou na elaboração do Checklist de Cirurgia Segura. No Brasil, o Ministério da Saúde instituiu o Protocolo de Cirurgia Segura por meio da Portaria n.º 1.377/2013. O protocolo estabelece a verificação de itens críticos em três momentos distintos. Sobre o Protocolo de Cirurgia Segura e suas diretrizes, analise as sentenças a seguir:
I- O objetivo central do Protocolo de Cirurgia Segura é prevenir a ocorrência de eventos adversos evitáveis, tais como cirurgia em lado errado, procedimento em paciente errado e retenção inadvertida de compressas ou instrumentos.
II- A primeira etapa do checklist (entrada/sign in), realizada antes da indução anestésica, inclui a confirmação da identidade do paciente, do local e lado da cirurgia, do procedimento a ser realizado, e a verificação da disponibilidade de hemoderivados, quando necessário.
III- A segunda etapa (pausa cirúrgica/time out), realizada imediatamente antes da incisão cirúrgica, envolve a apresentação nominal dos membros da equipe, a confirmação coletiva do paciente, procedimento, local e lado da cirurgia, e a revisão de eventos críticos esperados.
IV- A terceira etapa (saída/sign out), realizada antes da saída do paciente da sala operatória, inclui a contagem de compressas, agulhas e instrumentais, a identificação correta de amostras cirúrgicas para anatomia patológica, e a revisão de eventuais problemas com equipamentos.
V- O Checklist de Cirurgia Segura da OMS é composto por 19 itens distribuídos nas três etapas, sendo sua aplicação recomendada internacionalmente e obrigatória nos serviços de saúde brasileiros com centro cirúrgico, conforme determina a Portaria MS/GM n.º 1.377/2013.
Analisadas as sentenças, estão CORRETAS apenas:
I- A teleconsulta, como primeira consulta médica, pode ser realizada de modo virtual, desde que atendidas as condições técnicas e éticas, devendo o médico dar seguimento ao acompanhamento com consulta presencial, conforme a necessidade clínica do paciente.
II- Na telecirurgia, a norma do CFM exige a presença, no local do paciente, de médico com a mesma habilitação do cirurgião remoto, para garantir a continuidade do procedimento em caso de intercorrências técnicas, como falha de conectividade.
III- O consentimento livre e esclarecido do paciente é obrigatório nos atendimentos por telemedicina, devendo ser obtido previamente e registrado formalmente, nos termos da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) e das resoluções do CFM.
IV- Empresas que atuam como intermediadoras de serviços de telemedicina devem registrar-se no Conselho Regional de Medicina da jurisdição de sua sede e indicar responsável técnico médico regularmente inscrito.
V- O médico tem autonomia para decidir se utiliza ou recusa a telemedicina, podendo indicar o atendimento presencial sempre que entender necessário, limitado pelos princípios da beneficência e não maleficência.
Analisadas as sentenças, estão CORRETAS apenas: