Questões de Concurso
Sobre trabalho e serviço social: perfil, demanda, prática e competências profissionais em serviço social
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Iamamoto (2000,p.79) desenvolve uma discussão sobre os rumos ético-políticos da profissão do Assistente Social, enfocando aspectos do trabalho desse profissional que merecem atenção. Dentre os aspectos indicados, está a relação entre o público e o privado. De acordo com a argumentação da autora sobre a relação entre público e privado, avalie as afirmativas:
I. De acordo com Iamamoto (2000) é necessário, atualmente, um profissional informado, crítico, competente e que tenha sua prática assentada no teoricismo estéril.
II. Para Iamamoto (2000) é basal que o Assistente Social transforme os espaços de trabalho estatais em espaços de trabalho de fato públicos.
III. Conforme Iamamoto (2000) é necessário que o Assistente Social viabilize a apropriação da coisa pública por parte da coletividade.
IV. Conforme Iamamoto (2000) o Assistente Social deve ampliar a ingerência de segmentos da sociedade civil em questões que lhes são concernentes.
V. Para Iamamoto (2000) atuar entre o público e o privado requer que o Assistente Social reafirme uma prática pragmática visando a atenção de alvos imediatos.
Iamamoto (2000,p.145), analisando o Serviço Social nos indica a necessidade de que a categoria profissional assuma um perfil propositivo. Partindo das colocações da autora, selecione, dentre as afirmativas abaixo, aquelas que citam,corretamente, as características necessárias ao perfil profissional propositivo recomendado pela autora.
I. O profissional propositivo é o profissional comprometido com o neoliberalismo.
II. O profissional propositivo é o profissional comprometido com a atualização permanente.
III. O profissional propositivo é o profissional comprometido com a defesa dos direitos sociais.
IV. O profissional propositivo é o profissional que assume um perfil pesquisador.
V. O profissional propositivo é o profissional que desqualifica a pesquisa em seu cotidiano.
Estão corretas as afirmativas:
Antunes (2002) faz em sua obra uma análise profunda sobre a atual configuração do trabalho frente as mudanças no processo produtivo capitalista. Dentre as consequências para o trabalho, que são citadas pelo autor como decorrente da adoção da economia de acumulação capitalista flexibilizada, podemos indicar as que estão citadas nas afirmativas:
I. Há uma crescente redução do proletariado fabril estável.
II. Há inclusão dos jovens e dos idosos do mercado de trabalho dos países centrais.
III. Há um enorme incremento do novo proletariado, de subproletariado fabril e de serviços.
IV. Temos um aumento significativo do trabalho feminino, que atinge mais de 40% da força de trabalho nos países avançados.
V. Há uma diminuição do que Marx chamou de trabalho social combinado.
Iamamoto (2000) desenvolveu uma discussão, visando sintonizar o Serviço Social com os novos tempos, indicando pressupostos que são necessários para a análise da profissão. Ancorado nos princípios da autora, analise as assertivas abaixo:
I. É necessário romper com uma visão endógena, focalista, uma visão “de dentro” do Serviço Social, fortalecendo as competências e atribuições privativas do profissional.
II. É necessário romper com uma visão endógena, focalista, uma visão “de dentro” do Serviço Social, prisioneira em seus muros internos.
III. É preciso entender a profissão hoje como um tipo de trabalho na sociedade.
IV. É preciso tratar o Serviço Social como trabalho o que supõe privilegiar a produção e a reprodução da vida social, como determinantes na constituição da materialidade e da subjetividade das “classes que vivem do trabalho”.
V. O rompimento com a visão endógena pressupõe o entendimento do Serviço Social como não partícipe do processo de trabalho instituído na sociedade capitalista contemporânea.
Conforme aponta Iamamoto (2010), as condições que circunscrevem o trabalho do assistente social expressam a dinâmica das relações sociais vigentes na sociedade. O exercício profissional é necessariamente polarizado pela trama de suas relações e interesses sociais. Participa tanto dos mecanismos de exploração e dominação, quanto, ao mesmo tempo e pela mesma atividade, da resposta às necessidades de sobrevivência das classes trabalhadoras e da reprodução do antagonismo dos interesses sociais. Isso significa que o exercício profissional:
I. É um processo que tanto permite a continuidade da sociedade de classes quanto cria as possibilidades de sua transformação.
II. Permite à categoria profissional estabelecer estratégias político-profissionais no sentido de reforçar interesses das classes subalternas, alvo prioritário das ações profissionais, quanto das classes dominantes enquanto contratante de seus serviços.
III. Exige um sujeito profissional que tenha competência para propor, para negociar com a instituição os seus projetos, para defender o seu campo de trabalho, suas qualificações e atribuições profissionais.
IV. Requer ir além das rotinas institucionais para buscar apreender, no movimento da realidade, as tendências e possibilidades, ali presentes, passíveis de serem apropriadas pelo profissional, desenvolvidas e transformadas em projetos de trabalho.
V. Requer o uso de relatórios, a elaboração de manuais voltados ao como fazer, análise crítica e teórica fundamentada na trama de interesses sociais, na construção de estratégias coletivas, articuladas às forças sociais progressistas, que permitam potencializar caminhos que reforcem os direitos nos diversos espaços ocupacionais.
É correto afirmar que:
“Conseguimos compreender, portanto, porque o trabalhador foge do trabalho como de uma peste e o poeta nos canta: ‘trabalhar é minha sina, eu gosto mesmo é d’ocê’. Por isso, diante da bombástica afirmação sobre o ‘fim do trabalho’, nós reagiríamos marcando uma festa para celebrar a emancipação. Mas as coisas não são bem assim.”
(Iasi, 2013, p. 56.)
Tendo como referência o debate apresentado pelo autor, assinale a afirmativa correta.
“Quem trabalha muito não tem tempo de brincar, nem de arranjar amigos; quando vai dormir para descansar vai e sonha um cadinho, mas um sonho rápido. Direito de brincar, direito de poder sonhar, também sonhar com todos, direito de querer alguma coisa e direito de estudar! Esses são direitos das crianças.”
(Depoimento de Genivaldo, 14 anos, cortador de cana, filme da OIT, Brasil, 1994.)
Segundo Lourenço (2014, p. 295), refletir a respeito do trabalho precoce na atual fase do capitalismo brasileiro implica
algumas considerações. Diante do exposto, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) A necessidade material e o discurso ideológico, que, ao longo dos tempos, vem desconstruindo a naturalização do trabalho precoce e caminham par e passo das características imanentes ao sistema capitalista.
( ) A (in)efetividade das políticas sociais públicas, as quais se encontram pressionadas pelos “novos” componentes administrativos, quer reproduzem intensamente o discurso e a gestão empresarial privada no âmbito dos serviços públicos, reduzindo sensivelmente o acesso aos direitos sociais duramente conquistados pela classe trabalhadora.
( ) A totalidade das mudanças no mundo do trabalho, cujas definições, em âmbito mundial, apontam para “[...] a subproletarização intensificada, presente na expansão do trabalho parcial, temporário, precário, sobcontratado, terceirizado, que marca a sociedade capitalista avançada”.
A sequência está correta em