Questões de Concurso Sobre segurança e saúde no trabalho
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I. A doença do Trabalho é aquela produzida ou desencadeada pelo exercício do trabalho peculiar a determinada atividade e constante da respectiva relação elaborada pelo Ministério do Trabalho. II. A doença degenerativa não é considerada como doença do trabalho. III. Ato de agressão, sabotagem ou terrorismo praticados por terceiro ou companheiro de trabalho, ocorridos ainda que fora do local e horário de trabalho, são considerados acidente de trabalho. IV. O acidente ocorrido no percurso da residência para o local de trabalho ou deste para aquela, qualquer que seja o meio de locomoção, inclusive veículo de propriedade do segurado, é considerado pela Previdência Social como acidente do trabalho.
Está CORRETO apenas o que se afirma em:
O consumo coletivo de bebidas alcoólicas associado a situações de trabalho devido a fatores psicossociais pode ser decorrente de prática defensiva, como meio de garantir inclusão no grupo.
Uma frequência maior de alcoolismo ocorre em determinadas ocupações: as que se caracterizam por ser socialmente desprestigiadas e determinantes de rejeição, como as que implicam contato com cadáveres, lixo ou dejetos em geral, e as atividades em que a tensão é constante e elevada, como as situações de trabalho perigoso.
De acordo com a legislação, quando se tratar de motorista profissional, serão exigidos exames toxicológicos por ocasião de todos os exames ocupacionais, admissionais, periódicos e demissionais com finalidade de emissão de atestado de saúde ocupacional.
Suponha-se que um trabalhador hipertenso que estava com pressão arterial controlada tenha apresentado elevação dos níveis pressóricos, com pressão arterial diastólica de 120 mmHg. Apesar de estar com condição clínica estável e sem comprometimento de órgãos-alvo, trata-se de emergência hipertensiva e o trabalhador deverá ser encaminhado para controle com medicação endovenosa.
Considere-se que um trabalhador diabético tenha procurado o serviço de saúde da empresa com quadro de vômitos, fraqueza muscular, dor abdominal, sinais de desidratação (boca seca e olhos encovados), taquipneia ou respiração de Kussmaul, hipotensão, hálito cetônico e alteração do estado mental. Nesse caso, o trabalhador deve estar com níveis muito elevados de hiperglicemia e necessita de ser encaminhado a uma unidade de emergência.
Crises de ansiedade podem ter diversas origens, incluindo reações transitórias a situações de estresse e transtornos mentais crônicos, como transtorno obsessivo compulsivo, transtorno do pânico e somatização. Os ansiolíticos benzodiazepínicos, como o clonazepam, são a primeira linha de tratamento que tem resposta cumulativa ao longo das primeiras duas a quatro semanas.
A dor osteomuscular pode ser muito influenciada por estresses psicológicos, depressão e outros fatores psíquicos não orgânicos que muitas vezes não estão expressos claramente ou são mascarados por sintomas somáticos, somente sendo revelados por meio de escuta atenta, feita por qualquer um dos profissionais da equipe de saúde.
O trabalhador com lombalgia deve ser reavaliado com duas e quatro semanas, realizando exame físico direcionado ao exame de coluna em cada visita, e ter orientação postural e incentivo à atividade física. Seu retorno ao trabalho só deverá ocorrer quando houver total remissão do quadro.
Os sinais de alerta das lombalgias incluem quadro álgico diurno, que melhora à noite e com analgésicos, e faixa etária entre vinte e cinquenta anos.
Considere-se que, durante exame periódico, um técnico de enfermagem que apresentava queixa de lombalgia não tenha conseguido esclarecer a causa do quadro álgico por meio de anamnese. Em se tratando de lombalgias, isso ocorre na maioria dos casos.
Suponha-se que um trabalhador rural que fazia capina com enxada em plantações e passou a utilizar produto químico para aumentar sua produtividade tenha apresentado quadro de lesões hepáticas e renais, além de fibrose pulmonar. Nesse caso, provavelmente, o produto químico utilizado foi um herbicida, sendo o paraquat o mais conhecido.
Determinadas patologias, como a perda auditiva induzida pelo ruído, têm sua progressão cessada após o afastamento do risco ocupacional. Outras, como as pneumoconioses, continuam a evoluir desfavoravelmente, mesmo depois que o trabalhador é afastado de suas atividades.