Questões de Concurso Sobre sus: princípios, diretrizes, participação e controle social em saúde pública

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Q4422462 Saúde Pública
Para a Conferência Municipal de Saúde, a gestão elaborou um diagnóstico e redigiu seis diretrizes preliminares. A comissão organizadora propõe que os delegados apenas ordenem essas diretrizes por prioridade, sem apresentar emendas ou novas propostas. O resultado servirá de base para o próximo ciclo de planejamento, cujo acompanhamento caberá ao Conselho Municipal de Saúde. A condução compatível com o controle social é:
Alternativas
Q4422459 Saúde Pública
Dois bairros apresentam baixa prática de atividade física. No primeiro, faltam calçadas e travessias seguras. No segundo, há praça e equipamentos, mas os moradores relatam horários inadequados e pouca participação nas decisões locais. A gestão propõe a mesma campanha educativa nos dois territórios. Educação, mobilidade urbana e associações comunitárias participarão do planejamento. A implementação da Política Nacional de Promoção da Saúde requer:
Alternativas
Q4422226 Saúde Pública
Clara tem 38 anos de idade e dois filhos com autismo. A família é acompanhada por uma Unidade Básica de Saúde (UBS). Durante os atendimentos, a equipe identifica dificuldades relacionadas à renda, à moradia, ao acesso à educação e aos serviços de saúde, com repercussões sobre o cuidado das crianças.
Assinale a alternativa correta sobre o caso apresentado.
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Q4422223 Saúde Pública
Assinale a alternativa correta sobre a Política Nacional de Humanização (PNH).
Alternativas
Q4421805 Saúde Pública
Marque a alternativa correta em relação a Resolução 453/2012 do Conselho Nacional da Saúde:
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Q4421801 Saúde Pública
Paciente com Insuficiência Cardíaca, Doença Renal Crônica e Diabetes Mellitus tipo 2. O médico da Unidade Básica de Saúde articula com o nefrologista, cardiologista e endocrinologista para melhor terapêutica. Essa situação representa qual princípio do SUS? 
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Q4421800 Saúde Pública
O HumanizaSUS é a proposta de uma nova relação entre os usuários, os profissionais que o atendem e a comunidade. Marque a alternativa incorreta sobre os parâmetros para acompanhamento da implementação:
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Q4419443 Saúde Pública
Dois bairros apresentam baixa prática de atividade física. No primeiro, faltam calçadas e travessias seguras. No segundo, há praça e equipamentos, mas os moradores relatam horários inadequados e pouca participação nas decisões locais. A gestão propõe a mesma campanha educativa nos dois territórios. Educação, mobilidade urbana e associações comunitárias participarão do planejamento. A implementação da Política Nacional de Promoção da Saúde requer:
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Q4419031 Saúde Pública
A teoria das lideranças no contexto da educação popular e da saúde coletiva distingue diferentes tipologias de líderes: formais (eleitos ou designados por estruturas institucionais), informais (reconhecidos pela comunidade com base em confiança e legitimidade) e situacionais (que emergem em contextos específicos de crise ou mobilização). Estudos sobre capital social em comunidades periféricas brasileiras apontam que a liderança informal, ancorada em vínculos de reciprocidade e pertencimento territorial, tende a ser mais eficaz na mobilização de populações com baixa confiança institucional. O processo de constituição de líderes populares envolve trajetórias de engajamento comunitário, reconhecimento social progressivo e desenvolvimento de habilidades de articulação e negociação. Diante desse referencial e considerando que o ACS pretende mapear e fortalecer lideranças em sua microárea para potencializar ações de vigilância em saúde, a afirmativa que melhor representa a abordagem tecnicamente adequada é: 
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Q4419030 Saúde Pública
A Lei nº 8.142/1990 estabeleceu as instâncias de participação da comunidade na gestão do SUS, conferindo aos Conselhos de Saúde e às Conferências de Saúde papel central no controle social. A mobilização social em saúde envolve, segundo autores como Toro e Werneck, a convocação de vontades coletivas para agir em prol de um propósito comum. Fatores como desconfiança institucional, histórico de clientelismo político, baixo capital social e dificuldades de acesso à informação são reconhecidos como dificultadores da ação coletiva de base popular. O ACS, por sua posição de mediador entre a comunidade e o serviço de saúde, é agente estratégico na articulação da participação social. Em um território onde a comunidade demonstra baixa adesão às reuniões do Conselho Local de Saúde e descrença nas instâncias formais de participação, a análise correta sobre os fatores facilitadores e dificultadores da mobilização social indica que:
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Q4419029 Saúde Pública
Paulo Freire, em sua obra "Pedagogia do Oprimido" (1968), desenvolveu o conceito de educação dialógica em contraposição à "educação bancária", que trata o educando como receptor passivo de conteúdos. No campo da Educação Popular em Saúde (EPS), o Ministério da Saúde instituiu a Política Nacional de Educação Popular em Saúde (PNEPS-SUS), por meio da Portaria nº 2.761/2013, reconhecendo a cultura popular como elemento central dos processos educativos em saúde. O ACS, inserido na comunidade, tem potencial singular de articular saberes populares com conhecimentos técnico-científicos em ações de promoção da saúde. Considerando que um ACS pretende desenvolver uma ação educativa sobre alimentação saudável em uma comunidade quilombola do Piauí, onde o consumo de plantas medicinais e receitas tradicionais é parte integrante da cultura local, o fundamento que melhor orienta a abordagem metodológica do ACS nesse processo é:
Alternativas
Q4416263 Saúde Pública
Uma pessoa residente no município A necessita de seis meses de tratamento especializado no município B, referência regional. As vagas são disponibilizadas pela regulação regional, e a atenção primária do município A continuará acompanhando condições crônicas e necessidades do território. Na pactuação do caso, os gestores precisam distribuir as responsabilidades de acesso, tratamento e seguimento territorial. A distribuição de responsabilidades prevista no SUS é:
Alternativas
Q4415246 Saúde Pública
A Atenção Primária à Saúde (APS) estrutura-se como o nível de contato preferencial no SUS, exigindo do fisioterapeuta competências além da reabilitação tradicional. A respeito da inserção e da complexidade das ações desse profissional na rede pública, assinale a alternativa correta: 
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Q4414363 Saúde Pública
O Enfermeiro de uma equipe da Estratégia Saúde da Família (ESF) coordena ações de melhoria do acolhimento com base na Política Nacional de Humanização. Diante disso, analise as assertivas abaixo:

I. O acolhimento é a diretriz que implica a responsabilização do trabalhador pelo usuário desde a chegada até a resolução do problema, perpassando toda a relação de cuidado.
II. A escuta qualificada compreende a demanda do usuário em sua dimensão biopsicossocial, sem reduzila à triagem administrativa.
III.O acolhimento deve ser realizado por Médicos e Enfermeiros, não sendo atribuição de Técnicos de Enfermagem ou recepcionistas.
IV.A Política Nacional de Humanização (PNH) propõе a cogestão como diretriz participativa, incluindo trabalhadores e usuários nos processos de decisão dos serviços.

Pode-se afirmar que:
Alternativas
Q4411952 Saúde Pública
Assistência farmacêutica no Brasil



    A análise das políticas públicas voltadas à assistência farmacêutica (AF) no Brasil exige a consideração de processos históricos complexos, nos quais interagem dimensões institucionais, disputas técnico-científicas e dinâmicas sociais, inscritas na conformação do Sistema Único de Saúde (SUS). De forma pioneira, o Movimento Sanitário e a Reforma Sanitária Brasileira configuraram fenômenos sócio-históricos que marcaram a segunda metade do século XX, constituindo elos fundantes da história e da política de saúde no Brasil. Sua conquista mais visível, a implantação do SUS, transformou profundamente o setor, incluindo a definição de novos horizontes para a AF. Ambos os movimentos enfatizaram a necessidade de garantir o pleno acesso aos medicamentos, reforçando a urgência de institucionalizar uma política nacional de medicamentos.
    A promulgação da Lei Orgânica da Saúde (Lei n 8.080), que instituiu o SUS, inseriu, pela primeira vez, a assistência terapêutica e farmacêutica no conjunto das ações e serviços de um sistema de saúde. Até então, os medicamentos estavam sob a responsabilidade da Previdência Social, sendo regidos pela Central de Medicamentos (CEME). Criada em 1971, essa autarquia mantinha relativa independência frente ao Ministério da Saúde (MS) e atuava como instância de conciliação entre a oferta nacional de medicamentos e a capacidade aquisitiva de seus beneficiários.
     Essa reconfiguração institucional impôs uma nova paisagem assistencial à AF, até então marcada por um desenho centralizado e excludente. A proposta da CEME confrontava diretamente os novos paradigmas inaugurados pelo SUS. Nesse contexto, a inclusão do acesso à farmacoterapia no âmbito das políticas sanitárias estabeleceu o compromisso de sua garantia como um direito público, sob responsabilidade do Estado. No entanto, somente ao final da década de 1990 a AF passou a incorporar, de forma mais efetiva, os dispositivos constitucionais da descentralização, universalidade, integralidade e equidade.
     O primeiro marco político nesse sentido foi a aprovação da Política Nacional de Medicamentos (PNM), em 30 de outubro de 1998. Elaborada sob a coordenação da Secretaria de Políticas de Saúde do MS, e integrante da Política Nacional de Saúde, a PNM buscou alinhar a questão dos medicamentos e da AF ao modelo assistencial do SUS, especialmente no que se refere à implementação de ações capazes de promover a melhoria das condições da assistência à saúde da população. Com o objetivo de garantir a segurança, eficácia e qualidade dos medicamentos, bem como promover seu uso racional, a PNM observa e fortalece os princípios e as diretrizes constitucionais e legalmente estabelecidos.
     É evidente o esforço de adequação do campo farmacêutico aos princípios do SUS. Todavia, o desenho dessa política ainda preserva uma ênfase centrada no medicamento, orientando não apenas a modelagem da assistência farmacêutica, mas também um amplo conjunto de ações correlatas. Assim, se antes da PNM havia uma desarticulação da assistência farmacêutica no âmbito dos serviços de saúde, a (re)articulação promovida por essa política foi estruturada com base nos contornos estabelecidos pelo medicamento. Nesse sentido, limitar sua compreensão a uma função exclusivamente terapêutico-assistencial desconsidera a multiplicidade de modos de existência e de ação que o medicamento pode assumir, obscurecendo as ambivalências que o situam em contextos culturais e sociais específicos.
    Os medicamentos são veículos de ideologias: moldam percepções de saúde, constroem identidades e influenciam valores e relações sociais. Sua apropriação, portanto, requer uma observação ampliada, que os considere como parte de uma dinâmica do cuidado, capaz de revelar a arquitetura das relações sociais nas quais estão inseridos. Somente assim é possível reconhecer os processos plurais e, por vezes, conflitivos que vinculam medicamentos e farmacêuticos à produção de saúde.


Fonte: PENAFORTE, T. R. Assistência farmacêutica no Brasil: uma análise antropológica da formulação da Política Nacional de Assistência Farmacêutica, Ciência & Saúde Coletiva, v. 31, n. 1, 2026 (com adaptações).
Com base na interpretação do texto no tocante às diferenças entre o arranjo institucional pré-SUS a consolidação do acesso à farmacoterapia como política pública sanitária, assinale a alternativa INCORRETТА. 
Alternativas
Q4407583 Saúde Pública

Um município de pequeno porte dispõe de serviços de Atenção Primária à Saúde, mas não possui estrutura suficiente para atender determinadas demandas de média e alta complexidade. Em razão disso, seus usuários são encaminhados para serviços localizados em outros municípios da região de saúde, conforme fluxos previamente organizados e pactuados entre os gestores.

Considerando a organização do Sistema Único de Saúde, a regionalização e a integralidade da assistência, assinale a alternativa tecnicamente correta. 

Alternativas
Q4406630 Saúde Pública
A saúde é influenciada por fatores condicionantes e determinantes, motivo pelo qual a educação em saúde se constitui como estratégia importante para a promoção da saúde e para o fortalecimento da autonomia dos indivíduos e da comunidade. Sobre sua execução, é correto afirmar que a educação em saúde deve:
Alternativas
Q4406620 Saúde Pública
Quais são os três pilares da Política Nacional de Humanização (PNH)?
Alternativas
Q4406619 Saúde Pública
A Política Nacional de Humanização foi construída com o intuito de transpor desafios referentes à qualidade e à dignidade do cuidado em saúde, modificando assim as ações implementadas no SUS. Assinale a alternativa que apresenta um dos objetivos dessa Política.
Alternativas
Respostas
41: E
42: B
43: B
44: D
45: C
46: C
47: B
48: D
49: A
50: E
51: B
52: A
53: C
54: A
55: C
56: B
57: B
58: D
59: B
60: D