Questões de Concurso
Sobre epidemiologia e saúde coletiva em saúde pública
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I. A hanseníase faz parte da Lista Nacional de Notificação Compulsória de Doenças, Agravos e Eventos de Saúde Pública (Portaria de Consolidação MS/GM nº 4, de 28 de setembro de 2017) e, portanto, é obrigatório que os profissionais de saúde reportem os casos do agravo no Sinan.
II. A vigilância epidemiológica da hanseníase deve ser organizada em todos os níveis de complexidade da Rede de Atenção à Saúde, de modo a garantir informações sobre a distribuição, magnitude e carga da doença, nas diversas áreas geográficas. A descoberta de um caso de hanseníase é feita por meio da detecção ativa (investigação epidemiológica de contatos e exame de coletividade, como inquéritos e campanhas) e passiva (demanda espontânea e encaminhamento).
Sobre as afirmativas I e II é correto afirmar:
(__) Epidemia: Uma epidemia é caracterizada por um aumento repentino e significativo no número de casos de uma doença em uma determinada população ou região durante um período específico.
(__) Endemia: A endemia refere-se a uma presença constante e regular de uma doença em uma determinada área geográfica ou população.
(__) Pandemia: Uma pandemia é uma epidemia que se espalha por várias regiões ou países, afetando uma proporção significativa da população global. Contudo, a definição de pandemia não implica que a doença tenha uma taxa de mortalidade elevada.
Assinale a alternativa cuja respectiva ordem de julgamento esteja correta:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Pessoas que vivem com HIV podem não transmitir o vírus
Após décadas de combate e conscientização sobre o vírus HIV e a Aids, a ciência já fez importantes avanços na prevenção e tratamento. O uso de medicamentos antirretrovirais, inclusive, torna possível que o vírus deixe de ser transmissível através de relações sexuais.
O lema I = I, que significa indetectável = intransmissível foi criado para popularizar a informação de que o vírus pode ser suprimido no corpo a ponto de deixar de ser transmitido, mesmo através de relações sexuais desprotegidas.
A discussão envolvendo o vírus e a doença voltou à tona com as investigações do caso envolvendo o laboratório PCS Lab, no Rio de Janeiro, onde seis pacientes contraíram o vírus HIV após passarem por transplantes de órgãos por conta de uma falha operacional nos testes de exames de sangue.
Embora os avanços da ciência já permitam que portadores do vírus HIV vivam de maneira saudável, a informação é uma ferramenta essencial para garantir que as pessoas se testem e busquem acompanhamento médico e tratamento − ambos disponíveis na rede pública de saúde, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS) − caso recebam resultado positivo para o HIV.
O vírus da imunodeficiência humana, mais conhecido como HIV, ataca o sistema imunológico alterando o DNA das células linfócitos T CD4+, responsáveis por defender o organismo de doenças. Quando o vírus não é combatido por meio do uso de medicamentos, ele pode evoluir para a síndrome da imunodeficiência adquirida, a Aids.
Ou seja, existem pessoas que vivem anos com o vírus HIV sem apresentar nenhum sintoma ou desenvolver a Aids. As pessoas que desenvolvem a doença, geralmente, são as que não recebem diagnóstico precoce e não fazem o tratamento adequadamente.
Quando uma pessoa portadora de HIV fazendo uso da terapia antirretroviral consegue reduzir a quantidade de vírus no sangue a um nível indetectável pelos testes laboratoriais padrões por ao menos seis meses, o vírus deixa de ser transmissível por via sexual.
A possibilidade de viver com HIV sem transmiti-lo através das relações sexuais permite que as pessoas portadoras do vírus recuperem uma maior qualidade de vida e possam escolher, junto a seus parceiros, a possibilidade de ter relações sexuais sem proteção.
No entanto, é importante notar que não há dados definitivos sobre por quanto tempo uma pessoa precisa tomar os remédios antirretrovirais para que o vírus seja suprimido a esse ponto. A única maneira de saber se a carga viral está suprimida ou não no sangue é através de testes de carga viral.
https://www.cnnbrasil.com.br/saude/pessoas-que-vivem-com-hiv-pode m-nao-transmitir-o-virus-entenda/
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Pessoas que vivem com HIV podem não transmitir o vírus
Após décadas de combate e conscientização sobre o vírus HIV e a Aids, a ciência já fez importantes avanços na prevenção e tratamento. O uso de medicamentos antirretrovirais, inclusive, torna possível que o vírus deixe de ser transmissível através de relações sexuais.
O lema I = I, que significa indetectável = intransmissível foi criado para popularizar a informação de que o vírus pode ser suprimido no corpo a ponto de deixar de ser transmitido, mesmo através de relações sexuais desprotegidas.
A discussão envolvendo o vírus e a doença voltou à tona com as investigações do caso envolvendo o laboratório PCS Lab, no Rio de Janeiro, onde seis pacientes contraíram o vírus HIV após passarem por transplantes de órgãos por conta de uma falha operacional nos testes de exames de sangue.
Embora os avanços da ciência já permitam que portadores do vírus HIV vivam de maneira saudável, a informação é uma ferramenta essencial para garantir que as pessoas se testem e busquem acompanhamento médico e tratamento − ambos disponíveis na rede pública de saúde, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS) − caso recebam resultado positivo para o HIV.
O vírus da imunodeficiência humana, mais conhecido como HIV, ataca o sistema imunológico alterando o DNA das células linfócitos T CD4+, responsáveis por defender o organismo de doenças. Quando o vírus não é combatido por meio do uso de medicamentos, ele pode evoluir para a síndrome da imunodeficiência adquirida, a Aids.
Ou seja, existem pessoas que vivem anos com o vírus HIV sem apresentar nenhum sintoma ou desenvolver a Aids. As pessoas que desenvolvem a doença, geralmente, são as que não recebem diagnóstico precoce e não fazem o tratamento adequadamente.
Quando uma pessoa portadora de HIV fazendo uso da terapia antirretroviral consegue reduzir a quantidade de vírus no sangue a um nível indetectável pelos testes laboratoriais padrões por ao menos seis meses, o vírus deixa de ser transmissível por via sexual.
A possibilidade de viver com HIV sem transmiti-lo através das relações sexuais permite que as pessoas portadoras do vírus recuperem uma maior qualidade de vida e possam escolher, junto a seus parceiros, a possibilidade de ter relações sexuais sem proteção.
No entanto, é importante notar que não há dados definitivos sobre por quanto tempo uma pessoa precisa tomar os remédios antirretrovirais para que o vírus seja suprimido a esse ponto. A única maneira de saber se a carga viral está suprimida ou não no sangue é através de testes de carga viral.
https://www.cnnbrasil.com.br/saude/pessoas-que-vivem-com-hiv-pode m-nao-transmitir-o-virus-entenda/
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Pessoas que vivem com HIV podem não transmitir o vírus
Após décadas de combate e conscientização sobre o vírus HIV e a Aids, a ciência já fez importantes avanços na prevenção e tratamento. O uso de medicamentos antirretrovirais, inclusive, torna possível que o vírus deixe de ser transmissível através de relações sexuais.
O lema I = I, que significa indetectável = intransmissível foi criado para popularizar a informação de que o vírus pode ser suprimido no corpo a ponto de deixar de ser transmitido, mesmo através de relações sexuais desprotegidas.
A discussão envolvendo o vírus e a doença voltou à tona com as investigações do caso envolvendo o laboratório PCS Lab, no Rio de Janeiro, onde seis pacientes contraíram o vírus HIV após passarem por transplantes de órgãos por conta de uma falha operacional nos testes de exames de sangue.
Embora os avanços da ciência já permitam que portadores do vírus HIV vivam de maneira saudável, a informação é uma ferramenta essencial para garantir que as pessoas se testem e busquem acompanhamento médico e tratamento − ambos disponíveis na rede pública de saúde, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS) − caso recebam resultado positivo para o HIV.
O vírus da imunodeficiência humana, mais conhecido como HIV, ataca o sistema imunológico alterando o DNA das células linfócitos T CD4+, responsáveis por defender o organismo de doenças. Quando o vírus não é combatido por meio do uso de medicamentos, ele pode evoluir para a síndrome da imunodeficiência adquirida, a Aids.
Ou seja, existem pessoas que vivem anos com o vírus HIV sem apresentar nenhum sintoma ou desenvolver a Aids. As pessoas que desenvolvem a doença, geralmente, são as que não recebem diagnóstico precoce e não fazem o tratamento adequadamente.
Quando uma pessoa portadora de HIV fazendo uso da terapia antirretroviral consegue reduzir a quantidade de vírus no sangue a um nível indetectável pelos testes laboratoriais padrões por ao menos seis meses, o vírus deixa de ser transmissível por via sexual.
A possibilidade de viver com HIV sem transmiti-lo através das relações sexuais permite que as pessoas portadoras do vírus recuperem uma maior qualidade de vida e possam escolher, junto a seus parceiros, a possibilidade de ter relações sexuais sem proteção.
No entanto, é importante notar que não há dados definitivos sobre por quanto tempo uma pessoa precisa tomar os remédios antirretrovirais para que o vírus seja suprimido a esse ponto. A única maneira de saber se a carga viral está suprimida ou não no sangue é através de testes de carga viral.
https://www.cnnbrasil.com.br/saude/pessoas-que-vivem-com-hiv-pode m-nao-transmitir-o-virus-entenda/
( ) Causada pelo verme Ascaris lumbricoides, a ascaridíase é conhecida popularmente como lombriga.
( ) Não é recomendável tocar na pessoa que tem lombriga. Ela deve ficar isolada.
( ) A prevenção se baseia em sempre lavar bem as mãos antes das refeições e após ir ao banheiro, lavar muito bem os alimentos antes de ingerir e beber água filtrada ou fervida.
( ) Saneamento básico, acesso à água potável e destinação adequada de lixo e dejetos são medidas importantes para evitar o surgimento de lombriga.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Coluna 1
1. Endemia. 2. Epidemia. 3. Pandemia. 4. Surto.
Coluna 2
( ) É quando uma doença ou agente infeccioso está continuamente presente em uma determinada zona geográfica.
( ) Ocorrência de casos acima do esperado de doença ou evento em um grupo específico de pessoas, em determinado período.
( ) Disseminação mundial de uma doença, que se espalha por diferentes continentes, tendo transmissão sustentada de pessoa para pessoa.
( ) Doença que acomete um grande número de pessoas em uma larga área geográfica.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Mortes por câncer já ocupam primeiro lugar em algumas regiões do Brasil
O câncer já é a primeira causa de morte em algumas regiões do Brasil, ocupando o lugar das doenças cardiovasculares. Um estudo inédito revela uma transição epidemiológica no país, tendência que já vem sendo observada em nações ricas.
O trabalho, conduzido por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e outras instituições, como Fundação Getúlio Vargas e Universidade Federal de Uberlândia, em Minas Gerais, acaba de ser publicado no The Lancet Regional Health − Americas.
Para chegar ao resultado, os autores analisaram dados de 5.570 municípios brasileiros fornecidos pelo Sistema de Informações de Mortalidade (SIM) entre os anos de 2000 e 2019. Também foram avaliadas as mortes prematuras, aquelas que ocorrem na faixa dos 30 aos 69 anos, que não são atribuídas ao envelhecimento.
Nesse período, as taxas de mortalidade por doenças cardiovasculares caíram em 25 dos 27 estados, enquanto as de câncer cresceram em 15. O número de municípios em que o câncer é a principal causa de morte quase dobrou, passando de 7% para 13%. E, enquanto a mortalidade por problemas cardiovasculares caiu drasticamente, quase 40%, a de câncer reduziu apenas 10%.
Embora as doenças cardiovasculares ainda liderem as mortes, alguns fatores explicam essa transição. "Os avanços no diagnóstico e no tratamento, bem como as campanhas antitabagismo, por exemplo, tiveram grande impacto na queda da mortalidade cardiovascular. O câncer, por outro lado, engloba mais de cem doenças com diferentes causas e alguns são mais fáceis de prevenir, outros mais limitados", analisa Leandro Rezende, um dos autores do estudo e coordenador do programa de pós-graduação em Saúde Coletiva da Escola Paulista de Medicina, da Unifesp.
Já as doenças cardiovasculares, segundo Rezende, são mais sensíveis a hábitos e medidas terapêuticas. "O resultado mostra que, quanto maior o acesso a tratamento e prevenção, menor a mortalidade", observa o pesquisador. Apesar de o câncer e as doenças cardiovasculares compartilharem muitos fatores de risco — como tabagismo, sedentarismo, obesidade e má alimentação —, as particularidades de cada tipo de tumor dificultam a prevenção e o tratamento.
Além disso, enquanto o tratamento das doenças cardiovasculares sempre envolve mudanças no estilo de vida, no câncer o foco acaba sendo erradicar a doença de forma localizada. Assim, é possível reduzir as mortes por infartos e derrames cuidando da pressão alta, do colesterol alto e do diabetes, por exemplo, mas o prognóstico dos tumores acaba prejudicado com diagnósticos tardios e dificuldade de acesso a tratamentos sofisticados.
Para os autores do novo estudo, é preciso desenvolver políticas específicas para cada região, capazes de melhorar o acesso à saúde nos municípios menores e mais vulneráveis e, é claro, atuar na prevenção primária. "Isso envolve políticas públicas, incluindo campanhas antitabaco, controle do álcool e o grande desafio da obesidade, que é um fator de risco para vários tumores. Sabe-se que o estilo de vida está associado a cerca de 20 tipos de câncer, e um terço das mortes poderia ser evitado com mudanças nos hábitos de vida", destaca Rezende.
https://www.cnnbrasil.com.br/saude/mortes-por-cancer-ja-ocupam-primeiro-lugar-em-algumas-regioes-do-brasil/
(__) Epidemia: Uma epidemia é caracterizada pelo aumento repentino e significativo do número de casos de uma doença em uma determinada população ou região. Esse aumento pode ocorrer em um curto período, frequentemente ultrapassando as expectativas normais de incidência.
(__) Endemia: A endemia refere-se à presença constante de uma doença ou condição de saúde em uma população ou área geográfica específica. Isso significa que a doença está sempre presente em níveis previsíveis, sem flutuações drásticas no número de casos ao longo do tempo.
(__) Pandemia: Uma pandemia é uma epidemia que se espalha para além das fronteiras de um país ou continente, afetando uma proporção significativa da população mundial. Entretanto, é incorreto afirmar que todas as pandemias se originam de doenças infecciosas, já que também podem envolver doenças não infecciosas.
Assinale a alternativa cuja respectiva ordem de julgamento esteja correta:
São consideradas situações de risco e vulnerabilidade à saúde do recém−nascido:
I. Mãe com baixa escolaridade.
II. Mãe com menos de 18 anos de idade.
III. Parto por cesárea.
Está CORRETO o que se afirma: