Questões de Concurso
Sobre epidemiologia e saúde coletiva em saúde pública
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A Leishmaniose Visceral é uma zoonose de evolução crônica, com acometimento sistêmico e, se não tratada, pode levar a óbito até 90% dos casos.
Assinale a alternativa correta em relação ao tema.
A vigilância entomológica é uma ação realizada pelas equipes municipais de saúde, com o intuito de realizar o levantamento de informações dos insetos vetores e sua interação com o ambiente.
Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e falsas ( F ) sobre a vigilância entomológica e o controle de vetores.
( ) A partir do levantamento entomológico é possível calcular indicadores para monitorar a presença, a distribuição geográfica e a densidade dos insetos no tempo e no espaço.
( ) O controle de vetores pode ocorrer de forma química, quando se utilizam inseticidas, ou biológica, quando se utilizam parasitas, patógenos ou predadores naturais ou moléculas biológicas para o controle de populações do vetor.
( ) O controle mecânico consiste em práticas para a proteção, a eliminação ou a destinação adequada de criadouros (tais como pneus, materiais recicláveis e outros resíduos), que devem ser executadas somente pelos Agentes comunitários de saúde.
( ) A aplicação residual de inseticidas consiste na pulverização de inseticidas em paredes ou outras superfícies, utilizando equipamentos costais que deixam uma determinada quantidade de inseticida por metro quadrado, sendo uma metodologia bastante utilizada para o controle do Aedes aegypti.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
As notificações obrigatórias de doenças, agravos e eventos de saúde pública no Brasil são regulamentadas por lei.
Sobre esse tema, é correto afirmar:
Além da dengue, a Zika e a Chikungunya também são doenças virais conhecidas como Arboviroses.
Sobre essas doenças, é correto afirmar:
São consideradas atividades típicas do Agente de Combate às Endemias, em sua área geográfica de atuação:
1. desenvolvimento de ações educativas e de mobilização da comunidade relativas à prevenção e ao controle de doenças e agravos à saúde.
2. planejamento, execução e avaliação das ações de vacinação animal contra zoonoses de relevância para a saúde pública normatizadas pelo Ministério da Saúde.
3. realização de necropsia de animais com diagnóstico suspeito de zoonoses de relevância para a saúde pública.
4. realização de ações de prevenção e controle de doenças e agravos à saúde, em interação com o Agente Comunitário de Saúde e a equipe de atenção básica.
5. identificação de casos suspeitos de doenças e agravos à saúde e encaminhamento, quando indicado, para a unidade de saúde de referência, assim como comunicação do fato à autoridade sanitária responsável.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
São exemplos dos grupos 1, 2 e 3, respectivamente,
Se durante uma Visita Domiciliar você, como ACS, constata ou é informado que há uma criança com diarreia, você deve buscar saber:
l- Há quantos dias está com diarreia e o número de vezes ao dia de evacuação.
II- Se há presença de sangue nas fezes.
III- Se também está com febre, vômito e há quantos dias.
IV- Se a família utiliza água tratada, se tem acesso a esgotamento sanitário.
Estão corretas:
Saúde do homem: Romper tabus e educar desde cedo salva vidas.
Todos os anos, em outubro, o mundo se veste de rosa. Campanhas, eventos, alertas e informações sobre prevenção do câncer de mama dominam as manchetes. Celebridades, profissionais de saúde e redes sociais reforçam a mensagem: "cuidar da saúde é vital". Mas quando o assunto é saúde masculina, o cenário muda drasticamente. Homens também adoecem.
Homens também têm câncer de próstata, doenças cardiovasculares, diabetes, depressão e ansiedade. Porém, ao contrário da saúde feminina, poucas campanhas destacam a prevenção masculina. Poucos profissionais são chamados para orientar, e a mídia raramente reforça a importância de exames periódicos. Resultado: silêncio, invisibilidade e negligência.
A negligência não se limita à saúde mental embora o preconceito sobre vulnerabilidade emocional já seja devastador, mas se estende à saúde física. Muitos homens ignoram sintomas, adiam consultas е confundem cuidado com fraqueza. A sociedade reforça a ideia de que "homem não reclama" ou "homem forte não precisa de médico". E quando se fala em exame de próstata, a situação se agrava: muitos homens viram alvo de piadas, até entre amigos. Enquanto mulheres fazem exames preventivos e ninguém as zomba, homens são ridicularizados por cuidar de si. É nesse ponto que o preconceito começa e ele mata.
Romper esse tabu não é apenas necessário: é urgente. Campanhas como o Novembro Azul existem, mas muitas vezes não têm a mesma força, abrangência e presença que o Outubro Rosa. O câncer de próstata e outras doenças que atingem homens também matam muitas vezes por falta de prevenção.
Precisamos de campanhas consistentes, informação clara sobre sinais de alerta, exames periódicos e os benefícios do cuidado precoсе.
Mais do que tratar doenças, é fundamental educar desde cedo. Assim como ensinamos meninas a cuidar do corpo, a fazer exames preventivos e a valorizar a saúde, precisamos ensinar os meninos a procurar médicos, a prestar atenção aos sinais do corpo e a não ter vergonha de falar sobre saúde.
Romper o tabu deve começar na infância, integrando a educação à cultura familiar e escolar, reforçando que cuidado não é fraqueza, é responsabilidade.
Mostrar que a masculinidade não se perde ao buscar ajuda médica, ao fazer exames de rotina ou ao falar sobre saúde mental é essencial. O cuidado com a saúde deve ser visto como um ato de força, consciência e amor-próprio. A diferença entre a saúde do homem e da mulher não está no corpo, mas na cultura que molda comportamentos. E essa cultura pode e deve ser transformada.
Cuidar da saúde masculina é responsabilidade de todos: sociedade, mídia, empresas, instituições de saúde e cada indivíduo. Campanhas como o Novembro Azul precisam ganhar a mesma relevância que o Outubro Rosa, abordando prevenção, autocuidado, educação desde cedo e respeito porque piadas e preconceito não salvam vidas. Romper tabus salva vidas e transforma a sociedade.
(Autora: Bruna Gayoso)
Assinale a alternativa que indica corretamente o grupo que apresenta o maior risco de progressão para a tuberculose ativa.