Questões de Concurso Sobre psiquiatria
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V.A., homem, 76 anos, disfórico no dia seguinte a uma cirurgia para corrigir uma fratura do quadril. Como resultados dos exames laboratoriais de rotina na admissão aumento de ureia no sangue, baixo nível de albumina e volume corpuscular médio no limite superior da normalidade. A pressão arterial era de 160/110. Além dos medicamentos relacionados à cirurgia, o prontuário indicava que ele havia sido medicado com 2 mg de haloperidol depois de um surto de agitação. Uma anotação da enfermagem, 1 hora depois da administração de haloperidol, indicou que o paciente estava “preocupado e rígido”.
Durante o exame de estado mental, paciente magro, afeto triste, preocupado e contido. Parecia rígido e desconfortável. Ele não respondeu imediatamente às perguntas e comentários do entrevistador. Seus olhos permaneceram fechados na maior parte do tempo, mas às vezes abriam e suas reações corporais indicavam que ele estava acordado. Depois de vários esforços, o psiquiatra conseguiu fazer o paciente dizer “estou bem” e “vá embora”.
Quando indagado sobre onde estava, respondeu “meu apartamento”.
Quando finalmente abriu os olhos, ele parecia confuso. Não respondeu a outras perguntas e se recusou a fazer o teste de desenho do relógio. A equipe cirúrgica havia solicitado uma acompanhante, e ela afirmou que o paciente ou dormia ou tentava sair do leito e havia passado o dia sem dizer algo que fizesse sentido.
“Com base em teorias segundo as quais a mania pode “estimular” outros episódios de mania, foi traçado um paralelo lógico com os distúrbios convulsivos, visto que as convulsões podem “estimular” a ocorrência de mais convulsões. Vários anticonvulsivantes são classificados com base na sua ação “voltada para a mania”, ou seja, no tratamento e na estabilização de cima para baixo, na sua ação “voltada para a depressão”, ou seja, em seu tratamento e estabilização de baixo para cima; ou em ambas as ações.”
Stahl psicofarmacologia : bases neurocientíficas e aplicações práticas / Stephen M. Stahl ; ilustração Nancy Muntner ; tradução Patricia Lydie Voeux ; revisão técnica Luiz Henrique Junqueira Dieckmann, Michel Haddad ; editorial assistant: Meghan M. Grady. - 5. ed. - Rio de Janeiro : Guanabara Koogan, 2022.
“O doente, deitado na cama, é solicitado a flexionar o quadril da perna normal contra a resistência, sendo que o calcanhar da perna afetada não exercerá nenhuma pressão sobre a mão do examinador. No transtorno conversivo, esta pressão existirá”.
Isso é chamado de: