Questões de Concurso
Sobre psicopatologia em psiquiatria
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O DSM-V utiliza o termo “disforia de gênero” a partir da concepção de gênero fundamentada necessariamente na objetividade científica, sem considerar fatores culturais para sua formulação.
São critérios para diagnosticar disforia de gênero em adolescentes e adultos o forte desejo de pertencer ao outro gênero (ou a algum gênero alternativo diferente do designado) e o forte desejo pelas características sexuais primárias e (ou) secundárias do outro gênero, desde que sem a inclusão de sentimentos e reações típicas do outro gênero.
Os transtornos mentais mais comumente comórbidos com a síndrome de pica são transtornos do espectro autista e deficiência intelectual (transtorno do desenvolvimento intelectual) e, em menor grau, a esquizofrenia e o transtorno obsessivo-compulsivo.
A introdução precoce de intervenções medicamentosas, como o metilfenidato, em crianças com transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), ou de antipsicóticos nos transtornos psicóticos e no autismo, não se tem mostrado favorável para a neuroplasticidade de circuitos essenciais para atenção, memória e comportamentos disfuncionais, tanto em estudos clínicos, de neuroimagem funcional, quanto em estudos experimentais.
O transtorno alimentar denominado pica tem como característica essencial a ingestão de uma ou mais substâncias não nutritivas, não alimentares, de forma persistente, durante um período mínimo de seis meses.
Em alguns casos, a disforia de gênero pode ter início tardio, ocorrendo na puberdade ou na idade adulta (após os 18 anos).
O sofrimento na infância pode não se manifestar em ambientes sociais que apoiem o desejo da criança de viver o papel do outro gênero.
Crianças com idade entre 4 e 5 anos são mais propensas a expressar disforia anatômica extrema e persistente do que crianças mais velhas (entre 9 e 10 anos), adolescentes ou adultos.
A disforia de gênero pode levar ao desenvolvimento de depressão, ansiedade, abuso de substâncias e risco elevado de suicídio.
No transtorno de personalidade borderline, a instabilidade emocional costuma ser mais espontânea e menos relacionada a gatilhos do que no transtorno bipolar.
Indivíduos com transtorno de personalidade paranoide raramente apresentam transtornos pelo uso de álcool ou outras substâncias.
O diagnóstico de transtorno de personalidade antissocial pode ser feito no início da adolescência.
A terapia comportamental dialética é uma abordagem terapêutica que tem apresentado resultados promissores no tratamento do transtorno de personalidade antissocial.
A hipertenacidade costuma ocorrer em quadros maniformes em pacientes bipolares.
A síndrome de Ganser é um transtorno conversivo com comportamento de resposta imitativa e automática.
Confabulações são produções de memórias fantasiosas não intencionais que completam lacunas de memória e que ocorrem frequentemente em quadros demenciais.
As ilusões são percepções alteradas na presença de um objeto.
Na alucinose, o paciente reconhece a experiência perceptiva como patológica.
Em mulheres alcoólatras, a comorbidade psiquiátrica que ocorre com maior frequência é o transtorno de personalidade antissocial.
A encefalopatia de Binswanger está associada à hipertensão arterial sistêmica e é caracterizada por processo aterosclerótico pronunciado nos vasos da substância branca subcortical, poupando o córtex.