Questões de Concurso
Sobre teorias e técnicas psicoterápicas em psicologia
Foram encontradas 6.916 questões
Na obra "Três ensaios sobre a teoria da sexualidade", Freud resume o conceito de libido como uma força variável em termos qualitativos que mede os processos e transformações presentes na esfera da excitação sexual. Estabelecendo assim a libido como um conceito fundamental na compreensão dos processos sexuais e psíquicos na teoria psicanalítica de Freud.
Na teoria de Freud, id, ego e superego representam instâncias mentais distintas. O id busca satisfação imediata, guiado por pulsões e desejos inconscientes. O ego age como consciência, mediando entre o id e a realidade externa. O superego internaliza normas sociais, censurando impulsos. Essa dinâmica revela o constante conflito na mente humana entre instintos, realidade e normas, enriquecendo a compreensão dos processos psicológicos.
Para Skinner, a Educação é entendida como uma instituição social que busca o “estabelecimento de comportamentos que serão vantajosos para o indivíduo e para outros em algum tempo futuro. Na definição de Skinner, o ensino é entendido como o arranjo de contingências para procedimentos e conteúdos a serem ensinados.
Frankl ressalta que a Logoterapia foca na procura do sentido da vida e na liberdade humana. Ele argumenta que, mesmo com sofrimento, é possível encontrar propósito, gerando motivação e resiliência. A Logoterapia se distingue de outras abordagens ao enfatizar que a busca de significado é a principal força motivacional do indivíduo.
Segundo Baldwin e Baldwin, o reforçamento positivo adiciona estímulos gratificantes, aumentando a probabilidade da repetição de uma resposta, enquanto o reforçamento negativo remove estímulos aversivos, também elevando a probabilidade de repetição de uma resposta.
Na abordagem de Anna Freud, a adolescência é marcada pela reorientação afetiva do jovem. Desligando-se inconscientemente dos pais, eles se voltam para heróis e pares, refletindo a reemergência de desejos edipianos. Esse período, interligado ao despertar sexual, representa a adaptação à complexidade da sexualidade adulta.
A terapia psicanalítica é um método de tratamento de transtornos mentais que se baseia na compreensão do inconsciente. A interpretação dos sonhos usada por Freud na psicanálise é uma ferramenta poderosa para acessar o inconsciente e compreender os desejos reprimidos do paciente, mas o processo terapêutico prolongado da psicanálise é fundamental para permitir a exploração gradual e segura dos sentimentos e conflitos do indivíduo.
A terapia em grupo é limitada a um tipo específico de grupo terapêutico. Não há variação ou flexibilidade na aplicação da terapia em grupo para diferentes finalidades ou objetivos. Além disso, não existem diferentes tipos de grupos terapêuticos baseados em critérios como o problema, a população atendida ou a abordagem teórica, já que a terapia em grupo é estritamente focada em uma única abordagem clínica e não se adapta a diferentes contextos ou necessidades terapêuticas.
Skinner identifica três esferas causais no comportamento: filogenético (aprendizado por interações ambientais e condicionamento), ontogenético (traços genéticos e evolução da espécie) e cultural (modelação comportamental através de imitação e normas sociais).
Terapias de grupo têm seus resultados potencializados pela troca de experiências, apoio mútuo e desenvolvimento de habilidades sociais. Essa interação fortalece relacionamentos, melhora a comunicação e impulsiona a autoconfiança, otimizando resultados terapêuticos.
Carl Rogers, pioneiro da Psicologia Humanista, criou a Abordagem Centrada na Pessoa, contrastando com Behaviorismo e Psicanálise. Ele enfatizou a experiência e percepção individuais, defendendo técnicas psicoterapêuticas personalizadas, baseadas em empatia, aceitação incondicional e autenticidade, rejeitando métodos generalizados e teorias rígidas que ignoram a vivência do indivíduo.
Segundo Freud, a pulsão é um limite entre o psíquico e o somático, sem nuances específicas ou dualidades entre pulsões sexuais, do ego, ou de vida e morte. Na visão freudiana, é um representante psíquico dos estímulos corporais, sem múltiplos níveis ou dualidades.
As crenças centrais são moldadas na infância através de interações com pessoas importantes e podem ser ativadas por crises ao longo da vida, como a perda de um ente querido. A teoria de Aaron Beck reconhece que enquanto disposições genéticas influenciam tais crenças, essas disposições não são determinantes. As experiências de vida e a capacidade de reflexão do indivíduo podem modificar esses padrões.
A Psicoterapia Analítico-Funcional (FAP), criada por Kohlenberg e Tsai, enfoca a relação terapêutica para crescimento pessoal. Nela, Comportamentos Clinicamente Relevantes (CRBs) são essenciais, e são divididos em três categorias: CRB1 (problemas manifestos na terapia, visando reduzi-los), CRB2 (avanços do cliente, reforçados por melhorias na interação) e CRB3 (autoanálises do cliente sobre seu comportamento e progresso).
Em Terapia Sistêmica de Casal, o terapeuta facilita a comunicação, atuando como mediador. Auxilia na compreensão e expressão construtiva de emoções e necessidades, identificando padrões comunicacionais prejudiciais e promovendo estratégias de resolução de conflitos. Seu papel vai além de preservar o matrimônio, incluindo ajudar o casal a reconhecer quando a separação é a melhor opção.
O Ensaio Cognitivo é um método terapêutico no qual os pacientes visualizam e enfrentam medos, praticando soluções e táticas assertivas, inclusive através de atividades de risco como andar sobre brasas ou escalar sem equipamentos, para superá-los.
Na Psicologia, a promoção da saúde é vista através de uma abordagem sistêmica, reconhecendo que o estilo de vida influencia diretamente a saúde. Essa concepção vai além da mera ausência de doenças, englobando fatores como moradia, lazer, educação e trabalho. O equilíbrio desses elementos compõe o panorama da saúde humana.
A Fenomenologia, criada por Husserl e expandida por Heidegger, foca na experiência vivida e na consciência. Baseia-se na "intencionalidade" e usa a "epoché" para acessar experiências puras, enfatizando a existência humana e o mundo imediato, enquanto considera interpretação e teoria como concepções menos importantes a serem exploradas.
A terapia em grupo envolve mais de três pessoas, proporcionando interação, apoio, e orientação profissional. Sessões de até duas horas, focadas em experiências comuns, incentivam diálogo, empatia e uso de técnicas variadas. Apesar dos desafios, é eficaz e enriquecedora para participantes e terapeutas.
Judith Beck, em sua abordagem da Terapia Cognitivo Comportamental, sugere que, embora seja útil que o cliente identifique pensamentos disfuncionais, não é essencial para o processo terapêutico. Ela enfatiza que a responsabilidade de analisar e modificar esses pensamentos pode ser deixada majoritariamente nas mãos do terapeuta, permitindo ao cliente um papel mais passivo na terapia.