Questões de Concurso
Comentadas sobre teorias e técnicas psicoterápicas em psicologia
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I – Um grupo com finalidade psicoterapêutica possui contrato explícito, objetivos clínicos e intervenções orientadas por um referencial teórico e técnico.
II – O grupo operativo organiza-se em torno de uma tarefa e dos obstáculos relacionais que interferem em sua realização.
III – O grupo de apoio favorece a troca de experiências, o pertencimento e as estratégias de enfrentamento entre pessoas que compartilham uma condição.
IV – A ocorrência de alívio emocional transforma o grupo de apoio em psicoterapia, ainda que seus objetivos e seu contrato permaneçam inalterados.
V – A modalidade deve ser definida pelos objetivos, pela população, pelo contexto, pelo contrato e pela competência do coordenador.
Estão corretas as afirmativas:
I – A tarefa explícita corresponde ao objetivo declarado, enquanto a tarefa implícita envolve a elaboração das ansiedades e dos obstáculos relacionados à mudança.
II – A pré-tarefa reúne movimentos defensivos que afastam o grupo da elaboração da tarefa.
III – O porta-voz articula aspectos de sua história pessoal com o processo grupal e torna visível um emergente do grupo.
IV – O coordenador interpreta obstáculos à comunicação e favorece a tarefa, preservando aos integrantes a responsabilidade pelo trabalho grupal.
V – A estabilidade dos papéis de líder, portavoz e sabotador ao longo dos encontros constitui um indicador de elaboração da tarefa grupal.
Estão corretas as afirmativas:
Com fundamento nas técnicas clássicas da terapia cognitivo comportamental, Edson pode adotar a seguinte estratégia:
O conceito desenvolvido pelo autor, que define o ponto de apoio mediador do bebê no processo de separação entre o eu e o não eu, transmitindo-lhe um sentimento de segurança e conforto, e que o ajuda na passagem da dependência absoluta da mãe, para uma dependência relativa à figura materna, é denominado
“O que o bebê vê quando olha para o rosto da mãe? Creio que, em geral, ele vê a si mesmo. Em outras palavras, a mãe olha para o bebê e a aparência da mãe se relaciona com o que ela vê ao olhar para o bebê. [...] Para expressar o que quero dizer, vou diretamente ao caso do bebê cuja mãe reflete o próprio humor, ou pior, a rigidez das próprias defesas. Em um caso como esse, o que o bebê vê? [...] muitos bebês vivem a experiência prolongada de não receber de volta aquilo que dão. Eles olham, mas não veem a si mesmos, e isso traz consequências. Em primeiro lugar, a capacidade criativa desses bebês começa a se atrofiar e, de algum modo, eles buscam em seu entorno outras formas de conseguir que o ambiente lhes devolva algo de si.” (p. 131).
“É possível que um objeto macio, ou outro tipo de objeto, tenha sido encontrado e usado pelo bebê, tornando-se então o que chamo de objeto transicional. Esse objeto passa a ser importante. Os pais reconhecem seu valor e o levam consigo quando vão viajar. A mãe permite que ele fique sujo e até fedido, sabendo que, ao colocá-lo para lavar, causa uma ruptura na continuidade da experiência do bebê, uma ruptura que pode destruir o significado e o valor do objeto para ele.” (p. 20).
“A psicoterapia ocorre na intersecção entre duas áreas do brincar: a do paciente e a do terapeuta. Tem a ver com duas pessoas brincando juntas. O corolário disso é que, quando essa brincadeira não é possível, o trabalho do terapeuta consiste em retirar o paciente de um estado marcado pela incapacidade de brincar e trazê-lo para um estado em que consegue fazê-lo.” (p. 51).
“Para que possa ser usado, o objeto deve necessariamente ser real, no sentido de que faz parte de uma realidade compartilhada, e não de um conjunto de projeções.” (p. 99).
“O objeto transicional nunca está sob um controle mágico, como é o caso do objeto interno, nem está fora do controle, como é o caso da mãe real.” (p. 28).
Considerando a articulação entre os conceitos de objeto transicional, papel de espelho da mãe, brincar e uso do objeto na obra de Winnicott, assinale a alternativa correta.