Questões de Concurso Sobre psicologia

Foram encontradas 51.757 questões

Q1683067 Psicologia

No que se refere à dor e sua neurofisiologia, julgue o item subsequente.


A dor pode ser definida como uma experiência desagradável no âmbito sensorial e emocional, que integra aspectos cognitivos, interpessoais e psíquicos.

Alternativas
Q1683066 Psicologia
Luana, de 8 anos de idade, foi diagnosticada com câncer há 20 dias. Os pais relatam que a criança, logo que soube, ficou mais quieta, calada e isolada; mantém-se boa parte do tempo em seu quarto e chora com frequência desde o início. Preocupada com o tratamento, ela sempre faz o seguinte questionamento aos pais ou mesmo ao médico responsável pelo caso: “Qual será o próximo passo?” (sic). Pede que não lhe escondam nada. Diz ter medo da morte. Há uma semana, em um dos momentos a sós com os pais, ela declarou: “Sinto que sou um peso para vocês. Tenho medo de nunca mais poder voltar à escola. Não entendo por que isso aconteceu logo comigo. Queria só poder ter minha vida de volta... sair desse hospital, ir para a escola, fazer meus deveres, encontrar meus amigos e passear com minha família. Tenho certeza de que vocês também pensavam em outras coisas pra mim. Não é justo comigo nem com vocês” (sic).

A partir desse caso clínico hipotético, julgue o item a seguir, considerando o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-V), a Classificação Internacional das Doenças (CID-10), o Código de Ética Profissional do Psicólogo, noções de psicologia hospitalar e o papel do psicólogo nesse contexto.


De acordo com os princípios e as atribuições postulados pelo Código de Ética Profissional do Psicólogo, é vedado ao psicólogo auxiliar pacientes na tomada de decisão ou preparar psicologicamente a criança para o final da vida.

Alternativas
Q1683065 Psicologia
Luana, de 8 anos de idade, foi diagnosticada com câncer há 20 dias. Os pais relatam que a criança, logo que soube, ficou mais quieta, calada e isolada; mantém-se boa parte do tempo em seu quarto e chora com frequência desde o início. Preocupada com o tratamento, ela sempre faz o seguinte questionamento aos pais ou mesmo ao médico responsável pelo caso: “Qual será o próximo passo?” (sic). Pede que não lhe escondam nada. Diz ter medo da morte. Há uma semana, em um dos momentos a sós com os pais, ela declarou: “Sinto que sou um peso para vocês. Tenho medo de nunca mais poder voltar à escola. Não entendo por que isso aconteceu logo comigo. Queria só poder ter minha vida de volta... sair desse hospital, ir para a escola, fazer meus deveres, encontrar meus amigos e passear com minha família. Tenho certeza de que vocês também pensavam em outras coisas pra mim. Não é justo comigo nem com vocês” (sic).

A partir desse caso clínico hipotético, julgue o item a seguir, considerando o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-V), a Classificação Internacional das Doenças (CID-10), o Código de Ética Profissional do Psicólogo, noções de psicologia hospitalar e o papel do psicólogo nesse contexto.


Uma das estratégias de trabalho do psicólogo no caso de Luana pode ser a preparação psicológica da paciente para a realização de procedimentos invasivos dolorosos.

Alternativas
Q1683064 Psicologia
Luana, de 8 anos de idade, foi diagnosticada com câncer há 20 dias. Os pais relatam que a criança, logo que soube, ficou mais quieta, calada e isolada; mantém-se boa parte do tempo em seu quarto e chora com frequência desde o início. Preocupada com o tratamento, ela sempre faz o seguinte questionamento aos pais ou mesmo ao médico responsável pelo caso: “Qual será o próximo passo?” (sic). Pede que não lhe escondam nada. Diz ter medo da morte. Há uma semana, em um dos momentos a sós com os pais, ela declarou: “Sinto que sou um peso para vocês. Tenho medo de nunca mais poder voltar à escola. Não entendo por que isso aconteceu logo comigo. Queria só poder ter minha vida de volta... sair desse hospital, ir para a escola, fazer meus deveres, encontrar meus amigos e passear com minha família. Tenho certeza de que vocês também pensavam em outras coisas pra mim. Não é justo comigo nem com vocês” (sic).

A partir desse caso clínico hipotético, julgue o item a seguir, considerando o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-V), a Classificação Internacional das Doenças (CID-10), o Código de Ética Profissional do Psicólogo, noções de psicologia hospitalar e o papel do psicólogo nesse contexto.


O papel do psicólogo em oncologia faz-se importante no enfrentamento da doença e na qualidade de vida de Luana e de seus familiares.

Alternativas
Q1683063 Psicologia
Luana, de 8 anos de idade, foi diagnosticada com câncer há 20 dias. Os pais relatam que a criança, logo que soube, ficou mais quieta, calada e isolada; mantém-se boa parte do tempo em seu quarto e chora com frequência desde o início. Preocupada com o tratamento, ela sempre faz o seguinte questionamento aos pais ou mesmo ao médico responsável pelo caso: “Qual será o próximo passo?” (sic). Pede que não lhe escondam nada. Diz ter medo da morte. Há uma semana, em um dos momentos a sós com os pais, ela declarou: “Sinto que sou um peso para vocês. Tenho medo de nunca mais poder voltar à escola. Não entendo por que isso aconteceu logo comigo. Queria só poder ter minha vida de volta... sair desse hospital, ir para a escola, fazer meus deveres, encontrar meus amigos e passear com minha família. Tenho certeza de que vocês também pensavam em outras coisas pra mim. Não é justo comigo nem com vocês” (sic).

A partir desse caso clínico hipotético, julgue o item a seguir, considerando o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-V), a Classificação Internacional das Doenças (CID-10), o Código de Ética Profissional do Psicólogo, noções de psicologia hospitalar e o papel do psicólogo nesse contexto.


No caso de Luana, a intervenção psicológica deve ser restrita ao suporte psicossocial, pois o apoio psicoterapêutico não é indicado em contexto hospitalar.

Alternativas
Q1683062 Psicologia
Luana, de 8 anos de idade, foi diagnosticada com câncer há 20 dias. Os pais relatam que a criança, logo que soube, ficou mais quieta, calada e isolada; mantém-se boa parte do tempo em seu quarto e chora com frequência desde o início. Preocupada com o tratamento, ela sempre faz o seguinte questionamento aos pais ou mesmo ao médico responsável pelo caso: “Qual será o próximo passo?” (sic). Pede que não lhe escondam nada. Diz ter medo da morte. Há uma semana, em um dos momentos a sós com os pais, ela declarou: “Sinto que sou um peso para vocês. Tenho medo de nunca mais poder voltar à escola. Não entendo por que isso aconteceu logo comigo. Queria só poder ter minha vida de volta... sair desse hospital, ir para a escola, fazer meus deveres, encontrar meus amigos e passear com minha família. Tenho certeza de que vocês também pensavam em outras coisas pra mim. Não é justo comigo nem com vocês” (sic).

A partir desse caso clínico hipotético, julgue o item a seguir, considerando o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-V), a Classificação Internacional das Doenças (CID-10), o Código de Ética Profissional do Psicólogo, noções de psicologia hospitalar e o papel do psicólogo nesse contexto.


Em caso de intervenções psicológicas, o trabalho com Luana deverá ser de encorajamento e empoderamento, evitando-se abrir espaço para sensações de medo e angústia.

Alternativas
Q1683061 Psicologia
Luana, de 8 anos de idade, foi diagnosticada com câncer há 20 dias. Os pais relatam que a criança, logo que soube, ficou mais quieta, calada e isolada; mantém-se boa parte do tempo em seu quarto e chora com frequência desde o início. Preocupada com o tratamento, ela sempre faz o seguinte questionamento aos pais ou mesmo ao médico responsável pelo caso: “Qual será o próximo passo?” (sic). Pede que não lhe escondam nada. Diz ter medo da morte. Há uma semana, em um dos momentos a sós com os pais, ela declarou: “Sinto que sou um peso para vocês. Tenho medo de nunca mais poder voltar à escola. Não entendo por que isso aconteceu logo comigo. Queria só poder ter minha vida de volta... sair desse hospital, ir para a escola, fazer meus deveres, encontrar meus amigos e passear com minha família. Tenho certeza de que vocês também pensavam em outras coisas pra mim. Não é justo comigo nem com vocês” (sic).

A partir desse caso clínico hipotético, julgue o item a seguir, considerando o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-V), a Classificação Internacional das Doenças (CID-10), o Código de Ética Profissional do Psicólogo, noções de psicologia hospitalar e o papel do psicólogo nesse contexto.


As sensações de exclusão, de não pertencimento ou mesmo de abandono apresentadas por Luana desencadeiam a criação de defesas que estão comprometendo seu processo de enfrentamento da doença.

Alternativas
Q1683060 Psicologia
Luana, de 8 anos de idade, foi diagnosticada com câncer há 20 dias. Os pais relatam que a criança, logo que soube, ficou mais quieta, calada e isolada; mantém-se boa parte do tempo em seu quarto e chora com frequência desde o início. Preocupada com o tratamento, ela sempre faz o seguinte questionamento aos pais ou mesmo ao médico responsável pelo caso: “Qual será o próximo passo?” (sic). Pede que não lhe escondam nada. Diz ter medo da morte. Há uma semana, em um dos momentos a sós com os pais, ela declarou: “Sinto que sou um peso para vocês. Tenho medo de nunca mais poder voltar à escola. Não entendo por que isso aconteceu logo comigo. Queria só poder ter minha vida de volta... sair desse hospital, ir para a escola, fazer meus deveres, encontrar meus amigos e passear com minha família. Tenho certeza de que vocês também pensavam em outras coisas pra mim. Não é justo comigo nem com vocês” (sic).

A partir desse caso clínico hipotético, julgue o item a seguir, considerando o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-V), a Classificação Internacional das Doenças (CID-10), o Código de Ética Profissional do Psicólogo, noções de psicologia hospitalar e o papel do psicólogo nesse contexto.


O afastamento para tratamento pode trazer consequências no âmbito interpessoal e afetivo de Luana.

Alternativas
Q1683059 Psicologia
Luana, de 8 anos de idade, foi diagnosticada com câncer há 20 dias. Os pais relatam que a criança, logo que soube, ficou mais quieta, calada e isolada; mantém-se boa parte do tempo em seu quarto e chora com frequência desde o início. Preocupada com o tratamento, ela sempre faz o seguinte questionamento aos pais ou mesmo ao médico responsável pelo caso: “Qual será o próximo passo?” (sic). Pede que não lhe escondam nada. Diz ter medo da morte. Há uma semana, em um dos momentos a sós com os pais, ela declarou: “Sinto que sou um peso para vocês. Tenho medo de nunca mais poder voltar à escola. Não entendo por que isso aconteceu logo comigo. Queria só poder ter minha vida de volta... sair desse hospital, ir para a escola, fazer meus deveres, encontrar meus amigos e passear com minha família. Tenho certeza de que vocês também pensavam em outras coisas pra mim. Não é justo comigo nem com vocês” (sic).

A partir desse caso clínico hipotético, julgue o item a seguir, considerando o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-V), a Classificação Internacional das Doenças (CID-10), o Código de Ética Profissional do Psicólogo, noções de psicologia hospitalar e o papel do psicólogo nesse contexto.


O isolamento associado ao choro fácil e ao medo da morte apresentados por Luana são sintomas característicos de quadro depressivo em fase inicial.

Alternativas
Q1683058 Psicologia
Luana, de 8 anos de idade, foi diagnosticada com câncer há 20 dias. Os pais relatam que a criança, logo que soube, ficou mais quieta, calada e isolada; mantém-se boa parte do tempo em seu quarto e chora com frequência desde o início. Preocupada com o tratamento, ela sempre faz o seguinte questionamento aos pais ou mesmo ao médico responsável pelo caso: “Qual será o próximo passo?” (sic). Pede que não lhe escondam nada. Diz ter medo da morte. Há uma semana, em um dos momentos a sós com os pais, ela declarou: “Sinto que sou um peso para vocês. Tenho medo de nunca mais poder voltar à escola. Não entendo por que isso aconteceu logo comigo. Queria só poder ter minha vida de volta... sair desse hospital, ir para a escola, fazer meus deveres, encontrar meus amigos e passear com minha família. Tenho certeza de que vocês também pensavam em outras coisas pra mim. Não é justo comigo nem com vocês” (sic).
A partir desse caso clínico hipotético, julgue o item a seguir, considerando o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-V), a Classificação Internacional das Doenças (CID-10), o Código de Ética Profissional do Psicólogo, noções de psicologia hospitalar e o papel do psicólogo nesse contexto.
Na situação, estão presentes os critérios para se diagnosticar Luana com transtorno de ansiedade decorrente do quadro cancerígeno.
Alternativas
Q1683057 Psicologia

No que se refere aos transtornos alimentares, julgue o item a seguir.


Dificuldades de apego precoce e maus-tratos são fatores psicossociais importantes no desenvolvimento de quadros ou transtornos alimentares.

Alternativas
Q1683056 Psicologia

No que se refere aos transtornos alimentares, julgue o item a seguir.


A pica pode ser diagnosticada junto com outros transtornos alimentares.

Alternativas
Q1683055 Psicologia

No que se refere aos transtornos alimentares, julgue o item a seguir.


O transtorno alimentar denominado pica caracteriza-se pela ingestão de substâncias não alimentares, frequentemente comparecendo antes dos 2 anos.

Alternativas
Q1683054 Psicologia

No que se refere aos transtornos alimentares, julgue o item a seguir.


Os fatores psicossociais desempenham papel preponderante na etiologia dos transtornos alimentares.

Alternativas
Q1683053 Psicologia

No que se refere aos transtornos alimentares, julgue o item a seguir.


A etiologia dos transtornos alimentares é complexa e pode ser multifatorial, com curso de desenvolvimento relativamente positivos.

Alternativas
Q1683052 Psicologia

No que se refere aos transtornos alimentares, julgue o item a seguir.


Em se tratando de alterações alimentares na infância, há de se considerar o que se ingere, além da forma como se faz a ingestão.

Alternativas
Q1681311 Psicologia

Vygotsky e os conceitos de pensamento e fala

Por V. SOUZA e P. ANDRADA (adaptado).


“O pensamento é uma nuvem, da qual a fala se desprende em gotas” (Vygotsky, 1925). Por meio desta afirmação poética, Vygotsky traz à tona a relação que pretendemos abordar aqui: a fala como expressão do psiquismo. 

O autor salienta que não há como estudar o pensamento e a fala a não ser pelo método dialético, que confere um caráter histórico às questões ligadas ao comportamento humano. Ele afirma que a questão do pensamento e da fala supera os limites das ciências naturais e se transforma em um fato histórico-social (Vygotsky, 1934). Segundo ele, é pela aquisição da fala que nos relacionamos socialmente e, ao mesmo tempo, interferimos na construção do meio. O que o sujeito pensa, interpreta e expressa é o que ele apreende de seu entorno, mas também, dialeticamente, é pela fala que este mesmo sujeito pode interagir e transformar o mundo (Vygotsky, 1931). 

Considera, o autor, que a fala, inicialmente, exerce a função de comunicação entre a criança e o meio e, nesse processo, vai construindo as condições para que se transforme em fala interna, quando exercerá a função de organizar o pensamento. A fala interna se desenvolve mediante as trocas estruturais e funcionais derivadas da fala social (Vygotsky 1934). Por volta dos dois anos de idade, as curvas do desenvolvimento da fala e do pensamento se encontram, em um processo exclusivamente humano. O autor aponta que neste momento em que ocorre o estabelecimento de um nexo entre estas duas funções (fala e pensamento) há um grande salto no desenvolvimento do sujeito. 

A partir deste salto advindo do desenvolvimento da fala, a criança pode explorar a relação entre signo e significado. A palavra, que era inicialmente para a criança uma propriedade externa do objeto, passa a ter um significado simbólico, que o autor denomina de função simbólica da fala. Essa conquista abre portas para a criança se apropriar de uma gama maior de experiências circundantes em sua realidade.

A palavra é o signo que conceitua e, ao mesmo tempo, representa o objeto, dando-lhe sentido como um predicado do pensamento. À medida que a fala fica mais complexa, o pensamento também se torna mais desenvolvido. Cada estágio do desenvolvimento do significado das palavras representa também um novo estágio de desenvolvimento na relação entre pensamento e fala (Vygotsky, 1934). 

Por estes processos descritos por Vygotsky é que o sujeito, cada vez mais, pode ampliar suas trocas com o mundo e, assim, expandir as representações do meio ao seu redor, formar novos conceitos e desenvolver a consciência de si e da realidade. Daí a compreensão de que o sujeito é produto e produtor de sua história, constituição possível, justamente, por seu caráter histórico-social. 

(Estudos de Psicologia. Campinas. 30(3). 355-365. julho - setembro 2013. Fonte: https://bit.ly/2J3VWiH). 

Leia o texto 'Vygotsky e os conceitos de pensamento e fala' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:


I. Segundo Vygotsky, é pela aquisição da fala que nos relacionamos socialmente e, ao mesmo tempo, interferimos na construção do meio, como se pode concluir a partir da análise das informações do texto.

II. O texto leva o leitor a concluir que Vygotsky considera que a fala, inicialmente, exerce a função de comunicação entre a criança e o meio e, nesse processo, vai construindo as condições para que se transforme em fala interna, quando exercerá a função de organizar o pensamento.

III. Para Vygotsky, a palavra é o signo que conceitua e, ao mesmo tempo, representa o objeto, dando-lhe sentido literal como um predicado do pensamento, ao mesmo tempo em que impede o intercâmbio de ideias e sentimentos entre os indivíduos, como se pode perceber a partir da análise dos dados e informações do texto.


Marque a alternativa CORRETA:

Alternativas
Q1681310 Psicologia

Vygotsky e os conceitos de pensamento e fala

Por V. SOUZA e P. ANDRADA (adaptado).


“O pensamento é uma nuvem, da qual a fala se desprende em gotas” (Vygotsky, 1925). Por meio desta afirmação poética, Vygotsky traz à tona a relação que pretendemos abordar aqui: a fala como expressão do psiquismo. 

O autor salienta que não há como estudar o pensamento e a fala a não ser pelo método dialético, que confere um caráter histórico às questões ligadas ao comportamento humano. Ele afirma que a questão do pensamento e da fala supera os limites das ciências naturais e se transforma em um fato histórico-social (Vygotsky, 1934). Segundo ele, é pela aquisição da fala que nos relacionamos socialmente e, ao mesmo tempo, interferimos na construção do meio. O que o sujeito pensa, interpreta e expressa é o que ele apreende de seu entorno, mas também, dialeticamente, é pela fala que este mesmo sujeito pode interagir e transformar o mundo (Vygotsky, 1931). 

Considera, o autor, que a fala, inicialmente, exerce a função de comunicação entre a criança e o meio e, nesse processo, vai construindo as condições para que se transforme em fala interna, quando exercerá a função de organizar o pensamento. A fala interna se desenvolve mediante as trocas estruturais e funcionais derivadas da fala social (Vygotsky 1934). Por volta dos dois anos de idade, as curvas do desenvolvimento da fala e do pensamento se encontram, em um processo exclusivamente humano. O autor aponta que neste momento em que ocorre o estabelecimento de um nexo entre estas duas funções (fala e pensamento) há um grande salto no desenvolvimento do sujeito. 

A partir deste salto advindo do desenvolvimento da fala, a criança pode explorar a relação entre signo e significado. A palavra, que era inicialmente para a criança uma propriedade externa do objeto, passa a ter um significado simbólico, que o autor denomina de função simbólica da fala. Essa conquista abre portas para a criança se apropriar de uma gama maior de experiências circundantes em sua realidade.

A palavra é o signo que conceitua e, ao mesmo tempo, representa o objeto, dando-lhe sentido como um predicado do pensamento. À medida que a fala fica mais complexa, o pensamento também se torna mais desenvolvido. Cada estágio do desenvolvimento do significado das palavras representa também um novo estágio de desenvolvimento na relação entre pensamento e fala (Vygotsky, 1934). 

Por estes processos descritos por Vygotsky é que o sujeito, cada vez mais, pode ampliar suas trocas com o mundo e, assim, expandir as representações do meio ao seu redor, formar novos conceitos e desenvolver a consciência de si e da realidade. Daí a compreensão de que o sujeito é produto e produtor de sua história, constituição possível, justamente, por seu caráter histórico-social. 

(Estudos de Psicologia. Campinas. 30(3). 355-365. julho - setembro 2013. Fonte: https://bit.ly/2J3VWiH). 

Leia o texto 'Vygotsky e os conceitos de pensamento e fala' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:


I. O texto apresenta ao leitor a ideia de que é por meio dos processos descritos por Vygotsky que o sujeito, cada vez mais, pode ampliar suas trocas com o mundo e, assim, expandir as representações do meio ao seu redor, formar novos conceitos e desenvolver a consciência de si e da realidade.

II. A conquista das habilidades psicomotoras finas, como andar e correr, abre portas para a criança se apropriar de uma gama maior de experiências circundantes em sua realidade, pois viabiliza a comunicação com outros indivíduos, como se pode concluir a partir da leitura cuidadosa das informações do texto.

III. Uma das ideias presentes no texto é a de que o que o sujeito pensa, interpreta e expressa é o que ele apreende de seu entorno, mas também, dialeticamente, é pela fala que este mesmo sujeito pode interagir e transformar o mundo.


Marque a alternativa CORRETA:

Alternativas
Q1681309 Psicologia

Vygotsky e os conceitos de pensamento e fala

Por V. SOUZA e P. ANDRADA (adaptado).


“O pensamento é uma nuvem, da qual a fala se desprende em gotas” (Vygotsky, 1925). Por meio desta afirmação poética, Vygotsky traz à tona a relação que pretendemos abordar aqui: a fala como expressão do psiquismo. 

O autor salienta que não há como estudar o pensamento e a fala a não ser pelo método dialético, que confere um caráter histórico às questões ligadas ao comportamento humano. Ele afirma que a questão do pensamento e da fala supera os limites das ciências naturais e se transforma em um fato histórico-social (Vygotsky, 1934). Segundo ele, é pela aquisição da fala que nos relacionamos socialmente e, ao mesmo tempo, interferimos na construção do meio. O que o sujeito pensa, interpreta e expressa é o que ele apreende de seu entorno, mas também, dialeticamente, é pela fala que este mesmo sujeito pode interagir e transformar o mundo (Vygotsky, 1931). 

Considera, o autor, que a fala, inicialmente, exerce a função de comunicação entre a criança e o meio e, nesse processo, vai construindo as condições para que se transforme em fala interna, quando exercerá a função de organizar o pensamento. A fala interna se desenvolve mediante as trocas estruturais e funcionais derivadas da fala social (Vygotsky 1934). Por volta dos dois anos de idade, as curvas do desenvolvimento da fala e do pensamento se encontram, em um processo exclusivamente humano. O autor aponta que neste momento em que ocorre o estabelecimento de um nexo entre estas duas funções (fala e pensamento) há um grande salto no desenvolvimento do sujeito. 

A partir deste salto advindo do desenvolvimento da fala, a criança pode explorar a relação entre signo e significado. A palavra, que era inicialmente para a criança uma propriedade externa do objeto, passa a ter um significado simbólico, que o autor denomina de função simbólica da fala. Essa conquista abre portas para a criança se apropriar de uma gama maior de experiências circundantes em sua realidade.

A palavra é o signo que conceitua e, ao mesmo tempo, representa o objeto, dando-lhe sentido como um predicado do pensamento. À medida que a fala fica mais complexa, o pensamento também se torna mais desenvolvido. Cada estágio do desenvolvimento do significado das palavras representa também um novo estágio de desenvolvimento na relação entre pensamento e fala (Vygotsky, 1934). 

Por estes processos descritos por Vygotsky é que o sujeito, cada vez mais, pode ampliar suas trocas com o mundo e, assim, expandir as representações do meio ao seu redor, formar novos conceitos e desenvolver a consciência de si e da realidade. Daí a compreensão de que o sujeito é produto e produtor de sua história, constituição possível, justamente, por seu caráter histórico-social. 

(Estudos de Psicologia. Campinas. 30(3). 355-365. julho - setembro 2013. Fonte: https://bit.ly/2J3VWiH). 

Leia o texto 'Vygotsky e os conceitos de pensamento e fala' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:


I. O Vygotsky aponta que, quando ocorre o estabelecimento de um nexo entre a fala e o pensamento, há um grande salto no desenvolvimento do sujeito, conforme se pode inferir a partir dos dados do texto.

II. O texto apresenta ao leitor a ideia de que o sujeito é o produto e o produtor de sua história, sendo essa uma constituição possível, justamente por seu caráter históricosocial.

III. As informações presentes no texto permitem inferir que, na perspectiva de Vygotsky, o pensamento é uma nuvem, da qual a fala se desprende em gotas.


Marque a alternativa CORRETA:

Alternativas
Q1681308 Psicologia

Vygotsky e os conceitos de pensamento e fala

Por V. SOUZA e P. ANDRADA (adaptado).


“O pensamento é uma nuvem, da qual a fala se desprende em gotas” (Vygotsky, 1925). Por meio desta afirmação poética, Vygotsky traz à tona a relação que pretendemos abordar aqui: a fala como expressão do psiquismo. 

O autor salienta que não há como estudar o pensamento e a fala a não ser pelo método dialético, que confere um caráter histórico às questões ligadas ao comportamento humano. Ele afirma que a questão do pensamento e da fala supera os limites das ciências naturais e se transforma em um fato histórico-social (Vygotsky, 1934). Segundo ele, é pela aquisição da fala que nos relacionamos socialmente e, ao mesmo tempo, interferimos na construção do meio. O que o sujeito pensa, interpreta e expressa é o que ele apreende de seu entorno, mas também, dialeticamente, é pela fala que este mesmo sujeito pode interagir e transformar o mundo (Vygotsky, 1931). 

Considera, o autor, que a fala, inicialmente, exerce a função de comunicação entre a criança e o meio e, nesse processo, vai construindo as condições para que se transforme em fala interna, quando exercerá a função de organizar o pensamento. A fala interna se desenvolve mediante as trocas estruturais e funcionais derivadas da fala social (Vygotsky 1934). Por volta dos dois anos de idade, as curvas do desenvolvimento da fala e do pensamento se encontram, em um processo exclusivamente humano. O autor aponta que neste momento em que ocorre o estabelecimento de um nexo entre estas duas funções (fala e pensamento) há um grande salto no desenvolvimento do sujeito. 

A partir deste salto advindo do desenvolvimento da fala, a criança pode explorar a relação entre signo e significado. A palavra, que era inicialmente para a criança uma propriedade externa do objeto, passa a ter um significado simbólico, que o autor denomina de função simbólica da fala. Essa conquista abre portas para a criança se apropriar de uma gama maior de experiências circundantes em sua realidade.

A palavra é o signo que conceitua e, ao mesmo tempo, representa o objeto, dando-lhe sentido como um predicado do pensamento. À medida que a fala fica mais complexa, o pensamento também se torna mais desenvolvido. Cada estágio do desenvolvimento do significado das palavras representa também um novo estágio de desenvolvimento na relação entre pensamento e fala (Vygotsky, 1934). 

Por estes processos descritos por Vygotsky é que o sujeito, cada vez mais, pode ampliar suas trocas com o mundo e, assim, expandir as representações do meio ao seu redor, formar novos conceitos e desenvolver a consciência de si e da realidade. Daí a compreensão de que o sujeito é produto e produtor de sua história, constituição possível, justamente, por seu caráter histórico-social. 

(Estudos de Psicologia. Campinas. 30(3). 355-365. julho - setembro 2013. Fonte: https://bit.ly/2J3VWiH). 

Leia o texto 'Vygotsky e os conceitos de pensamento e fala' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:


I. Após a análise do texto, é possível concluir que, para Vygotsky, cada estágio do desenvolvimento do significado das palavras representa também um novo estágio de desenvolvimento na relação entre pensamento e fala.

II. A partir do salto advindo do desenvolvimento da fala, a criança pode iniciar a exploração do meio que a circunda, conhecer formas e cores e aprimorar o manuseio de objetos, conforme pode ser percebido a partir da leitura cuidadosa das informações do texto.

III. Após a análise do texto, é possível inferir que, a partir do salto advindo do desenvolvimento da fala, a palavra, que era inicialmente para a criança uma propriedade externa do objeto, passa a ter um significado simbólico, que Vygotsky denomina de função simbólica da fala.


Marque a alternativa CORRETA:

Alternativas
Respostas
28241: C
28242: E
28243: C
28244: C
28245: E
28246: E
28247: E
28248: C
28249: E
28250: E
28251: C
28252: C
28253: E
28254: C
28255: C
28256: C
28257: C
28258: C
28259: D
28260: C