Questões de Concurso Sobre psicologia
Foram encontradas 51.756 questões
Leia a situação problema a seguir.
Um hospital de alta complexidade abriu um serviço de cirurgia pediátrica eletiva de pequeno porte com dez leitos. Com a média de permanência de três dias, a diretoria técnica, junto com o setor de psicologia, optaram por testar a oferta de atendimento exclusivamente por solicitação dos pacientes, familiares ou equipe. Dois meses depois, os psicólogos concluíram que a assistência deveria ser composta de atendimento inicial e, a partir daí, o retorno ocorreria apenas por solicitação. Além disso, cinco vezes por semana, seria oferecido um grupo ludoterápico, de 90 minutos, compartilhado com a terapia ocupacional. Após a implementação das mudanças, constatou-se uma média de duas solicitações diárias para esse público.
Levando-se em consideração que o setor de psicologia só funciona de segunda a sexta-feira e que o serviço em questão apresenta média de 15 admissões/semana, quantas horas trabalhadas semanais em média seriam necessárias para atender à demanda, de acordo com parâmetros de hora-assistencial recomendados na Nota Técnica CRP 09 03/2019?
Leia o relato do caso a seguir.
M., do sexo feminino, de 14 anos, chega ao CAPS AD III Infanto-juvenil de Aparecida de Goiânia em uma sexta-feira tarde da noite, acompanhada por conselheira tutelar, após ter sido encontrada por um policial numa festa, com claros sintomas de intoxicação e ter se recusado a informar nome ou local de residência. No dia seguinte, concorda em prestar as informações necessárias e sua família é localizada. A mãe chega à unidade surpresa porque supostamente a filha estava passando o final de semana em casa de uma amiga e jamais havia tido qualquer envolvimento com drogas que fosse de seu conhecimento. A adolescente confirma o uso de drogas lícitas e recreativas já há cerca de três anos e que, na noite anterior, havia experimentado crack. Após este evento, passa a fazer acompanhamento no CAPS em atendimentos grupais e individuais com os diversos profissionais. M. é filha única de pais separados, sendo que o genitor vive fora do país desde que esta tinha quatro anos e não vê a filha mesmo antes da separação. É reservada, mas desenvolve bom vínculo com a psicóloga que passa a ser sua profissional de referência. Em dado momento, a terapeuta suspeita que M. tenha sido vítima de abuso sexual durante a infância, fato que não pôde ser comprovado ou descartado na relação terapêutica. Após dois anos e meio, a adolescente muda de cidade e interrompe o atendimento, havendo alcançado a abstinência e sem histórico de recaídas nos últimos 27 meses.
De acordo com as resoluções do CFP e notas técnicas do CRP 09, qual atitude deve ser adotada na condução deste caso?
Leia o relato do caso a seguir.
Uma pessoa perde seu cãozinho de estimação, porém este cãozinho era muito peralta e desobediente, e ela sempre reclamava por ele ser assim. Ela o amava muito. Inconsolada, ela fala que não quer mais nenhum cãozinho para que não se apegue e sofra novamente. Entretanto, após alguns dias, ela ganha outro cachorro de alguém que tenta confortá-la pela perda do outro. Ela fica contente com a possibilidade de ter um novo amiguinho e coloca-lhe, logo, um novo nome. Mas erra, chamando-o pelo nome do que já morreu. O novo cãozinho é mais obediente e até adestrado, mas ela reclama dele. Ou seja, ela não queria um novo cãozinho porque ainda não havia superado a perda do outro. Assim, ela chama sempre o novo cãozinho pelo nome do antigo, porque, na verdade, ela queria que aquele cãozinho fosse o que morreu e, por isso, também o trata implicando com ele, como se ele fosse o outro, mesmo sendo mais comportado.
Segundo Freud, esse tipo de manifestação do inconsciente é denominado
Leia o relato do caso a seguir.
Durante atendimento, o psicólogo detecta sintomas importantes na paciente. Esta se mostra com falta de empatia; indecisão; pensamento e comunicação simples e concretos; aparência distante e fria; com grande dificuldade de usar uma linguagem apropriada para expressar e descrever sentimentos, e para diferenciá-los de sensações corporais. Demonstra dificuldade em manter relações interpessoais, bem como de reconhecer e responder às emoções dos outros, incluindo tom de voz e expressões faciais.
Segundo Valente (in Rodrigues et al., 2020), esses são sintomas indicativos de
Analise a figura a seguir que retrata o que George Engel (1967) considera sobre as interações psicossomáticas.

Fonte: Psicologia da saúde hospitalar: Uma abordagem psicossomática. São Paulo: Manole, 2020, pág. 20.
Rodrigues et al. (2020) assumem a mesma posição quando falam de interação mente e corpo e consideram que
Leia o relato do caso a seguir.
G. chega ao consultório psicológico relutante e por insistência da esposa. Está chateado com ela, acha que sua esposa duvida de seu sofrimento, mas são 17 anos de casamento e sua família é a coisa mais importante que tem. Conta que é trabalhador da construção civil e sofreu um acidente de trabalho que levou à fratura do fêmur. Foi necessário uma cirurgia e meses de fisioterapia. Foi encostado pelo INSS por um período, mas há alguns meses o perito suspendeu seu benefício e o declarou apto ao trabalho. Só que G. ainda sente fortes dores. Inicialmente, seu médico preencheu novo relatório e ele entrou com recurso que foi negado. Enquanto corria o recurso, seu médico realizou vários exames, prescreveu mais sessões de fisioterapia e, há duas semanas, o informou que concorda com o perito, considerando-o apto ao trabalho, já que os exames não mostraram nenhuma lesão que justifique a dor. Também o encaminhou ao psiquiatra. G. só marcou a consulta com o psiquiatra e o psicólogo pela insistência da esposa. Entende que ela esteja sobrecarregada por ter precisado voltar ao mercado de trabalho, já que a renda da família foi comprometida com a suspensão do seguro saúde. Tem a intenção de dar continuidade ao processo terapêutico, mas confidenciou que contratou um advogado. Pretende processar o INSS e a empresa em que trabalhava.
Diante da experiência de G., qual hipótese terapeuta pode ser formulada?
Leia o relato do caso a seguir.
D. tinha 16 anos quando estava indo com os amigos a uma apresentação de sua banda favorita contra a vontade de seus pais, no dia em que sua mãe se submetera a uma cirurgia. Momentos antes de cruzar os portões, D. parou assustado e gritou que não conseguia enxergar nada. Socorrido por seus amigos que tentaram levá-lo a um local mais calmo, não conseguiu mover as pernas e precisou ser carregado. Logo em seguida, começou a gritar que seu corpo estava pegando fogo e que isso significava que algo horrível havia acontecido com sua mãe. Desesperados, seus amigos ligaram para sua família e o adolescente foi se acalmando aos poucos enquanto conversava com a mãe ao telefone. O pai veio buscá-lo e achou prudente levá-lo a um pronto-socorro, mas os médicos não puderam achar nada de errado e todos os sintomas já haviam sumido. Hoje D. está com 48 anos e nada assim jamais se repetiu. A banda voltou à cidade três anos depois e os amigos puderam finalmente assistir à apresentação pela primeira vez. Aliás, são amigos até hoje e, de vez em quando, lembram do ocorrido que acabou por se tornar uma anedota entre eles.
Em psicopatologia, como se chama a situação descrita?
Leia a seguir a transcrição do dilema de Heinz.
Uma mulher com câncer está em fase terminal. Um farmacêutico descobriu um medicamento que os médicos acreditam que pode salvá-la, porém está cobrando 2000 reais por uma pequena dose – 10 vezes o que o medicamento custa para ser fabricado. O marido da paciente, Heinz, pede dinheiro emprestado, mas consegue reunir apenas metade do valor. Ele implora ao farmacêutico para lhe vender o medicamento por 1000 reais ou deixá-lo pagar o restante depois. O farmacêutico recusa, dizendo “Eu descobri o medicamento e vou ficar rico com ele.” Heinz desesperado arromba a loja e rouba o medicamento.
A teoria de desenvolvimento moral de Lawrence Kohlberg (1969) descreve três níveis de raciocínio moral, cada um com dois estágios. Na teoria do autor, é o raciocínio que está por trás da resposta a um dilema moral e não a resposta em si que indica o estágio de desenvolvimento. O nível III, moralidade pós-convencional, estágio 5, caracteriza-se por: